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Para Não Esquecer - Meditação Diária

Aos Negros
De um só fez Ele todos os povos. Atos 17:26, NVI
O esforço evangelístico adventista em relação aos afro-americanos teve um iní­cio lento, em parte, porque o adventismo era uma igreja do Norte, em uma nação amargamente dividida no que se referia à escravidão e à etnicidade. No meio do século 19, quase todos os negros norte-americanos viviam no sul dos Estados Unidos e, até entre a população branca dessa região, o evangelismo da denomina­ção só chegou a um ponto alto no fim dos anos 1870 e início da década de 1880.
Isso não significa que o adventismo do sétimo dia não se importava com a condi­ção deplorável dos afro-americanos. Pelo contrário, a nova igreja foi abolicionista desde o princípio, defendendo que a escravidão africana era o maior pecado dos Estados Unidos. Ellen White aconselhou desobediência à lei federal relativa ao escravo foragi­do, mesmo que isso significasse ir para a cadeia. Líderes guardadores do sábado como J. P. Kellogg (pai de John Harvey e Merritt G.) e John Byington (primeiro presidente da Associação Geral) operavam estações da rota clandestina de fuga de escravos em suas fazendas, para ajudar os escravos foragidos do Sul a chegar em liberdade ao Canadá.
Após a libertação dos escravos durante a Guerra de Secessão, a Associação Geral reconheceu, em 1865: "Um campo agora se abriu no Sul para o trabalho entre os negros, e devemos adentrá-lo conforme nossas habilidades."
É provável que os primeiros negros adventistas do sétimo dia habitassem no Norte, mas sabemos muito pouco sobre a identidade deles. Foi só quando a deno­minação começou a entrar no Sul que se deparou com negros em quantidade e em um estado de segregação. Durante os anos 1870, vários adventistas fizeram esfor­ços individuais para ajudar ex-escravos a obter uma educação básica. Um grande passo foi dado quando R. M. Kilgore chegou ao Texas para ajudar a fundar igrejas numa região inflamada por conflitos raciais. Ele sofreu ameaças de linchamento várias vezes e, em determinada ocasião, sua tenda foi incendiada.
Até mesmo o modo de pregar no Sul era problemático. Uma das abordagens envolvia falar tanto a negros quanto a brancos de uma porta aberta que separa­va dois ambientes. As Assembleias da Associação Geral de 1877 e 1885 discuti­ram sobre a criação de igrejas separadas para os dois grupos. A maioria dos que exprimiram sua opinião disse que fazer isso não seria nada cristão; mas, quando os evangelistas tentavam pregar a grupos mistos no Sul, brancos boicotavam as reuniões e, às vezes, negros também. O que fazer?
Senhor, transformamos a questão étnica em uma verdadeira crise. Ajuda-nos a per­ceber que somos um só povo. E capacita-nos a superar os preconceitos de nossa cultura.

Conheça Charles Kinny
Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Gálatas 3:28
Charles M. Kinny se tornou o primeiro pastor afro-americano ordenado da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Nasceu escravo na Virgínia em 1855. Após a Guerra de Secessão, aos 10 ou 11 anos de idade, ele partiu rumo ao Oeste com um grupo de ex-escravos que esperavam encontrar oportunidades melhores.
O ponto de virada em sua vida ocorreu em 1878, quando participou de uma série evangelística realizada por John Loughborough em Reno, Nevada. No fim, Kinny, que talvez fosse o único negro, tornou-se um dos sete primeiros membros da nova congregação de Reno.
Enquanto a série de Loughborough estava em andamento, Ellen White visitou a cidade e, no dia 30 de julho, pregou para quatrocentas pessoas sobre as palavras de João: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus" (1 Jo 3:1). Esse texto e o sermão que discorria sobre seus desdobra­mentos deram a Kinny a certeza e a coragem que lhe permitiram avançar na vida.
Sua experiência de escravo e nômade fora incerta; mas encontrou uma famí­lia carinhosa no adventismo. Os membros da congregação de Reno, perceben­do sua dedicação, escolheram-no como o primeiro secretário daquela igreja. Entretanto, coisas melhores estavam por vir. A Associação Californiana lhe ofe­receu a posição de secretário da Nevada Tract and Missionary Society [Sociedade de Missões e Folhetos de Nevada]. Depois de ele ter sido bem-sucedido nessa fun­ção, a Associação entrou em um acordo com os membros da igreja de Reno, em 1883, para custear os estudos de Kinny no recém-fundado Healdsburg College.
Após dois anos de estudo, a liderança da igreja o enviou para Topeka, Kansas, em 1885, para trabalhar entre a crescente população negra daquela cidade. Em 1889, a Associação Geral o destinou para Louisville, Kentucky, ordenando-o ao ministé­rio no mesmo ano. Por mais de duas décadas, Kinny trabalhou no Sul, organizan­do igrejas de negros. Tornou-se o primeiro grande porta-voz adventista das aspi­rações afro-americanas.
Assim como em tantas outras coisas no adventismo, os anos 1890 testemu­nhariam um gigantesco passo adiante na obra entre os negros, por meio do talen­to de Edson White e da fundação de uma escola em Oakwood.
Senhor, ficamos impressionados com o que fizeste com a vida de Charles Kinny. Toma nossa vida hoje e nos capacita a ser uma bênção para os outros. Amém.

Defensores da Temperança
Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho. Provérbios 23:29, 30
Uma das grandes cruzadas ocorridas nos Estados Unidos durante o século 19 foi o movimento de temperança, cujo objetivo era tornar ilegal o consumo e a venda de bebidas alcoólicas. Lyman Beecher, um dos mais influentes pregadores da nação, deu início ao movimento em 1825. "A intemperança", alardeava ele, "é o pecado de nossa terra [...] e se há algo que possa derrotar as esperanças do mundo |...] é esse rio de fogo". Beecher conclamava a uma solução nacional, por meio da proibição de bebidas fortes como objeto de comércio.
Quando o adventismo chegou à sua adolescência, na década de 1870, a cam­panha geral em prol da temperança passara a abranger a abolição de todas as bebidas alcoólicas. A jovem igreja defendia ativamente o voto em candidatos favorá­veis à temperança. Ellen White se preocupava tanto com a questão que chegou a sugerir o passo sem precedentes de ir às urnas no sábado e votar nos defenso­res da temperança.
Desde então, o adventismo tem oferecido suas propriedades e seus oradores, nos Estados Unidos e no mundo, para ajudar no combate ao alcoolismo. Em 1874, por exemplo, os adventistas emprestaram duas grandes tendas evangelísticas para uma série de reuniões cujo objetivo era fechar os 135 bares de Oakland, Califórnia, sede do programa de publicações adventistas na costa oeste. Tal cooperação estreitou os laços dos adventistas com o "prefeito da cidade, vários pastores, um dos jornais diários e muitos dos principais cidadãos e empresários. [...] Depois de tudo organizado, a comissão executiva planejou uma série de reuniões para o grande público, realizadas em nossas grandes e confortáveis tendas. Eles trabalharam noite e dia, até a cidade inteira ser despertada à ação". O resultado foi uma "vitória glorio­sa" pela qual os adventistas receberam crédito parcial nas manchetes dos jornais.
Ellen White esteve à frente dos adventistas na questão da temperança, discur­sando, muitas vezes, para grandes públicos não adventistas nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Em 1879, os adventistas do sétimo dia criaram a Associação Norte-Americana de Saúde e Temperança, sob a liderança de John Harvey Kellogg.
A cruzada em prol da temperança foi um dos meios que Deus usou para abrir caminho a fim de que a igreja tivesse um impacto mais amplo sobre a cultura de sua época. Em que movimentos de reforma nós (ou eu) deveríamos nos envolver hoje?

O Fim de uma Era
Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. 1 Pedro 1:24, 25
Entre 1872 e 1881, a Igreja Adventista do Sétimo Dia testemunharia o des­canso de dois de seus três fundadores. O primeiro foi José Bates, que faleceu no Instituto de Reforma de Saúde, de Battle Creek, em 19 de março de 1872, pouco antes de completar 80 anos. O idoso reformador de saúde mantinha um intenso ritmo de trabalho até perto do fim de sua vida. No ano anterior à sua morte, fez pelos menos 100 reuniões públicas, além das que organizava em sua igreja local e das conferências nas quais participava.
O velho guerreiro compareceu a uma de suas últimas Assembleias da Associação Geral um ano antes de sua morte. Com empolgação, relatou: "A reu­nião anual foi de interesse profundo e inspirador para a causa. Foi animador ouvir o que se realizou no ano decorrido, descobrir a ampla abertura para a obra mis­sionária e os chamados urgentes para o trabalho ministerial nos vastos campos de colheita." Bates desejava desesperadamente atender ao chamado, mas não podia.
Ele foi à sua última assembleia dois meses antes de falecer, concluindo com uma oração: "Ó Senhor, em nome de Jesus, ajuda-nos, com este querido povo, a cumprir nossa sagrada promessa e que todo o Teu povo remanescente e expectante entre na aliança contigo."
Se Bates desfrutou boa saúde até o fim da vida, o mesmo não ocorreu com Tiago White. O excesso de trabalho desencadeou uma série de derrames debili­tantes desde a metade da década de 1860. Considerando a condição de sua saúde, é absolutamente incrível perceber o quanto ele continuou a realizar. Tiago mor­reu dois dias depois de completar 60 anos, em 6 de agosto de 1881.
Ellen ficou arrasada. "Tenho a forte opinião", escreveu para o filho Willie, "de que minha vida era tão entrelaçada e interligada à de meu marido que me é quase impossível ser de algum valor significativo sem ele" (Ct 17,1881).
Dezesseis anos mais tarde, ela escreveu: "Quanto, porém, lhe sinto a falta! Como almejo suas palavras de conselho e sabedoria! Como desejaria ouvir suas orações unidas às minhas, pedindo luz e guia, sabedoria para planejar e dirigir a obra!" (ME2, p. 259).
É aí que entra a esperança do advento. Assim como Ellen, também aguarda­mos o reencontro na manhã da ressurreição com nossos entes queridos.

Novos Começos
Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor. Lamentações 3:40
O período entre 1885 e 1900 seria marcado por grandes pontos de virada na história do adventismo. A denominação passaria por mudanças significativas em quase todos os aspectos de sua identidade, a tal ponto que, no início do novo século, parecia ser diferente do que tinha sido até então.
Encabeçando a lista de transformações, está a grande virada na teologia, como desdobramento da Assembleia da Associação Geral de 1888, em Mineápolis. Ela despertou o apelo por uma pregação mais cristocêntrica, para que Cristo fosse o ponto central da mensagem adventista como nunca antes, levando a uma ênfase na salvação pela graça mediante a fé, conceito que a igreja passou a conceber como a justificação pela fé. A antiga ênfase na lei não desapareceu, mas foi reorientada para seu lugar adequado dentro do plano da salvação.
A nova ênfase em Cristo e Sua justiça também contribuiu para que novas personalidades fossem colocadas em evidência dentro do adventismo. Especialmente importantes foram Alonzo Jones, Ellet Waggoner e William Prescott. Jones e Waggoner se tornariam os mais proeminentes pregadores adventistas dos anos 1890. Por exemplo, foram eles que dominaram o púlpito de todas as seis Assembleias da Associação Geral, entre 1889 e 1899. No fim da década, Jones se tornaria o editor da Review and Herald, uma das posições de maior influência dentro da igreja na época.
A década de 1890 também testemunhou uma transformação na perspecti­va adventista sobre a natureza divina. Afinal, sempre que se fala sobre salvação por meio de Cristo, é necessário ter a atuação de um Salvador e do Espírito Santo.
Acompanhando a reforma na teologia adventista, ocorreu uma explosão no programa missionário, que finalmente chegou a "toda" nação. Em 1900, a Igreja Adventista do Sétimo Dia era, de fato, mundial.
Outra área de transformações grandiosas foi a educacional. A reforma teoló­gica e a explosão missionária levaram a uma mudança no sistema educacional da denominação, tanto em orientação quanto em sua importância relativa para a igreja. Conforme alguns descobriram, mudar pode ser doloroso, mas também é essencial.
Ó Deus, dá-nos uma mente aberta para vislumbrarmos as transformações do passado à medida que nos conduzes rumo ao futuro.

Novas Questões -1
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8
Em 1850, os adventistas guardadores do sábado estavam muito empolgados com as novas verdades que haviam descoberto. Eles não paravam de falar, escrever e pregar sobre as doutrinas que os distinguiam como povo: o segundo advento literal, visual e pré-milienar; as duas etapas do ministério de Cristo no santuário celestial; o sábado no contexto do tempo do fim; a imortalidade condicional. Quando observadas pelo prisma das três mensagens angélicas de Apocalipse 14, tais doutrinas formam um bloco teológico poderoso, digno de ser proclamado em alto e bom som!
Precisamos reconhecer que os adventistas mantinham dois conjuntos de cren­ças, naquela época. A primeira categoria incluía doutrinas que eles compartilhavam com outros cristãos, como a salvação somente pela graça mediante a fé, a importância da Bíblia como único fator determinante das verdades doutrinárias, o papel histórico de Jesus como Salvador do mundo, o poder da oração intercessória e assim por diante.
A segunda categoria doutrinária consistia das crenças que tornavam os adventistas um povo distinto, que os separavam dos outros cristãos, como o sábado e o ensino sobre o santuário celestial.
Como os adventistas do século 19 viviam em uma cultura predominantemente cristã, tendiam a não enfatizar o que tinham em comum com os outros cristãos. Afinal, por que pregar sobre a graça salvadora aos batistas, ou sobre a importância da oração para os metodistas, se eles já acreditavam nesses ensinos?
Os adventistas achavam que o mais importante era apresentar suas verdades distintivas, pois os outros necessitavam ouvir e aceitar.
Assim, ao chegarem a uma nova vila ou cidade, procuravam o melhor local de reuniões, em geral, um auditório escolar, e desafiavam o melhor pregador da região a um debate público sobre temas como: "qual o dia de descanso?" ou "o que acontece com a pessoa quando ela morre?"
Você já parou para refletir em seu sistema de crenças e em como suas partes se encaixam? Ele é biblicamente válido?
Isso é algo que você deveria fazer. Cada um é responsável por saber por que somos cristãos e adventistas. Eu o desafio hoje a aprofundar seu estudo pessoal da Bíblia.

Novas Questões - 2
Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Mateus 16:16
Ontem mencionamos que os primeiros pregadores adventistas sentiam a neces­sidade de enfocar em assuntos que os distinguiam, como o sábado, em vez de se concentrar nas doutrinas que tinham em comum com os outros cristãos.
O método de entrar em uma comunidade desafiando um pastor proeminen­te a um debate público parecia dar certo. Afinal, antes do surgimento da televisão, o melhor programa em uma cidade pequena podia ser assistir a dois pregadores discutindo sobre o tempo que as pessoas passariam sofrendo no inferno. De todo modo, os evangelistas adventistas não pareciam ter dificuldades de atrair uma mul­tidão para ouvir sua mensagem.
No entanto, o período de 40 anos dando destaque às verdades adventistas dis­tintivas numa atmosfera de debate, em detrimento das doutrinas cristãs gerais, teve dois efeitos prejudiciais. Em primeiro lugar, favoreceu o desenvolvimento de alguns adventistas bem combativos, traço de personalidade que perturbou a denomina­ção nos acontecimentos ligados às reuniões de 1888.
Além disso, as quatro décadas de ênfase excessiva nos ensinos distintivos, e negligência das doutrinas em comum levaram a uma separação entre os adventis­tas e os outros grupos cristãos. No meio da década de 1880, a questão havia assu­mido proporções problemáticas. A igreja fizera um excelente trabalho no que diz respeito à identidade adventista, mas perdera de vista as esferas mais amplas que tornavam o adventismo uma crença cristã.
O adventismo precisava de uma correção de rumo. Dois jovens adultos do oeste dos Estados Unidos - Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner - deram início a essa correção. A princípio, Jones e Waggoner pareciam fazer um ajuste doutriná­rio, ao conferir um papel mais destacado a Cristo e à fé, na teologia adventista, e uma posição de menor proeminência à lei.
Entretanto, os líderes da denominação - George Butler e Uriah Smith - viram tal "correção" como um grande terremoto teológico. Consideravam os novos ensi­nos uma subversão do adventismo histórico, com sua ênfase na lei e nas obras.
Por isso, lutaram com toda a força, que não era pequena, uma vez que exer­ciam influência direta sobre os pastores de uma denominação que ainda contava com cerca de 25 mil membros em todo o mundo.
Senhor, ajuda-nos a aprender, por meio de nossa história, lições de equilíbrio teológico em nossa caminhada contigo.

Novas Questões - 3
Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas. Provérbios 25:25
Em 1886, as posições assumidas dentro do debate teológico adventista em andamento já estavam bem visíveis. De um lado, encontravam-se George Butler e Uriah Smith, presidente e secretário da Associação Geral respectivamente. Do outro, os dois recém-chegados editores do Oeste: Alonzo Jones e Ellet Waggoner.
Parece que a única protagonista nesse conflito procurou permanecer neu­tra, a fim de poder trabalhar com ambas as partes. Entretanto, no início de 1887, Ellen White começou a concluir que os dois mais jovens estavam sendo maltratados numa luta desigual, embora tivessem algo muito importante a ensinar para a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Por isso, em abril de 1887, ela se dedicou a garantir que Jones e Waggoner tivessem a oportunidade de falar na Assembleia da Associação Geral de 1888.
No fim, foi Ellen White quem expressou, da maneira mais clara, o real sentido da mensagem de Jones e Waggoner em 1888. Seu tema principal giraria em torno da reinterpretação de parte de Apocalipse 14:12: "Aqui está a perseverança dos san­tos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus."
Essa passagem é um texto central na história do adventismo. Ela contém a última mensagem que Deus daria ao mundo antes do segundo advento, que é retratada ocorrendo nos versículos 14 a 20.
O interessante é que ambos os lados no debate adventista acerca de 1888 enfocavam Apocalipse 14:12, mas enfatizavam partes diferentes do versículo. Os tra­dicionalistas exaltavam "os mandamentos de Deus", ao passo que os reformadores davam ênfase à "fé em Jesus". Das reuniões em Mineápolis surgiria uma nova interpretação de Apocalipse 14:12, a qual mudaria para sempre o formato da teologia adventista.
Ellen White sofreu por apoiar Jones e Waggoner. Em dezembro de 1888, ao relembrar a Assembleia da Associação Geral que acontecera pouco tempo antes, declarou: "Meu testemunho foi ignorado, e nunca em minha vida [...] fui tratada como naquela conferência" (Ct 7,1888).
Alguns de nós acham que nos "velhos e bons tempos" tudo ia bem na igreja. Isso não é verdade! O mesmo continua a acontecer hoje. Pessoas boas entram em conflito entre si, e precisam pedir perdão a Deus.

Conheça Ellet Waggoner
Isto é o Meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. Marcos 14:24, NVI
Ellet Joseph Waggoner foi o mais jovem dos principais participantes da Assembleia da Associação Geral em 1888. Nascido em 1855, era filho de Joseph Harvey Waggoner.
Ellet se formou em medicina, na cidade de Nova York, em 1878, mas nunca encontrou na prática médica a realização que almejava. Por isso, ingressou no ministério e recebeu o convite para ser editor assistente do periódico Signs ofthe Times, em 1884.
O ponto crucial na vida do jovem Waggoner ocorreu numa reunião campal em Healdsburg, Califórnia, em outubro de 1882. Durante o sermão, ele experi­mentou o que chamou de uma "revelação extrabíblica".
"De repente", contou, "uma luz brilhou a meu redor e, para mim, a tenda esta­va muito mais iluminada do que se o sol do meio-dia estivesse resplandecendo. Vi Cristo pendurado na cruz, crucificado por mim. Foi naquele momento que tive, pela primeira vez, uma certeza clara, que me inundou o ser, de que Deus me amava e Cristo havia morrido por mim".
Waggoner sabia "que esta luz [...] era uma revelação direta do Céu". Por isso, resolveu ali e naquele momento que "estudaria a Bíblia com base naquela revela­ção", a fim de "ajudar os outros a enxergar a mesma verdade". Por causa desse plano, observou, "sempre que me volto para o Livro Sagrado, encontro Cristo sendo reve­lado como o poder de Deus para a salvação das pessoas, e nunca encontrei nada além disso".
Foi a "visão" de Waggoner que o levou a um estudo aprofundado do livro de Gálatas. Levando em conta seu ponto de partida, não é de se espantar que tenha encontrado o evangelho em Gálatas. Tal descoberta o levaria à preeminência no adventismo durante o fim dos anos 1880. Também o colocaria em confronto direto com os líderes - George Butler e Uriah Smith na Assembleia da Conferência Geral de 1888.
Conforme veremos, Waggoner era o mais brando dos participantes dos acon­tecimentos que giraram em torno dos novos ensinos na era de 1888.
A "visão" da justiça de Cristo sempre transforma nosso pensamento e modo de agir. Todos os dias, precisamos nos perguntar se nosso adventismo foi batizado pela luz proveniente da cruz.


Conheça Alonzo Jones
Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração. Salmo 27:3
"Morto para o mundo e vivo para Ti, ó Deus meu!"
Com essas palavras e as mãos levantadas, o sargento Alonzo T. Jones ascen­deu da sepultura batismal das águas em Walla Walla, território de Washington, no dia 8 de agosto de 1874. Durante semanas, ele vinha "buscando fervorosamente ao Senhor", e alguns dias antes havia recebido "grandes evidências do perdão dos pecados". Carismático, enérgico, dramático, belo e tendendo aos extremos, Jones se tornou uma figura de liderança nos círculos adventistas durante a década de 1890.
Jones sentia orgulho de seu passado militar. Sua pretensão à glória militar vinha da participação na Guerra Modoc, no norte da Califórnia em 1873, durante a qual ele e seu pelotão "dispararam uma chuva de balas" em direção ao inimigo, no esforço de proteger um oficial ferido.
O destemido Jones passaria o resto da vida disparando "uma chuva de balas" contra qualquer alvo que reconhecesse como inimigo.
Sua personalidade e estilo confrontador contribuíam muito para antagonizar seus oponentes. Ellen White o advertiu diversas vezes sobre seus comentários duros; mas, para Jones, era praticamente impossível distinguir entre franqueza e rispidez. Ele deixou isso bem claro em 1901, quando alguns contestaram sua can­didatura à presidência da Associação Californiana, porque sua "fala direta e franca [...] magoava as pessoas". Jones confessou a veracidade da acusação, mas observou: "Não posso me arrepender disso, pois não passa de puro cristianismo."
Seus comentários cáusticos ajudaram a definir o tom das reuniões de Mineápolis quando deixou escapar que não era culpa dele a ignorância de Uriah Smith sobre determinados fatos históricos ligados a Daniel 7. Depois de fazer suas pesquisas, Jones sabia que estava correto, e fez questão de deixar isso bem claro.
Embora tal assertividade dirigida a um patriarca da denominação não tenha feito muito para ajudar sua causa, seus modos enérgicos e destemidos sem dúvida o auxiliaram nos salões do Congresso dos Estados Unidos e em todos os outros lugares onde lutou contra as leis dominicais prestes a serem votadas. Jones era um homem que prosperava no calor da batalha. A despeito de seus erros, Deus o usou poderosamente!
Identifico uma lição importante para mim aqui. Mesmo com todos os meus defeitos, Deus ainda é capaz de me usar (e a você também). Embora Ele deseje nos transformar se o permitirmos, o Senhor inicia a obra conosco assim como estamos.

Conheça George Butler
Porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos são derribados pela calamidade. Provérbios 24:16
Algumas pessoas simplesmente são mais duronas do que outras. Esse era o caso de George Butler, presidente da Associação Geral em 1888. Em seus melhores momentos, ele conseguia ser bem honesto a respeito de si mesmo. Talvez a autoanálise mais precisa e perceptiva que ele fez foi ao escrever, em 1886: "[Tenho] naturalmente [...] ferro demais em minha natureza" e muito pouco do amor de Jesus. "A escola na qual fui treinado para resistir a todo tipo de influência favoreceu muito a permanência do ferro, tornando-me rígido."
O último comentário pode nos ajudar a compreender a "dureza" de muitos dos líderes adventistas do século 19. Não era fácil liderar um movimento pequeno e desprezado, que não proporcionava nenhuma segurança terrena e não tinha quase nenhuma instituição para conferir prestígio numa época em que o desapontamento milerita ainda era uma vívida lembrança na sociedade. Somente indiví­duos cheios de força de vontade teriam condições de ser bem-sucedidos quando Butler começou a assumir funções administrativas. Uma vontade férrea era imprescindível para a maioria dos adventistas pioneiros antes que o movimento se transformasse em uma religião mais "confortável" e respeitável.
Butler tinha o necessário para sobreviver em meio a uma fase como aquela, mas o preço a pagar foi o "ferro". Por isso, descreveu-se em 1886 como alguém que pendia "um pouco para o lado brigão". Sentindo que fora agressivo demais com Waggoner no início do conflito sobre Gálatas, escreveu para Ellen White que "queria ser como Jesus - sábio, paciente, terno, manso de coração [e] franco", com "amor pela justiça e equidade a todos". Lamentou o fato de "haver uma porção conside­rável da natureza humana ainda em mim" e de travar "grandes lutas com o velho homem". Butler queria que sua velha natureza morresse "de uma vez por todas".
Todavia, tal desejo demorou a se cumprir. Na experiência dele, assim como acontece com a maioria de nós, o processo de santificação era verdadeiramente uma obra para a vida inteira. Ao escrever para John H. Kellogg em 1905, o idoso Butler começou: "Eu mesmo sou bem teimoso, essa é a verdade. Você acertou em cheio quando disse: 'É melhor argumentar com um poste do que com Butler depois que ele já tomou sua decisão.'"
Pai, temo que haja um pouco de Butler em mim. Ajuda-me hoje a morrer para o velho eu "de uma vez por todas".

Carência de Humildade
Tomai sobre vós o Meu Jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Mateus 11:29
Em 1888, Uriah Smith, companheiro de Butler na administração, havia atuado como secretário da Associação Geral desde seu início em 1863, com exceção de três anos. Além disso, Smith estivera ligado ao periódico semioficial do adventismo (a Review and Herald) desde a década de 1850 era editor-chefe havia quase 25 anos.
Além disso, Smith era inquestionavelmente a maior autoridade da denominação, em interpretação profética. Seu livro Thoughts on Daniel and the Revelation [Pensamentos sobre Daniel e o Apocalipse] era um best-seller tanto na igreja quan­to fora dela. Ao anunciar sua chegada para as reuniões de 1888, um dos jornais de Mineápolis-Saint Paul escreveu: "O pastor Uriah Smith [...] tem a reputação de ser um dos mais capacitados escritores e oradores da conferência, sendo, além disso, um culto erudito."
Assim como Butler, Smith se considerava guardião da ortodoxia denominacional. Em 1892, declarou sucintamente sua política editorial a respeito de algumas das novas ideias de Alonzo Jones: "Depois de muito estudo e anos de observação na obra, tendo-me estabelecido sobre certos princípios, não estou preparado para ceder diante da sugestão de qualquer novato." Sem dúvida, esse fora seu posicio­namento no que se referia à "nova teologia" de Jones e Waggoner em 1888. Nem Smith, nem Butler tinham a menor inclinação a ceder diante dos ensinos de homens mais jovens da Califórnia. Na verdade, foi exatamente o contrário que aconteceu.
Conforme já observamos, algumas características de Jones e Waggoner não ajudaram na situação. Ellen White escreveu-lhes uma carta em 1887, tentando suavizar o tom agressivo: "O pastor [J. H.] Waggoner tem demonstrado amar discussões e embates. Temo que E. J. [Waggoner] tenha cultivado amor pelas mesmas coisas. Necessitamos agora de boa e humilde religião. E. J. W. precisa de humilda­de e mansidão. O irmão Jones poderá ser uma força para o bem se desenvolver, a todo instante, a piedade prática" (Ct 37,1887).
Não necessitamos ser humildes? Uma coisa é cantar um hino para que o Senhor nos torne humildes e mansos. Outra bem diferente é aceitar esse dom.
Senhor, ajuda-nos.

O Ano de 1888
Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Apocalipse 13:11
"Volvamos nossos olhos para o futuro", escreveu Uriah Smith na introdução do editorial da Review em 1888. "Ano após ano, as perspectivas ficam cada vez mais claras, e as evidências, mais certas de que não seguimos fábulas ardilosamente inventadas ao divulgar o breve retorno do Senhor. As profecias estão con­vergindo para seu cumprimento. Os acontecimentos se movem com velocidade acelerada. A Palavra de Deus demonstra suas reivindicações de veracidade e con­forta todos os humildes fiéis com o pensamento de que a esperança nela funda­mentada jamais pode falhar."
O presidente da Associação Geral, George Butler, partilhava de uma perspectiva semelhante à de Smith. Em janeiro, escreveu: "Temos muitos motivos para agra­decer a Deus e nos encher de ânimo ao iniciarmos o ano de 1888". Observando que os adventistas do sétimo dia "nunca assumiram uma postura na exegese bíbli­ca que os tenha forçado a renunciar", destacou: "A cada ano, temos mais e mais evi­dências de que estamos corretos em nossa interpretação dos grandes temas profé­ticos que nos distinguem como povo."
Em janeiro de 1888, Alonzo Jones, coeditor de Signs ofthe Times, defendeu que os acontecimentos ligados à união entre religião e governo nos Estados Unidos estavam no "rumo direto do cumprimento de Apocalipse 13:11-17", com seu ensino sobre a formação da imagem da besta. Nessa época, os adventistas do sétimo dia estavam empolgados com o segundo advento, pois os acontecimentos sugeriam que eles logo veriam a tão predita lei dominical se tornar realidade.
A interpretação adventista de Apocalipse 13 antevia uma prova final dos últimos dias entre aqueles que honravam o sábado verdadeiro e os que seguiam sim­bolicamente à besta. Como consequência, os adventistas do sétimo dia prediziam em público, desde o fim dos anos 1840, que acabariam sofrendo perseguição por causa de sua fidelidade ao sábado.
Dentro desse contexto histórico e teológico, não é difícil entender por que Apocalipse 14:12 ("Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus") era seu texto-chave, impresso palavra por pala­vra no topo da Review durante quase um século. Levando em conta essa ênfase, é fácil entender por que eles eram tão sensíveis às leis ligadas ao domingo.
Senhor, somos gratos pelas profecias de Daniel e do Apocalipse. Ajuda-nos a estudá-las com maior afinco.

Perseguição Dominical
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, forque deles é o reino dos Céus. Mateus 5:10
Ao longo dos anos 1880, as leis relativas ao domingo e à perseguição a quem as descumprisse ganharam força e abrangência. O problema irrompeu de forma explosiva na Califórnia em 1882, quando a questão dominical se tornou um dos principais assun­tos nas eleições estaduais. As consequências atingiram os adventistas quando auto­ridades locais prenderam William C. White por abrir a Pacific Press aos domingos.
Embora a Califórnia logo tenha revogado a lei dominical, a ameaça de legislações semelhantes por toda a nação levou os adventistas do sétimo dia a agir. Talvez o passo mais importante tenha sido a fundação, em 1884, da American Sentinel of Relígious Liberty [Sentinela Norte-Americana da Liberdade Religiosa], hoje conhe­cida como Liberty, para liderar a luta contra as leis dominicais.
O cenário mudou para o estado de Arkansas, em 1885. Entre 1885 e 1887, o estado tinha 21 processos ligados à profanação do domingo. Todos, com exceção de dois, envolviam guardadores do sábado, e as autoridades dispensaram os réus nessas duas exceções sem fiança e suspenderam o caso. Já para os adventistas, a fiança variou entre 110 e 500 dólares, uma multa pesada numa época em que o trabalhador do sexo masculino ganhava cerca de l dólar por dia.
Alonzo Jones concluiu: "Não poderia haver demonstração mais clara de que a lei era usada somente como meio de destilar rancor religioso contra uma classe de cidadãos inocentes de qualquer crime, a não ser o de professar uma religião diferente da seguida pela maioria."
No fim de 1885, a crise das leis dominicais deslocou-se fortemente para o Tennessee, onde as autoridades prenderam vários adventistas no fim dos anos 1880 e início da década de 1890. Alguns, inclusive pastores, ficaram acorrentados em grupo como se fossem criminosos comuns.
A empolgação escatológica dos adventistas se intensificou em 1888, quan­do o cardeal católico James Gibbons se uniu aos protestantes, endossando uma petição ao Congresso em prol de uma lei federal de observância ao domingo. Os protestantes aceitaram sem hesitar tal ajuda. A publicação Christian Statesman [Estadista Cristão] proclamou: "Sempre que eles [os católicos romanos] estiverem dispostos a cooperar na resistência ao progresso do ateísmo político, alegremen­te lhes daremos as mãos."
A liberdade religiosa é um dom de valor incalculável. Devemos valorizá-lo e desfrutá-lo enquanto ainda o temos.

Lei Dominical Nacional
Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a Terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. Apocalipse 13:12
O divisor de águas da questão dominical ocorreu em 21 de maio de 1888 quando o senador de New Hampshire, Henry Blair, propôs um projeto de lei para o Senado norte-americano, no sentido de promover a observância do domingo "como dia de culto religioso".
O projeto de lei dominical de Blair para todo o país foi o primeiro do tipo a ser aprovado pelo Congresso desde o início do movimento adventista nos anos 1840. Quatro dias depois, ele submeteu a proposta de uma emenda à constituição dos Estados Unidos para cristianizar o sistema nacional de educação pública.
Os adventistas do sétimo dia não ignoraram a importância profética dos projetos de lei de Blair. A empolgação escatológica em relação ao movimento pró-lei dominical foi um dos fatores que contribuiu para o aumento das tensões no período anterior à Assembleia da Associação Geral de 1888.
A crise escatológica criou uma atmosfera emocional diretamente ligada a duas outras questões que viriam à tona nas reuniões de Mineápolis. A primeira dizia respeito à interpretação das profecias, sobretudo as do livro de Daniel. A segunda colocaria em foco a função da lei de Deus no plano da salvação, com os adventistas debatendo sobre seu papel no livro de Gálatas.
É impossível compreender a exaltação emocional dos participantes das reuniões de 1888, sem levar em conta que os adventistas sentiam já estar enfrentan­do o fim dos tempos, por causa da crise dominical.
Stephen Haskell escreveu pouco antes do início da sessão que a liberdade dos guardadores do sábado logo seria retirada e que em breve eles poderiam ser encontrados dando testemunho nos tribunais e nas prisões.
Com isso em mente, não é difícil perceber por que alguns líderes adventistas reagiram de maneira agressiva e emocional quando Jones e Waggoner começaram a questionar a validade de alguns aspectos da interpretação profética e da teologia da lei predominantes na igreja até então. Segundo seu modo de ver, tais questões ameaçavam o cerne da identidade adventista em um momento de grande crise.
A linha entre uma reação equilibrada e exagerada costuma ser bem tênue. Que o Senhor nos ajude a não só discernir a diferença, como também colocar em prática a maneira mais saudável tanto em nossa vida dentro da igreja quanto na esfera particular.


Meditação Diária

Para Não Esquecer   -   George R. Knight
 

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