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O Sorriso de Deus - Meditação da Mulher

Em Dor e Aflição
Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nEle, e Ele agirá. Salmo 37:5
Nasci numa família humilde, no interior do Amazonas, Brasil. Tive uma in­fância muito feliz, comendo frutas colhidas na hora, brincando com meus irmãos e amigos e nadando no rio que corria em frente à minha casa. Tudo ia bem, até que minha mãe ficou doente e foi necessário que nossa família se mu­dasse para a capital. Imediatamente meu pai vendeu tudo o que tínhamos, para podermos ficar na cidade até que ele e meus irmãos mais velhos encontrassem emprego e pudessem ajudar no tratamento de minha mãe.
O tempo passou e me tornei adulta. Estudei, trabalhei e, aos 23 anos, casei-me. Fomos felizes, até que meu esposo viajou ao seu país de origem e não voltou mais. A dor e o desapontamento que senti foram grandes. Eu não sabia o que fazer ou como cuidar sozinha de dois bebês. Minha filha mais velha tinha um ano e meio de idade, e eu estava no sétimo mês de gestação da segunda. Minha família e amigos me ajudaram bastante, mas a responsabilidade era minha. Por ocasião do nascimento da minha segunda filha, logo percebi que algo estava errado. Ela não chorou e, de repente, houve muita atividade na ala da maternidade. No dia seguinte, o pediatra me disse que o bebê havia nascido com uma deformidade e precisaria de tratamento em outra cidade, muito distante de onde morávamos.
Passamos alguns anos viajando de lá para cá, a fim de que minha filhinha recebesse o tratamento necessário. Enquanto isso, em Sua infinita misericórdia, Deus enviou alguém que me apresentou Jesus. Foi uma época maravilhosa. Amei Jesus, aceitei-O como meu Salvador e encontrei alguém com quem partilhar meu pesado fardo.
Meus olhos se abriram e pude ver que, apesar das circunstâncias que preci­samos enfrentar, Ele ali está, cuidando de nós. Deus nunca nos deixa sozinhas.
Muitos anos se passaram desde então. Minha filha mais velha está casada e me deu um gracioso neto chamado Theo, que me alegra a vida. Minha filha mais nova cresceu e se tornou uma bela mulher. Foi para a África, como missio­nária, e se casou em 2011. A coisa mais extraordinária é que o homem que me apresentou Jesus é agora meu esposo e trabalhamos juntos para levar pessoas a nosso amado Salvador.
Ana Maria Nogueira Nascimento Brandão

Uma Rede no Mundo
De modo nenhum, Senhor! Jamais comi algo impuro ou imundo! Atos 10:14
Em uma das caminhadas que fazia próximo à nossa casa da praia, passei por uma experiência interessante. Meu esposo é pescador e toda vez que sai para o mar leva consigo a rede. Ele estava ansioso por usar aquela rede, em particular, porque era novinha e ele ainda não havia apanhado nada com ela. Assim, ele partiu com o irmão Almerindo para usar a rede. Eles esperaram até a maré baixar para pescar, mas não apanharam nada. Deixaram a rede no mar até o dia seguinte.
Cedo, na manhã seguinte, foram verificar a rede. Quando acordei, orei para que Deus lhes permitisse pegar um peixe. Todavia, o único peixe que pegaram era um peixe imundo, que não comemos. Enquanto orava, lembrei-me de que certa vez eu dissera a Deus que queria ser uma rede no mundo, assim como a rede no mar. Quando enfrento mares tormentosos, quero permanecer firme na fé em Deus a despeito das ondas e adversidades da vida. Percebi que realmente sou uma rede no mundo e não posso escolher o que vou pescar. Sentia-me des­qualificada para levar a mensagem de Cristo ao mundo, mas entendi que Deus desejava que eu levasse o evangelho àqueles que não partilhavam de minha fé. Quando Deus nos envia, não podemos escolher quem, nem quando, nem onde.
Finalmente entendi por que Deus permitira a lição da rede vazia. Logo depois daquela situação, encontrei uma amiga da família que não professava a mesma fé que nós. Seu filho havia estudado numa escola cristã e, embora ela não fosse cristã, estava triste porque ele não havia permanecido na igreja. Ela ficou muito feliz quando lhe contei que oraria por seu filho. Aproveitei a oportunidade para falar acerca do amor de Deus, de como Jesus a ama e de como ela era especial para mim.
Essa experiência me fez lembrar da visão que Pedro teve dos animais imundos (ver Atos 10:9-23). Além de tudo, "Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que foi a Ele [Jesus] que Deus constituiu juiz de vivos e de mortos" (v. 42). Deus deseja que Sua mensagem seja partilhada com todos, sem exceção. Portanto, devo estender Sua mensagem a qualquer de Seus filhos, não importa qual seja sua crença. Você quer ir comigo?
Marialva Vasconcelos Monteiro Chuassé

Alegria de uma Confissão
Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia. Provérbios 28:13
Tive o privilégio de trabalhar por sete anos num dos Lares Substitutos man­tidos pela Golden Cross, localizado na mesma fazenda do colégio IAENE, na Bahia. Lá fiz muitos amigos, verdadeiros presentes de Deus para mim.
Eram 35 lindas meninas, entre 4 e 15 anos, e mais quatro monitoras com idades entre 18 e 21 anos. Cada dia era um novo desafio para mim, pois sabia que prestaria contas a Deus pelas "filhas" que Ele havia me acrescentado. Era uma responsabilidade muito grande. Eu não podia errar, ser injusta ou discrimar alguma delas.
Para elas, a vida já era, de certo modo, uma injustiça, pois todas, quase sem exceção, vinham de lares desfeitos ou mesmo sem pai nem mãe. Por isso, me desdobrava para dar amor, atenção e carinho a todas. No entanto, quando havia necessidade, eu dava uma bronca sem pestanejar, a fim de corrigir os erros e primar pelos princípios cristãos.
Não me esqueço do dia em que tive que chorar com Deus para que Ele me revelasse quem havia colocado uma aranha gigante debaixo do travesseiro de uma das meninas. Reuni todas na sala e fiz um apelo do fundo do coração, mas ninguém se manifestou.
Fiz então um desafio a elas: "Eu não sei quem teve a coragem de fazer tamanha maldade. Olho no rostinho de cada uma de vocês e me recuso a crer que uma de minhas filhas acaricia um espírito rebelde, mas Deus sabe. Vou para o meu quarto e, antes de anoitecer, Ele vai me revelar." Então li o verso acima e me retirei.
Meia hora depois, chamei uma por uma em meu quarto para conversar e orar. Percebia no rosto de quem nada tinha a temer a tranquilidade, confiança e segurança. Uma delas, muito espirituosa, disse: "Tia, todas as meninas lá fora, estão com o coração assim: Tum, Tum, Tum. O meu não... Ele está parado. Não fui eu." No íntimo, eu estava rindo. Dei-lhe um beijo e ela saiu.
A menina seguinte já entrou chorando e confessou: "Tia, fui eu. Por favor, me perdoa." Abracei-a carinhosamente e disse para ela o que Jesus disse um dia: "Perdoados estão os teus pecados"
Que alívio para aquele coração juvenil ouvir aquelas palavras. Dali em diante, ela se tornou mais dócil e amiga de todas. Creio que todas aprenderam a lição, pois nada parecido se repetiu depois desse episódio.
Foram anos preciosos que passei ali, onde pude dar e receber amor. Alegra-me manter contato com a maioria delas depois de quase dez anos. Louvo o Senhor por isso!
Maria Bernadete Barbosa Aguiar Mendes

Bagagem Para o Céu
Pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite. 1 Tessalonicenses 5:2
Algum tempo atrás, eu estava arrumando as malas para passar um feriado com minha mãe. Como seria um feriado prolongado, escolhia com cuidado os itens, tendo a preocupação de não me esquecer de levar tudo o que fosse necessário para a ocasião.
De repente, algo inesperado aconteceu. Três homens armados derrubaram a porta da nossa casa e nos renderam. Foram momentos intermináveis de angús­tia e desespero, enquanto aqueles homens maus saqueavam nossos pertences. Aqueles instantes se prolongavam diante das ameaças que sofríamos e da nossa impossibilidade de pedir e receber socorro.
Ninguém podia nos assistir. Então clamei ao Senhor em pensamento, pe­dindo que Ele nos salvasse. Ao mesmo tempo, suplicava-Lhe Sua paz, caso o pior ocorresse.
Passado o susto, comecei a refletir que a volta de Jesus também será de forma inesperada. Para muitos, terrível e assustadora. Multidões ficarão desesperadas, pedindo aos montes que caiam sobre si. Entretanto, nós, os que estivermos com as malas prontas, ficaremos radiantes de tanta felicidade e o coração quase que explodirá de tanto contentamento. Essa é a nossa "bendita esperança".
No entanto, a diferença poderá estar na bagagem. Só fazemos as malas quan­do estamos nos preparando para uma viagem importante. Nesse caso, desde já podemos escolher boas coisas para colocar em nossa mala: amor, bondade, misericórdia, paciência, mansidão, obediência à vontade de Deus e um bonito espelho, para que a imagem do caráter de Jesus seja refletida em nós.
Estamos aguardando o dia em que nosso grande Anfitrião virá nos buscar e nos receberá com as palavras: "Venham, benditos de Meu Pai" (Mateus 25:34). Ele irá nos fazer uma grande surpresa. Será maravilhoso.
A questão fundamental nessa hora será: Temos aceitado o sacrifício de Jesus? E a nossa mala? O que há dentro dela? Será ódio, rancor, inveja, contendas, maledicências, falta de fé e desobediência? Ou está pronta para a maravilhosa viagem celestial? Se ainda não está pronta, agora é o momento de começar a mudança de vida. Peçamos a Jesus que nos ajude a sermos diferentes a partir deste momento e que o fruto do Espírito Santo seja visto em nossa vida.
Juliane Cerqueira Santos Câmara

A Resposta Certa
O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor, Provérbios 16:1, ARA
Recordo plenamente que eu e meu marido fazíamos planos para continuar­mos apenas com nossos dois filhos, que eram uma bênção em nossa vida. Na ocasião, procurei um médico para tomar as devidas providências a fim de evitar outra gravidez.
Como rotina, fiz todos os exames solicitados. Todavia, foi detectado um problema no endométrio cuja solução seria tomar uma medicação específica, que forneceria o hormônio que eu precisava para a cura. O médico sugeriu que eu engravidasse novamente, pois assim o hormônio que eu precisava seria reduzido de forma natural.
Como assim engravidar? Era justamente porque não pensava mais nisso que eu havia procurado aquele médico. Ouvi os conselhos; mas, mesmo assim, fui à procura do medicamento. Como era muito caro e raro, tinha que ser enco­mendado pelo Sistema Único de Saúde.
Enquanto esperava a chegada do medicamento, refleti muito a respeito das recomendações médicas. Segundo o médico, o uso do medicamento poderia causar vários efeitos colaterais. Os dias transcorreram normalmente até que fui comunicada de que o medicamento já estava disponível. Decidi esperar pelo dia do início do tratamento.
Foi aí que tudo começou! Lembrei-me de Ana que, levada por sua preocupa­ção, pôs-se a orar fervorosamente ao Senhor, clamando por Sua ajuda, porque queria um filho. Eu fiz o mesmo. Clamei insistentemente a Deus por Sua ajuda, pois queria uma resposta. Se fosse da vontade dEle que eu engravidasse, que enviasse um sinal no dia estipulado para o início do tratamento. Orei ao Senhor Deus e fiquei aguardando a resposta.
Surpresa! Após um mês, exatamente no dia em que eu deveria iniciar a me­dicação, suspeitei de uma gravidez. Comuniquei ao médico e, passados alguns dias, os exames confirmaram. Eu estava grávida!
O medicamento foi devolvido e ajudou uma mulher idosa que necessitava do medicamento mais do que eu.
Nove meses se passaram e nasceu Lia, um presente de Deus. Lembrei-me mais uma vez de Ana, de sua alegria e gratidão. Deus havia me concedido duas bênçãos: uma filha e a cura.
Deus é maravilhoso! Ele sabe de todas as coisas. Não podemos antecipar as decisões em nossa vida, mas devemos entregar a Deus essa incumbência e apenas aguardar. A resposta certa virá.
Celina F. Tauber

Quem Sou Eu
Teus, ó Senhor, são a grandeza, o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos Céus e na Terra é Teu. Teu, ó Senhor, é o reino; Tu estás acima de tudo, 1 Crônicas 29:11
Naquela manhã, acordei agradecida por mais uma noite, mas estava ansiosa por uma resposta de Deus. Estava preocupada com as muitas responsabi-lidades e buscando maneiras de solucioná-las de forma prática e eficaz. Depois de orar, não apenas pedi, supliquei que Deus acalmasse meu coração: "Deus soberano, 'tudo o que há nos Céus e na Terra é Teu'. Dá-me sabedoria para exercer minhas atividades, usa-me para Tua glória, Senhor. A minha vida está em Tuas mãos. Que a Tua vontade se cumpra nela."
Foi com esse desejo de me submeter a Deus que me deparei com a oração de Davi, feita na ocasião em que ele queria construir um templo para o Senhor. Apesar da boa vontade do rei, Deus lhe disse, por meio do profeta Nata, que um de seus filhos seria colocado no trono e este construiria o templo.
O relato está em 1 Crônicas 17:16-27: "Quem sou eu, ó Senhor Deus? [...] Tu conheces o Teu servo, [...] não há ninguém como Tu, ó Senhor, nem há outro Deus além de Ti, conforme tudo o que sabemos. [...] Ó Senhor, Tu és Deus! [...] Agora, por Tua bondade, abençoa a família de Teu servo, para que ela continue para sempre na Tua presença; pois o que Tu, Senhor, abençoas, abençoado está para sempre."
Após a leitura, fiquei me perguntando: Mas quem sou eu? O que estou cons­truindo? Senhor, o que queres me mostrar com esse texto? Deus sabe quem eu sou; mas quem eu acredito ser? Uma mulher ansiosa, que quer dar conta de muita coisa e se estressa por não conseguir fazer tudo o que gostaria?
A resposta estava ali. Seria bem mais fácil se eu apenas entregasse com-pletamente a vida e as preocupações a Deus. Então li: "Deus está atuando constantemente para suprir as deficiências do homem. [...] As boas resoluções que tomamos são apenas a expressão de desejos que são Seus" (Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, p. 221).
Então, ficou mais fácil ainda! As atitudes que expressam a vontade de Deus são resoluções obedientes à Sua Palavra. Que mensagem maravilhosa!
Davi concluiu sua oração pedindo uma bênção à sua família. E, após essa inspiradora leitura, agradeci a Deus por ter-me mostrado que Ele sabe quem eu sou. Saí confortada, leve, descansada nos braços do Pai; pronta para enfrentar o trabalho, porque sei que não importa o que aconteça, o Senhor Se importa comigo, Ele conhece tudo. Eu sou abençoada. Minha família é abençoada. E na presença dEle que eu quero estar para sempre.
Mariângela Lehr

Meu Pé de Mexerica
A relva murcha, e as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre. Isaías 40:8
Pobre pé de mexerica! Fraco, sem vigor... Seus galhos estavam doentes, as folhas estavam murchando e caindo. Ele estava todo enrolado e abafado por uma erva daninha. Não conseguia forças para produzir, a ponto de seus galhos serem cortados e lançados no fogo, sem chance alguma!
Contemplei-o por algum tempo e tive pena do pé de mexerica. Vi que podia fazer alguma coisa. Peguei a ferramenta cortante, subi em seus galhos e comecei a podar as pontas e os galhos danificados. Não foi fácil. Fiquei um bom tempo dependurada até que consegui eliminar todas as ervas daninhas.
Que alívio! Agora o pé de mexerica poderia respirar e restabelecer suas fun­ções. Passei um tempo ali sentada meditando na situação, comparando a erva daninha que atingiu o pé de mexerica ao pecado que se apega ao ser humano e o danifica, levando-o à morte.
O tempo passou e no pé de mexerica brotaram folhas novas, flores e muitos frutos. Que lindo!
Decidi contar a história do pé de mexerica no Pequeno Grupo, lá na comu­nidade, no Rio de Janeiro, e distribuir mexericas aos presentes.
Uma senhora que assistiu ao culto disse: "Vou trazer meu marido no próximo culto e gostaria que a senhora contasse esta história, pois ele está amarrado e precisa se desvencilhar de tudo o que é ruim."
Na reunião seguinte, ele veio e contei a mesma história. Levei algumas me­xericas e entreguei-as para ele. Eu lhe disse que Jesus o amava muito e queria ajudá-lo. Assim como meu pé de mexerica estava produzindo frutos, ele também poderia produzir frutos para Jesus. Ele saiu, foi para casa e disse para a esposa que tinha gostado muito do culto e que desejava voltar. Queria se desvencilhar do pecado e se tornar alguém livre.
Aquele senhor se preparou e foi batizado junto com a esposa. Hoje, ambos servem como diáconos na igreja.
Todo ano meu pé de mexerica dá frutos, que são distribuídos para as crianças. Ele está todo florido e eu estou ansiosa aguardando o dia da colheita.
Esta história é uma testemunha viva do amor do Criador. Deus é capaz de tirar toda a erva daninha do nosso coração. Para que viver amarrada? Seja livre, produza bons frutos e espalhe a alegria para as pessoas ao seu redor.
Marlene Hirle da Costa

Sonhos Maiores
Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará. Salmo 37:5, ARA
Sonhos! Sem eles a vida não tem graça, sentido e nem rumo. Crianças sonham com o dia em que poderão sair e correr livremente sem pedir para a mamãe. Adolescentes sonham com a faculdade perfeita e uma carreira promissora. Jovens sonham com um casamento espetacular e inesquecível. Adultos sonham com uma vida segura e estável. Felicidade, paz, segurança, tranquilidade - sentimen­tos presentes em nossa mente quando pensamos em futuro. Todavia, quando voltamos à realidade, o quadro pode ser bem diferente.
Eu havia acabado de realizar um grande sonho: ingressar em uma universidade pública. Vislumbres de uma carreira de sucesso e respeito permeavam minha mente. Eu só precisava estudar e me esforçar que o resultado seria certo: um bom emprego, com um ótimo salário. Contudo, meus planos começaram a sair dos trilhos. Meu pai perdeu o emprego, e eu teria que trabalhar meio período para ajudar nas despesas da família. Meu sonho de me dedicar integralmente à faculdade estava indo embora.
Distribuição de currículos, testes, provas e entrevistas tornaram-se rotina. Enfim, consegui um emprego. Entretanto, no coração, eu sentia uma angústia muito grande. Eu não estava feliz. O ambiente de trabalho era péssimo. Eu sabia que Deus tinha planos maiores para mim. Ele falava ao meu coração que eu devia entregar minha vida e principalmente meus sonhos a Ele. O que fazer? Deixar o emprego e não trabalhar? Se eu obedecesse à voz do Espírito Santo teria que me demitir? Como poderia ajudar meu pai? Por que isso estava acontecendo comigo? Eu só tinha 18 anos e era difícil suportar tanto peso em meus ombros. Em meio a esse turbilhão de dúvidas, decidi obedecer e confiar nEle. Eu esperaria em silêncio.
Só que o plano de Deus não era ficar em silêncio. Em duas semanas, Ele me apresentou algo maravilhoso: a colportagem. Esse projeto reúne jovens que têm o sonho de estudar em uma universidade cristã e, para isso, eles vendem livros em seus períodos de férias. É muito mais que conseguir recursos financeiros; trata-se de ajudar pessoas desesperadas, levar alento ao coração dos tristes, ouvir os angustiados e, acima de tudo, levar Jesus - a única esperança - àqueles que já não sonhavam mais.
Fazer planos para nossa vida e sonhar com nosso futuro é imprescindível. Sem objetivos, nunca chegaremos a algum lugar. No entanto, precisamos entender que, por mais que queiramos traçar nossos caminhos, Deus nos diz: "Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os Meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos" (Isaías 55:9).
Julie Anne Jaqueta Nunes

Felizes Para Sempre
Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a Minha mão direita vitoriosa. Isaías 41:10
Você já parou para pensar que a vida é como um filme? Existem momentos bons e ruins e, na maioria dos filmes, existem dois lados: o bem (herói ou mocinho) e o mal (inimigo ou vilão).
Se a vida realmente fosse um filme, eu gostaria de ter o controle. Assim, vol­taria no tempo ou veria o fim da minha história. Falando em voltar no tempo, vou dar uma "voltadinha" na minha vida e contar um capítulo da minha história.
Quando fecho os olhos, posso ver e rever quando finalmente chegou o fim do ano de 2013 e, com ele, a melhor parte: as férias! Tudo estava indo tão bem! Acordar tarde, sair com os amigos, ver filmes e mais filmes, familiares em casa, viagens; aquele tempo em que você pode relaxar de todo o esforço do ano.
Certa noite, meus pais e eu decidimos ver um filme. Meus irmãos não estavam em casa, então éramos apenas nós quatro: meu pai, minha mãe, eu e minha ca-chorrinha. Assim que o filme acabou, fui dormir, pensando que poderia acordar tarde no outro dia. No entanto, acordei assustada com a minha mãe desesperada. Levantei rápido e vi meu pai caído no chão. Ele havia sofrido um ataque cardíaco e faleceu depois de algumas horas.
Parecia que os olhos se fechavam e enxergavam apenas um pesadelo. Eles não queriam abrir e enxergar a realidade. Foi assim que aprendi que horas podem mudar anos, que percebemos a força que temos quando a única opção é ser forte e que palavras não expressam sentimentos. Parece que os dias ficam mais longos, e que um minuto é muito. Entretanto, o tempo voa. E quando olho para trás, foi tudo tão rápido...
De tanto assistir a filmes, eu me iludi com o "felizes para sempre" e acreditei que tudo daria certo no fim. E sabe de uma coisa? O "felizes para sempre" ainda acontecerá, e não está muito longe. Contudo, não será um final feliz. Será só o começo de uma vida que nunca terá fim!
Deus é o herói de nossa vida e, quando aparece um vilão com um desafio, temos que confiar no "Mocinho" que sempre nos ajudará e nos salvará. Em breve, Ele reunirá a minha e a sua família de novo para jamais nos separarmos outra vez.
Kaiza Streicher Kapitar

Meditação da Mulher


O Sorriso de Deus
 

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