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A crise (interna e externa)

VERSO PARA MEMORIZAR:

“‘Israel, Meu povo, era santo para o Senhor, os primeiros frutos de sua colheita; todos os que o devoravam eram considerados culpados, e a desgraça os alcançava’, declara o Senhor” (Jr 2:3, NVI).


Se pudéssemos escolher uma palavra para descrever a condição humana desde a queda, essa palavra seria “crise”, e sua extensão pode ser mais bem compreendida pelo que foi preciso para nos tirar da crise: a morte de Jesus na cruz. Essa crise deve ser muito grave. Vemos isso ao considerarmos as medidas radicais que foram necessárias para resolvê-la.

Ao longo de toda a Bíblia, ocorreram muitas histórias que tiveram como pano de fundo uma crise. A situação na época de Jeremias e de seu ministério não foi diferente. O povo de Deus enfrentou muitos desafios, tanto de ordem interna quanto externa. Infelizmente, apesar da terrível ameaça militar de potências estrangeiras, a maior crise, em muitos aspectos, vinha de dentro. Essa crise interna significava não apenas uma liderança e um sacerdócio corruptos, o que já era suficientemente ruim, mas tinha também o sentido de que o coração de muitas pessoas havia sido tão endurecido e danificado pelo pecado e pela apostasia que elas se recusavam a dar ouvidos às advertências enviadas por Deus, e que poderiam ter evitado o desastre em sua vida.

O pecado já é muito ruim, mas quando alguém se recusa a abandoná-lo, isso é verdadeiramente uma crise!


Uma história intensa


Quando os israelitas finalmente entraram na Terra Prometida, após anos de peregrinação pelo deserto, não demorou muito para que os problemas começassem. Bastou surgir uma nova geração “que não conhecia o Senhor” (Jz 2:10) e teve início uma crise espiritual que, de muitas formas, contaminou a nação ao longo de toda a sua história. O problema, na verdade, contaminou também a igreja cristã.

1. Leia Juízes 2:1-15. O que causou a crise, e de que forma ela se manifestou?

O verso 11 diz: “Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor.” Cada geração, uma após a outra, se afastou um pouco mais de Deus, até que a nação estava fazendo exatamente o que o Senhor havia dito que não deviam fazer. Devido ao pecado, as pessoas enfrentaram uma crise após outra, mas mesmo assim o Senhor não havia desistido delas. Enviou-lhes juízes (Jz 2:16) que os livraram de suas aflições imediatas.

Depois da era dos juízes, a nação entrou numa época de relativa paz e prosperidade sob o que tem sido chamado de “monarquia unificada”, isto é, o reinado de Saul, Davi e Salomão, que durou cerca de cem anos. Sob a liderança de Davi, e depois de Salomão, a nação se transformou numa potência regional.

Os “bons” tempos, porém, não duraram muito. Após a morte de Salomão (cerca de 931 a.C.), a nação se dividiu em dois reinos: Israel, no norte, e Judá, no sul. Grande parte da culpa pode ser atribuída ao governo mal dirigido de Salomão, que, apesar de toda a sua sabedoria, cometeu inúmeros erros. “As tribos vinham há muito tempo sofrendo cruéis injustiças sob as medidas opressivas do governante anterior. A extravagância do reinado de Salomão durante sua apostasia o havia levado a tributar o povo pesadamente, e a requerer dele muito trabalho servil” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 88, 89). As coisas nunca mais foram as mesmas para a nação escolhida de Deus. Eles fizeram tudo o que o Senhor lhes havia advertido que não fizessem e, assim, colheram as dolorosas consequências.

Pense no problema de uma geração que não possui os valores e crenças da geração que a precedeu. De que forma lidamos com essa questão? Como podemos transmitir nossos valores aos que virão depois de nós?

Os dois reinos


Após a divisão da nação, as coisas foram de mal a pior. No reino do norte, o rei Jeroboão fez algumas escolhas espirituais terríveis, que tiveram um impacto duradouro para o mal.

2. Leia 1 Reis 12:26-31. De que maneira as circunstâncias imediatas podem cegar nossa percepção?

A introdução do culto idólatra feita pelo rei ajudou a colocar a nação numa rota desastrosa. “A apostasia introduzida durante o reinado de Jeroboão se tornou cada vez mais acentuada, até que finalmente resultou em ruína total do reino de Israel” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 107). Em 722 a.C., Salmaneser, rei da Assíria, pôs fim à nação e deportou seus habitantes para diferentes partes de seu império (ver 2Rs 17:1-7). Não houve reversão do exílio. Durante certo tempo, Israel desapareceu da História.

As coisas não estavam tão mal no reino do sul, pelo menos até esse tempo. Mas eles também não eram exemplares e, como ocorreu com o reino do norte, o Senhor procurou salvá-los da calamidade, que, no caso deles, era proveniente da ameaça dos babilônios. Infelizmente, com raras exceções, Judá teve uma série de reis que continuaram levando a nação a uma apostasia cada vez mais profunda.

3. O que os versos seguintes dizem sobre o reinado de alguns dos reis de Judá? 2Cr 33:9, 10, 21-23; 2Rs 24:8, 9, 18, 19

Apesar da liderança terrível, muitos dos livros proféticos da Bíblia, inclusive Jeremias, são palavras dos profetas que Deus enviou a Seu povo na tentativa de afastá-lo do pecado e da apostasia que estava destruindo o coração da nação. O Senhor não desistiria de Seu povo sem lhe dar tempo suficiente e oportunidade para abandonar seus maus caminhos e ser poupado do desastre que seu pecado inevitavelmente traria.

É difícil se desvincular da própria cultura e do ambiente, e olhar para si mesmo objetivamente! Na verdade, é impossível. Por que, então, precisamos constantemente comparar nossa vida com o padrão da Bíblia? Temos outro padrão?

Dois males


Foi nesse contexto que o jovem Jeremias iniciou seu ministério profético. “A palavra do Senhor” veio a ele, que a transmitiu na esperança de que as pessoas, caso lhe dessem ouvidos, fossem poupadas da ruína que certamente viria, se não atendessem à mensagem.

4. Leia Jeremias 2:1-28 e responda às seguintes perguntas:
Que promessas Deus havia feito à nação quando ela ainda era fiel? (v. 2, 3)
Que pecado estavam cometendo alguns dos sacerdotes, pastores e profetas? (v. 8)
De que maneira as pessoas enganavam a si mesmas a respeito de sua verdadeira condição espiritual? (v. 23, 24)

Embora a nação tivesse experimentado certa reforma espiritual sob a liderança de Ezequias e Josias, as pessoas voltaram aos seus velhos caminhos e caíram numa apostasia ainda pior. Como fez durante todo o seu ministério, nesse texto Jeremias falou em termos claros sobre o que estava acontecendo.

São especialmente interessantes suas palavras em Jeremias 2:13. As pessoas haviam cometido dois males: abandonaram o Senhor, a fonte das águas vivas e, consequentemente, cavaram para elas mesmas cisternas rachadas, que, naturalmente, não podiam reter água. Em outras palavras, tendo abandonado o Senhor, haviam perdido tudo. Essas palavras se tornam ainda mais significativas à luz do que Jesus disse em João 4:10.
Em Jeremias 2:5, o Senhor disse que as pessoas tinham ido após “ídolos sem valor” [nulidade] e, como resultado, haviam se tornado “nulas”. A palavra hebraica para ambos os termos vem do mesmo termo (hbl) usado em Eclesiastes, e que muitas vezes é traduzido como “vaidade”. Também significa “vapor” ou “respiração”. Ir atrás de coisas inúteis nos torna “inúteis”? O que isso significa? De que forma esse conceito nos ajuda a entender pessoas que, às vezes, acham a vida sem sentido ou inútil? Qual é a resposta para elas?



A ameaça babilônica 


O contexto dos eventos políticos que moldaram o ministério de Jeremias está, até certo ponto, perdido para a História, isto é, muitos dos detalhes são desconhecidos. Mas temos na Bíblia (com a ajuda das descobertas arqueológicas) informações mais do que suficientes para nos dar uma visão geral do que ocorreu. Embora, do ponto de vista humano, provavelmente parecesse que ninguém estava no controle enquanto essas nações lutavam por território, poder e hegemonia, a Bíblia nos mostra algo diferente.

5. Leia Jeremias 27:6. Como devemos entender esse texto?

No princípio do ministério de Jeremias, o pequeno reino de Judá se viu envolvido nas batalhas militares entre Babilônia, Egito e a decadente Assíria. Com o declínio do Império Assírio no final do 7o século a.C., o Egito procurou recuperar o poder e o domínio na região. Contudo, na batalha de Carquemis, em 605 a.C., o Egito foi derrotado e Babilônia se tornou a nova potência mundial.
Essa nova potência fez de Judá um Estado vassalo. Jeoaquim, rei de Judá, só conseguiu estabilizar o país jurando lealdade ao rei babilônio. Contudo, muitos não queriam fazer isso. Preferiam lutar e se libertar dos babilônios, embora isso não fosse o que o Senhor desejava que eles fizessem. Ao contrário, Deus estava usando Babilônia especificamente como instrumento para punir a nação por sua apostasia.

6. Leia Jeremias 25:8-12. Qual foi a mensagem de Jeremias ao povo de Judá?

Repetidas vezes Jeremias advertiu o povo sobre o que aconteceria por causa dos pecados deles, e vez após vez muitos dos líderes políticos e religiosos se recusaram a dar ouvidos às advertências, acreditando no que queriam acreditar, isto é, que o Senhor os pouparia. Afinal de contas, não eram eles o povo especialmente chamado por Deus?

Qual foi a última vez em que você acreditou no que queria acreditar, apesar da evidência de que essa crença estivesse errada? Que lições você aprendeu para que isso não aconteça novamente?

Falso juramento


Em Jeremias 5:1, o Senhor disse aos judeus: “Percorram as ruas de Jerusalém, olhem e observem [...] se podem encontrar alguém que aja com honestidade e que busque a verdade. Então Eu perdoarei a cidade” (NVI). Isso traz à mente duas histórias. Uma é a de um antigo filósofo grego do quarto século a.C. chamado Diógenes que, segundo a lenda, costumava andar pelo mercado durante o dia com uma lanterna acesa, dizendo que estava procurando um homem honesto. A outra história, é claro, é a de Deus falando com Abraão, dizendo-lhe que, se conseguisse achar 50 justos (o número logo foi reduzido para 10) na cidade de Sodoma, Ele não a destruiria.

Porém, nas palavras do Senhor por meio de Jeremias, o objetivo era revelar quanto a apostasia e o pecado haviam se disseminado entre Seu povo. Não havia ninguém que agisse com honestidade e buscasse a verdade? Se havia, eram bem poucos.

7. Leia Jeremias 5:2, 3. Qual foi a evidência de que a situação estava terrível? Lv 19:12

Esses versos mencionam um ponto que aparece ao longo do livro. Mesmo tendo a nação caído profundamente, muitas pessoas acreditavam que ainda seguiam fielmente ao Senhor! Estavam pronunciando Seu nome, mas “jurando falsamente” (Jr 5:2, NVI), e não “com fidelidade, justiça e retidão” (Jr 4:2, NVI), como o Senhor lhes havia ordenado. Não davam ouvidos à advertência de Deus, mas prosseguiam com sua vida e suas práticas religiosas como se tudo estivesse certo entre elas e Deus, quando, na verdade, quase nada estava certo.

A profundidade do engano em que se encontravam pode ser vista em Jeremias 7:4, onde é mencionado o falso conforto que o povo encontrava nestas palavras: hekhal yhwh hekhal yhwh hekhal yhwh hemma (“Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este”), como se a presença do templo fosse tudo o que necessitavam para garantir que as coisas dariam certo. Saber que se está numa crise é uma coisa ruim, mas quando se está numa crise e não se tem consciência disso, a situação é ainda pior.

Com todas as verdades que conhecemos, como podemos evitar o engano de crer que nosso chamado, por si só, é suficiente para nos salvar?

Estudo adicional


A Bíblia adverte sobre a atitude de rebelião contra as orientações divinas: “Não procedereis em nada segundo estamos fazendo aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos” (Dt 12:8). “Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21:25; 17:6, ARC). Somos exortados a ouvir e obedecer à voz divina: “Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, e guardares todos os Seus mandamentos que hoje te ordeno, para fazeres o que é reto aos olhos do Senhor, teu Deus” (Dt 13:18).

Nesses versos é apresentado um contraste fundamental, especialmente para nossa época, em que muitas pessoas se revoltam contra a ideia de que uma autoridade externa lhes declare o que fazer, ou de que alguém lhes diga o que é certo e o que é errado. Contudo, podemos ver aqui uma clara distinção entre essas duas visões de mundo. Em uma delas, as pessoas fazem o que acham certo “aos seus olhos”; na outra, as pessoas devem fazer o que é “reto aos olhos do Senhor, [seu] Deus”. O problema com a primeira posição é que, com frequência, na História, o que é “reto” aos olhos de alguém é errado aos olhos de Deus. Por isso, temos que submeter tudo, até mesmo nossa própria consciência, à Palavra de Deus.
Perguntas para reflexão

1. Por que precisamos não apenas nos submeter aos ensinos da Bíblia, mas também ser muito cuidadosos em nossa maneira de interpretá-la? Em muitos casos, coisas “más” foram feitas por pessoas que justificaram seus atos pela Bíblia. Até que ponto os dez mandamentos devem ser importantes e fundamentais para todas as nossas crenças?

2. Ao estudar Jeremias neste trimestre, conserve em mente a ideia de que, apesar das seguidas advertências, as pessoas acreditavam que estavam num relacionamento correto com Deus. Por que elas se enganaram tanto a respeito de sua verdadeira condição? Que mensagem isso traz para nós?

Respostas sugestivas: 1. Os israelitas das gerações seguintes deixaram de olhar para o passado e começarem a se afastar do Senhor; isso fez com que eles caíssem nas práticas que Deus havia proibido. 2. O medo de perder a influência sobre os israelitas, caso fossem adorar em Jerusalém, capital do Reino de Judá, fez com que Jeroboão ficasse espiritualmente cego e induzisse o povo à idolatria, abandonando o Senhor. As pessoas se deixam levar por outras pessoas e pelas circunstâncias, e acabam se desviando do que é correto. 3. Manassés, Amom, Joaquim e Zedequias são exemplos de reis que fizeram o que era mau perante o Senhor e levaram o povo à apostasia. 4. a) Ele os tornaria as primícias dos povos e faria vir o mal sobre seus inimigos; b) Os sacerdotes não perguntaram pelo Senhor, os pastores se rebelaram contra Deus e os profetas profetizavam em nome de Baal, seguindo deuses inúteis; c) O povo dizia que não estava contaminado e que não corria atrás dos ídolos, mas é retratado como um animal selvagem, que não queria se submeter ao controle de Deus, mas que ansiava pelos ídolos e estava sempre pronto a se entregar a eles. 5. Deus disse que entregaria todas as terras mencionadas, inclusive Judá, ao poder de Nabucodonosor, rei da Babilônia. Deus usaria Babilônia como instrumento para punir Seu povo. 6. Uma vez que eles não haviam dado ouvidos às palavras de Deus, Ele enviaria o rei de Babilônia para destruir a terra, e eles iriam servi-lo por 70 anos. 7. Eles usavam o nome do Senhor, mas juravam falsamente. Além disso, não quiseram receber a disciplina do Senhor e não se arrependeram.

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