30 de maio de 2012

Boicotando a si mesmo


De vez em quando nos deparamos com campanhas incentivando o boicote a alguma instituição ou produto. Em uma rápida consulta na internet encontrei campanhas de boicote aos EUA, a redes de televisão, a refrigerantes, ao uso do petróleo e muitas outras.
Porém dificilmente alguém promoveria um boicote contra si mesmo. Pelo menos não conscientemente.
O ressentimento é uma das grandes armas do inimigo para tirar cristãos do reino de Deus. Muitas pessoas estão vivendo pensando que estão caminhando rumo à salvação, mas estão produzindo um boicote espiritual contra si mesmo. Muitos nem se apercebem disso.
Jesus nos deixou na Bíblia um alerta sobre este assunto que é tão importante, pois pode nos tirar do céu e, infelizmente, muitos cristãos têm incorrido neste erro consciente ou inconscientemente.

O limite do perdão

Certa vez o apóstolo Pedro travou o seguinte diálogo com Jesus: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. (Mateus 18:21-22)
O apóstolo Pedro fez uma pergunta muito importante, considerando que nas relações humanas é quase impossível conviver sem ofender de alguma forma aqueles que estão próximos a nós. Mas se observarmos bem a pergunta, Pedro pergunta sobre o perdão a um irmão. Geralmente as pessoas que mais cometem coisas ofensivas contra nós são aqueles que estão mais próximos. Cônjuges, irmãos, pais e filhos, enfim, geralmente no círculo familiar o perdão precisa ser colocado em prática mais frequentemente, pois as ofensas também acontecem com certa frequência. Mas onde existirem pessoas convivendo o perdão será necessário.
Os rabinos limitavam o número de perdões em até três vezes. Portanto para os líderes judaicos ninguém estaria obrigado a perdoar a quarta vez e isso não seria incorrer em erro.
Pedro então, para mostrar sua generosidade dobrou o número de perdões e acresceu mais um. Quem sabe ele pensou: “Jesus ficará admirado comigo!”, mas a resposta de Cristo o surpreendeu. O Senhor disse: “Setenta vezes sete”. Jesus não estava limitando o número de perdões a 490 vezes, estava dizendo que devemos estender perdão um número ilimitado de vezes.
Esta é uma mensagem que traz benefícios espirituais para cada cristão, mas não para por aí. Muitos benefícios emocionais também serão alcançados.
O ser humano tem muita dificuldade de perdoar, mas o perdão é mais benéfico para quem o dá do que para quem o recebe. Guardar ressentimento destrói emocionalmente quem o guarda e aumenta a possibilidade de doenças cardíacas. Ressentimento, alguém disse, é um veneno que você toma esperando que o outro morra.
Há, no entanto, um ponto mais importante. Conceder perdão é ponto de salvação. Jesus ilustrou este ensinamento em uma parábola: “Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas (Mateus 18:23-35).

O Primeiro servo

Nesta ilustração de Jesus o primeiro servo devia dez mil talentos. Um talento correspondia a 6000 denários, portanto, 10.000 talentos corresponderia a 60.000.000 de denários. Um denário era o que ganhava um trabalhador comum por um dia de trabalho. Calculando esse valor em dias teríamos 60.000.000 de dias de trabalho, ou seja, aproximadamente 165.000 anos de trabalho. Ninguém vive tanto.
Resolvi atualizar estes valores. É lógico que não há correspondência exata entre a nossa moeda e a dos dias bíblicos, mas nos servirá como ilustração.
Em 165.000 anos estão contidos 1. 980.000 meses. Se considerarmos o salário mensal de um trabalhador comum no Brasil R$ 622,00, teríamos no final de um período como este o valor de R$ 1.231.560.000. Este é um valor suficiente pra comprar 34.672 carros populares modelo 2012 que custam em média R$ 35.000,00 ou daria pra montar uma biblioteca de 17.593.714 livros de R$ 70,00 cada.
Em valores atuais ou dos tempos bíblicos a conclusão é a mesma: A dívida era impagável. Mesmo assim o primeiro servo fez um pedido ao rei: “Sê paciente comigo, e tudo te pagarei”. Essa era uma promessa impossível de ser cumprida. Sabendo disso o Rei perdoou a dívida.
Nós somos este servo. Temos uma dívida impagável com Cristo. A dívida que adquirimos com Deus por causa dos nossos pecados nos faz condenados à morte (Rom. 6:23). Às vezes até pensamos que poderíamos paga-la se fôssemos “bonzinhos”, obedientes, etc. A verdade é que se conseguíssemos passar toda a vida sem cometer nem um ato pecaminoso, nossa dívida ainda estaria do mesmo tamanho. Foi por isso que Jesus nos ofereceu o perdão desta dívida na cruz do calvário. Graças ao amor de Cristo por nós podemos ser perdoados de qualquer pecado que cometemos, basta confessarmos a Jesus (1 Jo. 1:9).


O segundo servo

A parábola conta que depois de ser perdoado, o primeiro servo saiu da audiência com o rei e encontrou o segundo servo que o devia 100 denários. Este era o valor correspondente a três meses de trabalho de um trabalhador comum. Atualizando com os valores que usamos anteriormente daria R$ 1.680. Perceba o contraste: o primeiro servo devia R$ 1.231.560.000 e o segundo devia R$ 1.680.
Mesmo diante de toda esta diferença a Bíblia diz que o primeiro servo sufocava o segundo dizendo: “paga a dívida”. Então foi feito um pedido: “Sê paciente comigo, e tudo te pagarei”. O pedido foi igual ao que o primeiro servo fez ao rei, a diferença é que o segundo servo teria condições de cumprir com a sua promessa, mesmo assim ele foi lançado na prisão.
Nós fazemos assim, queremos o perdão de Deus para nossos pecados, mas recusamos perdoar aqueles que nos ofendem.

A Reação do Senhor

O primeiro servo deveria ser tão compassivo com o segundo quanto o senhor foi com ele. O rei disse que ele deveria tratar o seu conservo “igualmente”. Como ele não agiu assim foi preso até pagar toda a dívida, ou seja, ficou preso para sempre já que sua dívida era impagável.
Se observarmos bem, a dívida que já havia sido perdoada retornou condenando-o a morrer preso.

Duras lições bíblicas

Esta parábola de Jesus encerra duras lições para nós. Primeiramente aprendemos que o perdão de Deus para nós está vinculado ao perdão que oferecemos aos nossos irmãos. No meio da oração que Jesus ensinou ele disse: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6:12). Jesus ainda acrescentou: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15).
Todos nós precisamos do perdão de Deus, porque todos, sem exceção, pecamos. E mesmo que conseguíssemos ficar sem cometer atos pecaminosos, ainda seríamos pecadores por natureza necessitados do perdão de Deus. Esse deveria ser um motivo mais que suficiente para oferecermos perdão ao nosso próximo.
Outra lição que podemos aprender com esta parábola é que quando não perdoamos aos nossos irmãos, os nossos pecados já perdoados voltam a ficar ativos nos registros do céu. Esse é outro bom motivo para não guardarmos ressentimento do nosso próximo.
Perdoar o meu irmão, portanto, é uma questão de Salvação. No céu só entrarão pecadores perdoados e restaurados, mas se não perdoamos ao nosso próximo, não poderemos ser perdoados e, consequentemente, estaremos fora do céu.

Decisão Importante

Esta doutrina bíblica precisa ser motivo de nossas profundas reflexões. A quem você tem que perdoar? Talvez a seu pai que o tratou mal na infância, quem sabe a um parente que te ofendeu profundamente, é possível que seja um colega de trabalho ou um vizinho que te magoou, um irmão da igreja que te prejudicou. Não importa quem seja. A Bíblia nos conclama a estender o perdão a todos que nos ofenderam, mesmo que esta pessoa não queira nosso perdão. Perdoar traz mais benefícios a quem perdoa do que a quem é perdoado.
Nosso grande exemplo é Jesus. A dívida que tínhamos com Ele era impagável e fomos perdoados. Nenhuma ofensa de um ser humano para com outro será tão grande quanto a que os humanos fizeram para com Deus. Por isso hoje é dia de perdoar aqueles que lhe ofenderam. Quem sabe procura-los hoje mesmo. Dessa forma estaremos em paz com Deus e com nosso próximo.

Escrito por Felippe Amorim


29 de maio de 2012

A Alegria de Jesus


Tenho-lhes dito estas palavras para que a Minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa. João 15:11

A maioria das figuras e imagens que retratam Jesus mostram-nO em Suas ultimas três horas de vida. Rosto sangrento, pálido e cheio de sofrimento. Outras figuras O mostram como alguém sério e circunspecto. Se você pensa em Jesus como alguém sempre franzindo a testa, suspirando de indignação, uma pessoa severa, está longe da verdade.

Felizmente, de algum tempo para cá, apareceu aquilo que tinha sido considerado quase como um sacrilégio: Jesus sorridente, bronzeado, cheio de vida. Um Redentor com leveza no andar e simpatia no olhar. Mesmo que ninguém tenha registrado que Ele sorriu, não tenho dúvida de que havia em Seu rosto um cordial sorriso franco, cheio de sinceridade.

Isso mesmo! O Homem que veio nos salvar irradiava alegria por onde quer que andasse. Se Seu semblante fosse o de uma pessoa sisuda, não teria atraído para Si as multidões como o fez. Marcos afirma em seu Evangelho que “a grande multidão O ouvia com prazer” (Mc 12:37). Era bem diferente do semblante carregado dos dirigentes religiosos da época.

Ele foi o verdadeiro agente da alegria. Na parábola dos perdidos e achados, houve alegria. No leproso que voltou para agradecer; no cego que voltou a ver; no paralítico que andou; no surdo que ouviu, em todas essas ocasiões e pessoas houve alegria. Ela também existiu quando Ele alimentou a multidão, recebeu as crianças e acalmou a tempestade. E que imensa alegria deve ter havido na manhã da ressurreição, quando Ele falou para as mulheres “Salve!” (Mt 28:9). Foi como se estivesse dizendo: “Alegrem-se!”

A alegria que Ele dá é muito mais duradoura do que a hilaridade e o burburinho efervescente que terminam depois de uma festa. No pacote da graça, está incluída a alegria e Deus nos dá essa alegria todos os dias: nas gargalhadas de um bebê, no seu sorrisinho quando está dormindo, no canto do pássaro, no orvalho da manhã, no alarido das crianças, no brilho do céu, na formatura dos filhos, quando os noivos dizem “sim” no altar...

Por que não decidir  hoje viver com aquele sentimento de paz, bem-estar e alegria que só Jesus sabe dar?

“A alegria é a bandeira desfraldada no castelo do meu coração, pois o Rei está hospedado nEle” (autor desconhecido).

José Maria Barbosa Silva

FUTURO MARAVILHOSO


Você já parou para observar a Natureza? As flores, os animais, os rios, o mar?
Já respirou bem fundo, em meio à Natureza, e sentiu o ar puro entrando pelas narinas como uma sensação maravilhosa de bem estar?

A mensagem de hoje tem por título:  O FUTURO MARAVILHOSO.

Vivemos num mundo de maravilhas. Em toda parte vemos operação de leis misteriosas e contemplamos fatos inexplicáveis. A germinação das sementes, o crescimento das plantas, a formação de um novo ser humano, o seu nascimento, a estrutura e o funcionamento do corpo - tudo é maravilhoso.

Estas coisas todas não acontecem como obras do acaso. Há um Deus poderoso que criou todas estas outras maravilhas.

Veja o que diz o salmista: “Graças te dou, Senhor, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis”. Salmo 139:14. Isto prova que o salmista tinha uma extraordinária compreensão dos fatos, pois ele escreveu este salmo há três mil anos mais ou menos.

Os movimentos da Terra são maravilhosos, e maravilhosa é a infinidade do espaço. Dia após dia, os cientistas descobrem, através dos satélites mandados ao espaço, maravilhas desconhecidas até então.

Foi Deus quem criou todas essas maravilhas. Não teria, o nosso grandioso Deus, criado também e reservado um futuro maravilhoso para o homem?
Um mundo maravilhosamente belo? Uma existência tão encantadoramente bela, que nem  sequer podemos imaginar?

Sim, querido amigo, Ele tem. A Bíblia declara: “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou o coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” I Coríntios 2:9 

O apóstolo Paulo declara: “Os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.” Romanos 8:18

O futuro que Deus reserva para o homem é um lar maravilhoso. Esse lar será a terra em que vivemos, sim, mas renovada. Na Bíblia lemos: “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra.” II  Pedro 3:13. E o apóstolo João, a quem Deus deu numerosas visões do futuro, escreveu: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram.” Apocalipse 21:1.

A Terra não vai ser destruída, vai ser renovada. Ao renovar a Terra, Deus usará o fogo como agente purificador. A Bíblia declara: “Os céus que agora existem, e a terra, pela mesma palavra têm sido entesourados para o fogo.” II Pedro 3:7. E ainda lemos: “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.” II Pedro 3:10



Nesse fogo de Deus perecerão as obras do pecado; as plantas e animais venenosos, a lavoura, os espinhos e abrolhos do pecado.
Perecerão também Satanás e os seus anjos; perecerá o ímpio. Em Apocalipse 20:10 e 15 lemos:

“O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago do fogo. . . E se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse será lançado no lago do fogo.” O lago de fogo será o fim do reino do mal.

Purificada a terra dos efeitos do pecado, Deus lhe dará de novo aquela beleza que teve a princípio e retratada nas palavras: “Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista”. Gênesis 2:9

Nessa Terra, feita nova, “o deserto e a terra se alegrarão; o ermo exultará e florescerá como o narciso. Florescerá abundantemente, jubilará de alegria e exultará; deu-se-lhes a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Sarom.” Isaías 35: 1 e 2.

A nova terra, que Deus vai criar, terá uma novidade: A  Nova Jerusalém, obra também das mãos de Deus, o apóstolo descreve a sua descida: “E me  transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus.” Apocalipse 21:10.




A Nova Jerusalém, que há ser de a capital do mundo, será maior do que muitos estados do Brasil; as suas ruas serão de ouro, as suas portas serão pérolas; os seus fundamentos, de pedras preciosas; e o seu fulgor será “semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina” (Apocalipse 21)

“A cidade não precisa nem do sol, nem da lua para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminará.” Apocalipse 21:23.
Nesse mundo de glória viverão os salvos. Como disse Jesus: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” Mateus 5:5

No futuro maravilhoso não haverá doenças. Em Isaías lemos: “Nenhum morador dirá: Estou doente.” Isaías 33:24. E ainda lemos: “A morte já não mais existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” Apocalipse 21:4

Ao serem os salvos reunidos para o reino, quando Jesus voltar, os defeitos físicos desaparecerão, também os sinais da velhice. Todos terão corpo perfeito. Ninguém vai mais se preocupar se está gordo, ou magro. Não haverá mais hospitais, nem cemitérios.

Haverá trabalho para todos. Não haverá mais pessoas desempregadas. O salutar prazer de  fazer alguma coisa com as próprias mãos será uma das bênçãos desse novo mundo.

A Bíblia declara: “Eles (os salvos) edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas, e comerão o seu fruto.

Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão todas as obras das suas próprias mãos.” Isaías 65:21, 22.

No futuro maravilhoso haverá segurança. A Bíblia nos diz: “O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras, e em lugares quietos e tranquilos.” Isaías 32:18

Haverá convívio com os anjos. Sim, com o nosso anjo da guarda, de quem ouviremos, com espanto, como fomos salvos por ele dos perigos.
No futuro maravilhoso, haverá crescimento espiritual. E o caráter de Deus será o tema de estudo. Deus se propõe “mostrar”, e o apóstolo Paulo declara: “Nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, e bondade para conosco, em Cristo Jesus”.  Efésios 2:7

E para vivermos este tão maravilhoso futuro, só há um caminho: Aceitar a Jesus como nosso Salvador . Esta é a verdadeira esperança.

Se você aceitar a Jesus como o seu Salvador, você será uma nova criatura, uma nova pessoa e, portanto, será um cidadão do maravilhoso mundo porvir.

Pr. NEUMOEL STINA

O poder vivificante

“Orai sem cessar. Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” I Tessalonissenses 5:17; Lucas 11:13

Enquanto cursava Teologia, estive em uma igreja onde seis membros se reuniam na parte da manhã e dois à tarde. Oramos muitos rogando a Deus para saber qual era o plano para que a igreja crescesse e recobrasse a vida.
Deus mostrou um plano simples que consistia de orar na igreja com os membros presentes a cada reunião e também orarmos em nossos lares todos os dias. Tínhamos pedidos específicos, o derramamento do Espírito Santo sobre cada membro e o crescimento espiritual e no número de pessoas.
 

O resultado desse plano ajudou no crescimento da espiritualidade, no número de membros e na melhora do relacionamento entre os irmãos em Cristo. O lugar comportava cerca de cinquenta pessoas, mas tornou-se pequeno diante do aumento do número de membros.
Outra bênção importante ocorrida, fruto da oração, foi que um senhor que frequentava a igreja mas que ainda não era membro batizado, teve o coração tocado por Deus e doou dez mil dólares para a compra de um terreno para a construção da igreja.
A oração no presente é interrompida devido ao sistema em que vivemos. Por tudo o que temos de fazer de forma rápida e, muitas vezes, urgente. São tantas as atividades que quase não sobra tempo para orar, mas a Bíblia recomenda que tenhamos espírito incansável de oração, sem cessar, noite e dia, a despeito da nossa pressa, pois devemos orar e orar.
 

O resultado de orar sem cessar é a promessa de Deus de nos dar uma bênção especial, o Espírito Santo. Deus dá Seu Espírito se Lhe pedirmos de forma proposital e não casual. A busca deve ser incansável, decidida, interessada e desejada de todo o coração.
Deus pode fazer coisas extraordinárias se decidirmos pedi-las através da oração, com coração sincero. Ele nos dará muitas bênçãos se estamos implantando este projeto no lugar de trabalho e teremos bênçãos ainda maiores, porque Deus é real e cumpre Suas promessas.

Vinício Montúfar é pastor no Equador

QUANTO CUSTA A SALVAÇÃO?


Qual é o preço da salvação? Você sabe quanto custa ser salvo? Você acha que precisa dar dinheiro para obter a salvação? Ou acha ainda, que precisa fazer algum sacrifício especial para ser salvo? Como podemos conhecer o preço da libertação?

O título da palestra de hoje é: QUANTO CUSTA A SALVAÇÃO?
 Nenhum bem se iguala em valor ao bem da salvação da alma.
E porque esse bem é assim tão precioso, quase todos os homens crêem que para alcançar essa dádiva preciosa que é a salvação, terão que dar algo em troca.
 Alguém disse que há no mundo apenas duas religiões: A dos que crêem que devem dar alguma coisa – dinheiro, sacrifício, serviço – para adquirir a salvação e a dos que crêem que a salvação é gratuita, ou em outras palavras: Nada temos que dar ou fazer para sermos salvos.
 Mas, afinal de contas quem está certo?
A Bíblia declara, realmente, que a salvação é gratuita. Em Isaías 55:1 lemos:
 “Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.”
 E o apóstolo Paulo diz: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamene, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” Romanos 3:23, 24.
 Nem todos os tesouros do mundo, nenhum sacrifício, nenhuma quantidade de boas obras podem comprar a salvação. O preço dela transcende  o que possa dar ou fazer o homem.

O pecado trouxe a sentença de morte. Em Romanos 6:23 nós lemos: “O salário do pecado é a morte.” Pela verdadeira justiça, o que o ser humano merece é  a morte. Não são os tesouros, não é o sacrifício, não são as boas obras, mas sim a morte.
 Se o ser humano fosse pagar a salvação, teria que dar a vida. Assim, o mal do homem era maior do que ele poderia remediar, e não lhe restaria nenhuma esperança.
 Deus interveio e assumiu a culpa do homem. A Bíblia nos diz: "Todos andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.” Isaías 53:6
 Quando Jesus assumiu os pecados do homem e provou o castigo, morrendo morte de cruz, Ele tornou-Se o Autor e a Fonte da salvação do homem. A Bíblia chama Jesus de: “O Senhor Justiça Nossa”. Jeremias 23:6
 E em II Coríntios 5:21, encontramos o seguinte pensamentos: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.”
 A justiça de Deus acha-se concretizada em Cristo. Quando aceitamos a Cristo como Salvador, recebemos a justiça Divina.
 “Não é por meio de penosas lutas ou fatigante lida, nem de dádivas ou sacrifícios, que alcançamos a justiça; ela é, porém, gratuitamente dada a toda alma que dela tem fome e sede.” O Maior Discurso de Cristo, página 23.
 Em Romanos 3: 22-24, encontramos a declaração maravilhosa de que a justiça de Jesus nos é concedida mediante a fé em Jesus Cristo.

A fé é a condição sob a qual Deu achou por bem prometer perdão aos pecadores; não que haja na fé alguma virtude pela qual a salvação é merecida, mas, porque a fé pode lançar mão dos méritos de Cristo, o remédio provido para o pecado.
 Quando pela fé aceitamos a morte substituinte de Cristo como a justa pena dos nossos pecados, Deus de Seu lado aceita a nossa fé em lugar de justiça – de obediência, retidão, santidade – e põe a justiça de Cristo a nosso crédito.
A obediência, a perfeição de Cristo substitui a nossa passada desobediência e imperfeição pecaminosa.
 Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na terra em meio de provas e tentações como as que sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça.
 Se nos entregarmos a Ele e O aceitarmos como nosso Salvador, seremos então, por mais pecaminosa que tenha sido nossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o nosso caráter, e seremos aceitos diante de Deus exatamente como se não houvéssemos pecado.
 Que maravilhosa provisão do amor de Deus! Ele faz por nós, em Cristo, o que não podemos fazer de nós mesmos, o que se acha totalmente além do dinheiro, das honras e obras humanas: perdoa nossos pecados, livra-nos da condenação, reconcilia-nos com o Céu e faz do maior pecador  um filho amado.
 O apóstolo Paulo nos diz: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8, 9.
 A justiça que Cristo dá é santidade, e perfeição de caráter, justamente o que a lei de Deus requer. Ela não é um manto que cobre o pecado – noutras palavras, uma transação pela qual o homem continua pecando e Deus passe a olhá-lo como justo e reto.

Quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador, Ele não apenas perdoa o nosso passado, mas pelo Seu Espírito ocupa também o trono do nosso coração. Vive em nós.
 “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” Gálatas 2:20
 E assim, o Salvador Jesus Cristo, implantando no coração a Sua justiça, faz que amemos os santos princípios da lei do Senhor, e movidos por esse amor, nós os praticamos espontaneamente.
 Este é o preço da salvação, do maior dos bens; ter fé em Jesus, como Salvador pessoal, e  recebê-Lo no coração com o sincero propósito de viver para Ele!
 O perdão é a dádiva da graça de Deus. Mas, dádiva possível através do sangue de Cristo.
 O sacrifício de Cristo nos possibilitou a Salvação. E quando pensamos em Seu sofrimento, é impossível deixar de abrir o coração para que Ele, Jesus Cristo, possa ocupar o trono do nosso viver.

PR NEUMOEL STINA

28 de maio de 2012

O que torna, muitas vezes, a oração tão difícil?


Há um número surpreendente de pessoas que acreditam em Deus, mas que não oram muito. Dizem que orar é muito difícil. Fiz uma rápida pesquisa entre as pessoas que mencionaram sentir-se desse jeito e aqui estão algumas das razões que deram. Veja se reconhece a si próprio em alguma delas:
“Acho que orar é difícil porque há muitos tipos diferentes de oração e não tenho certeza de como devo orar.” É verdade. Há muitos tipos de orações. Há louvor e adoração, que consiste em glorificar a Deus. Há a confissão, quando abrimos o coração a Deus e lhe pedimos que revele tudo o que há dentro de nós, e nos purifique. Há a petição, quando contamos a Ele nossas necessidades e preocupações. Há a intercessão, quando oramos pelos outros. Como saber que tipo de oração fazer, e quando? O que acontece se fizermos a oração errada? Quando temos mais perguntas do que respostas sobre oração, o ato de orar se torna muito complexo em nossas mentes e tendemos a evitá-lo. Mas Deus não está pedindo que façamos um curso de teologia antes de nos achegarmos a Ele. Ele simplesmente deseja que abramos nosso coração com toda a honestidade. O modo certo de orar procede de um coração que ama a Deus e que deseja comunicar-se com Ele.
“Acho que orar é difícil porque não faço isso muito bem.” As pessoas muitas vezes ficam hesitantes em orar porque esperam muito de si mesmas. Ouvem a eloqüência e o poder das orações de outras pessoas e sentem como se tivessem de fazer o mesmo. Acham que precisam soar como o maior pregador da Terra. Mas Deus olha para nosso coração, não para nossa eloqüência. Além disso, ninguém começa como intercessor poderoso. Todos começamos com simples orações que saem diretamente do coração. E não há nada de errado em fazer uma oração que outra pessoa tenha escrito, ou dizer uma oração memorizada, se for uma oração de acordo com seu coração e à qual você acredite que Deus vai responder. O fato de outra pessoa ter escrito a oração não significa que Deus não irá ouvi-la, vindo ela de seus lábios. Comece assim e cresça a partir daí.
“Acho que orar é difícil porque, bem lá no fundo, duvido que realmente funcione.” Muitas pessoas duvidam de que Deus esteja mesmo ouvindo quando estão orando. E se ele estiver ouvindo, pensam: Por que me ouviria? Ele é o Deus do Universo; sou apenas uma minúscula partícula em comparação a Ele. Ou podem achar que a oração até funciona, mas não as orações delas. Não compreendem como Deus definiu tudo isso. Pensam: Por que devo me preocupar? Mas o Senhor decidiu orientar sua ação em resposta a nossas petições.
“Eu acho difícil orar porque sinto que não sou bom o bastante para merecer uma resposta.” Muitas pessoas sentem que Deus não está satisfeito com elas porque acham que falharam no que deveriam ser ou fazer. Devido a esses fracassos ou ao que elas não têm feito, acreditam não merecer um pouco do tempo dEle. A verdade é que nenhum de nós é merecedor. Nenhum de nós tem feito tudo o que deveria. Todos nós falhamos. Somente Jesus nos torna dignos. Somente a graça de Deus e o poder capacitador do Espírito Santo nos ajudam a viver do modo como Ele deseja. Deus é amoroso e compassivo. Ele não está esperando para nos atingir com um raio porque não fazemos tudo direito, mas sim que nos acheguemos a Ele e confessemos nossos pecados para que Ele possa fazer tudo certo.
“Acho difícil orar porque vejo Deus como um ser distante.” As pessoas que não conhecem bem a Deus pensam nEle como se estivesse muito longe e acreditam que suas orações têm de viajar muito para alcançá-lo.Visualizam suas orações evaporando pelo ar imediatamente depois de as proferirem. Se você sente que suas orações não são poderosas o bastante para chegar aos ouvidos de Deus, você não está sozinho. Ficará surpreso com a quantidade de gente que sente o mesmo. Mas quando recebemos a Jesus, ele se torna o Mediador entre Deus e nós. Ele também nos dá o Espírito Santo, que vive agora em nosso meio, provendo-nos, assim, de uma linha direta com o Senhor. Nossas orações não precisam viajar tanto assim.
“Acho difícil orar porque não tenho certeza de minha oração estar dentro da vontade de Deus.” As pessoas muitas vezes têm medo de pedir a coisa errada, pois acham que isso causará problemas. Temem ser punidas por uma oração incorreta ou terem essa oração respondida e obterem algum resultado ruim, porque pediram sem sabedoria. A primeira coisa a ser compreendida sobre a vontade de Deus é esta: a vontade dEle é que oremos! Não somos chamados para analisar tudo perfeitamente ou para orar de forma excelente, e sim para levar o clamor de nosso coração e nossas percepções limitadas até o Senhor, que é perfeito e excelente, e descansar nEle a respeito desses assuntos. Não temos de ter medo de que orações absurdas passem despercebidas por Deus e de que Ele, inadvertidamente, responda a uma oração que não sirva a seus propósitos. Uma oração imperfeita não causará um acidente cósmico escorregando pelo céu e deslizando através da maquinaria da providência divina, sem que o Senhor saiba. Nunca veremos Deus olhando desconcertado para a Terra e pensando: ‘Como pude deixar que aquela oração fosse respondida?’”
Não importa nosso nível de experiência com a oração, jamais nossa forma de orar será perfeita. Nem sempre obteremos total compreensão do modo como Deus quer que oremos em toda e qualquer situação, mas não precisamos conhecer Sua vontade perfeita antes de orar. Podemos descobri-la enquanto oramos.
Peça com ousadia, peça com abundância, peça com fé. Peça como filho dEle e, depois,adore o Senhor na confiança de que Ele agirá conforme a vontade dEle. Mas peça!
O ponto principal é que a vontade de Deus é que oremos. Não temos de nos preocupar se é da vontade dEle responder do jeito como pedimos. Deus não será forçado a dar uma resposta que não seja da vontade dEle. Além disso, não temos de nos preocupar em pedir muita coisa, porque Deus não tem um suprimento de recursos limitado. Ele não vai ficar sem nada. A solução para orar de acordo com a vontade de Deus é orar dizendo o seguinte: “Senhor, que a Tua vontade seja feita neste caso”.
“Acho muito difícil orar porque requer muito de meu tempo para que seja algo eficiente.” As pessoas muitas vezes acreditam que, para ser uma pessoa de oração eficaz, têm que gastar horas em um só dia em oração, assim como fizeram os grandes guerreiros de oração do passado. Embora seja verdade que, quanto mais tempo você passa orando, mais pode orar e mais respostas receberá, não significa que uma oração rápida tenha menor probabilidade de ser respondida. Deus ouve cada palavra, principalmente quando vem de um coração puro e amoroso. “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tg 5:16) Toda oração conta, não interessa quanto tempo levou para ser proferida.
Stormie Omartian, O Poder de Orar Juntos, págs 42 à 45.

Deus está perto


Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo; o Teu bordão e o Teu cajado me consolam. Sal. 23:4.

Onde está Deus quando os inocentes sofrem? Como podemos entender as vicissitudes da vida? A Bíblia apresenta um quadro animador sobre Deus, o qual nos dá coragem nos momentos de crise, esperança nos momentos de desespero, e paz nos momentos de tristeza. O mundo é o campo de batalha entre um ódio intenso e um indescritível amor. E um Deus sábio nem sempre intervém para impedir os resultados do mal. Ele ainda não erradicou todo o sofrimento.

Deus valoriza a liberdade, permitindo que homens e mulheres façam escolhas, mesmo com o risco de errarem. Ele tinha a opção de remover totalmente nossa liberdade de escolha. Mas então nos tornaríamos meros robôs. Deus permite que o mal siga seu curso, mas Ele sempre está presente em meio ao sofrimento humano.

Ele chora com os que choram e sofre com os que sofrem. Sustenta, fortalece e dá apoio. Anima o quebrantado de coração e abraça o ferido. Salmo 23:4 declara: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo.” Salmo 46:1 acrescenta: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.” Em meio à nossa dor e tristeza, Deus está presente. Além das lágrimas, dos pesares e das tristezas, podemos ouvi-Lo dizendo: Sararei o seu coração quebrantado e pensarei suas feridas. Estou com você em seus momentos de maior necessidade (Sal. 147:3).

Alegre-se! Deus está aqui. Ele não prometeu que Seus filhos jamais sofreriam, mas prometeu estar com eles em qualquer circunstância. Existe algo maior do que a ausência de dor. É a presença de Deus em meio à dor. Aceite a promessa: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” Mat. 28:20.
Pr. Mark Finley – Sobre a Rocha.