Pular para o conteúdo principal

A busca por inteligência extraterrestre - Seis questões sobre os ETs e os sinais de rádio detectados

Em busca de vida extraterrestre
Um artigo científico relatando a descoberta de rajadas de ondas de rádio com um padrão matemático estranho, e vindas de algum ponto do universo distante, aumentou as esperanças de que ETs possam estar nos enviando sinais. Mas o que há de real por trás disso e o que são apenas expectativas infladas? Veja o nosso FAQ-ET.
1. Esta é a primeira vez que pensamos ter encontrado alienígenas?
Não, tem havido alguns alarmes falsos. O mais famoso foi um sinal com duração de 72 segundos, batizado de Wow! (Uau!) porque um astrônomo que analisou os dados escreveu a interjeição ao lado dos dados, captados pelo telescópio Big Ear, em 1977. O sinal não parece ter origem terrestre, mas nunca mais foi captado.
Poucos anos antes, a astrônoma Jocelyn Bell pensou ter encontrado sinais de outras civilizações, quando na verdade havia acabado de descobrir os pulsares, restos de estrelas que giram muito rapidamente emitindo um feixe de radiação, como se fossem um farol.
Os softwares do projeto SETI agora eliminam falsos alarmes já na fonte, o que talvez explique a inexistência de quaisquer sinais suspeitos nos últimos 10 anos - até este novo caso anunciado agora.
2. As emissões de rádio podem ter causas naturais não-vivas?
Rajadas rápidas de rádio podem ter várias fontes, incluindo o choque entre duas anãs brancas, gerando uma supernova, ou a aproximação de duas estrelas de nêutrons, que emitem uma rajada de ondas de rádio antes de se fundirem em uma só.
Contudo, nenhum desses eventos apresenta o padrão temporal das rajadas de rádio rápidas detectadas agora.
3. Como é que vamos descobrir se o padrão matemático 187,5 é real ou não?
Com estatística. Primeiro, os astrônomos terão que descobrir mais rajadas de rádio usando vários telescópios diferentes. Com base no tempo que os radiotelescópios estiveram funcionando e na área do céu que eles cobriam, até descobrir as 10 emissões detectadas, estima-se que devem ocorrer 10 mil dessas rajadas rápidas de rádio todos os dias. Observar todo o céu o tempo todo seria uma alternativa cara demais. Assim, dependemos de que os telescópios estejam apontados para o lugar certo, na hora certa.
As novas ocorrências poderão apresentar o mesmo padrão temporal ou não. Se não, caso encerrado. Mas, supondo que se encaixem no cabalístico 187,5, será necessário então procurar quaisquer padrões terrestres que apareçam nas mesmas regiões ou nos mesmos horários.
Isso já pode estar jogando um pouco de água sobre a descoberta: os pesquisadores publicaram uma atualização do seu artigo na qual eles sugerem que os sinais detectados podem seguir o padrão temporal UTC/GMT, que os alienígenas eventualmente não conhecem.
4. Se for realmente um sinal de ETs, como é que vamos saber o que eles estão dizendo?
Para as rajadas de rádio já detectadas, será necessário tentar encontrar padrões e ver se alguma coisa está codificada, além do número 187,5. A detecção de novos sinais poderá ajudar, mas alguns cientistas do SETI acreditam que poderia levar séculos para decodificar qualquer mensagem que recebamos.
5. Que outras formas temos para encontrar ETs?
Os astrônomos têm procurado alienígenas ouvindo sinais de rádio basicamente porque são os mais fáceis de detectar. Também poderíamos procurar pulsos de laser, uma vez que, tanto quanto sabemos, o Universo não cria emissões de laser naturalmente, coisa que os seres humanos - e talvez os aliens - podem fazer.
Outra possibilidade seria procurar por sinais de poluição atmosférica e de luz artificial nos exoplanetas, embora a tecnologia para isso ainda esteja em desenvolvimento.
Finalmente, ETs suficientemente evoluídos podem ter desenvolvido uma versão superevoluída de energia solar, na qual a energia da sua estrela seria coletada por uma esfera Dyson, que deixaria uma assinatura de calor que poderíamos captar.
6. Em resumo, qual é a explicação mais provável para os sinais já detectados?
A única coisa que sabemos com certeza sobre as 10 rajadas rápidas de rádio e seu padrão temporal é que elas estão nos dizendo que nós não entendemos alguma coisa sobre o Universo. O que não sabemos pode ser que temos primos cósmicos, ou que existe algum evento natural ainda desconhecido. O mais provável é que nossas teorias ainda não cobrem algum aspecto do funcionamento dos pulsares ou dos nossos próprios satélites, sejam espiões ou não.
Dessa forma, investigando esse fenômeno nós vamos aprender ou algo sobre astrofísica, ou algo sobre civilizações interestelares. É um jogo no qual ninguém perde.
(Inovação Tecnológica)
Nota: Esta frase me chamou a atenção: “...será necessário tentar encontrar padrões e ver se alguma coisa está codificada”. Por que, quando olham para cima, os pesquisadores concluem que, se encontrarem padrões e códigos, isso será evidência de seres inteligentes, mas, quando olham para baixo, bem embaixo de seu nariz, e veem os padrões e códigos ultracomplexos do DNA, concluem pelo acaso? Difícil entender, não? E mais: se eles encontrarem uma “versão superevoluída de energia solar”, concluirão que isso é evidência de um design inteligente. Ok. E o que dizer da fotossíntese? Não é uma forma superevoluída de captação de energia solar? Não precisamos, realmente, ir muito longe para detectar sinais de inteligência extraterrestre no Universo. A vida neste planeta foi criada por um Ser “extraterrestre”; na verdade, um Ser “extrauniverso”, “extratudo”. Deus. [MB]

A busca por inteligência extraterrestre
Urias Echterhoff Takatohi
A busca por inteligência extraterrestre (SETI – Search for Extraterrestrial Intelligence) envolve numerosos projetos. Todos eles objetivam encontrar evidências de inteligência extraterrestre através de sinais de rádio vindos do espaço. O primeiro desses projetos foi levado a efeito em 1960 pelo astrônomo Frank Drake, atual diretor do SETI Institute. O principal projeto do instituto recebeu o nome de Phoenix, com um orçamento anual de 4 a 5 milhões de dólares. O projeto utiliza grandes radiotelescópios para captar sinais provenientes de estrelas semelhantes ao Sol, que estejam a menos de 200 anos-luz de distância. Além do SETI Institute, outras instituições de pesquisa trabalham em projetos similares; são elas: SERENDIP (Search for Extraterrestrial Radio Emissions from Nearby Developed Intelligent Populations); SETI@Home da Universidade da Califórnia, Berkeley; Southern SERENDIP, na Austrália; Harvard SETI Group e outros.1
Por que os cientistas envidam todos os esforços nesse tipo de atividade? Uma rápida olhada na história do pensamento humano pode ajudar-nos a entender a questão. Até o século XIX, a maior parte do mundo cristão cria que o cosmos e tudo o que nele há eram resultado da criação divina. Os cientistas davam pouca atenção a questões sobre a origem do universo e da vida.
Entretanto, a partir do século XVII, os cientistas descobriram processos regulares na Natureza, que podiam ser explicados por meio de leis abrangentes, algumas vezes expressas na linguagem precisa da matemática. Essas leis naturais e suas teorias permitiam fazer predições de fenômenos, e promover o desenvolvimento de tecnologias que possibilitavam até o controle da própria Natureza. Como resultado, em meados do século XIX, fortaleceu-se a idéia de que a figura de um Deus Criador era desnecessária para explicar os fenômenos naturais. O cosmos se tornou a realidade fundamental. Nessa cosmovisão denominada naturalismo ou materialismo, a busca por uma explicação sobre a origem de tudo, sem menção de um Criador, constituía-se uma necessidade lógica.
A procura pelas origens resultou na teoria da diversidade biológica e levou, em 1859, à publicação do livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Na mesma época, Pasteur abordou experimentalmente a questão da origem da vida, demonstrando que as velhas idéias sobre geração espontânea eram falhas. Porém, a cosmovisão naturalista requer que a vida tenha surgido de combinações não dirigidas de matéria, seguindo apenas as leis da física e da química, sem a intervenção de um agente criativo inteligente. Ernst Haeckel, um biólogo alemão, e Thomas H. Huxley, partidário de Darwin, entendiam que o processo de origem da vida era simples, pois não conheciam detalhes da estrutura das células vivas.
Apesar do otimismo inicial, nenhuma teoria adequada sobre a origem da vida foi desenvolvida até agora, e os livros didáticos de biologia ainda citam as hipóteses do bioquímico russo Oparin (c. 1930), e os experimentos de Stanley Miller, da Universidade de Chicago (1952), como progressos nessa direção.
Apesar dessas experiências terem falhado na tentativa de explicar a origem natural da vida, as suposições naturalistas ou materialistas defendem a idéia de que a vida surgiu sem a intervenção de um Deus inteligente. Considerando a teoria em voga sobre a origem do Universo e da Terra, o surgimento da vida no planeta ocorreu de forma bastante rápida. (Segundo essa teoria, a idade do Universo é de 10 a 20 bilhões de anos. A crosta terrestre teria 4,5 bilhões de anos e a vida surgiu há cerca de três bilhões de anos). Considerando a existência de um número estimativo de 400 bilhões de estrelas em nossa galáxia, e de cerca de 100 bilhões de galáxias no Universo, é razoável supor que muitas dessas estrelas possam ter em seus sistemas planetas semelhantes à Terra, nos quais a vida tenha se desenvolvido como ocorreu em nosso mundo, resultando em civilizações tecnológicas capazes de transmitir mensagens de rádio. Esse arrazoado, com base numa cosmovisão naturalista, é a motivação por trás dos projetos SETI.
A metodologia
Os diversos projetos SETI procuram sinais de rádio de banda estreita com freqüência definida, como os sinais de nossas estações de rádio e TV. As fontes naturais de ondas de rádio vindas do espaço geralmente produzem sinais de banda larga, enquanto que os transmissores de rádio e TV apresentam freqüência específica. Fazendo uma analogia com as ondas sonoras, uma estação de rádio ou TV emite uma nota simples como o som de uma flauta, enquanto que as fontes de rádio naturais produzem um som semelhante ao de uma cachoeira. Espera-se que extraterrestres inteligentes construam transmissores de rádios semelhantes aos nossos. Também se espera que algum ser inteligente, que deseje transmitir ondas eletromagnéticas através do espaço, use uma freqüência de cerca de 1420MHz2. Se um sinal com essas características for detectado, é necessário verificar se ele não provém de fonte humana, como ocorre com os radares ou os satélites de comunicação.
Se um sinal apropriado for detectado, o próximo passo será verificar se há nele alguma evidência semelhante às ondas de radio ou TV. É possível introduzir informação numa onda eletromagnética, mediante pequenas variações intencionais (modulações) em sua freqüência ou amplitude. Os projetos atuais estão operando apenas na busca de um sinal adequado. A procura por uma mensagem num sinal, caso seja encontrada, irá necessitar de nova instrumentação.
Outra questão diz respeito à possibilidade da compreensão da mensagem. Se os extraterrestres são capazes de transmitir sinais de rádio, provavelmente compreendem os princípios básicos da ciência e da matemática, e os utilizam na elaboração de uma linguagem comum.
Desde o início das pesquisas de Frank Drake, há 40 anos, nenhum sinal convincente foi detectado.
O sucesso na ficção
Carl Sagan, entusiástico divulgador da ciência e professor de astronomia e ciência espacial da Universidade de Cornell, escreveu um romance intitulado Contato3. A história descreve os problemas que os cientistas enfrentam a fim de obter fundos para suas pesquisas, e sugere a detecção de um sinal de rádio com os atributos exigíveis, proveniente de Vega, uma estrela da constelação de Lira distante 26 anos-luz da Terra. O descobridor percebe que o sinal está transmitindo uma longa seqüência de números primos. Como não se conhece nenhum fenômeno natural gerador de sinais com estrutura tão complexa e específica como uma seqüência de números primos, os cientistas desse relato ficcionista se convenceram de que a transmissão vinha de uma fonte inteligente.
Mas como distinguir se um sinal provém de uma fonte natural ou é devido ao desígnio de um ser inteligente? A melhor evidência de que algum efeito foi tencionado por uma inteligência é sua complexidade especificada4. Para compreender o que é complexidade especificada, considere o seguinte exemplo:
A seqüência com os dois primeiros caracteres romanos AB é especificada, mas não complexa.
Uma seqüência aleatória com 40 caracteres como: GIVJFJMUUDWQCN TQVTNVXYALZFHMBHULVCXRTPF é complexa, mas não especificada.
Entretanto, a seqüência BUSCA POR INTELIGÊNCIA EXTRATERRESTRE é complexa e especificada.
Pode-se ver a diferença pela determinação da probabilidade de obter cada seqüência escolhendo caracteres por casualidade. Como cada posição na seqüência tem 27opções (26 caracteres mais o espaço em branco), pode ser obtido um total de 729 (27 x 27) seqüências com dois caracteres. A seqüência especificada com dois caracteres é uma em 729 seqüências. Por outro lado há 2740 (= 1,797x1057) seqüências diferentes com 40 caracteres (o número 1,797x1057 é equivalente a 1.797 seguido de 54 zeros). Esse número é tão grande que dificilmente poderíamos entender seu significado. É 600 vezes maior do que a soma de todos prótons e nêutrons que constituem o planeta Terra. Assim, uma seqüência específica composta de 40 caracteres alfabéticos é uma em 1,797x1057 seqüências. É praticamente impossível obter uma seqüência específica com esse tamanho, pela escolha aleatória de caracteres. Sabemos por experiência que seqüências complexas específicas são o resultado de um desígnio inteligente.
Em suma, a busca por inteligência extraterrestre procura ondas de rádio com características semelhantes às produzidas por transmissores construídos pelos homens. Se um sinal assim for detectado, o próximo passo será investigar se há complexidade especificada nele. Em outras palavras, os cientistas estão procurando alguma transmissão de rádio extraterrestre que possa, sem dúvida, ser reconhecida como produto de uma mente inteligente.
O sucesso não reconhecido
Um grande progresso foi verificado na ciência biológica na segunda metade do século XX. Detalhes antes inimagináveis com respeito à estrutura e funcionamento da célula foram descobertos em nível molecular. Uma dessas descobertas é a molécula do ADN: a chave para o armazenamento e transferência do material genético.
As moléculas do ADN possuem duas cadeias complementares de quatro constituintes diferentes, chamados de bases ou nucleotídeos, que aqui representamos por A, G, C e T. (Não faremos uso de toda a terminologia biológica usual.) Uma cadeia de símbolos pode ser usada para transmitir uma mensagem como num texto escrito. Alguém poderá perguntar se é possível ter uma linguagem escrita com apenas quatro símbolos.
Na realidade, necessitamos apenas de dois símbolos para armazenar dados escritos. Toda codificação nos computadores é feita com cadeias de dois símbolos: 1 e 0. O texto que você está lendo foi originalmente composto com o uso de um computador e quase 100 diferentes símbolos gráficos. Como se consegue isso? As cadeias de 1 e 0 são agrupadas de oito em oito. Como para cada posição das oito há duas escolhas, 256 (2x2x2x2x2x2x2x2) símbolos diferentes podem ser codificados com cadeias de dois símbolos, em grupos de oito, como no exemplo abaixo:
11001010 01010010 10001011
11101101 01000101 10110111
No ADN ocorre algo semelhante. Quatro símbolos diversos, organizados em grupos de três, podem definir 64 (4x4x4) “caracteres” diferentes.
Quantas bases há no ADN para codificar toda informação genética de um ser vivo? O número de bases varia em cada espécie. Uma bactéria simples como a M. genitalium tem 580.000 bases em seu ADN. A bactéria E. coli possui seqüências com 4.670.000 bases. A Drosophila, mosca-das-frutas, tem cerca de 165.000.000 bases. Os seres humanos possuem seqüências de ADN num total aproximado de três bilhões de bases.5 O número de seqüências diferentes que podem ser criadas com 580.000 bases é gigantesco e difícil de ser entendido. Pode ser escrito como 4580.000 = 6,2 x 10349.194. Para escrever esse número como uma seqüência de numerais arábicos são necessários 349.195 dígitos. Levando-se em conta que um grupo de três bases representa um caractere no alfabeto biológico, com seus 64 símbolos possíveis a informação genética da M. genitalium é equivalente a um texto com 193.000 caracteres. A matéria que você está lendo tem pouco mais de 11.000 letras. A informação genética de um ser humano, com seus três bilhões de bases, seria capaz de formar um texto com um bilhão de caracteres. Isso equivale a cerca de 100.000 textos semelhantes a este. Mesmo considerando que apenas cerca de 5% dos três bilhões de bases sejam responsáveis pela codificação das proteínas, a quantidade de informação é estonteante.
O que está “escrito” nesses “textos” de informação genética dos seres vivos? Sabemos que ela inclui todas instruções necessárias para o funcionamento de um ser vivo, embora ainda não tenhamos compreendido plenamente seu complexo maquinário bioquímico.
De onde veio toda essa informação?
Considere o ensaio que você está lendo. Ele foi produzido por uma inteligência; nesse caso, um ser humano. Ninguém pode dizer ou imaginar que algum dispositivo automático escolheu as letras ao acaso para compô-lo, ou que haja um mecanismo natural que possa colocar as letras em seus lugares corretos. O texto é suficientemente complexo e especifico para tornar irracional a pressuposição de que ele apareceu por acaso, ou mediante causa natural não-dirigida.
Se isso ocorre num simples ensaio como este, quanto mais com a informação genética, muito mais complexa e especifica do que este texto? Ela deve ser, portanto, atribuída apenas a uma fonte inteligente. Se essa agência inteligente não pode ser encontrada na Terra, deve ser extraterrestre. A biologia e a bioquímica, na segunda metade do século XX, em sua busca para compreender as bases moleculares da vida, descobriu evidências claras da existência de inteligência extraterrestre. Porém, o pensamento naturalista está tão arraigado em nossa cultura, que esse feito não é comemorado na comunidade científica.
Mas não é necessário todo esse conhecimento para se chegar a essa conclusão. Há muito tempo, antes do desenvolvimento da ciência moderna, Davi escreveu acerca do Deus Criador: “Pois Tu formaste o meu interior, Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:13, 14, RA).
Urias Echterhoff Takatohi (Doutor em Física pela Universidade de São Paulo) ensina ciências no UNASP — Centro Universitário Adventista de São Paulo, Brasil. E-mail: UriasT.Acad.IAE@iae-sp.br
Notas e referências:
1. Ver SETI Institute, na at http://www.setiinst. edu/Welcome.html; What is SETI? na http://seti.uws.edu.au/main/what.htm; SETI FAQ, na http://www.space.com/ searchforlife/seti_faq.html; Harvard
2. F. Drake, Contemporary Radio Searches for Extraterrestrial Intelligence. Na http:// www.seti-inst.edu/science/ contemporary_radio.html
3. C. Sagan, Contact: A novel (New York: Simon and Schuster, 1985); Mass Market Paperback, 1997).
4. A expressão “complexidade especificada” foi introduzida por William A. Dembski em The Design Inference (Cambridge University Press, 1998).
5. Ver Functional and Comparative Genomics Fact Sheet, na http:// www.ornl.gov/hgmis/faq/compgen.html

Comentários

Postagens mais antigas

Vivendo Seu Amor - Meditação da Mulher

Conexão viva com o Salvador Pois a sua ira só dura um instante, mas o Seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria. Salmo 30:5 Quais têm sido os pedidos que muitas de nós fazemos em oração? Uma viva ligação com nosso Salvador, certo? Fazemos isso ao adorar, louvar, orar, relacionar-nos e testemunhar, onde quer que estejamos. Com o que se parece essa viva ligação na vida cotidiana? Minha amiga me ajuda a entender melhor, pois ela procura viver cada momento em ligação com Cristo. Por exemplo, todos os dias, quando minha amiga vai para o chuveiro, ela usa esse tempo como oportunidade para cantar hinos que louvam e engrandecem o nome de Deus. Às vezes, ela compõe cânticos para glorificá-Lo. Certa vez, quando essa amiga olhou pela janela da cozinha, viu o formato de uma ovelha nas nuvens. Ela sentiu que aquilo era um lembrete de Deus para ela, de que o Cordeiro que foi "morto desde a criação do mundo" (Ap 13:8) está para voltar um dia,…

Aceite o perdão

O Verdadeiro Tesouro Mateus 6: 19 a 21

Itamar de Paula Marques

19 - Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam. NÃO AJUNTEIS PARA VÓS TESOUROS - Literalmente: não sigais fazendo tesouros ou deixai de fazer tesouros. A acumulação de bens terrenos geralmente se deve ao desejo de ter segurança no futuro e reflete temor e incerteza. Jesus indica aos que querem ser cidadãos de seu reino que a posse de riquezas materiais é um motivo de ansiedade mais do que um meio de liberar-se dela. O cristão não se angustia pelas necessidades materiais da vida porque confia em que Deus as conhece e lhe dará o que lhe faça falta versos 31 a 34. Como destaca Paulo, isto não significa que o cristão será indolente ante suas próprias necessidades e as de sua família. Empenhai a vossa honra em levar vida tranqüila, ocupar-vos dos vossos negócios, e trabalhar com vossas mãos conforme as nossas diretrizes.I Tessalonicenses 4: 11; II Tessalonicenses 3: 10; I Timóteo 5: 8. Mateus 6: 1…

Sublime Esperança

Sublime Esperança
A Bendita Esperança Vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente. Tito 2:12

Somos exortados a viver sóbria, correta e piedosamente no mundo presente, e a esperar o glorioso aparecimento do grande Deus e Salvador Jesus Cristo. (...)

O tempo exato da segunda vinda de Cristo não nos é revelado. Jesus disse: "A respeito daquele dia e hora ninguém sabe" (Mt 24:36). Mas Ele também deixou sinais de Sua vinda, ao dizer: "Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas" (v. 33). E disse-lhes que quando os sinais da Sua vinda surgissem, eles deviam exultar e erguer a cabeça, porque a redenção deles estaria próxima. Tendo em vista essas coisas, o apóstolo escreveu: "Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia" (1Ts 5:4, 5). Como não sabemos a hora da vinda de Cristo, precisamos viver sóbria e piedosamen…

Ciência e Religião

O benefício da dúvida
Deu no site da revista Ciência Hoje: “Karl Popper, um dos filósofos mais influentes do século passado, apontou para o fato de que, para ser validada, uma teoria científica deve necessariamente ser confrontada, desafiada, falseada. Dizia que, do contrário, a teoria poderia se tornar dogma – e qualquer dogma, para Popper, seria terrível para a ciência.” A matéria aponta, ainda, a coincidência entre o raciocínio de Popper e um texto publicado pelo jornal britânico The Guardian e repercute pesquisa realizada pela revista eletrônica Edge, que faz, todo ano, uma pergunta para centenas de especialistas de áreas distintas com o objetivo de colher tendências. A pergunta daquele ano foi: “Qual conceito científico poderia aprimorar a ferramenta cognitiva de uma pessoa?” “Artistas, cientistas e filósofos responderam à questão. Surpreendentemente, muitos deles destacaram a relevância dos erros, das incertezas e dúvidas para a ciência e ressaltaram a importância de…

A vida que vale a pena

Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. João 10:10, ARA “A maneira como vivemos é mais importante do que quanto tempo vivemos.” Encontrei essa frase e a história abaixo no livro A Revolução do Espírito, que, entre outros relatos, retrata a vida de Svea Flood. Ela e o esposo, David, em 1921, deixaram a Suécia, depois de aceitar o chamado divino para serem missionários no Congo. Com outro casal de missionários, resolveram evangelizar uma região remota do país. Chegaram à vila de N’dolera, mas não foram aceitos ali, pois o chefe tribal acreditava que se permitisse a presença dos missionários, os deuses locais ficariam insatisfeitos e abandonariam a região. Mesmo com a recusa, resolveram não desistir e se estabeleceram em uma montanha próximo à tribo, onde construíram cabanas de barro enquanto oravam para terem oportunidade de evangelizar o lugar. Isolados na montanha, a única pessoa com quem podiam ter contato era um menino, que havia sido autorizado a visitá-…

Alimentação: O que é preciso entender sobre a dieta de Adão e Eva?

“E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento”. Gênesis 1:29
Já no primeiro capítulo da Bíblia, existe uma orientação sobre qual deveria ser a alimentação do ser humano. Mas é importante compreender quais alimentos faziam parte desta alimentação original. Toda erva que dê semente é uma expressão que faz referência aos cereais (arroz, trigo, aveia, milho, centeio e cevada) e às leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha, ervilha, soja, tremoço e amendoim).
E toda árvore, em que há fruto e que dê semente é uma referência agora são as frutas e também as sementes oleaginosas (castanhas em geral). Isso vos será para mantimento, ou seja, essa era a alimentação original de Adão e Eva. Devemos lembrar que Deus sempre tem lições para nos ensinar por meio da sua palavra. No contexto em que Adão e Eva vivam no Éden, onde não havia morte essa deveria se…

A didática da repetição

“Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa” (Mateus 6:2).
Três vezes no capítulo 6 Jesus utiliza o mesmo padrão para atingir Seu objetivo. Ele sabia que a mente humana enfraquecida pelo pecado precisa ouvir as coisas mais de uma vez para assimilar uma lição. E Jesus é o mestre por excelência.
Repare no Seu estilo. Primeiro, Ele delineia o princípio geral no versículo inicial: Não pratique atos piedosos para ser visto pelos outros. Os que assim procedem não receberão outra recompensa a não ser sua própria atitude egocêntrica. Depois, Ele passa a ilustrar essa lição principal a respeito da esmola (versos 2 a 4), da oração (versos 5 e 6) e do jejum (versos 16 a 18).
Todas as três ilustrações seguem o mesmo padrão. Primeiro, vem a descrição da falsa forma de piedade, que se concentra na exibição pública da “santid…

Crianças

Dois irmãos, dois destinos