10 de agosto de 2015

Poliamor na TV: outro ataque ao casamento edênico

Promovendo a bagunça
Se há um tema que rende uma infinidade de clichês e conceitos definidos, é o amor e suas relações. Apesar disso, a nova série documental Amores Livres, que [estreiou] nesta quarta (5), às 22h30, no canal pago GNT, consegue fugir da mesmice e mostrar formas não convencionais, e até inusitadas, com as quais as pessoas vivem seus romances, como o poliamor, a relação aberta e o swing, entre outros “modelos”. No comando da produção, o diretor João Jardim já pode ser considerado um especialista quando o assunto é relação amorosa. Em 2011, ele estreou o longa Amor?, em que mostrava histórias reais de relacionamentos doentios, com depoimentos interpretados por atores, entre eles Júlia Lemmertz, Lilia Cabral, Mariana Lima e Fabiula Nascimento. Desta vez, ele apresenta pessoas que também amam demais, mas buscaram alternativas aos tradicionais casais. “Essa questão de amar mais de uma pessoa de uma única vez é uma fantasia na cabeça de todo mundo. Quando começamos a fazer a série, não tínhamos noção do que íamos encontrar”, conta Jardim.

O primeiro dos dez episódios conta a história de Bardo e Fada, casados há 12 anos e pais de duas meninas. Eles falam que sempre tiveram tendências poliamorosas, mas abriram mão por conta do casamento. No entanto, há seis anos, após muitas conversas, resolveram abrir a relação. Foi quando encontraram Aline, a mulher que se apaixonou primeiramente por Fada e pediu os dois em casamento. Os três passaram a viver na mesma casa por um tempo, mas o desgaste da rotina fez com que o “trisal” – como o casal e Aline se chamam – continuasse, mas em casas separadas.

O programa procura mostrar como essas pessoas resolvem problemas comuns no cotidiano de qualquer casal. Em uma das cenas, Bardo e Fada, que são músicos, estão trabalhando e ligam para Aline buscar uma das filhas e levar ao médico por causa de uma dor de ouvido. [...]

Entre tantas formas inusitadas de demonstrar e viver amores, Jardim destaca dois aspectos presentes na maioria dos casos retratados no programa. “O que mais me surpreendeu é que, diferente do que se espera, tem o protagonismo da mulher nisso tudo, ela que conduz essa situação muitas vezes. A mulher que está ali no meio dizendo que quer experimentar uma coisa diferente. Outro aspecto, que é separado desse, é a questão da bissexualidade, pessoas que tem a vontade de viver plenamente a sua sexualidade, tanto com homens quanto com mulheres. Muito diferente daquela coisa do homossexual enrustido”, destaca.

(UOL)

Nota: É a TV ajudando a normalizar cada vez mais o adultério e a poligamia, ambos condenados na Bíblia. E se reforça o fenômeno da retroalimentação: a mídia expõe o que andam fazendo por aí e com essa exposição ajuda a promover ainda mais o que se tem feito – depois se alimenta do “fenômeno”, aumentando seu ibope e seus lucros. Como será que fica a cabeça de uma criança criada num ambiente desse tipo? Será que as fantasias pervertidas de algumas pessoas justificam o fato de darem rédeas soltas a seus desejos, custe a quem custar? Já não basta o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo estar afrontando diretamente o casamento heterossexual e monogâmico estabelecido por Deus? Se existisse emissora de TV em Sodoma, creio que teria exibido programas como esse da GNT (do grupo Globo)? É como está escrito em 2 Timóteo capítulo 3: no fim dos tempos, o mundo estaria cheio de pessoas “mais amantes dos prazeres do que [amigas] de Deus”. [MB]

Michelson Borges

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