O pranto na cruz

“Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras” (I Coríntios 15:3).
Você já feriu outra pessoa por causa de um descuido de sua parte?
Tenho um quadro em minha mente que sou incapaz de apagar. Aconteceu numa tarde de primavera em Houston, Texas. Minha filha Bonnie, de seis anos, sempre ficava muito feliz ao ver-me depois de minha longa ausência enquanto estava no trabalho.
Um dia, enquanto distraída e descuidadamente eu entrava com o carro no caminho para a garagem, ela correu em volta da casa para receber- me com os braços abertos.
A próxima coisa que vi foi sua cabeça batendo no capô quando eu atingi seu frágil corpo. O impacto a arremessou longe. Os próximos segundos foram repletos de pensamentos rápidos. Teria o meu descuido custado a vida dela? Teria eu causado algum dano físico irreparável? Como eu podia ter sido tão tolo? Tão imprudente?
Felizmente, Bonnie saiu ilesa. Mas fiquei desolado e totalmente esgotado com a experiência. Auto recriminações encheram minha mente. Fiquei num estado de profundo pesar por causa de minhas ações. Meu descuido havia colocado em risco a vida de minha única filha.
Como cristãos, experimentamos um sentimento semelhante em nosso relacionamento com Jesus. Nosso pecado, nossa rebelião, nossa imprudência, colocaram Jesus na cruz do Calvário. Ele morreu por causa de nossos pecados. Não! Não! Não! É mais pessoal do que isso. Ele morreu por causa dos meus pecados.
Quando olhamos para a cruz precisamos ter a percepção total do que o pecado pode fazer. Ele tomou a vida mais amada da história e despedaçou-a sobre uma cruz.
Uma das funções mais importantes da cruz é abrir nossos olhos para a imensidão e horror do pecado. Quando vemos o que o pecado fez a Cristo, não podemos evitar sentir profunda tristeza pelo nosso pecado. Por isso, nosso lamento não é apenas por nossos pecados pessoais, mas também pelo que esses pecados fizeram a Jesus.
O cristianismo começa com a percepção do pecado. Mas não para aí. Afinal de contas, os que choram serão consolados. Deus toma as coisas essencialmente ruins e salienta o que há de bom nelas.
Podemos orar? “Pai, quando olho para meus pecados não vejo nenhuma solução ou possibilidade de salvação. Porém, quando olho para a cruz e vejo o imenso sacrifício que Jesus fez em meu lugar, não vejo como ficar perdido. Me aceite, me transforme, me salve, por favor. Em nome de Jesus, amém!”

George R. Knight

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