Mais sobre justiça

“Todos os Seus mandamentos são justiça” (Salmo 119:172).
No Evangelho de Mateus, justiça representa mais do que estar bem com Deus. Também implica ser como Deus em caráter. Portanto, embora na quarta bem-aventurança a justiça seja principalmente algo a ser recebido pela fé na graça de Deus, em vez de algo a ser alcançado
pelos próprios esforços, esse aspecto não está totalmente ausente.
Afinal de contas, os justos devem ser misericordiosos (a quinta bem-aventurança) e puros de coração (a sexta).
Em resumo, a justiça com a qual os que têm fome e sede devem estar repletos é tanto ativa como passiva. Em outras palavras, a justiça está relacionada com a santificação tanto quanto com a justificação.
O evangelho de Cristo não apenas me salva da penalidade do pecado, mas também do poder reinante do pecado em minha vida diária.
Em vez de um disseminador de contendas, Deus deseja tornar-me um pacificador. Em vez da concupiscência, Ele deseja impregnar-me com pureza de coração. Em vez de egoísta e imperceptivelmente mesquinho (e às vezes não tão imperceptivelmente), Ele deseja me transformar em um cristão misericordioso. Em resumo, Deus deseja que cada um de nós se torne como Ele em caráter.
Por isso, a palavra “justiça” na quarta bem-aventurança abrange as duas partes das Bem-aventuranças. Jesus promete tanto nos perdoar de nossos pecados e imperfeições como nos transformar à Sua imagem.
Mas essa transformação – isto deve ser constantemente enfatizado – não é a transformação do nosso próprio eu. Ao contrário, é Deus nos enchendo com Seu Santo Espírito, para que tenhamos condições de viver a vida cristã.
Tanto a graça perdoadora de Deus como Sua graça habilitadora estão refletidas na palavra “justiça”, da quarta bem-aventurança. Ambas vêm através da fé no Deus que amou tanto o mundo, que deu Seu único Filho para salvar seres humanos inúteis e sem esperança.
Louvado seja Deus pelas boas novas!

George R. Knigth

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