O Sorriso de Deus - Meditação da Mulher

Os Puros de Coração
Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Mateus 5:8
Esse verso tem um significado muito especial para mim, pois era o preferido de minha mãe. Em sua simplicidade e sinceridade, procurava andar nos caminhos do Senhor e nos ensinar a ser como Ele.
Também me faz recordar de Angelina, a "garota dos olhos azuis", como nós carinhosamente a chamávamos. Essa "garota" com mais de 70 anos, era minha vizinha, uma talentosa professora de arte, que ainda dedicava tempo para de­senvolver suas habilidades ao pintar belas telas, que expunha no hall de entrada do prédio. Ela era conhecida também por mimar netos e bisnetos e desenvolver uma bela amizade com quem entrava em contato. Certo dia, surpreendi-me ao saber que ela havia aceitado o convite para participar de nosso Pequeno Grupo, mesmo sendo tão defensora da fé que professava. Poucas semanas depois, também aceitou assistir a um culto em nossa igreja, e ali voltou outras vezes.
Na verdade, a surpresa acontecia dentro do seu coração, ao perceber que, apesar de levar uma vida dedicada a Deus, como fiel seguidora de Jesus Cristo e de Maria, pouco conhecia da Bíblia. E, à medida que os estudos prosseguiam, mais e mais se maravilhava com a leitura daquele livro que ficava em sua cabeceira, mas que pouco compreendia. Seus olhos azuis brilhavam, e ela se emocionava com cada informação nova, pois uma nova esperança, uma nova luz passava a iluminar seus dias. Certa vez, chegou a dizer para o líder de sua igreja que, apenas agora, com suas vizinhas, estava aprendendo o que, durante toda a sua vida, não havia aprendido nos bancos da igreja.
Infelizmente, no começo de 2014, perdemos nossa amiga, mas acreditamos que a veremos na manhã da ressurreição, pois, em sua sinceridade, em sua pureza de coração, aceitou cada nova verdade que lhe foi apresentada. Foi com muita emoção que presenciamos, durante uma semana especial com o pastor Luís Gonçalves, ela colocar-se em pé diante da TV, no momento do apelo, e dizer: "Isto é para mim!"
Diariamente, Deus utiliza diversos meios e pessoas para apresentar uma mensagem especial ao nosso coração, para nos sensibilizar com Sua verdade, com Seu amor. Temos nós percebido esse toque? A exemplo de minha mãe e da querida Angelina (sim, "angelical" como ela era), que possamos nós também ter um coração puro, sincero e humilde para receber nosso Salvador cada dia, e assim, em breve, vê-Lo em majestade e glória.
Carmen de Souza

Oração no Meio da Rua
Na minha angústia, clamei ao Senhor; clamei ao meu Deus. Do Seu templo Ele ouviu a minha voz; o meu grito de socorro chegou aos Seus ouvidos. 2 Samuel 22:7
No dia do aniversário do meu filho, fomos a uma pizzaria para comemorar. No caminho, fui abordada por um ladrão que levou minha bolsa contendo dois celulares, as chaves do meu trabalho e da minha casa, cheques, dinheiro e todos os meus documentos. Fiquei muito aflita, pois meu esposo estava viajando e me senti sozinha.
Naquele momento, passou pelo local um motoqueiro. Eu o chamei e lhe disse:
-  Moço, você pode me ajudar? Por favor, siga aquele rapaz que subiu a rua correndo, pois ele acabou de roubar minha bolsa.
O motoqueiro, porém, me disse:
-  Moça, eu não vou segui-lo, porque ele pode estar armado e me fazer algum mal.
Como meu filho estava chorando muito, segurei suas mãos e lhe disse:
- Filho, vamos orar? Temos um Deus maravilhoso, que promete nos ajudar, fortalecer e nos sustentar em Seus braços de amor.
Ali mesmo, no meio da rua, nós oramos ao Senhor.
Fiquei aguardando a resposta do Senhor, e o meu clamor chegou aos Seus ouvidos. Depois de mais ou menos dez minutos, apareceu um carro branco, que parou onde estávamos. Então, um rapaz perguntou:
- Alguém aqui perdeu uma bolsa?
- Sim, eu perdi! - respondi
- É esta aqui? - ele perguntou.
- Sim, é esta! - foi a minha resposta.
Quando abri a bolsa, todos os meus pertences estavam dentro, inclusive todo o dinheiro e os celulares.
Quando entregamos nossas preocupações a Deus e pedimos que Ele assuma o controle de nossa vida, podemos confiar que Ele fará o melhor.
Não importa onde você esteja, nunca deixe de elevar uma prece a Deus. Ainda que seja no meio da rua, Ele pode atendê-la como fez comigo e com meu filho.
Fiza Gomes Lacerda

Testemunha e Escudo
Eu, porém, confio em Teu amor; o meu coração exulta em Tua salvação. Salmo 13:5
Arthur Schopenhauer, Byron, Chopin e Thomas Carlyle foram contemporâneos. O primeiro era filósofo; o segundo, poeta. Chopin dispensa apresentação, e Carlyle era escritor e historiador. O que eles tinham em comum? O pessimismo.
Viveram em uma época de grandes conflitos, como a Batalha de Waterloo e a Santa Aliança. A Europa havia sido devastada pelo exército de Napoleão e de seus inimigos. Em decorrência disso, grandes dificuldades econômicas assolavam a Inglaterra. Os fazendeiros estavam arruinados, e o desemprego oprimia os operários. Ricos e pobres sofriam com a miséria instalada no continente.
Certa vez, Carlyle ouvira do pai que os trabalhadores bebiam em vez de comer para esconder a própria miséria uns dos outros.
Quão diferente é a vida do cristão que deposita suas aflições nas mãos do Criador do Universo! A miséria pode bater à porta, mas o pessimismo e o medo nunca entrarão caso ele se lembre de tudo o que Deus já fez.
A Bíblia é uma testemunha eficaz do caráter e do amor de Deus. Sua leitura e a oração se tornam escudos na vida de quem quer andar de mãos dadas com o Senhor. São instrumentos para desenvolver a fé e nos manter longe do pessi­mismo e do medo. A esperança e a fé são antídotos para afastar o pessimismo e o fatalismo. Isso não significa que devemos sorrir em meio aos problemas mais densos, mas que precisamos exercitar a serenidade, convictos da atuação de Deus em nossa vida.
Ellen White nos ajuda a entender um pouco mais sobre a importância de cultivarmos a fé em Deus: "Quando aprendermos a andar pela fé e não por sentimentos, alcançaremos de Deus o auxílio justamente quando dele neces­sitarmos, e Sua paz nos encherá o coração" (Minha Consagração Hoje, p. 14).
Lance fora o medo, confie no amor dAquele que não titubeou em dar o próprio Filho por você. Alegre-se na salvação que vem do sangue de Cristo, pois "Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou" (Apocalipse 21:4).
Adriana Seratto

Deem Graças
Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. 1 Tessalonicenses 5:18
Como dar graças quando estamos tristes e nosso coração está cheio de sau­dade de alguém que já não está mais em nossa vida? Como ter que aceitar a morte e ainda dar graças?
Perdi minha mãezinha, Tereza, de maneira rápida e inesperada. Após cinco meses, desde que surgiu o primeiro sintoma da doença, que os médicos não conseguiram diagnosticar, ela faleceu. Descansou no Senhor.
Como moro fora do Brasil, tive o privilégio de estar ao seu lado somente no último mês de sua vida. Ao lado do meu pai e do meu irmão, pude suprir suas necessidades físicas e emocionais, dando-lhe atenção, carinho, banhos e comida. Dormíamos juntas, de mãos dadas, todas as noites. Ela me perguntava se eu faria croché antes de dormirmos. Então, ela me dizia que fecharia os olhos para orar, mas que, se dormisse, eu deveria acordá-la para me dar um beijo de boa noite.
Ela não queria que eu voltasse para Nova York. Tentei mudar minha passa­gem, mas não consegui. Então, orei a Deus sobre esse assunto e Ele colocou paz em meu coração. Voltei com a certeza de que a veria em breve. No entanto, ela faleceu três semanas depois, em outubro de 2012.
O salmo que ela mais gostava era o 146, e seu hino preferido era "Além do Rio" que foi lido e cantado em seu funeral. Não tive tempo de voltar para o Brasil, mas acompanhei tudo pelo celular do meu pai.
"Dêem graças em todas as circunstâncias..." Sim, Senhor! Dou graças por essa tecnologia avançada que me permitiu estar presente mesmo estando ausente. Dou graças pela inspiradora mensagem do pastor, ao falar diretamente ao coração dos meus familiares e amigos, sobre a grande esperança que temos na volta do nosso Salvador Jesus. Dou graças porque Ele permitiu que eu cuidasse de minha mãe quando ela mais precisou de mim. Dou graças porque ela não sofreu, simplesmente descansou. Dou graças pela maravilhosa mãe que tive. Dou graças porque, muito em breve, de mãos dadas novamente, iremos ao Teu encontro, querido Jesus!
Podemos chorar, sim. Podemos sentir saudades, sim. Contudo, nunca po­demos nos esquecer de "como é feliz aquele cujo auxílio é o Deus de Jacó, cuja esperança está no Senhor, no seu Deus" (Salmo 146:5).
Eliana Gagliardi Francisco Alves

Deus Moverá aquela Montanha
Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei. Isaías 65:24
Aprendi bem cedo que uma das coisas mais importantes que um cristão deve fazer é frequentar regularmente às reuniões de oração. Ali estão o poder e a fonte constante de ânimo e forças. Também aprendi que é seguro depender dessa nutrição espiritual semanal e da pura alegria de beber da rica comunhão com outros crentes.
Nasci em uma pequena cidade do interior do Piauí. Meus pais quase se se­pararam, quando eu tinha 14 anos, e foi nessa ocasião que conheci a mensagem de salvação. Deus me mostrou que a única saída seria aceitá-Lo. E eu não pude recusar esse convite. Fui balizada dois meses depois.
Logo que comecei a frequentar a igreja, passei por diversas provações. Uma delas era ter que conviver com meus pais, que não aceitavam minha decisão. Fui muito perseguida, rejeitada, humilhada... Não entendia o motivo de eles me tratarem assim, mas buscava a Deus constantemente porque, dessa forma, encontraria forças para suportar a provação.
Pedi que Deus me tirasse dessa situação e me concedesse dias melhores. Foi então que fiz uma oração que mudou toda a minha vida. "Senhor, se for da Tua vontade que eu me case, gostaria que fosse com um homem cristão, fiel, traba­lhador, honesto. Enfim, gostaria de me casar com um pastor."
Meu pedido foi inocente. A única referência que eu tinha de um pastor era a daquele que havia me batizado, pois eu acabara de entrar para a igreja. Logo comecei a namorar com um jovem, que hoje é meu marido. Ele não era adventista ainda, mas algumas pessoas de sua família já haviam aceitado a mensagem. Depois, ele foi batizado e se tornou colportor. Após um tempo, ele deixou a colportagem e foi fazer o curso de Teologia.
Já passamos por alguns distritos e, a cada dia, Deus cuida de todas as coisas que dizem respeito ao nosso ministério. Tem sido uma grande bênção para mim ser esposa de pastor; um privilégio imerecido que conquistei por meio da oração. Certamente, Deus pode transportar montanhas e transformar vidas sem sentido em uma grande bênção. Hoje, posso afirmar que me sinto lisonjeada por fazer parte de um grupo especial, o de esposas de pastor, e servir ao Senhor com muita alegria.
Aline Carvalho Leão Costa

Coragem!
Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor. Salmo 27:14
Durante minha vida, nutri alguns sonhos. Uns já haviam sido alcançados, e outros, só o tempo haveria de dizer. Dentre eles, estava o sonho de ser mãe.
Quando ainda estava na adolescência, descobri que tinha um pequeno dis­túrbio hormonal, o qual dificultaria meus planos de me tornar mãe biológica.
O tempo passou, e eu estava casada fazia três anos e meio. Então, meu esposo e eu resolvemos começar um tratamento para que um novo membro se unisse à nossa família. Infelizmente, não obtivemos êxito no tratamento que durou três anos consecutivos. Cada medicamento que eu tomava trazia outras novas complicações ao meu organismo; por isso, decidimos que o mais importante era cuidar das enfermidades que surgiram em consequência do tratamento.
Meu esposo e eu não sabíamos se ainda poderíamos nutrir esperança quanto a esse assunto. Deveríamos confiar no Senhor, e acreditar que a bênção viria, ou seria melhor nos conformarmos com a situação e esperar que Deus suprisse essa necessidade de outra forma?
Certo dia, recebi um dos melhores conselhos de minha vida. Minha mãe, que é uma grande mulher de oração, disse que eu deveria buscar a Deus em momen­tos particulares de oração. Que eu deveria iniciar uma jornada de oração, em que todos os dias levasse meu sonho a Deus até que não tivesse dúvida de Sua resposta. Além disso, ela sugeriu que eu passasse três horas em oração, louvor e estudo da Palavra de Deus uma vez por semana.
Quando iniciei esse projeto, também comecei um novo tratamento com uma médica cristã. Segundo ela, esse seria o último tratamento que eu poderia realizar, e seriam necessários seis meses para que ele fizesse efeito.
Depois de dois meses, o Senhor Se inclinou para mim e atendeu minha sú­plica: a bênção foi alcançada. Após seis anos de espera, Deus me deu o maior presente de minha vida, um lindo menino que hoje cresce para honrar e glorificar o nome de Deus.
O Senhor tem sempre inúmeros presentes para nos oferecer; portanto, não importa o que você esteja esperando, seja forte. Coragem! Confie no Senhor.
Séfora D. Glícia
 
A Oração Faz a Diferença
A oração de um justo é poderosa e eficaz. Tiago 5:16
Mamãe é um exemplo de coragem, determinação e perseverança. Em 2001, o médico diagnosticou que ela deveria fazer uma simples cirurgia de hérnia. Os exames foram feitos e a cirurgia marcada para o final do mês de abril. Seria necessário que ela fosse até a capital do estado para realizar a cirurgia. Na data prevista, eu a acompanhei, pois deveria ficar com ela no hospital. No entanto, nem tudo ocorreu como esperávamos.
Deixei mamãe internada e fui para a casa de meu tio. A cirurgia foi realizada na tarde do dia seguinte. A organização do hospital permitiu-me vê-la apenas por alguns instantes após a cirurgia, e aparentemente ela estava bem.
No dia seguinte, fui novamente visitá-la. Contudo, desta vez, ela não pa­recia muito bem. Apesar de estar com muita diarreia, as enfermeiras diziam que era normal. Ela pediu desesperadamente que eu ficasse ao seu lado, mas não obtive permissão. Assim, a deixei sozinha por mais um dia. Durante toda aquela noite mamãe passou mal. E, quando o médico foi visitá-la para dar alta, encontrou-a quase morta. Seu quadro de desidratação era grave. Ninguém sabia a causa do problema.
Na hora da visita, o médico já estava me esperando. Ele precisava de auto­rização para fazer uma nova cirurgia e descobrir o que tinha dado errado. Em dado momento, ele falou que a vida de mamãe dependeria da sua resistência.
Era minha vez de passar mal. Questionei por que tudo aquilo estava acon­tecendo. Três horas se passaram até que vi minha querida mãe passando desacordada em cima de uma maca, indo direto para a UTI. Foi um momento muito triste, pois diversas vezes tive medo de perdê-la. O problema havia sido uma úlcera que tinha estourado e infeccionado toda a região abdominal.
Por mais de um mês acompanhei o sofrimento dela. Foram quatro cirurgias e dezesseis dias sem poder colocar água na boca. No entanto, ela resistiu a tudo, por intermédio do poder de Deus. O mais interessante era que ela ainda mantinha o bom humor, apesar do medo de morrer.
Creio que a vida de minha mãe foi preservada por causa das muitas orações em seu favor. As orações intercessoras fizeram a diferença. No fim de tudo, o médico falou que só Deus poderia ter salvado sua vida, pois seu caso tinha sido muito grave
Querido Deus, obrigada por sempre ouvir nossas orações e atendê-las de acordo com a Sua vontade. Jesus salvou nossa vida uma vez na cruz, e salvou a vida de minha mãe uma segunda vez. Sou grata e feliz por Sua resposta. Deus também pode fazer um milagre em sua vida. Confie nEle!
Flávia Tiburtino de Andrade Sales

Segredo Revelado
Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o Seu rosto sobre nós. Salmo 67:1
Francisca trabalhava na feira, com seu esposo. Sua vida era muito difícil. Ga­nhavam pouco e as despesas do lar eram altas, pois o casal tinha oito filhos. Ao conhecer a mensagem adventista, ela enfrentou oposição de seu esposo, porque ela decidira guardar o sábado e esse costumava ser o dia em que a feira dava mais lucro. Mesmo assim, ela continuou estudando a Bíblia e decidiu ser batizada.
Quando contou ao esposo sobre sua decisão, ele disse: "Você não pode ir para essa igreja. E o trabalho no sábado? Se você não trabalhar aos sábados, nós vamos morrer de fome. Você vai à igreja para dar dinheiro ao pastor? Se insistir nessa ideia, vou abandonar você."
Francisca ficou chocada, pois seus filhos eram pequenos, e criá-los sem o esposo realmente seria muito difícil. Os dias se tornaram tristes e sombrios para ela. Muitas lágrimas foram derramadas e muitas orações elevadas ao Céu.
Cada dia, ela buscava forças em Deus, e uma convicção forte tomou conta de seu coração. Independentemente de ser abandonada pelo esposo ou não, ela decidiu ficar ao lado de Cristo e ser batizada. Seu esposo, mesmo contrariado, aceitou ir trabalhar sozinho aos sábados na feira. Entretanto, ele não concordava com os dízimos e as ofertas que ela devolvia. Mesmo assim, ela se conservou fiel e os devolvia escondido.
Passado algum tempo, as coisas foram mudando em seu lar. As bênçãos foram derramadas de tal forma que seu esposo perguntou: "O que está acontecendo? Por que tanta fartura? Nunca tivemos tantas coisas. Os bezerrinhos da nossa vaca morriam, e agora estão vivos e saudáveis. Tínhamos somente uma vaca, e agora estamos com quatro, mais os filhotes. O lucro do leite vendido está sendo muito bom. Nunca vi algo assim. O que será que está acontecendo?"
Então, Francisca revelou o segredo a ele: "É que eu devolvo os dízimos e as ofertas escondidos de você. E Deus está nos abençoando ricamente, como prometeu em Sua Palavra." Ele, então, falou: "Se for assim, você pode vender tudo o que tem aqui e devolver seus dízimos e suas ofertas. Pensando bem, eu também quero conhecer esse Deus e pertencer a essa igreja."
A alegria de Francisca foi tanta que até hoje ela se emociona ao relembrar a decisão do esposo. Ela procurou alguém para lhe dar estudos bíblicos, e ele foi batizado, permanecendo fiel à Palavra de Deus, guardando o sábado e devolvendo seus dízimos e suas ofertas, até o dia em que ele descansou no Senhor.
Francisca pôde ver e sentir de perto a promessa de Deus para os que são fiéis. Verdadeiramente, Deus abriu as janelas dos Céus e derramou bênçãos sem medidas em seu lar. Obrigada, meu Deus!
Francisca Cândido de Araújo Moreira

Deus Se Importa
E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus. Eu O verei com os meus próprios olhos; eu mesmo, e não outro! Jó 19:26, 27

Eu tinha sido intimada a escrever alguma coisa para este devocional. Os meses estavam passando rapidamente. Até que, numa determinada manhã tive a resposta de Deus sobre o que escrever.
Meu último ano havia sido de saudades e solidão. A viuvez é uma fase triste para quem perdeu um companheiro com quem conviveu por mais de quatro décadas. Tinham sido anos cheios de expectativas, desafios, conquistas, sonhos realizados, metas alcançadas. Com dias felizes, outros nem tanto, mas todos eles repletos das bênçãos de Deus.
O que eu mais apreciava em meu esposo era seu amor pela natureza, espe­cialmente pelas flores. Desde nossos primeiros anos juntos, ele não deixava de me presentear com flores. Aniversário, Dia das Mães, Dia dos Namorados... Às vezes, era apenas um pequeno ramalhete. Outras vezes, eram flores mais sofisticadas, como orquídeas.
Os anos correram céleres, e chegou o tempo quando as forças se vão, e o corpo já não responde aos desejos da mente. E as flores? Não as ganharia mais?
Elas continuaram a chegar, pois uma de minhas irmãs servia de cúmplice, e as flores chegavam na data certa. A última flor que ganhei de meu esposo tinha sido uma linda orquídea; aliás, eram duas plantas em um vaso só.
Depois, veio o agravamento da doença e a morte. As flores também morreram. Transplantei a planta para um novo vaso. A plantinha resistiu, apesar de, às vezes, quase morrer de sede ou afogada, pois realmente faltou trato. Meu abatimento se refletia em todos os meus atos. Pensei que nunca mais teria flores como as enviadas por meu esposo. Mas estava enganada. Deus estava preparando uma surpresa para mim.
Minha irmã chamou minha atenção para a orquídea que parecia ter estado adormecida. Sem que eu percebesse, surgiram botões por trás dela e se abriram em duas lindas e grandes flores. Eram de um amarelo brilhante com nuança de um vermelho vivo. Fiquei emocionada!
Aquelas flores eram um testemunho visível de um Deus que Se importa com Seus filhos, sejam quais forem suas necessidades: físicas, sentimentais ou espirituais. Elas me deram esperança de que "depois que o meu corpo estiver destruído [...], verei a Deus. Eu O verei com os meus próprios olhos; eu mesmo, e não outro" Verei o Rei no esplendor de Sua glória, juntamente com os santos ressuscitados. Juntos cantaremos o cântico de vitória.
Mal posso esperar o dia em que andaremos pelas ruas da Cidade Santa, onde flores e pessoas jamais morrerão.
Abigail R. Liedhe

Demoras Providenciais
Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor. Salmo 27:14
Eu estava deixando Londres para trás, após uma reunião com mulheres de muitos países europeus, e meu coração transbordava com as bênçãos que havíamos recebido e com a visão que havíamos compartilhado. Ao chegar ao aeroporto, um anúncio me chamou a atenção: o Voo 923, para Washington, DC, estava atrasado por causa do nevoeiro. Imediatamente pensei: Quantas horas terei que esperar antes de poder ir para casa? Por que os atrasos? Por que agora? Ninguém gosta de ver um anúncio de atraso quando está sonhando em chegar à sua casa.
Contudo, como viajante que já passou por muitos voos cancelados, pos­tergados, adiados e remarcados, passei a confiar em que Deus sempre dirige meus passos. Chego a ter o interesse de saber quem Deus colocará ao meu lado no portão de embarque, no avião ou em algum restaurante de aeroporto, devido a um atraso inesperado.
Lemos que José esperou na prisão por dois anos inteiros - e isso depois que o copeiro foi libertado. Não se menciona quanto tempo ele esteve encarcerado antes disso. Deus usou os longos anos de espera na prisão para ensinar a José paciência e dependência. Deus colocou José numa sala de espera e o deixou ali até que ele aprendesse algumas lições muito valiosas. Deus ensinou José a esperar no Senhor e a confiar nEle a despeito das demoras. As demoras de Deus não são, necessariamente, negativas Suas.
Você já esteve numa dessas salas de espera na vida? Estou falando de um tempo em que parecia que o Senhor havia Se esquecido do seu endereço, um tempo em que você se perguntou se suas orações estariam sendo atendidas. Nada acontecia conforme o planejado, e parecia que Deus não Se interessava por você ou por sua necessidade. Demoras providenciais nunca são fáceis, mas têm o desígnio de ajustar o foco de nossa fé e aumentar nossa dependência de Deus.
Esse é o tempo de chegar a conhecer o caráter de Deus, de crescer em con­fiança - por meio de Sua Palavra e pelo tempo que passamos com Ele. Você não precisa esperar até chegar à sala de espera.
Algumas de nós nos encontramos na sala de espera de Deus. As portas não são feitas de ferro, mas estão trancadas. Como reagimos? Permita-me um lem­brete - permita-me animá-la: não imagine, por um momento sequer, que Deus a abandonou. Deixe que Ele faça Seu trabalho. Abra Sua Palavra. Busque Sua face. Conte-Lhe o que está no coração. Jogue-se em Seus braços e confie nEle como nunca antes. Reflita cada dia sobre Seu caráter. Recapitule Suas promessas e observe o que Ele está fazendo. Coloque-se novamente à disposição dEle.
Raquel Queiroz da Costa Arrais

O Sorriso de Deus - Meditação da Mulher
CPB - 2015

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