29 de abril de 2015

Santificação Cristã

Levítico 20:7-8

Introdução
Reavivamento e reforma têm sido o pronunciamento da liderança mundial da IASD. Certa vez, alguém disse que “reavivamento sem reforma é fanatismo e reforma sem reavivamento é legalismo”. De fato, ambas as coisas devem andar juntas, apesar de serem distintas.

 “Reavivamento significa renovação da vida espiritual [...] Reforma significa reorganização, mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas” (Reavivamento Verdadeiro, p. 14).

A reforma espiritual como fruto de reavivamento que ocorre no cristão se reflete em sua conduta e estilo de vida.

O cristão é chamado por Deus para divulgar luz no meio social em que vive (Mt 5:14-16).

I - Conceito de Santificação
No Antigo Testamento, entre outros significados, a palavra hebraica qâdash quer dizer “santificar”, “ser santo”, “ser santificado”. Ela aparece com muita frequência nos cinco primeiros livros da Bíblia. Seu correspondente, no Novo Testamento é a palavra grega hagiazô que significa separar para Deus uma pessoa ou objeto, fazendo
distinção do comum.

Santificar corresponde a separar ou dedicar alguém ou algo para um fim sagrado. No contexto do santuário (Êx 40), Deus santificou ou separou pessoas e objetos para Seu serviço (Lv 27:21; Nm 3:3; 18:8).

“A santificação também é usada no Novo Testamento para se referir à separação do crente das coisas e maneiras más” (Dicionário Vine, p. 969).

 “A verdadeira santificação é uma verdadeira conformidade com a vontade de Deus” (Santificação, p. 9).

Portanto, “a santificação exposta nas Sagradas Escrituras tem que ver com o ser todo - os aspectos espiritual, físico e moral” (Ellen G. White, Santificação, p. 7).

II - Como Ser Uma Pessoa Santa
No mundo religioso, muitas vezes é defendida a ideia de que, uma vez que o cristão é chamado para ser santo, ele se torna invulnerável com relação ao pecado.

Nas Escrituras, ser santo não é o mesmo que ser sem pecado. Em  1 João 3:9, lemos: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nEle é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.”

Quando aceitamos Jesus Cristo como nosso Salvador e Senhor, continuamos com a natureza pecaminosa (cf SI 51:5), mas pecar não continuará sendo nosso estilo de vida, uma vez que passamos a ser novas criaturas (cf 2Co 5:17).

A reforma espiritual tem início na vida do cristão mesmo ele sendo portador de uma natureza inclinada à prática do mal.

O apóstolo Paulo testemunhou desse conflito interior que ele passou a viver quando foi convertido ao cristianismo (cf Rm 7:15-25).

Estilo de vida cristão é fruto da graça de Deus no coração do cristão, que ele demonstra em seu dia a dia, através da leitura da Bíblia, do Espírito de Profecia e de contínua comunhão com Deus pela oração.

III - O Que Faz Uma Pessoa Santa
Boa conduta deve ser o resultado do relacionamento com Jesus e não simplesmente o esforço pessoal para ser melhor. Do contrário, o crente se tornará um legalista que faz do comportamento a base para salvação.

A reforma espiritual pressupõe a inclusão de fatores importantes no novo estilo de vida, tais como:

Melhor vida familiar, dedicando amor, tempo e atenção ao cônjuge e aos filhos (Ef 5:22-33; 6:1-4).

Auxílio aos órfãos e as viúvas (Tg 1:27).

Melhor relacionamento com os irmãos na fé (At 2:42-47).

Disposição cristã para tolerar e perdoar as pessoas (CI3:13, 14; Mt 6:14,15).

Administração sábia das finanças pessoais buscando ser fiel a Deus nos dízimos e nas ofertas (MI3:10).

Adequação e respeito às leis e autoridades constituídas (Rm 13:1-7).

Desenvolvimento de conceitos equilibrados para boa recreação e alimentação saudável (1Co 10:31-33).

A busca diária de princípios coerentes de modéstia, decência e discrição cristãs tendo em vista a glória de Deus e não o aspecto exterior da pessoa (1Tm 2:9-10; 1Pe 3:3).

Crescer em pureza moral (Mt 5:8; 1Co 6:18-20).

 “Sem uma viva fé em Cristo como Salvador pessoal, é impossível fazer com que nossa influência seja sentida neste mundo cético. Não podemos dar a outros aquilo que nós mesmos não possuímos. É proporcionalmente à nossa própria devoção e consagração a Cristo, que exercemos uma influência para benefício e reerguimento da humanidade (O Maior Discurso de Cristo, p. 37).

Fomos chamados por Deus para exercer uma influência positiva na sociedade em que estamos inseridos. Princípios morais e espirituais têm sido anulados da conduta das pessoas. Pelo poder e graça de Deus, precisamos restaurar em nossa vida os parâmetros de conduta adequada.

Conclusão
Leiamos Filipenses 3:12-14.

“A verdadeira santificação é obra diária, continuando por tanto tempo quanto durar a vida” (Santificação, p. 10).


Leandro Quadros



Revista do Ancião
Jul - Set / 2014 

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