UNIDOS NO ALTAR DA FAMÍLIA

“Eu e a minha casa unidos no altar do Senhor.”

Ilustração:
            A família estava reunida na sala daquela casa.
            Vagarosa, mas insistentemente, os graus do termômetro começaram a abaixar. O frio era incômodo e ninguém conseguia aquecer-se, ninguém conseguia sentir-se bem ali. Pôr mais estranho que possa parecer, ali naquela sala, havia uma linda lareira, com muita lenha arrumada, corada. Havia carvão, fósforo, álcool e papel, tudo aquilo que seria necessário para acender e manter a lareira acesa, trazendo conforto e calor ao recinto!
            Mas aparentemente todos negligenciaram a lareira. Por isto, alguns tentaram  aquecer-se  bebendo alguns goles de bebida alcoólica. Outros buscaram no fumo, aquecer-se. Alguém saiu às ruas à procura de drogas para uma vagem aquecedora. E assim, cada um buscou uma forma de aquecer-se naquilo que, ao seu ver, poderia prover-lhe o calor necessário: no sexo, na música moderna, nos vícios.
            Porque fazia frio naquele lar, um por um foi abandonando o aconchego da família.
            Será que não faz frio em alguns lares dos filhos de Deus! As famílias estão reunidas e o frio espiritual entra sorrateiramente, imperceptível em seu início, mas paulatinamente vai crescendo o desconforto até que finalmente não é mais possível permanecerem reunidos, e cada um procura uma forma diferente de aquecimento.
Alguns de nossos filhos tem buscado agasalho nas drogas, bebidas, sexo, filmes, TV, secularismo, músicas e filosofias modernas.
É possível manter o calor do lar? A lareira está presente em sua casa. Os papéis, o álcool, a lenha, o carvão e os fósforos, representados pela Bíblia, os hinários, lições da Bíblia.
Em Deuteronômio 6:4-9, Deus nos mostra como podemos aquecer nossos lares e, porque não, nossas igrejas.
Instruindo aos pais acerca de como transmitir a herança religiosa, lemos: “...tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão pôr frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.”
Esses versos nos mostram a necessidade de transmitir a religião aos nossos filhos. Mas não a religião ao nível intelectual apenas. O texto fala da transmissão formal (assentados), informal (andando, ao deitar-se e ao levantar-se) e de maneira prática, ou seja, aquilo que colocamos dentro de casa (na mão, nos olhos e umbrais da casa).
Os pais transmitem aos filhos de maneira biológica seus caracteres próprios, porém, a herança religiosa somente pode ser transmitida através da vivência da religião no lar. Daqui se depreende a importância dos cultos domésticos, que se constituem a maneira formal de ensinarmos aos nossos filhos não apenas conceitos, mas demonstrarmos a eles que a religião não é apenas algo que se pratica na igreja, mas deve estar presente na vida diária.
Conselhos e admoestações são a maneira informal de se transmitir conselhos éticos e valores na medida em que nos deparamos com essa necessidade. Porém, temos ainda que nos preocupar com o que trazemos para dentro do lar. Vestuário, gosto musical, alimentação, hábitos de recreação, padrão moral, etc., serão determinados pôr aquilo que nos habituamos a utilizar em nosso lar.
Nos dias em que vivemos, necessitamos criar um forte muro protetor ao redor de nossa família. Jesus disse que deveríamos ‘vigiar e orar’ para que não fôssemos pegos de surpresa. Ele afirmou ainda, que nossos dias seriam como os dias de Noé. Apesar do patriarca viver num mundo aonde os homens eram extremamente, viviam apenas para o prazer e banqueteavam-se com cenas de impiedade a tal ponto que ‘seus pensamentos eram continuamente maus’ (Gên. 6:5), Noé sua família não se deixaram influenciar.
Como Noé conseguiu que seus filhos não se contaminassem com os pecados de seus dias? Em seu lar repetiam eles diária e constantemente a ordem divina para a construção da arca e conheciam o destino iminente do mundo, a destruição. E porque criam na ordem divina, trabalharam incansavelmente, não lhes sobrando tempo ocioso para estarem em más companhias. Através de uma vida de disciplina, trabalho e fé, Noé conseguiu não apenas salvar-se a si próprio, mas a esposa, filhos e noras!
            O mundo de hoje não está nada melhor do que nos dias de Noé, e foi Jesus mesmo quem nos advertiu quanto a este fato. Necessitamos Ter a mesma sabedoria de Noé ao transmitirmos as nossas crenças aos nossos filhos hoje, pois igualmente conhecemos o iminente destino de nosso mundo, a destruição e mais, temos um trabalho que necessita ser realizado!
            Se incluirmos nossos filhos nesta missão, se lhe repetirmos diariamente as ordens do Senhor e as vivermos em nossos lares, poderemos esperar que o destino de nossa família seja o mesmo da família de Noé!
            A melhor maneira de transmitirmos nossa herança religiosa, nossa fé, nossa esperança, nosso anseio pelo céu e pela companhia de Jesus, é através do culto em família.
            Nesses momentos poderemos nos aproximar mais uns dos outros, pois já dizia o adágio: ‘ a família que ora unida, permanece unida.’
            Nesses momentos de culto, a família unida, se aproxima mais de Jesus iniciando um relacionamento que poderá continuar por toda a eternidade!
            E se estivermos juntos, unidos no altar da família, quando Cristo vier e nos perguntar: “onde estão os seus filhos?” Poderemos responder: “’Eis-nos aqui com os filhos que nos deu o Senhor.
Apelo:
            Eu quero que essa cena seja uma realidade na vida da minha família. Por isso desejo com a ajuda divina, acender e cuidar para que permaneça aceso o altar de Deus no meu lar.
            Quantos hoje também querem tomar o firme propósito de tomar tempo para unidos no altar da família, se aquecerem, se preparando para o céu?
            Quantos desejam dizer como Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor?” (Jos. 24: ?
            Se este é o seu desejo e sua decisão; tenha o compromisso de manter aceso o altar em seu lar.



Sônia M. Rigoli Santos – MM –MOSR

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