6 de setembro de 2015

Desviando o foco

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5:7).
A quinta bem-aventurança nos apresenta um ponto crítico. As quatro primeiras tratam de nossa relação com Deus. A quinta começa a tratar de nosso relacionamento com outras pessoas. O mesmo é verdade com respeito às últimas três. Assim, a maneira mais simples de dividir as Bem-aventuranças é como a das tábuas dos Dez Mandamentos.
Há uma verdade profunda na base dessa disposição. O cristianismo não é simplesmente uma questão de amar e ter afeição por Deus. Longe disso. Os dois Testamentos ilustram o cristianismo como amor tanto a Deus como às outras pessoas. Não estamos tratando de “um ou outro”, mas de “um e outro”.
Na verdade, para mim, é impossível amar a Deus sem amar os outros. De igual forma, se realmente refletirmos nisso, é impossível amar genuinamente as outras pessoas, sem amar a Deus. O máximo que você transmita de amor a um irmão ou irmã, desvinculado do amor divino, é meramente uma forma mais sutil de egoísmo humano. Isto é, eu o amo por causa do que você pode fazer por mim.
Nosso Senhor escolheu cuidadosamente a ordem das Bem-aventuranças para representar a ordem de nossa salvação. Cada bem-aventurança segue a sequência lógica da anterior. Assim, quando percebo que não tenho justiça em mim mesmo e sou verdadeiramente humilde de espírito, reconheço minha extrema debilidade. Clamo por livramento, e a percepção de meu verdadeiro estado me torna genuinamente manso em vez de altivo e imponente. Percebendo minha condição desesperada, naturalmente sinto fome e sede do perdão e da capacitadora justiça de Deus.
Nesse ponto, o Deus de todas as misericórdias entra em cena e aceita meu arrependimento, me declara perdoado, e implanta em mim um novo coração. Sou redimido, salvo por Sua misericórdia para comigo. Essa é a promessa das quatro primeiras bem-aventuranças.
Mas como devo responder? Esse é o assunto da “segunda tábua” das Bem-aventuranças. Serei misericordioso, puro de coração, pacificador e paciente quando tratado injustamente. Em resumo, através do poder de Deus me tornarei mais e mais semelhante a Jesus.

George R. Knight

Nenhum comentário:

Postar um comentário