O Sorriso de Deus - Meditação da Mulher

Comendo com o Rei
E se Eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para Mim, para que vocês estejam onde Eu estiver. João 14:3
Timidez, complexo de inferioridade, acanhamento, necessidade de aprovação, insegurança, falta de confiança em si mesmo, sentimento de não ser capaz de realizar algo, dúvidas quanto a seu próprio valor - eis alguns sintomas da tão famosa baixa autoestima. Quem nunca se sentiu assim um dia? Quantas vezes temos um desafio ou responsabilidade à nossa frente e achamos que não teremos êxito? Quem nunca se sentiu inferior a alguma amiga mais bonita, inteligente, elegante e rica? Ou quando achamos que não somos tão boas em nosso papel de esposas ou mães? Na Bíblia, encontramos a história de um homem que se sentia tão inferior que chegou a se denominar como um "cão morto".
Davi havia acabado de subir ao trono de Israel e seus novos servos procuraram matar toda a descendência do antigo rei. No entanto, Davi havia sido muito amigo de Jônatas, filho de Saul, e quis usar de bondade para com alguém de sua casa. Sabendo da existência de um filho dele, ordenou aos soldados que fossem buscá-lo em Lo-Debar. Quando esse homem soube que os soldados do rei estavam ali para buscá-lo, pensou que iria morrer assim como seus parentes, mas qual não foi sua surpresa quando ouviu as seguintes palavras do rei: "Não tenha medo [...], pois é certo que eu o tratarei com bondade por causa de minha amizade com Jônatas, seu pai. Vou devolver-lhe todas as terras que pertenciam a seu avô Saul, e você comerá sempre à minha mesa" (2 Samuel 9:7).
Com certeza, Mefibosete ficou deslumbrado com essa cena, pois sua vida sem­pre havia sido repleta de tristezas. Quando pequeno, ele se chamava Meribe-Baal (l Crónicas 9:40), que significa combatente contra Baal. Acredita-se que seus pais esperavam que ele fosse um grande general do exército de Israel. Após um acidente (2 Samuel 4:4), ele ficou aleijado, não podendo sequer trabalhar. Depois da morte de seu avô, de seu pai Jônatas e de todos os seus parentes, ele foi morar numa terra sem pastagem, um lugar onde ninguém queria morar. Mefibosete realmente tinha muitos motivos para sentir-se como um "cão morto".
Assim como ele, nós também temos "motivos" para nos sentir inferiores. Moramos no único planeta onde o pecado habita, somos imperfeitos, egoístas, interesseiros. Todavia, assim como Davi usou de bondade para com Mefibosete, Deus usou e usa de misericórdia para conosco. Ele tanto nos amou que deu Seu único Filho para que tenhamos a vida eterna (João 3:16) e está preparando uma morada para nós (João 14:1-3).
Que neste dia, você entenda que, por maiores que sejam seus problemas aqui neste mundo, nosso Salvador virá nos buscar e nos levará para um lugar onde não haverá mais morte, nem pranto, nem dor (Apocalipse 21:4); e, assim como Mefibosete, comeremos todos os dias na mesa do Rei.
Julie Anne Jaqueta Nunes

Encontre seu lugar
Anuncie, pois, ao povo que todo aquele que estiver tremendo de medo poderá ir embora do monte Gileade. Juizes 7:3
Vivi uma experiência marcante em 2009. A Igreja Adventista em toda a América do Sul se preparava para o grande evangelismo via satélite com o pastor Mark Finley. Pela primeira vez, simultaneamente em todo o Brasil, teríamos um evangelismo desse alcance. Todos estavam muito felizes e ani­mados, aguardando com expectativa esse momento. Brasília, a linda capital do país, foi a cidade escolhida para sediar esse evento. Que privilégio! "De Brasília para todo o Brasil!", era o comentário. Um grande centro de conven­ções foi alugado. O mais nobre e bem localizado da cidade. Diversas equipes foram formadas, com distintas responsabilidades. A mim coube participar da coordenação da equipe de recepção com as líderes da União Centro-Oeste Brasileira e da Divisão Sul- Americana.
Meu desafio era conseguir 40 voluntários que estivessem dispostos a ficar na recepção durante aproximadamente três a quatro horas por noite. Sua atri­buição seria receber as pessoas com sorriso e cortesia cristã, encaminhando-as ao grande auditório. Comecei a orar pedindo iluminação do céu na escolha dos voluntários. Minha busca teve sucesso e logo tinha 50 nomes na lista. Convoquei uma reunião e, para minha surpresa, somente a metade apareceu. Fiquei desapon­tada. Resolvi buscar mais pessoas, aumentando a lista para 100 inscritos. Após algumas semanas, fizemos uma seleção e o número foi reduzido para 70 pessoas.
Achei um bonito número. Esses 70 compareceram todas as noites durante oito dias e permaneceram firmes em suas atividades de acolhimento, orientações, boas-vindas, etc. Fiquei muito impressionada e feliz por causa do compromisso dessas pessoas com Deus e com a igreja.
Comparo esses 70 aos 300 de Gideão. Enfrentaram a chuva, o trânsito, os imprevistos no trabalho, na família... Como heróis, venceram o cansaço e o desafio de receber quase 3 mil pessoas todas as noites, após um longo dia de trabalho. O nome de Deus foi honrado pela vida dedicada desses irmãos e irmãs.
Em todos os lugares do mundo, Deus tem Seu exército. São homens e mu­lheres valorosos, destemidos, consagrados, dispostos a servir a Deus com todas as suas forças e capacidades.
Seja você também hoje uma combatente corajosa. Esteja sempre disposta a lutar por Cristo e fazer o que o grande Comandante mandar. Encontre seu lugar nesse exército!
Gilza do Ouro Torres

O Amor Cura a Dor
Pois, quando sou fraco é que sou forte. 2 Coríntios 12:10
Eu atuava como diretora do Ministério da Mulher e realizava um trabalho, que intitulei de cesta da amizade, quando tive a grata alegria e satisfação de conhecer uma pessoa que se tornou muito especial em minha vida. Seu nome era Soraia. Era pequena e muito frágil, pois sofria de uma doença da medula que impedia que se formassem plaquetas em seu sangue. Era uma forma de leucemia, que aos poucos a incapacitou de levar uma vida normal.
Ela dependia exclusivamente da solidariedade das pessoas para sobreviver. Eu a conheci no ano de 2007, e ela não era ainda adventista do sétimo dia. Depois dessa visita que lhe fizemos, ela se sentiu acolhida, aceitou estudar as Escrituras e se decidiu pelo batismo.
Muitas campanhas foram feitas para que ela recebesse doação de plaquetas, mas mesmo assim sua saúde foi definhando a ponto de Soraia não poder voltar para casa.
Ela era casada e tinha um único filho, o Gabriel. Ela o via somente nas visitas, e procurava monitar seu desenvolvimento por meio de telefonemas.
Muito prestativa, ela andava sempre pelos corredores do hospital carregan­do um suporte, onde ficavam as medicações que estavam ligadas a ela por um cateter à veia jugular.
Sofria muitas dores, ficava por vezes muito inchada e tinha dificuldades para respirar. Sua voz era fraca, quase inaudível. Mesmo assim, ela ia ao quarto das pessoas que já se encontravam em fase terminal ou bem doentes, e as consolava com palavras de estímulo.
Eu costumava passar todas as tardes de sábado com ela no hospital. Ela pedia que levasse sempre livros da igreja para distribuí-los entre os pacientes e funcionários.
Gostava muito de música religiosa e sonhava um dia fazer parte do coral da igreja. Ficava extremamente feliz quando iam cantar para ela.
Em abril de 2009, no último sábado em que fui visitá-la, ela estava muito fraca e ofegante. Confidenciou-me que não tinha mais medo da morte, porque tinha certeza de que um dia estaria no Céu.
Naquela mesma semana, Soraia foi para a UTI e não saiu mais, a não ser para o descanso, onde estará até poder encontrar Jesus nas nuvens do céu, junto de uma grande multidão. Então poderá entoar louvores ao grande Rei e Salvador. E eu sonho com esse dia, quando poderei abraçar Soraia, uma "pequena" grande mulher.
Tânia de Araújo Vicente

Uma Viagem Sem Lágrimas
O Senhor Deus acabará para sempre com a morte. Ele enxugará as lágrimas dos olhos de todos. Isaías 25:8, NTLH
Todos já vivemos momentos em que tivemos sensações de perda, tristeza ou solidão.
Ainda me lembro de uma viagem de trem com meus pais quando eu era criança. Estávamos indo visitar meus avôs. Lembro-me da minha felicidade ao segurar uma linda bonequinha, que era minha companheira de todos os momentos. É comum às crianças se apegarem a um ursinho ou outro brin­quedo, e eu havia me afeiçoado àquela bonequinha. Lembro-me perfeitamente de como eu conversava com ela e de como a boneca parecia me entender. Ela estava sempre comigo, até mesmo quando eu ia dormir. Éramos inseparáveis. Naquela viagem, ao olhar através da janela entreaberta do trem e admirar o colorido da paisagem, coloquei-a próximo à janela, para que ela também pu­desse contemplar (na minha imaginação infantil) o mundo lá fora.
Revivendo aqueles momentos, recordo-me das sensações de pânico e desespero ao deixar involuntariamente a bonequinha desprender-se de minhas pequenas mãos e cair nos trilhos. Chorei muito, pedi aos meus pais que fizessem o trem parar. Meus pais, no entanto, explicaram que o trem não poderia parar e tería­mos que continuar a viagem sem a amiguinha de brinquedo. Não compreendi o que estava acontecendo e fiquei perplexa. Quando vejo um trem, lembro-me daquela triste viagem.
Refletindo em relação ao mundo real, recentemente perdi alguém que muito amava: meu esposo, amigo e pastor. Como é triste a separação de pessoas amadas. De novo, sinto a frustração dolorosa de ter perdido nos trilhos de minha existência um ser precioso, e as lágrimas novamente são insistentes. Hoje, eu já não fico em pânico ou em desespero, pois aprendi a acreditar no plano da redenção, que provê o fim de todo sofrimento e concede a esperança de um lar de eternal felicidade.
Anelo chegar logo à estação final dessa jornada, na manhã gloriosa da ressur­reição, onde reencontrarei meu querido esposo que descansa no Senhor. Então as lágrimas se transformarão em alegria ao abraçá-lo e usufruir da presença do nosso Salvador para sempre.
Se você perdeu alguém querido, se lágrimas insistem em rolar por sua face, não se desespere, espere no Senhor. Ele mesmo nos prometeu que tragará a morte para sempre. Estejamos certas disso e nos exultemos com essa maravi­lhosa promessa feita por Aquele que em breve nos transportará numa extra­ordinária viagem, na qual enxugará definitivamente todas as nossas lágrimas.
Cleide S. Fraga

O Mais Maravilhoso Presente
Porque Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
É na cidade de Agra, na índia, que encontramos uma das maravilhas do mundo, o Taj Mahal. Esse palácio de mármore branco foi construído pelo imperador Shan Jahan. Apaixonado, ele prometeu à sua meiga esposa, Aryumand, que construiria algo esplendoroso em honra ao amor que lhe devotava.
Quando o 14° filho do casal nasceu, Aryumand não suportou as dores do parto e morreu. O príncipe se desesperou e, diante do infortúnio, o prometido palácio se transformaria no túmulo da sua eterna amada. Com o trabalho de dois mil operários e 20 milhões de dólares, o mausoléu ficou pronto em vinte anos.
Parece que o ato de dar presentes vem do nosso Deus. Ele também mate­rializou o amor pelo ser humano dando o valioso presente da vida eterna, que nós perdemos quando Adão e Eva desobedeceram no jardim do Éden. Todavia, Deus é amor. Isso explica a razão de Ele ter um plano guardado; na verdade, ter um outro presente no caso de perdermos o primeiro. Esse presente, mais maravilhoso que o primeiro, seria Cristo Jesus.
Como você sabe, todo presente tem um preço. Cada vez que ganhamos alguma coisa, alguém paga um valor por ele. Muitas vezes, algum tipo de sacrifício tem que ser feito para que possamos recebê-lo. Deus pagou um alto preço para nos dar esse novo presente: a vida do próprio Filho.
Assim como a reação das pessoas a um presente pode ser variada, a reação ao presente do Céu também foi. Amado por uns, odiado por milhares, Jesus foi o pre­sente rejeitado. Alguns O trocaram por Barrabás, condenando-O à morte de cruz.
Ele ainda continua sendo preterido, deixando de ser reconhecido pelo Seu inestimável valor e poder.
Como são diferentes os presentes que o homem pode dar dos presentes que Deus oferece. O imperador da índia, embora tenha gasto uma fortuna na construção do palácio, não conseguiu trazer sua amada de volta aos seus braços. O Rei do Universo deu de presente à humanidade Seu Filho para nos resgatar definitivamente, e isso nos trouxe de volta aos Seus braços de amor.
Na época da Páscoa e do Natal, precisamos pensar sobre o que realmente é importante. Há muitas coisas bonitas que podemos ganhar, mas nada é tão valioso quanto receber Jesus, o melhor presente. Quando O aceitarmos e com­partilharmos esse presente de amor com outros, mais perto estaremos do dia em que receberemos de volta o presente perdido no Éden, a vida eterna. Que este dia chegue logo!
Denise M. Lopes

Ele Apenas Dorme
Então ouvi uma voz dos Céus dizendo: "Escreva: Felizes os mortos que morrem no Senhor de agora em diante". Diz o Espírito: "Sim, eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão". Apocalipse 14:13
Um pastor cheio de vida, alegre, que gostava de cantar, com uma esposa dedicada e fiel a Deus. Esse era meu pai, Joel de Almeida Carvalho. Ele foi pastor da Lancha Luzeiro VI e trabalhou alguns anos no rio Amazonas. Durante esse período, contraiu hepatite, que acabou se transformando numa cirrose.
Ainda me lembro da última vez que vi meu pai vivo. Eu tinha apenas três anos; porém, ainda lembro como se fosse hoje o momento em que minha mãe levantou os quatro filhos pela janela da UTI, um de cada vez. Quando ela me levantou, pude ver o meu pai cansado de lutar à espera de um milagre. Ao me ver, ele cobriu o rosto e chorou.
Foi difícil entender que meu pai, antes tão carinhoso e protetor, agora dormia. Em cada pôr do sol, estas eram as palavras de minha mãe: "Ele dorme, dorme no Senhor, e vai acordar quando Jesus voltar."
Meu coração ardia de felicidade quando ouvia que Jesus estava voltando. Por inúmeras vezes, eu acordava durante a noite e via a mesma cena: a luz acesa e uma viúva com a Bíblia aberta, com os joelhos dobrados, buscando forças por meio da oração. Isso se repetia em todas as madrugadas, durante horas.
Minha mãe lutou arduamente para cuidar dos filhos. Não pôde nos oferecer muitos bens materiais; porém, o maior bem que ela podia me deixar foi seu exemplo.
Como resultado das orações, vi muitos milagres em nossa casa. Elas eram nosso conforto de cada dia. Foi orando que minha mãe criou e educou os quatro filhos. Ela tinha um jeito especial de conversar com Deus. Algumas vezes, eu repetia as orações dela, e assim aprendi a orar e confiar minha vida inteiramente nas mãos de Deus.
Sou casada e enfermeira obstetra. Já tive muitos sonhos realizados, mas meu maior sonho é ver Jesus voltar e chamar todos os que dormem para estar na Nova Jerusalém. Então, Deus enxugará dos olhos cada lágrima e não haverá mais morte, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas são passadas.
Joelcileia Carvalho Kafler Ferreira

Fardo Leve?
Observem como Eu faço! Aprendam os ritmos livres da graça! Não vou impor a vocês nada que seja muito pesado ou complicado demais. Sejam Meus companheiros e aprenderão a viver com liberdade e leveza, Mateus 11:29, 30, A Mensagem
Nos últimos meses, o verso acima ganhou um significado totalmente novo para mim. Tenho aprendido na prática como Deus torna leve o fardo e mostra o quanto é suave o jugo que Ele coloca sobre nós.
Sempre estive envolvida no ministério em favor das crianças na igreja a que frequento. Em 2014, Deus me deu oportunidade de executar alguns planos que, acredito, Ele mesmo havia colocado em meu coração.
Quando temos o apoio dos líderes, tudo fica mais fácil. Assim, começamos a de­senvolver um projeto de cultos especiais preparados para o público infantil e também para os novos membros. É claro que toda a igreja acabaria sendo beneficiada, pois o objetivo principal era justamente resgatar e promover a leitura da Bíblia. Uma vez por mês, sempre numa quarta-feira, o programa ficava sob minha responsabilidade.
Desde o primeiro programa apresentado, ficou evidente o quanto Deus es­tava tornando "leve o fardo". As pessoas aceitavam participar com alegria e se empenhavam em fazer bem sua parte. Uma equipe comprometida e disposta tornava tudo mais tranquilo. As ideias combinavam entre si e, quando juntáva­mos tudo, o resultado era maravilhoso. Foram tantas as situações em que vimos Deus agindo para que tudo fosse feito com capricho e saísse de acordo com a vontade dEle que brinquei com uma amiga e disse que já estávamos ficando "mal acostumadas" com as rápidas soluções divinas. No entanto, a que mais me impressionou aconteceu um pouco antes do terceiro programa.
Já havíamos trabalhado com os temas da Bíblia e da Trindade, e agora o tema seria a Criação. Como sempre, estávamos muito empolgados. Só havia um pro­blema. Por conta de uma viagem de última hora, precisei antecipar a data do culto e fiquei preocupada de não termos tempo suficiente. Orei e pedi novamente a solução para Deus, e Ele respondeu de uma forma incrível. Fui impressionada a pesquisar a respeito de um filme sobre a criação, que seria exibido pela Novo Tempo naquela semana. Seria perfeito, tanto pelo conteúdo como pela duração. Com o restante dos quadros, que já eram fixos, o programa ficou completo!
Que sensação gostosa carregar o fardo que Deus coloca sobre nós. Como traz liberdade e leveza à nossa vida! Se hoje você não sabe como enfrentar os desafios que estão à sua frente, siga o conselho divino e observe como Deus faz. Nada que Ele lhe peça para fazer será muito pesado ou complicado demais.
Neila D. Oliveira

Descanse no Senhor
Eu clamo pelo Senhor na minha angústia, e Ele me responde. Salmo 120:1
Quando surgem os gigantes em minha vida, seguramente busco a Deus e oro por forças e sabedoria para derrotá-los por meio do poder que vem somente dEle. Lembro-me de quando minhas filhas, ainda pequenas, oraram durante um ano intercedendo por mim diante do Pai celeste.
Elas sempre estudaram nas mesmas escolas em que eu trabalhava. Em um deter­minado ano, devido à distância e por não haver sala disponível para mim, nos sepa­ramos e fui trabalhar em outra escola da rede adventista, que ficava em outra cidade.
Desde cedo, procurei mostrar a elas que, ao buscar a Deus, podemos vencer todos os gigantes. Ao realizarmos o culto familiar, minhas filhas Bruna e Juliana tinham sempre um pedido muito especial: "Querido Jesus, providencie uma sala de aula para mamãe na escola em que estudamos."
Concentrei minha atenção nesse pedido. Uma amiga que trabalhava naque­la escola intercedeu dando informações sobre a minha pessoa e sobre o meu trabalho junto à direção. Contudo, as respostas não eram favoráveis: "Não te­remos turmas suficientes para contratar sua amiga." Vendo a angústia em meu coração e o desejo das filhas, meu marido também tentou interceder por mim, mas sem muito sucesso. Ainda assim, ele sempre me motivava a não desanimar e a descansar em Cristo.
Certo dia, numa sexta-feira, enquanto aguardava o ônibus que me levaria do serviço para casa, orei a Deus: "Senhor, Tu disseste que não abandonarias Teus filhos. Estou aqui fielmente para Te servir. Mostra-me que realmente Te preocupas não apenas comigo, mas principalmente com minhas filhas que suplicam a Ti."
Deixei Cristo agir. O ano letivo terminou. Viajamos de férias, mas continua­mos em oração. Três dias depois, recebi a ligação da coordenadora dizendo que havia surgido uma sala de aula para mim na escola em que minhas filhas estudavam. Prostrei-me diante de Deus e agradeci por mais uma vez Ele ter Se manifestado em minha família.
Recebemos bênçãos de Deus, mesmo quando somos surpreendidos pelos gigantes. Ele nos faz alcançar o pódio da premiação para receber as riquezas celestiais que estão reservadas para os que O buscam em oração.
Alegre-se na presença do Senhor e enfrente os desafios com fé. Ele vai lhe dar a vitória!
Sonia Magalhães Monte

Dirigindo com os Anjos
Porque a Seus anjos Ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos. Salmo 91:11
Para aqueles que moram em grandes cidades, enfrentar o trânsito é um desafio diário. Aprendi a dirigir na cidade de São Paulo. A necessidade fez com que me acostumasse ao trânsito da capital. Quando fui morar numa cidade do interior, tinha medo de enfrentar as rodovias. A referência que eu tinha de rodovias era a dos acidentes mostrados nos noticiários.
Para complicar minha situação, fui morar numa área rural. Não havia transporte público e eu precisava trabalhar no município vizinho. Meu esposo me levou as primeiras vezes para que eu aprendesse o caminho. Eu estremecia quando pensava nos 45 minutos que passaria sozinha na estrada. Havia ainda outros problemas que me afligiam. Nosso carro era velho e o celular não funcionava na estrada.
Todos os dias, ao sair de casa, eu fazia minha oração pedindo que Deus me guardasse. Colocava um CD com músicas cristãs para tocar e olhava para o banco de passageiro imaginando que meu anjo estava assentado ali. Muitas vezes, eu conversava com ele. Embora ele não me respondesse audivelmente, sabia que ele estava ali e me ouvia.
Enfrentei muitos desafios como motorista naquele período. Numa determinada semana, percebi que o carro fazia um barulho diferente. Meu esposo disse que o motor do carro estava com problemas. Trabalhei a semana toda e, na sexta-feira, saí do trabalho ansiosa para voltar para casa e descansar. Após dirigir uns 20 minutos o carro parou. Tinha certeza de que o motor havia fundido. O celular não funcionava, não havia socorro na estrada. Então, fiz a seguinte oração: "Senhor, hoje é sexta-feira. Estou cansada. Não entendo nada de conserto de carro. O Se­nhor é meu único socorro. Se for da Tua vontade, faça com que o carro funcione até eu chegar à minha casa. Nem que seja empurrado por Teus anjos. Amém."
Coloquei a chave no contato, liguei o pisca-alerta e lentamente segui viagem. Ao chegar, estacionei o carro e agradeci a Deus. Quando falei para meu esposo que o motor do carro havia fundido, ele não acreditou. Contei a ele que os anjos do Senhor haviam empurrado o carro até nossa casa. De fato, o carro precisou ser guinchado para ser levado ao mecânico.
O mesmo Deus que enviou anjos para protegerem Daniel quando ele foi lançado na cova dos leões, dá ordens todos os dias para que os anjos cuidem de cada um de nós. Saia de casa em paz hoje. Seu anjo vai com você.
Rosemeire Magalhães Félix

Líder por Excelência
Como Deus ungiu a Jesus, de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e corno Ele andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com Ele. Atos 10:38
Conhecendo as condições sob as quais Jesus nasceu, os preconceitos em relação à cidade na qual Ele cresceu, quem acreditaria que Nazaré daria ao mundo o maior líder da história? Nenhum outro líder causou tanto impacto como Jesus, o nazareno. Traduzindo Suas qualificações de bom Pastor e manso Cordeiro de Deus para a realidade dos nossos dias, podemos afirmar que alguém só poderá ser líder por excelência se for revestido dessas qualidades. Como bom pastor, será compe­tente para conduzir. Como cordeiro, será manso, amoroso, humano e humilde.
Como fundador e líder da igreja na Terra, Jesus esteve sempre dentro dos parâ­metros celestiais. Viveu como homem entre os homens, mas jamais pisou em falso. Estava a serviço do Pai, e isso era suficiente para que vivesse segundo o coração dEle. As Escrituras afirmam que Ele andava "por toda parte fazendo o bem" somente o bem.
Ele foi imparcial. Sua atitude jamais foi de superioridade autoritária e egoísta. Chorou com o sofredor e brindou com o vitorioso. Foi perseguido por Seus inimigos, mas a ninguém perseguiu. Indivíduos se fizeram Seus inimigos, mas Ele jamais foi inimigo de alguém. Jamais falhou. Era sincero e direto; porém, amoroso e dócil. Seus liderados O viam com simpatia, respeito e admiração. Sua presença transmitia satisfação e segurança.
Cristo exerceu liderança participativa, permitindo que os liderados desempenhassem tudo o que lhes fosse possível. Era comprometido com todos, no sentido de fazê-los compreender Sua missão e vontade do Pai. Transparência e integridade foram notáveis características de Sua liderança. Ao realizar feitos extraordinários, atribuía a honra e a glória ao Pai, não a Si mesmo. Viveu unicamente para servir. De fato, humildade, desprendimento e profundo amor por Seus liderados fizeram a diferença em Sua vida.
Hoje, "a causa de Deus encontra-se [...] em necessidade de homens e mulhe­res possuidores de raras qualidades e boas aptidões administrativas; homens e mulheres que cuidem paciente e inteiramente das necessidades da obra nos vários campos; que sejam dotados de grande capacidade de trabalho; que pos­suam coração fervoroso e bondoso, cabeça refletida, bom senso, juízo imparcial; que sejam santificados pelo Espírito de Deus, e possam dizer destemidamente Não, ou Sim, [...] aos planos propostos; [...] que ponham em prática as palavras: 'Todos vós sois irmãos' (Mateus 23:8); que se esforcem por erguer e restaurar a humanidade caída" (Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 249).
Em suma, o líder por excelência se entrega por completo ao trabalho, sem esperar recompensa terrena. Ele tem seus ideais voltados para a eternidade. Esse é um bom exemplo a ser seguido!
Euri Santos Silva

Perto de Deus na Provação
Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a Minha mão direita vitoriosa. Isaías 41:10
Desde os dois anos de idade, minha filha tinha pneumonia com frequência. Por falta de informação a respeito das consequências da doença, eu sempre cuidava da Viviane sem buscar exames mais específicos.
Quando nos mudamos para o Tocantins, ela já tinha 12 anos, e a frequên­cia das pneumonias se intensificou. A cada dois ou três meses, Viviane tinha uma crise. Então eu fui em busca de respostas. O resultado foi arrasador. Ela tinha bronquiectasia, uma doença que, se não identificada a tempo, causa necrose no pulmão. Viviane já havia perdido quase todo o pulmão esquerdo.
Nenhum dos hospitais de Palmas tinha os recursos para o tratamento exigido. O jeito foi recorrer aos hospitais de Brasília. Além dos gastos com exames e tratamentos caros, teríamos que arcar com despesas de viagem e estadia. Isso preocupava tanto a mim quanto a meu marido.
Naquela época, eu não frequentava nenhuma igreja, e meu esposo estava afastado da Igreja Adventista fazia alguns anos. Eu sabia que precisava me apegar a Deus para vencer as dificuldades. Tive fé e orei: "O Senhor não me deu essa menina para chorar. Sei que o Senhor quer que ela seja uma fonte de alegria. Acredito que o Senhor vai tomar conta dela." Quando tive essa certeza, as coisas começaram a acontecer: os exames foram realizados em menos de 15 dias, e a cirurgia marcada para o mês seguinte. No entanto, o melhor estava por vir.
Conheci uma senhora cristã que defendia a reforma de saúde. Quando ela soube da situação, deu-me instruções sobre hábitos alimentares. Resolvi tentar. Em apoio a Viviane, a família inteira aderiu à nova dieta.
Faltando apenas três dias para a cirurgia, foram realizados novos exames. Estávamos prontos para a intervenção, mas o médico me chamou e disse que a radiografia mostrava o pulmão grandemente recuperado. A necrose havia re­gredido tanto que a cirurgia não era mais necessária, e a equipe havia decidido seguir com um tratamento mais simples.
Eu e minha família sabíamos que a fé em Deus e a alimentação saudável haviam sido responsáveis por esse resultado. Agradecidos a Deus, decidimos receber estudos bíblicos. Durante meses, nós investigamos a Bíblia e, dentro de um ano, estávamos batizados. Viviane ainda tem parte do pulmão esquerdo comprometido, mas a doença nunca mais avançou.
Hoje, eu sei que Deus não permite que ninguém sofra mais do que pode suportar. Que nada acontece sem que Ele permita. E a nossa provação nos aproximou dEle e uniu nossa família.
Gladys Riveros

Não Andem Ansiosos
Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus, E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Filipenses 4:6, 7
No fim de 1995, passei por momentos muito difíceis em minha vida. Saí da empresa pública onde havia trabalhado por 12 anos e resolvi que seria dona do próprio negócio. Com o dinheiro da indenização recebida, abri uma livraria de produtos evangélicos. Como não tinha experiência, minha empresa só conseguiu sobreviver por dois anos. Diante disso, fiquei sem a empresa, sem emprego, sem indenização e com muitas dívidas a pagar. Além de tudo isso, descobri que estava grávida do terceiro filho.
Mesmo já conhecendo a Cristo Jesus havia seis anos, entrei em pânico. Muitas inquietações me atormentavam. Como pagaríamos as dívidas contraídas com fornecedores? Como iríamos sustentar mais um filho? Foi muito difícil aceitar aquela dura prova. Não conseguia orar, apenas chorar na presença de Deus. Meu esposo saía de casa, eu estava chorando. Quando ele voltava para casa, eu continuava chorando.
Certo dia, uma amiga me convidou para participar de uma reunião de oração em uma pequena igreja, todos os dias às quatro da manhã. Aceitei o convite e, desde o dia em que passei a participar das reuniões, comecei a ficar calma e tranquila. A paz de Deus começou a reinar no coração e passei a apresentar a Deus todas as minhas dificuldades.
Após dois meses, minha vida começou a mudar. Conseguimos pagar todas as dívidas com um dinheiro extra que a empresa do meu esposo pagou a todos os funcionários. Minha filhinha Rebeka nasceu com saúde e, após seu nascimento, meu marido recebeu uma promoção que quase dobrou seu salário. Quando ela estava com sete meses, comecei a trabalhar novamente. Passaram-se dois anos, prestei concurso e fui aprovada para trabalhar em uma empresa pública. Louvado seja Deus. Ele é fiel!
Tudo o que nos angustia, tudo o que nos inquieta, levemos até Ele por meio da oração e súplica e Ele nos atenderá, pois para Deus nada é impossível.
Aurora Leonor Oliveira Ferreira

O Senhor é Nosso Refúgio
O Senhor é bom, um refúgio em tempos, de angústia. Ele protege os que nEle confiam. Naum 1:7
Meu esposo e eu recebemos um convite de uma família amiga para passar o dia em um belo lugar próximo a uma praia no sul de Santa Catarina. Minha filha mais velha, de dois anos de idade na época, estava feliz ajudando a cuidar da irmã mais nova, que tinha apenas nove meses de vida, enquanto eu preparava os materiais que iríamos levar.
O sol estava brilhando e o dia era perfeito para um passeio em família. Quan­do chegamos ao lugar tão esperado por todos, a alegria foi total. Brincadeiras, preparação para o almoço, confraternização com os amigos, tudo indicava que o dia seria maravilhoso!
Enquanto eu e minha amiga preparávamos o almoço, ouvimos alguém cha­mando pelo meu nome. Rapidamente corri na direção de minha sobrinha e a encontrei segurando em seus braços minha filhinha de nove meses. Não sabia o que estava acontecendo. Nem imaginava que estava iniciando uma jornada de sofrimento. Peguei a criança nos braços e percebi que ela estava tendo uma convulsão. Estávamos longe da cidade e necessitávamos de um médico. Então me lembrei do Médico dos médicos: Jesus. Orei pedindo que salvasse minha filha.
Essa foi a primeira de várias outras crises convulsivas. Muitas vezes, busquei refúgio no Senhor e bondosamente Ele me ouviu. Aos 5 anos de idade, não houve mais necessidade de minha filha tomar remédios. Ela estava curada!
Faz mais de uma década que isso aconteceu. Quando me lembro do que Deus fez e o que pode fazer por nós, logo vem à minha mente o verso bíblico de hoje. O Senhor é bom, fortaleza no momento de angústia. Ele conhece os que nEle se refugiam. Então eu agradeço. Esse é o verso que ensinei a ela, para que nos momentos de dificuldades também se lembrasse de que existe um Deus pronto para nos ajudar.
Como está sua vida? Você está passando por problemas? Enfrentando difi­culdades? O melhor lugar para nos refugiar quando as dificuldades nos cercam é em Jesus. Experimente entregar ao Senhor neste novo dia suas preocupações, seus temores, seus problemas. Deixe que Ele os solucione para você. Deus é bom demais para nos negar aquilo que mais necessitamos.
Marli Knöner Peyerl

Abastecido?
O anjo do Senhor é sentinela ao redor daqueles que O temem, e os livra. Salmo 34:7
Estávamos viajando pelas estradas de Mato Grosso quando, sem perceber, entramos na reserva indígena. Não sabíamos que era o último posto de combustível, então passamos decididos a abastecer no próximo.
O combustível já estava na reserva. A estrada era deserta. O carro parou, pois o tanque ficou vazio. Tentamos balançar o tanque, mas nada adiantou.
Pensei: "Meu Deus, o que vamos fazer agora? Estamos com duas crianças!" Foi aí que percebemos onde estávamos. Após alguns minutos, apareceu a uma longa distância um carro com alguns homens na carroceria.
Meu marido disse que iria com eles buscar ajuda e, enquanto isso, eu deveria ficar com as crianças esperando. Concordei, mas minhas pernas começaram a tremer à medida que começava a escurecer. Fiquei temerosa por causa dos índios.
A certa altura, decidimos entrar no carro. Então, meu filho Lucas se lembrou de uma ocasião em que Deus havia consertado nosso carro em resposta a uma oração.
- Mãe - ele disse -, assim como Deus consertou o carro, também poderá colocar álcool no tanque.
Ó, meu Deus, honra a fé do meu filho, pois não tenho tamanha fé, orei em pensamento.
Em seguida, nós oramos juntos e, quando terminamos, ele disse:
- Mãe, pode girar a chave. Deus já colocou o álcool.
Girei a chave, e nada. Oramos pela segunda vez, mas nada aconteceu. Então sugeri que cantássemos o hino "O Anjo do Senhor" meditando nas palavras.
Quando terminamos, meu filho disse com toda a firmeza que eu deveria girar a chave porque Deus já havia abastecido o carro.
Ao virar a chave na ignição, o carro funcionou! Agradecemos a Deus e toma­mos a estrada. Como estava deserta, parecia que era só nossa.
Minha filha manifestou sua preocupação em nos desecontrarmos com o papai. Eu a tranquilizei porque se Deus havia providenciado o combustível, também trabalharia para que aquilo não acontecesse.
De repente, o carro parou e precisei encostar. Foi então que avistei meu marido vindo com o socorro. Ele ficou surpreso quando relatamos o acontecido. Com a ajuda de alguém, ele havia conseguido comprar álcool e levá-lo em garrafinhas. O motorista disse que o local onde ele descreveu que estávamos era muito pe­rigoso e que tivemos sorte de não sermos atacados por alguém.
Eu respondi com muita convicção que não havia sido sorte. Tínhamos sido protegidos por Deus. Quando você sentir medo, lembre-se de que Deus envia anjos para protegê-la.
Nestrar Alves de Campos

Deus Não Age Pela Metade
Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. Salmo 46:1
Aos 13 anos, meu filho caçula, Felipe, ao brincar com um amiguinho de jogar pedra para o alto, foi atingido nos olhos por uma delas. Corri para o oftalmologista, que o examinou e disse que a retina não havia se deslocado e nada de mais grave havia acontecido. Tinham sido apenas alguns arranhões. Assim, ele prescreveu um colírio. Agradeci a Deus.
Após dois anos e meio, Felipe começou a reclamar da visão, dizendo que não estava conseguindo enxergar bem com a vista esquerda. Eu e meu marido ficamos muito preocupados.
Como um dos seus clientes era médico, meu marido lhe falou da dificuldade de visão de nosso filho. Esse médico marcou uma consulta e nela descobrimos a gravidade do problema do menino: a retina dele estava amassada como um papel na lixeira, e a cirurgia custaria muito caro. Chorei muito, mas sabia que Deus estava no controle.
O médico nos encaminhou para uma das melhores clínicas de nossa cidade para realizar um exame, que não nos foi cobrado. Um famoso oftalmologista examinou nosso filho e confirmou que o problema era grave e que a cirurgia poderia não ter sucesso.
Enquanto o médico falava, vinha à minha mente as palavras do Salmo 23:1, e eu dizia para mim mesma: Meu Deus não faz nada pela metade. Só o fato de estarmos aqui, nesta clínica tão luxuosa, sendo atendidos por um médico tão conceituado, já é uma bênção. Deus nos deu o melhor. Então eu disse ao médico:
- Confio em Deus. Ele pode fazer todas as coisas.
- Só mesmo Deus - respondeu ele, apresentando-nos o orçamento. Era um valor muito alto. Mesmo com o grande desconto que ele deu em consideração ao outro médico que nos encaminhou à clínica, ainda assim não dispúnhamos daquele valor.
Enquanto meu marido procurava o patrão para solicitar um empréstimo, aquele cliente que era médico se prontificou a pagar a cirurgia e não precisaríamos lhe devolver o dinheiro.
A cirurgia do meu filho foi um sucesso e hoje ele enxerga perfeitamente. Louvado seja o Senhor!
Eliane dos Santos Carmo Gracio

 








O Sorriso de Deus        Meditação da Mulher 
CPB


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