11 de setembro de 2015

Invertendo uma das bem-aventuranças

“O Filho do homem veio buscar e salvar o perdido” (Lucas 19:10).
Uma das coisas mais fáceis no mundo é entender as coisas às avessas. Isso é o que acontece especialmente com a quinta bem-aventurança. Muitos a leem como se dissesse: “Se eu tiver misericórdia e perdoar meus semelhantes, Deus terá misericórdia e me perdoará.” Em outras palavras, se eu sou misericordioso para com os outros, então Deus, e só então, terá misericórdia de mim.
O problema dessa interpretação é que ela contraria totalmente as Escrituras. Deixa de considerar quão perdido realmente sou, e quão sem esperança. Deixa de responder pela seriedade do problema do pecado.
A Bíblia retrata Deus como Aquele que, em Sua misericórdia, sempre toma a iniciativa de estender a mão e ajudar os perdidos em sua condição, mesmo antes de eles saberem que estão perdidos.
Assim sendo, é Deus quem busca Adão e Eva em sua nudez após a queda. É Deus quem toma a iniciativa de buscar a ovelha perdida e a moeda perdida conforme Lucas 15, e é o Pai que vai conversar com o filho mais velho na história do filho pródigo, nesse mesmo capítulo.
Deus tanto amou o mundo que tomou a iniciativa de dar Seu Filho Unigênito, e esse Filho veio “para buscar e salvar” os que estavam sob a sentença de morte.
“É o próprio Deus a fonte de toda a misericórdia. Seu nome é ‘misericordioso e piedoso’. Êxodo 34:6. Ele não nos trata segundo os nossos merecimentos. Não indaga se somos dignos de Seu amor, mas derrama sobre nós as riquezas desse amor, a fim de fazer-nos dignos.” – O Maior Discurso de Cristo, pág. 22.
Portanto, eu não sou misericordioso porque quero ser salvo. Não! Como cristão, sou misericordioso porque já fui salvo. Fui resgatado do abismo do pecado e da morte pelo Deus de toda a misericórdia. Qual é o resultado? Tenho um desejo ardente de ser misericordioso em minha vida diária. Quero passar adiante o dom de Deus.

George R. Knight

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