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Lições da Bíblia: Seguindo Jesus na vida diária

“Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé” (Lc 17:5).

  
Embora fosse um grande mestre, Jesus não estabeleceu uma escola de teologia ou de filosofia. Seu propósito era “buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). Ele veio para revelar o caráter de Deus, uma revelação que culminou na cruz, onde Ele não apenas mostrou à humanidade e aos mundos não caídos como Deus realmente é, mas também pagou a penalidade do pecado para que os seres humanos pudessem ser redimidos, apesar de sua natureza caída.

Ao fazer isso, Ele criou também uma comunidade redimida, uma comunidade daqueles que, tendo sido salvos por Sua morte, escolheram viver de acordo com Sua vida e Seus ensinos.

O chamado para fazer parte dessa comunidade redimida não diz respeito a uma condição oferecida na vida, mas a uma lealdade absoluta Àquele que chama, isto é, ao próprio Cristo. O que Ele diz se torna uma lei de vida para o discípulo. O que Ele deseja se torna o único propósito da vida do discípulo. Nenhuma medida de bondade exterior ou de perfeição doutrinária pode tomar o lugar da total lealdade a Cristo e à Sua vontade.

O discipulado, que devemos exclusivamente à presença de Cristo no coração, faz certas exigências imperativas. Não é permitida nenhuma competição e nenhum substituto.


Fugir do farisaísmo

Das mais de 80 referências aos fariseus nos evangelhos, aproximadamente 25% delas se encontram em Lucas. Os fariseus eram notórios por seu conservadorismo doutrinário, ao contrário dos saduceus, que eram conhecidos por suas ideias liberais. Os fariseus eram, frequentemente, legalistas que, enquanto professavam crer na graça, ensinavam a salvação pela guarda da lei.

1. Leia Lucas 11:37-54. Jesus estava fazendo uma advertência sobre o quê? Como esse mesmo princípio se manifesta hoje? Como podemos estar seguros de que, em nosso próprio comportamento, não refletimos algumas das coisas contra as quais Jesus advertiu?
 R. Contra uma religião de aparências, contra a hipocrisia (exigir dos outros o que não se pratica), contra o ato de se importar com minúcias e deixar de lado a essência da religião, tornar a religião um fardo e, assim, impedir as pessoas de entrar no reino de Deus. Esse mesmo princípio se manifesta hoje porque essas mesmas atitudes farisaicas podem surgir no coração das pessoas. Somente permanecendo em Cristo, analisando o próprio comportamento e pedindo que Deus nos sonde (Sl 139:23, 24) poderemos nos precaver contra essas atitudes.

Uma recapitulação dos ais (Lc 11:42-54) pronunciados sobre os fariseus e os escribas mostra o quanto o chamado à verdadeira religião se estende a todas as gerações, inclusive a nossa.

Por exemplo, ao passo que o dízimo é um alegre reconhecimento da provisão de Deus, nunca pode ser um substituto para as demandas básicas do amor e da justiça nas relações humanas (v. 42).

Esses mesmos que desprezam “a justiça e o amor de Deus”, gostam “da primeira cadeira nas sinagogas” (v. 42, 43). Isso sim é deixar de entender o que é a verdadeira fé!

Jesus advertiu, também, que aqueles que acham que a verdadeira religião consiste apenas em rituais exteriores são tão impuros quanto aqueles que têm contato com um morto (Lc 11:44; ver também Nm 19:16). Quão fácil é confundir o trivial com o sagrado aos olhos de Deus!

Jesus pronunciou também um ai sobre os peritos na lei que usavam sua educação e experiência para colocar fardos religiosos intoleráveis sobre outros, enquanto eles mesmos “nem com um dedo” tocavam esses fardos (Lc 11:46).

Enquanto isso, os fariseus honravam os profetas que não mais estavam vivos, ao passo que trabalhavam contra os que estavam vivos. Mesmo enquanto Jesus falava, alguns estavam tramando matar o Filho de Deus. O importante não é honrar os profetas, mas dar ouvidos à sua mensagem profética de amor, misericórdia e juízo.

O último ai é terrível! Alguns a quem havia sido confiada a chave do reino de Deus haviam fracassado em cuidar desse legado. Em vez de usar a chave sabiamente e deixar o povo de Deus entrar no reino, eles o haviam trancado do lado de fora e jogado fora a chave.

Temer a Deus

 “Temei a Deus e dai-Lhe glória” (Ap 14:7) é a primeira das três mensagens angélicas que estão no centro da vida e da fé dos adventistas. Temer a Deus não é ter medo, como frequentemente se pensa. É compreender precisamente quem Deus é e quais são Seus reclamos sobre nós. É um ato de fé que envolve lealdade total a Ele. Deus Se torna o único que pode definir e decidir nossa vida – nossos pensamentos, nossos atos, nossos relacionamentos e nosso destino. O discipulado com base nesse tipo de “temor” se encontra em terreno firme.

2. Leia Lucas 12:4-12. O que Jesus está nos dizendo sobre o temor?
 R. Que não devemos temer os homens, que podem nos afetar apenas fisicamente, mas a Deus, que tem em Suas mãos nosso destino eterno; e que quando tememos a Deus não precisamos ter medo de mais nada, porque Ele cuida de nós.

A passagem nos mostra a quem temer e a quem não temer. Não precisamos temer forças que podem afetar apenas nosso corpo no mundo presente. Em vez disso, devemos temer e obedecer a Deus, porque em Suas mãos está nosso destino eterno. Mas nosso Deus – cujos olhos estão sobre o pardal (Lc 12:6) e que conta os cabelos de nossa cabeça (v. 7) – é amoroso e solícito; portanto, cada um de nós é infinitamente precioso aos Seus olhos. Se crêssemos verdadeiramente nisso, quantos temores terrenos se desvaneceriam?

3. Leia Lucas 12:13-21. Sobre o que Jesus está nos advertindo?
R. Sobre a cobiça e a preocupação com coisas materiais.

Ao passo que Jesus Se recusa a intervir entre dois irmãos que estão brigando pela partilha da propriedade, Ele enfatiza a relevância do décimo mandamento (Êx 20:17) contra o mal da cobiça e enfatiza uma verdade significativa para todas as épocas: a vida não consiste em coisas (Lc 12:15). O rico insensato vivia encerrado em seu pequeno mundo. Nada mais importava para ele. Quanto cuidado precisamos ter para não cair nessa mesma armadilha! Isso é especialmente crucial para aqueles que foram abençoados com abundância de bens materiais.

Embora todos gostemos de coisas materiais, pense na pouca satisfação que elas podem proporcionar, especialmente à luz da eternidade. Por que, então, ainda é tão fácil cometer o erro sobre o qual Jesus nos advertiu em Lucas 12:16-21?

Esteja preparado e atento

“Em todas as épocas foram requeridas dos seguidores de Cristo vigilância e fidelidade; mas agora que nos achamos no limiar do mundo eterno, possuindo as verdades que temos, de posse de tão grande luz, de uma obra tão importante, cumpre-nos dobrar a dedicação” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 460, 461).

4. Leia Lucas 12:35-53 e resuma o que esses versos significam para você, especialmente se está esperando há muito tempo a vinda de Jesus.
 R. Por todos os privilégios que tivemos, será terrível a perda caso não estejamos preparados quando o Senhor voltar. A demora não justifica a negligência; uma vez que o dia da volta do Senhor é desconhecido, temos que estar sempre vigilantes, cumprindo Sua vontade e mantendo viva a esperança de que Ele voltará.

Os cristãos não podem se dar ao luxo de ser negligentes nem apáticos. O contexto da garantida volta de Jesus, e do momento desconhecido em que ela ocorrerá, deve levar-nos a manter o corpo cingido com as vestes da justiça e nossa candeia acesa. A esperança escatológica deve ser a força impelente de nossa vida e de nosso trabalho, de nossa prontidão e de nossa fidelidade. É essa fidelidade em cumprir Sua vontade na Terra e a prontidão para encontrá-Lo em paz que distingue os bons servos dos maus servos.

Qualquer negligência de fidelidade sob o pretexto de que “meu senhor tarda em vir” (Lc 12:45) é equivalente a colocar-se sob o mais severo juízo de Deus (v. 45-48). Quanto maior é o privilégio, maior é a responsabilidade; portanto, àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido (v. 48).

O juízo do antigo profeta: “Ai de vocês que vivem tranquilos em Sião” (Am 6:1, NVI), parece refletir a advertência de Cristo de que o discipulado cristão não é uma situação de conforto. Paulo explica a vida cristã como uma batalha espiritual (Ef 6:12). O ponto focal é que todo cristão está envolvido no conflito cósmico entre Cristo e Satanás, e que a cruz traça uma clara linha entre os dois lados. Somente pela contínua fé no Cristo da cruz alguém pode obter a vitória final.

“Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lc 12:48). O que esse texto deve significar para nós, adventistas do sétimo dia?

Ser uma testemunha que dá frutos

O Pai, o Filho e o Espírito Santo, em Seu conselho eterno realizado “antes da fundação do mundo” (Ef 1:4), formularam o plano da salvação. Isto é, antes de o primeiro ser humano ter sido criado e, é claro, antes de os seres humanos haverem pecado, Deus tinha um plano pronto para resgatar o mundo. O plano está centralizado na cruz, e as boas-novas da cruz devem ser contadas a todas as pessoas do mundo. A responsabilidade desse testemunho é colocada sobre cada cristão.

“Sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At 1:8). A última incumbência dada por Jesus enfatiza a importância que o Senhor colocou sobre o papel de Seus seguidores como testemunhas.

5. Que lições aqueles que estão envolvidos no testemunho cristão devem aprender com a parábola do semeador e do solo? Lc 8:4-15
R. Que há diferentes tipos de solo onde a semente é lançada, e, portanto, diferentes tipos de respostas ao nosso testemunho.

6. Qual é a recompensa daquele que testemunha, e quando ela é recebida? Lc 18:24-30
 R. A recompensa são bênçãos já aqui na Terra (inclusive os frutos de nosso trabalho) e, no mundo por vir, a vida eterna (para nós e para as pessoas que ajudamos a conduzir para lá).

7. O que a parábola das minas (Lc 19:11-27) ensina sobre a fidelidade e a responsabilidade na obra de testemunhar?
 R. Na questão da fidelidade, aprendemos que, se formos fiéis no trabalho, Deus multiplicará os resultados; na questão da responsabilidade, aprendemos que teremos que prestar contas do que fizemos ou deixamos de fazer no sentido de compartilhar os privilégios que recebemos da parte de Deus.

Em cada um desses textos são revelados os perigos, as responsabilidades e as recompensas inerentes à obra de testemunhar e à fé. Foi-nos confiada uma solene responsabilidade; mas, considerando o que nos foi dado, quão pouco, na verdade, é pedido de nós?

Ser um líder que serve

8. Leia Lucas 22:24-27. Mesmo enquanto se preparavam para a última ceia, os discípulos estavam discutindo entre eles sobre quem seria o maior no reino. Como Jesus reagiu à insensatez deles, e o que é tão revolucionário com respeito à Sua resposta?
R. Jesus disse que liderar não é exercer poder, mas prestar serviço; não é ser servido, mas servir. Isso é revolucionário porque é completamente contrário aos princípios do mundo.

A resposta de Jesus é singular na história da liderança. Faraó, Nabucodonosor, Alexandre, Júlio César, Napoleão e Gengis Khan – todos eles viam a liderança em termos de poder e de autoridade sobre outros. Foi dessa maneira que o mundo sempre lidou com o poder.
“Mas vós não sois assim; pelo contrário”, disse Jesus, “o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve” (Lc 22:26). Ao dizer isso, o Senhor do Universo reverteu a definição de liderança: “Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:26-28).

Ao definir, dessa forma, a negação própria e a disposição para agir como servo como os princípios centrais de Seu modo de ação e de Sua liderança, Jesus introduziu uma nova dinâmica nas relações humanas: obtém-se a realização, não pela posição, mas pelo serviço; a transformação começa, não com o trono, mas com a cruz. Viver é morrer (Jo 12:24).

Lucas 9:46-48 mostra que surgiu algo semelhante entre os discípulos de Jesus com respeito a quem seria o maior. Os princípios do mundo ainda estavam firmemente entrincheirados na mente dos discípulos.

A resposta do Mestre vai ao âmago do problema e propõe um dos mais difíceis desafios da vida em geral e da vida cristã em particular. As palavras de Jesus, especialmente a parte sobre ser “o menor de todos” (v. 48), mostram quanto estão invertidas as prioridades do mundo.

Sendo que os princípios do mundo são tão opostos ao que Jesus ensinou, como iremos sobreviver se pusermos Seus princípios em prática em nossa vida?

Estudo adicional

“Quem possui nosso coração? Com quem estão nossos pensamentos? Sobre quem gostamos de conversar? Quem é o objeto de nossas mais calorosas afeições e nossas melhores energias? Se somos de Cristo, nossos pensamentos com Ele estarão, e nEle se concentrarão nossas mais doces meditações. Tudo que temos e somos a Ele será consagrado. Almejaremos trazer Sua imagem, possuir Seu Espírito, cumprir Sua vontade e agradar-Lhe em todas as coisas” (Caminho a Cristo, p. 58).

“Em nossa vida aqui, embora terrestre e restrita pelo pecado, a maior alegria e mais elevada educação se encontram no serviço em favor de outrem” (Educação, p. 309).

Perguntas para reflexão

1. Jesus chamou de louco o fazendeiro rico e bem-sucedido (Lc 12:20). Talvez a pessoa não seja rica nem bem-sucedida, mas o que a torna louca aos olhos de Deus?

2. Em algumas igrejas, vemos dois grupos: o primeiro, das pessoas influentes que obtêm respeito, notoriedade e consideração. O segundo, dos que simplesmente vêm e vão sem que ninguém os note. O que você pode fazer para que os últimos se sintam tão importantes quanto os do primeiro grupo?

3. Embora alegassem defender a verdade, os fariseus pervertiam a fé. Como podemos lutar pelo que é correto e bíblico, sem nos tornarmos fariseus?

4. Como podemos nos manter preparados e vigilantes para a vinda de Jesus?




Comentário

Seguindo Jesus na vida diária

Introdução

A palavra “seguidor” implica movimento. O convite “segue-Me” é repetido três vezes em cada evangelho. Esse convite também é repetido de outras formas. Por exemplo, para os primeiros discípulos Jesus disse: “Vinde após Mim” (Mc 1:17). Atender ao convite sempre significou mudança radical. Quando aceitaram o convite, os discípulos “deixaram imediatamente as redes e O seguiram” (Mc 1:19).

Seguir Jesus implica andar em Suas pegadas ou, nas palavras de João, “andar como Ele andou” (1Jo 2:6). Sendo assim, a decisão de segui-Lo sempre requererá ação. Nesta semana, o Evangelho de Lucas está nos propondo cinco ações. Na verdade, são cinco desafios que nos colocarão ainda mais perto do perigoso, mas glorioso caminho do discipulado.

Fugir do farisaísmo

O termo “fariseu” vem da palavra hebraica “parash”, que significa “separar”, “dividir”, “distinguir”. Eles podem ter surgido dos hasidim, um grupo de separatistas estritamente devotos conhecidos como “justos” ou “pios”. Josefo, um historiador judeu do primeiro século, lista os fariseus como uma das seitas primárias junto com os essênios e os saduceus.1 Aparentemente, sendo um poderoso grupo de liderança política e religiosa, os fariseus possuíam elevada educação formal e lideravam um movimento leigo que competia com o sacerdócio.

Como a maioria dos relatos envolvendo os fariseus nos evangelhos demonstra, eles tinham forte interesse em discutir as regras do dízimo, das leis de pureza e observância do sábado. Possuíam um elevado código de ética, embora na maioria das vezes não o seguissem. Em seu conceito de salvação, as obras desempenhavam papel preponderante. Eles aparecem em todos os evangelhos e na maioria dos casos são apresentados como moralistas hipócritas.

Em Lucas e Atos, os fariseus aparecem como líderes da comunidade (Lc 14:1), envolvidos com a riqueza (Lc 16:14), politicamente ativos e bem informados (Lc 13:31). Lucas reclama que o uso dos regulamentos de pureza para manter a ordem social levava os fariseus a relacionamentos injustos, nos quais os pobres eram privados de justiça, pois eram considerados impuros e fora da ordem social. Em resposta, Lucas define a verdadeira impureza como moral e não ritual, abrindo assim as fronteiras para os desprezados, gentios e pecadores (14:15-24).

Em Lucas e Atos também podemos ver um retrato singular da relação de Jesus com esse grupo. Três vezes Jesus jantou com fariseus (7:36; 11:37; 14:1). Em certas ocasiões pareceram ser simpáticos com Jesus e os cristãos (Lc 13:31; At 5:34-39; 23:6-9).
2 Lucas reuniu vários relatos de Jesus interagindo com os fariseus e os usando como exemplos negativos em Seu ensino. Ao mesmo tempo, contudo, pelo menos alguns dos fariseus pareciam ser curiosos sobre Jesus. Eles Lhe perguntaram quando deveriam esperar o reino de Deus (Lc 17:20), e alguns deles até alertaram Jesus sobre a trama de Herodes para prendê-Lo (Lc 13:31).3

É preciso destacar que a teologia dos fariseus não representa o ensino genuíno do Antigo Testamento, nem mesmo representa o judaísmo do primeiro século como um todo, pois eles eram apenas um dos grupos da sociedade religiosa da Palestina nos tempos de Cristo. Defendiam uma visão distorcida do Antigo Testamento, pois valorizavam a tradição oral dos antepassados mais do que a própria lei de Deus. Sendo assim, representam um alerta de como a religião verdadeira pode ser corrompida, até mesmo pelas nossas melhores intenções, caso não sejam totalmente guiadas pela Palavra e amor de Deus.

Temer a Deus

A hipocrisia dos fariseus foi usada por Jesus como símbolo no contexto de uma advertência feita aos discípulos. Em Lucas 12:1, Ele alertou: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia”. Em Lucas 12:4-12, a palavra “temer” é repetida cinco vezes. O contexto desses versos indica que Ele estava ensinando que a causa básica da hipocrisia é o medo (temor) do homem. Infelizmente, muitos dos escribas e fariseus estavam preocupados mais com a reputação do que com o caráter, mais com o que as pessoas pensavam do que com o que Deus sabia sobre eles. O remédio para a hipocrisia é esquecer o que as pessoas podem dizer ou fazer, e temer somente a Deus.4 É importante entender esse contexto para compreender a mensagem que Cristo quis transmitir.

Temer a Deus é viver sob a consciência de que daremos conta a Ele, e não aos seres humanos. Esses podem influenciar nossas circunstâncias terrestres, mas não determinam o destino eterno. Até mesmo a morte que pode ser infligida pelos homens como preço da fidelidade não é definitiva, pois somente Deus pode “lançar no inferno” (Lc 12:5).

Uma breve nota sobre a palavra “inferno” é importante. A palavra “inferno” traduz o grego gehenna, que designa o lugar conhecido no Antigo Testamento como Vale de Hinom. Esse “vale ao sul de Jerusalém se tornou um símbolo do lugar em que os ímpios eram punidos.”5 Nele estava localizado um lugar alto chamado Tofete, onde Acaz introduziu a prática de sacrifícios humanos, em especial de crianças (2Cr 28:3). Posteriormente, Josias acabaria com essa prática ao destruir aquele lugar profano de culto (2Rs 23:10). Desse modo, “em retribuição a esse e outros males, Deus alertou Seu povo que o Vale de Hinom se tornaria um dia “o vale da matança” para “as carcaças desse povo” (Jr 7:32, 33; Jr 19:6; cf. Is 30:33).
6 Sendo assim, o fogo de Hinom tornou-se símbolo do fogo consumidor do último grande dia de julgamento e punição do ímpio.7 Como a Bíblia esclarece em outras partes, o fogo não será eterno, mas as suas consequências. Os ímpios morrerão para sempre para nunca mais se levantarem.

Os versos que lemos trazem um maravilhoso paradoxo. No verso 5 há o imperativo “temei” a Deus e não aos homens, enquanto no verso 7 há outro imperativo, “não temais”, que aliás é repetido com frequência em outras partes das Escrituras. De fato, o temor a Deus conquista todos os outros, pois quem verdadeiramente teme a Deus não precisa temer mais nada.
8 É verdade que Jesus não garante que protegerá a vida física sempre, como sugere a teologia da prosperidade. Deus pode permitir o martírio de Seus discípulos. A premissa da observação de Jesus é que Deus tem cuidado soberano sobre a vida após a morte.9 Em resumo, quando tememos o Deus amoroso, que conhece o número dos fios de cabelo de nossa cabeça (Lc 12:6, 7), não temos nada a temer.

Estar preparado e vigiar

A primeira vinda de Cristo não encontrou um Israel vigilante. Como os evangelhos retratam, poucos estavam esperando a vinda do Messias, apesar de haver muitas profecias no Antigo Testamento que apontavam para as circunstâncias e o tempo de Sua vinda (Dn 9:24-27). As pessoas estavam tão envolvidas em seus próprios negócios, tão iludidas pela expectativa de um messias político que não conseguiram discernir os tempos em que viviam.

Tal situação deve servir como um importante alerta para os que esperam o segundo advento de Cristo. Ao mesmo tempo, nos lembra da veracidade das palavras de Cristo em Lucas 12:35-53. Que tipo de servo seremos? A falta de informação sobre o dia da vinda de Jesus aliada ao curto tempo de nossa vida devem nos levar a um senso de urgência e prontidão.

Nesse ponto, dois extremos devem ser evitados. O primeiro é cair na tentação de marcar datas ou criar expectativas quanto ao tempo da vinda de Jesus. No momento em que os discípulos perguntaram quando ocorreria o fim dos tempos (Mt 24:3), Jesus lhes deu sinais em forma de acontecimentos que ocorrem em todas as épocas (guerras, fomes, terremotos). Além disso, os mesmos também serviam para indicar a proximidade da destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C. Para piorar, Cristo ainda disse: Ainda não é o fim, é o princípio das dores (Mt 24:6, 8). Logo depois, Ele contou três parábolas que, em vez de apresentar mais sinais, destacam a importância de vigiar sempre (Mt 24:32-25:13). Tratam mais da preparação do que do tempo do evento. Realmente, “a resposta de Jesus deve ter sido bem frustrante”.
10Em outras palavras, Jesus estava dizendo: “Não se preocupem com o tempo”.11

O discurso de Lucas se harmoniza com este conselho de Jesus em Mateus 24: “O Filho do homem virá na hora em que não cuidais” (Lc 12:40). Contudo, o alerta de Cristo também nos leva a evitar outro extremo, a indiferença do servo que diz: “O meu Senhor tarde virá” (Lc 12:45). Na verdade, não importa quanto tempo a igreja cristã tenha esperado o cumprimento da promessa, porque a nossa espera só dura uma vida. E não temos ideia de quando ela terminará.

Ser uma testemunha que dá fruto

Enquanto esperamos o cumprimento da promessa, somos convocados a ser testemunhas que dão fruto. Mais do que um imperativo, a última ordem de Cristo aos discípulos, em Atos 1:8 (“sereis Minhas testemunhas”) é uma constatação da obra do Espírito (o que é demonstrado pelo uso do modo indicativo). Na verdade, é o resultado do recebimento do Espírito (“e recebereis poder”). Deus promete o Espírito Santo para habilitar Seus discípulos a cumprir a grande comissão.

A parábola do semeador (Lc 8:4-15) ensina importantes lições sobre o testemunho cristão. Para que a palavra seja semeada é necessário um agente. De fato, o testemunho é dado em primeira pessoa. Nosso testemunho só é efetivo quando falamos do que Cristo fez em nossa vida. A semente deve brotar em nossa vida primeiro. Outra importante lição é que o semeador não controla os efeitos de seu trabalho. Sua missão é simplesmente semear. Nosso testemunho deve abranger o mundo, contudo são os corações individualmente que responderão positiva ou negativamente. Por fim, a parábola nos lembra de que, independentemente do resultado, o trabalho do semeador não deve parar, porque enquanto houver alguém disposto a testemunhar haverá corações preparados para receber a semente.

A recompensa da fiel testemunha é certa: receberemos muitas vezes mais aqui, e muito mais na vida eterna (Lc 18:29-30). Para isso, devemos usar com sabedoria o que Deus nos confiou, como a parábola das minas nos lembra (Lc 19:11-27). Os privilégios que Deus nos concede devem ser multiplicados. O testemunho cristão nada mais é do que repartir com os outros aquilo que recebemos gratuitamente. Ao fazer isso, multiplicamos a graça, a paz e a esperança que já podemos desfrutar em Cristo.

Ser um líder que serve

A última ação com que Cristo nos desafia diz respeito a nosso relacionamento com as pessoas que estão sob nossa liderança. Todos nós de alguma forma exercemos liderança sobre alguém, no lar, na família, na escola ou na igreja. A hierarquia que regula nossas relações de liderança na sociedade é subvertida na lógica de liderança de Cristo. O maior será o menor e o líder será como o servo (Lc 22:26). A concepção de liderança não é apenas revolucionária, é antagônica à natureza humana egoísta. Mesmo os discípulos, depois de conviver três anos e meio com Jesus, pouco tempo antes da cruz ainda estavam discutindo sobre quem seria o maior (Lc 22:24-27).
O grande conflito iniciou no Céu com alguém querendo ser maior. O mesmo sentimento foi transmitido à humanidade quando Eva foi convidada a experimentar o fruto que a tornaria superior. Na verdade, a busca humana continua sendo esta: ser cada vez mais exaltados. Por isso, as pessoas buscam desesperadamente mais dinheiro e mais poder. Contudo, Jesus veio mostrar não só para este mundo, mas para o Universo inteiro, qual é a verdadeira grandeza. Esse é o real caráter da liderança divina. As relações mundanas de poder quase sempre são fundamentadas no modelo de Lúcifer, que envolve exaltação própria, coerção e tirania. No entanto, Cristo nos deixou o modelo divino de liderança, que envolve altruísmo, humildade e amor. Sigamos esse modelo em nossas relações de liderança.

Conclusão

Cinco ações, cinco conselhos divinos para nossa felicidade. (1) Fuja do farisaísmo e não almeje aplausos humanos; (2) viva no temor do Senhor, que tem em Suas mãos nosso destino final; (3) Viva preparado. Não sabemos a hora que nossa vida terminará. Isso requer vigilância constante. Não importa o tempo da vinda de Cristo, pois nossas oportunidades podem terminar antes disso; (4) Enquanto esperamos, testemunhemos de Seu amor. Ao testemunhar, fortalecemos nossa fé na bendita esperança de Seu retorno. De fato, ao testemunhar somos os maiores beneficiados; (5) Lembre-se de que nosso mundo não é aqui. Pertencemos à pátria celestial. Nela as relações de poder são diferentes do que vemos no mundo. A ética de liderança celestial nos convida a inverter a pirâmide de poder e buscar a base em vez do topo.



Referências:

1. JOHNSON, Bradley T. “Pharisees”, BARRY, John D. et al. The Lexham Bible Dictionary, Bellingham, WA: Lexham Press, 2014.
2. SALDARINI, Anthony J. “Pharisees”, FREEDMAN, David Noel, The Anchor Yale Bible Dictionary, New York: Doubleday, 1992, p. 296-297.
3. JOHNSON, 2014.
4. WIERSBE, Warren W. The Bible Exposition Commentary, v. 1. Wheaton, IL: Victor Books, 1996, p. 219.
5. STEIN, Robert H. Luke: the New American Commentary, v. 24. Nashville: Broadman & Holman Publishers, 1992, p. 347.
6. NICHOL, Francis D., ed. The Seventh-Day Adventist Bible Commentary, v. 5. Hagerstown: Review and Herald Publishing Association, 1980, p. 335.
7. Idem, 1980, p. 335.
8. WIERSBE, 1996, p. 219.
9. BOCK, Darrell L. Luke: 9:51–24:53: Baker Exegetical Commentary on the New Testament, v. 2, Grand Rapids, MI: Baker Academic, 9.
1996, p. 1135.
10. KNIGHT, George. Para não Esquecer: meditações diárias, Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2015, 10 de abril.
11. Idem, 2015, 10 de abril.

Sobre o autor dos comentários: Jônatas de Mattos Leal graduou-se em Teologia pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (SALT) da Bahia em 2008. Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Católica de Pernambuco em 2011 e Mestre em Teologia pelo SALT. Atuou como pastor distrital entre 2009 e 2010 no distrito de Candeias, BA. Atualmente é professor de Teologia Bíblica (Antigo Testamento) e coordenador de pós-graduação no IAENE. Casado com Taiana Pickersgill Leal. Pai de Pietro Pickersgill Leal.

É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização da Casa Publicadora Brasileira

Autor: 

Pr. Jônatas Leal

 - Email: leal.jonatas@gmail.com
Revisão: Josiéli Nóbrega - josieli.nobrega@cpb.com.br
Sugestões e dúvidas devem ser encaminhadas ao editor responsável:
andre.oliveira@cpb.com.br

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Sublime Esperança

Sublime Esperança
A Bendita Esperança Vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente. Tito 2:12

Somos exortados a viver sóbria, correta e piedosamente no mundo presente, e a esperar o glorioso aparecimento do grande Deus e Salvador Jesus Cristo. (...)

O tempo exato da segunda vinda de Cristo não nos é revelado. Jesus disse: "A respeito daquele dia e hora ninguém sabe" (Mt 24:36). Mas Ele também deixou sinais de Sua vinda, ao dizer: "Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas" (v. 33). E disse-lhes que quando os sinais da Sua vinda surgissem, eles deviam exultar e erguer a cabeça, porque a redenção deles estaria próxima. Tendo em vista essas coisas, o apóstolo escreveu: "Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia" (1Ts 5:4, 5). Como não sabemos a hora da vinda de Cristo, precisamos viver sóbria e piedosamen…

Ciência e Religião

O benefício da dúvida
Deu no site da revista Ciência Hoje: “Karl Popper, um dos filósofos mais influentes do século passado, apontou para o fato de que, para ser validada, uma teoria científica deve necessariamente ser confrontada, desafiada, falseada. Dizia que, do contrário, a teoria poderia se tornar dogma – e qualquer dogma, para Popper, seria terrível para a ciência.” A matéria aponta, ainda, a coincidência entre o raciocínio de Popper e um texto publicado pelo jornal britânico The Guardian e repercute pesquisa realizada pela revista eletrônica Edge, que faz, todo ano, uma pergunta para centenas de especialistas de áreas distintas com o objetivo de colher tendências. A pergunta daquele ano foi: “Qual conceito científico poderia aprimorar a ferramenta cognitiva de uma pessoa?” “Artistas, cientistas e filósofos responderam à questão. Surpreendentemente, muitos deles destacaram a relevância dos erros, das incertezas e dúvidas para a ciência e ressaltaram a importância de…

Você passa tempo suficiente com a sua família?

A vida que vale a pena

Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. João 10:10, ARA “A maneira como vivemos é mais importante do que quanto tempo vivemos.” Encontrei essa frase e a história abaixo no livro A Revolução do Espírito, que, entre outros relatos, retrata a vida de Svea Flood. Ela e o esposo, David, em 1921, deixaram a Suécia, depois de aceitar o chamado divino para serem missionários no Congo. Com outro casal de missionários, resolveram evangelizar uma região remota do país. Chegaram à vila de N’dolera, mas não foram aceitos ali, pois o chefe tribal acreditava que se permitisse a presença dos missionários, os deuses locais ficariam insatisfeitos e abandonariam a região. Mesmo com a recusa, resolveram não desistir e se estabeleceram em uma montanha próximo à tribo, onde construíram cabanas de barro enquanto oravam para terem oportunidade de evangelizar o lugar. Isolados na montanha, a única pessoa com quem podiam ter contato era um menino, que havia sido autorizado a visitá-…

A didática da repetição

“Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa” (Mateus 6:2).
Três vezes no capítulo 6 Jesus utiliza o mesmo padrão para atingir Seu objetivo. Ele sabia que a mente humana enfraquecida pelo pecado precisa ouvir as coisas mais de uma vez para assimilar uma lição. E Jesus é o mestre por excelência.
Repare no Seu estilo. Primeiro, Ele delineia o princípio geral no versículo inicial: Não pratique atos piedosos para ser visto pelos outros. Os que assim procedem não receberão outra recompensa a não ser sua própria atitude egocêntrica. Depois, Ele passa a ilustrar essa lição principal a respeito da esmola (versos 2 a 4), da oração (versos 5 e 6) e do jejum (versos 16 a 18).
Todas as três ilustrações seguem o mesmo padrão. Primeiro, vem a descrição da falsa forma de piedade, que se concentra na exibição pública da “santid…

Alimentação: O que é preciso entender sobre a dieta de Adão e Eva?

“E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento”. Gênesis 1:29
Já no primeiro capítulo da Bíblia, existe uma orientação sobre qual deveria ser a alimentação do ser humano. Mas é importante compreender quais alimentos faziam parte desta alimentação original. Toda erva que dê semente é uma expressão que faz referência aos cereais (arroz, trigo, aveia, milho, centeio e cevada) e às leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha, ervilha, soja, tremoço e amendoim).
E toda árvore, em que há fruto e que dê semente é uma referência agora são as frutas e também as sementes oleaginosas (castanhas em geral). Isso vos será para mantimento, ou seja, essa era a alimentação original de Adão e Eva. Devemos lembrar que Deus sempre tem lições para nos ensinar por meio da sua palavra. No contexto em que Adão e Eva vivam no Éden, onde não havia morte essa deveria se…

Crianças