16 de maio de 2015

O Amor Tudo Espera - O Amor Leal de Deus

O Amor Tudo Espera


O amor não conhece limites para sua paciência, fim para sua confiança, nem enfraquecimento de sua esperança; ele é capaz de superar tudo. 1 Coríntios 13:7, Phillips

Quando Elizabeth Barret se tornou esposa de Robert Browning, seus pais desaprovaram o casamento e a deserdaram. Elizabeth escrevia para eles quase toda semana, dizendo como os amava e que aguardava a reconciliação. Esperou meses e anos pela resposta.

Depois de dez anos, ela recebeu pelo correio uma caixa grande, que continha todas as cartas que ela havia escrito. Nenhuma tinha sido aberta. Apesar de essas “cartas de amor” terem depois se tornado parte da literatura inglesa, é realmente triste pensar que elas nunca foram lidas pelos pais de Elizabeth. O relacionamento rompido com a filha poderia ter sido refeito se eles tivessem pelo menos olhado algumas delas. A espera não teve resultado positivo, mas nem por isso o amor desistiu.

No capítulo dedicado ao amor, no verso mais curto, o apóstolo Paulo diz que o amor “tudo espera” (1Co 13:7). Há esperança de que o inimigo se torne amigo. De que volte o esposo ou a esposa que abandonou a casa.

Mesmo os namorados, depois de terem levado um “fora”, ainda interpretam qualquer comportamento do ex como sinal de esperança de que o namoro pode ser refeito. Assim, um telefonema, um olhar intencional, um sorriso ao cruzarem no caminho, um encontro que não era para acontecer, mas aconteceu – tudo isso atua como sinal e desperta esperança: “Ainda tenho esperança de que ele/ela volte para mim.”

E se a espera não der resultado, numa expressão de consolo, dizem: “Ah, pode deixar, meu/minha próximo(a) namorado(a) terá o magnetismo e o carinho que esse/essa não teve.”

A esposa espera que o marido alcoólatra largue a bebida e se torne o pai que os filhos precisam. Mas é o amor que a faz esperar.

Quando o filho ou a filha se rebelam e rejeitam os valores e a tradição da família e abandonam o lar, não há outra saída senão esperar.

O filho pródigo ainda é filho. Não interessa por quanto tempo tenha saído de casa, se foram dias, semanas, meses, quem sabe até anos, o pai continua esperando porque ama.

Deus é o campeão no quesito espera. O coração dEle é marcado pelo desejo de ver todos incluídos no Seu círculo de amor.



O Amor Leal de Deus

O Senhor lhe apareceu no passado, dizendo: “Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atraí.” Jeremias 31:3

O amor continua sendo tão indefinido e misterioso como a célula humana, mas igualmente vital para nossa existência. Defini-lo parece impossível, mas uma das melhores definições é a que encontrei numa revista hispana: “Amor é um compromisso incondicional com uma pessoa imperfeita.”

George Matheson escreveu um hino sobre o amor de Deus, que por ocasião de sua composição teve circunstâncias adversas. Logo depois do noivado de George, a noiva ficou sabendo que ele estava se tornando cego. Não havia nada que os médicos pudessem fazer para reverter a situação. Ela então terminou o noivado dizendo que não podia passar o resto da vida com um homem cego.

Matheson se tornou completamente cego enquanto estava estudando no seminário. Era aluno brilhante e a irmã tomou conta dele durante esse período de estudos. Logo depois, ela se casou. Estudiosos da vida de Matheson dizem que o fim do noivado e o casamento da irmã fizeram com que não houvesse mais ninguém para cuidar dele, e dessa experiência acabou “nascendo” um hino.

Ele mesmo descreve como compôs o hino: “Meu hino foi composto na noite do dia 6 de julho de 1882, quando eu tinha quarenta anos de idade. Estava sozinho em casa. Era a noite do casamento da minha irmã e toda a família permaneceu em Glascow.

“Alguma coisa aconteceu comigo que somente eu entendi, e me causou grande angústia mental. O hino foi fruto daquele sofrimento. Foi o trabalho mais rápido que já fiz em minha vida. Parece que ele estava sendo ditado para mim por alguma voz interna em lugar de ser mesmo uma criação minha. O trabalho não levou mais do que cinco minutos e nunca foi retocado depois. [...] Veio como o brilho da aurora sobre mim.” São aquelas composições e poesias nascidas no cadinho da dor.

Olhando para sua vida, ele menciona que ela havia sido cheia de obstáculos, mas que a esperança nunca iria se apagar.

Como Matheson pôde superar toda essa situação? No próprio hino ele diz que “Deus traçou o arco-íris na chuva”. É a figura de um concerto e de uma promessa. “Amor, que por amor desceste! Amor, que por amor morreste! / Ah, quanta dor não padeceste! Minh’alma vieste resgatar / E meu amor ganhar! (Hinário Adventista, nº 120).

Podemos hoje experimentar a segurança desse amor leal de Deus.

MD CPB


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