Outra oportunidade

“Contudo Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
Certo dia, há alguns séculos, Jesus estava em íntima conversação com o Pai. Os anjos observavam o que se passava. A atmosfera estava repassada de expectativa. Todos perguntavam a si mesmos como o plano original de Deus se malograra depois da entrada do pecado, e desejavam saber o que Ele faria para completar o plano.
Depois de longo tempo, Jesus saiu daquela íntima comunhão com Seu Pai e foi revelado que Ele se oferecera para morrer em lugar do homem. Deus deu todo o Céu: Seu próprio Filho. Não poderia ter dado nada mais que isso.
Vedes aí Deus e Jesus juntos, tendo um só propósito. Estão unidos nesse grandioso plano da redenção. O caráter de Deus é mais bem revelado por Jesus e como Ele Se relacionou com os pecadores quando esteve na Terra.
Reiteradas vezes Ele concedeu misericórdia aos judeus. Eles haviam rejeitado a Deus em tempos anteriores, matando os profetas e apedrejando os que foram enviados para ajuda-los. Finalmente, Deus enviou Seu Filho Jesus em pessoa, como a maior manifestação de Si mesmo. “Dai-lhes outra oportunidade!” Que demonstração de Sua glória e misericórdia!
Se estivéssemos pregados na cruz, e homens maus estivessem zombando de nós, diríamos: “Trazei as doze legiões de anjos para que demos uma lição a estas pessoas!” Jesus, proferiu, porém, as compassivas palavras: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Mesmo após a cruz, a paciência de Deus não se esgotou. Depois que a nação foi rejeitada, Ele continuou a instar com os indivíduos para que se arrependessem.
A glória do Shekinah foi retirada do Templo, mas Deus enviou os discípulos primeiramente a Jerusalém, ao lugar em que Jesus emitira as palavras de condenação: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta”. Durante todas as viagens missionárias dos apóstolos, o povo judeu era incluído ano após ano.
Quando Estêvão foi apedrejado por uma turba enfurecida, o Espírito Santo desceu sobre ele, levando-o a orar: “Perdoa-lhes. Não os abandones ainda”.
Não permitamos que esse relato se aplique apenas às pessoas que viveram no tempo de Cristo. Apliquemos a nossa vida, a nossa família, àqueles por quem temos orado. Seu convite de misericórdia e amor continua a ser feito neste dia – a toda pessoa, a todo coração.

Morris Venden

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