25 de agosto de 2015

As muitas faces do desejo

“Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a Tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi” (Gênesis 3:8-10).
Todos os problemas no mundo atual resultam do fato de que a humanidade não está bem com Deus. Todos os nossos anseios e frustrações se originam nesse conceito.
Ter fome e sede de justiça basicamente significa desejar estar livre do pecado em todas as suas formas. Consequentemente, essa fome e sede é um desejo de estar bem com Deus.
D. Martyn Lloyd-Jones nos ajuda a entender a questão quando escreve: “O homem que tem fome e sede de justiça é aquele que vê que o pecado e a rebelião o separam da presença de Deus, e anseia restaurar o antigo relacionamento, o relacionamento original de justiça na presença de Deus. Nossos primeiros pais foram criados justos na presença de Deus. Eles habitaram e caminharam com Ele. Esse é o relacionamento que tal homem deseja.”
Ter fome e sede de justiça também significa desejar estar livre do poder do pecado em nossa vida diária, um poder que nos induz à sujeição aos maus hábitos e a relacionamentos deficientes.
Mas ter fome e sede de justiça é mais do que isso. É o desejo de ficar livre do próprio desejo de pecar. Mesmo os cristãos devem lidar com o horrível fato de que ainda desejam pecar, embora depois reconheçam seu poder de destruição.
No fim das contas, ter fome e sede é o desejo de ficar livre do eu e da centralização no eu com todas as suas variações. É o amor ao próprio eu que torna, a nós e aos que estão à nossa volta, infelizes.
Senhor, ajuda-nos hoje a ter fome e sede dessas coisas que mais precisamos, que verdadeiramente nos fartarão.

George R. Knight

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