25 de maio de 2015

FAMÍLIA: Coisas que você não deveria dizer para seu filho

Ficar atento ao que se fala para ele também faz parte do trabalho de criar crianças felizes

Que educar um filho é uma das tarefas mais difíceis pelas quais um pai ou uma mãe terão que passar não é novidade alguma. Se você achava complicado acordar duas ou três vezes durante a madrugada, vai descobrir que ver aquele serzinho amado dando um tapa em outra criança (ou fazendo birra para conseguir o que deseja), e ter que ensinar o que é certo, pode ser bem mais desafiador.
Como mãe, eu sei que me tornei aquele tipo de pessoa que fala o dia inteiro. Repito dez, vinte vezes o mesmo pedido, explico o que tem que ser feito, repasso a rotina do dia para que minha filha saiba o que vem em seguida (numa tentativa de que ela colabore com as próximas tarefas).
E, ao mesmo tempo que percebo a importância do que precisa ser dito, vejo também que existem coisas que, ao serem faladas, podem gerar uma série de consequências infelizes para a criança. E é exatamente por isso que acredito que precisamos estar sempre atentos ao nosso discurso.
A seguir, eu trago alguns dos erros que nós, pais, cometemos com alguma frequência - por desatenção ou por nunca termos pensado sobre seus efeitos nos pequenos. Para parar e refletir:
- "Você é feio porque fez algo errado". O ideal é não colocar o peso do erro na própria criança e, sim, mostrar que a ação dela foi indesejável. Um modo muito melhor de demonstrar que alguma atitude de seu filho o desagradou é falar: "O que você fez foi feio, não faça novamente".
- "Desista, você não vai conseguir fazer isso". Por mais que você acredite que alguma tarefa é difícil para seu filho, não o desencoraje. Você pode tentar mostrar que ele terá maior facilidade em fazer algo quando for maior, ou quando treinar mais, mas esteja ao lado dele enquanto ele quiser tentar!
- "Se você não fizer isso, a mamãe (ou o papai) vai embora". Sua presença nunca deve ser moeda de troca. Pode ser que, com essa estratégia, você consiga que seu filho o obedeça; mas, provavelmente, em sua cabecinha, se formará o medo da perda dos pais.
- "Seu primo (ou amigo, ou irmão) tem praticamente a sua idade e já consegue fazer isso. Não entendo como você não consegue!" Não custa repetir: cada criança é única e tem seu próprio ritmo para o desenvolvimento de habilidades. Os filhotes também têm interesses distintos, por isso evite comparações!
- "Esse é o espevitado (ou bagunceiro, atrapalhado, comilão...) da família". É importante lembrar que as primeiras impressões que uma criança tem de si mesma são moldadas pelas palavras dos pais. Portanto, colocar um rótulo no filho é o primeiro passo para que o pequeno acredite que aquilo é verdade. De tanto ouvir que ele é atrapalhado, é possível que ele passe a se enxergar - e agir - como tal.
“Descobri que cuidar de um filho ia muito além do que se pode aprender com os livros".

filhos, maternidade, comportamento

Nívea Salgado

Nívea vem de uma família de médicos e, por crescer em meio à área da saúde, escolheu a Odontologia como profissão. Por conta da imensa curiosidade, digna da geminiana, se dedicou à carreira acadêmica: fez mestrado, doutorado e pós-doutorado. Até que se tornou mãe e encontrou na maternidade o grande amor. “Descobri que cuidar de um filho ia muito além do que se pode aprender com os livros". Da sua experiência pessoal, do aprendizado diário que a convivência com a filha Catarina proporcionou, surgiu seu blog – o Mil Dicas de Mãe. Hoje Catarina tem 4 anos e Nívea sabe que os pais têm um grande presente nas mãos: a possibilidade de apresentar um novo mundo mágico para as nossas crianças.
UOL

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