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Em Quem Confiamos?

Alvo: Mostrar que nada substitui a confiança em Deus.

Introdução
Alguém disse que nos livros históricos da Bíblia, ouvimos Deus falando acerca do homem. Nos livros proféticos ouvimos Deus falando ao homem. E, nos Salmos, o homem falando de Deus.
Os Salmos constituem uma coletânea de poesia hebraica inspirada pelo Espírito Santo, descrevendo a adoração e as experiências do povo de Deus no Antigo Testamento, mostrando como era o coração dos fiéis naquele tempo.
E, nesta ocasião, gostaríamos de estudar um destes Salmos. O Salmo 20, dando atenção especial ao versículo sete.
O Salmo 20 é um salvo tipo litúrgico.
·                Um Salmo no qual o povo participava.
·                A congregação cantava dos versos 1 a 5.
·                O rei ou talvez um levita cantava os versos 6 a 8.
·                O povo cantava o verso 9.
·                Este era um Salmo cantado antes do povo sair para a guerra.
Há quem diga que este Salmo foi composto por Davi, por ocasião da guerra contra os amonitas e os sírios. II Sam 10:7
O Salmo 20 está intimamente ligado com o Salmo 21.
·                O Salmo 20 é uma petição.
·                O Salmo 21 é um agradecimento.
Este Salmo é um voto de extrema confiança em Deus contra a confiança no poder e engenhosidade humana.
E o clímax está no verso 7: “Uns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”.


A Interpretação
Na realidade podemos entender isto de duas maneiras:
Em primeiro lugar, Davi poderia estar se referindo aos próprios sírios, que segundo Samuel 10:18, possuíam nesta batalha 40.000 homens a cavalo.
Em segundo lugar, Davi deveria estar referindo-se ao significado do uso de carros e cavalos de guerra na própria Bíblia.
Na Bíblia, cavalo é símbolo de luxuria pagã e do poder físico de defesa.
Em Deuteronômio 17:16, Deus advertiu de que o rei não deveria multiplicar para si cavalos.
Símbolo de poder do Egito, pois os israelitas, ao saírem do Egito, viram o cavalo sendo usado para a guerra.
Os hicsos haviam introduzido os cavalos no Egito (instrumento de guerra).
Esta advertência foi levada a sério até Davi.
Josué, quando conquistou os reis cananeus, trouxe muitos carros e cavalos do povo. Em Josué 11:7-9, Deus instruiu-o a queimar os carros e a jarretar (cortar os tendões) dos cavalos. E assim Josué o fez.
Deus mandou inutilizar os cavalos porque na Palestina não prestam para a agricultura.
E Israel deveria ser um povo agrícola e não comerciante.
Eles não poderiam confiar em instrumentos humanos. E, pensando nesta tentação militar, Deus mandou que se inutilizassem os cavalos capturados.
Mais tarde, Davi ao conquistar Zobá, fez a mesma coisa. II Sam. 8:4.
Salomão, porém, desobedeceu esta ordem.
A Bíblia diz que Salomão tinha 40.000 estábulos de cavalos. I Reis 4:26
Estes cavalos eram importados do Egito, contrariando a ordem de Deus.
Este foi um dos grandes passos na apostasia de Salomão.
Com isto, ele estava levando o povo a confiar mais no material bélico que possuíam, do que confiar no poder de Deus. Esta não era a vontade de Deus.
Mais tarde, Isaías, falando do povo de Israel que havia sido desamparado por Deus e que estava no cativeiro, ele diz: “Ai dos que descem ao Egito a buscar socorros, e se estribam em cavalos”. Isa. 2:6-7; 31:1
Em Amós 4:10, o cavalo também está incluído nos vícios e maldades do povo. E a explicação mais clara, encontramos em Zacarias 9:9 e 10.
Numa profecia messiânica, ele fala do rei que viria montado não num cavalo, mas sobre um jumentinho, um asninho, filho de jumento. Este rei destruiria os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém.
Isto se cumpriu em Cristo, em sua entrada triunfal em Jerusalém.
Por que Jesus não entrou em Jerusalém montado em cavalo?
E por que em Apocalipse ele aparece montado num cavalo?
Ele aparece montado em um jumento porque o jumento é montaria de homem de paz. Era montaria dos pobres e humildes.
Um rei dificilmente aparecia montado num jumento, mas normalmente, aparecia montado num poderoso cavalo de guerra.
Se Jesus aparecesse aqui, montado num cavalo, Ele estaria declarando-se apenas um rei terreno e humano.
Em Apocalipse, todavia, ele aparece montado num cavalo, símbolo do poder da realeza: “Saiu vencendo e para vencer”.
Assim, meus irmãos, nós temos aqui uma advertência de Davi, contra aqueles que tem confiado em poderes humanos.

Aplicação
A igreja cristã nasceu pelo poder de Deus.
Um pugilo de homens sem condições, sem cultura, sem letras e indoutos, levou o evangelho até os confins da terra.
A IASD surgiu não muito diferente disto. Se estamos aqui hoje, foi porque subimos nos ombros de alguns gigantes da fé.
Estamos numa batalha! As nossas armas são nada. A vitória é do Senhor.
Davi disse: “Nós faremos menção do nome do Senhor”.
Para entendermos melhor esta parte do versículo, precisamos atentar para o verso 1: “O Senhor te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de Jacó te proteja”.
Podemos inferir aqui, que o salmista tinha em mente algo que aconteceu com o patriarca Jacó.
Há quem diga que a alusão feita ao nome do Deus de Jacó, referia-se ao episódio de Gênesis 35:3.
Irmão, Jacó reconheceu este Deus na hora da angústia. Diz Davi: “Assim, deveriam fazer os que passam por semelhante situação”.
Quantos hoje, na hora da angústia, não recorrem aos prazeres, aos cigarros, as bebidas alcoólicas, a feitiçaria, as religiões orientais, alguns até ao suicídio?
Quantos pretensos cristãos, na hora da dificuldade, são propensos a confiar mais no dinheiro, nas posses materiais, ou mesmo na sua própria inteligência?

Conclusão
Para onde corremos?
É o nosso Deus de Jacó uma certeza para nós? Ou estamos apegados aos ídolos deste mundo (carros e cavalos), e não temos fé suficiente para nos entregarmos a este Deus de Jacó?
Ilustração: Um avião quadrimotor caiu não muito distante da casa de Curtis Quackembish.  Ele foi ao local do acidente dentro de minutos após o desastre. Todos os 53 passageiros haviam morrido. Ao chegar, encontrou uma mala de mão com a metade de seu conteúdo aparecendo. Ele foi capaz de apagar o fogo menor, recuperar uma bíblia que se achava perto, com as bordas bastante queimadas. Ao deter-se ali, no meio daquela cena de morte, ele abriu a Bíblia. Na folha em branco estava o nome de uma mulher. Sob a folha em branco, achava-se uma apólice de seguro de 10.000 dólares.
Em quem estava confiando aquela possuidora da apólice no momento de sua morte?
Nas promessas de sua Bíblia?
Ou naqueles 10.000 dólares e nas coisas que o dinheiro podia comprar?
Estava ela preparada para encontrar-se com o seu Deus?
Em quem nós confiamos?
Em nossas habilidades?
Em nossa conta bancária?
Em nosso trabalho?
Em quem nós confiamos?
“Uns confiam em carros, outros em cavalos, nós, porém, faremos menção do nome do Senhor nosso Deus? ”

Amém!  


Este sermão é um oferecimento do Departamento de
                 Comunicação da Associação Paulista Sudoeste




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