O Sorriso de Deus - Meditação da Mulher

Cristo Guia o Meu Viver
O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito. João 3:8
Há momentos em nossa vida em que as coisas acontecem e não sabemos o porquê. Nossos caminhos se cruzam e, entre as milhares de pessoas que encontramos, poucas se tornam amigas.
O ano era 1986. Um convite, um desafio, uma afronta? Não. O início de um relacionamento com altos e baixos, porém duradouro. Pessoas que faziam parte de um mundo onde a palavra utopia era bastante corriqueira. O mundo dos equilibristas, um mundo de poesias e canções, onde costumavam dizer que dois mais dois são cinco. Que realidade era essa? Que pessoas eram essas? Nenhum revoltado ou drogado. Nenhum bagunceiro ou arteiro. Pessoas como você e eu buscando se encontrar e admirar a beleza de um mundo que lhes apresentava uma realidade, talvez, diferente da sonhada. Jovens buscando acertar na vida.
Todos tinham uma vida boa e moravam com suas famílias. Aos fins de semana, saíam para se divertir: tocavam, cantavam e representavam. Estavam sempre juntos, brincando, sorrindo, chorando. Sentimentos esses que acompanham a cada um deles até hoje. Um dia, todos eles se ocuparam com um assunto, que para algumas de suas famílias, e até mesmo para alguns deles, era algo com­pletamente alheio à realidade: "Bíblia, a Palavra de Deus." Livro precioso que a muitos transforma. Não diferente do que acontece hoje, vimos, naquele ano, muitos deles sentirem a necessidade de ser transformados.
Em meio à confusão do início do que parecia uma "simples" aula de biologia, uma pergunta soou como uma expressão que acompanhou muitos anos de minha vida. Pensei: Lá vem esse crente com essa história de estudar a Bíblia!
Um querido professor fez o convite para os alunos irem ao laboratório da faculdade, no horário do almoço, a fim de estudar a Bíblia. Uma das alunas, que nunca havia imaginado estar naquele lugar e naquela hora estudando a Bíblia com um crente, compareceu ao encontro com o intuito de desmascará-lo. Ela queria mostrar, por A mais B, que tudo aquilo que estava na Bíblia não passava de histórias escritas por homens que viveram em um tempo muito longe da atual realidade.
Não o professor, mas sim aquele livro, derrubou todos os argumentos pré-elaborados. E não só isso; transformou corações. Há quem diga que essa transformação foi dolorosa; algo que fez muitos sofrerem. Entretanto, não há transformação sem sofrimento.
Esta é a minha história. Foi assim que experimentei a verdade simples de que Cristo é quem guia o meu viver. E até hoje sou feliz com essa descoberta!
Karen Simons Cândido

Desapontados, mas não Desanimados
Por causa da esperança que está reservada a vocês nos Céus, a respeito da qual ouviram por meio da palavra da verdade. Colossenses 1:5
Este texto foi relatado pela autora do livro Vida e Ensinos, (p. 54-56). Depois de muita investigação bíblica, pensava-se que 22 de outubro de 1844 era a data profetizada para a volta de Jesus. Milhares de pessoas acabaram desapontadas. Muitos desistiram e viraram as costas para Deus. No entanto, os que permaneceram fiéis foram sustentados e fortalecidos. Que esta leitura a ajude a reafirmar seu compromisso com Deus e com a verdade.
Ficamos desapontados, mas não desanimados. Resolvemos refrear-nos da murmuração naquela severa prova pela qual o Senhor nos estava purificando das escórias e refinando-nos como o ouro no fogo; resolvemos submeter-nos pacientemente ao processo de purificação que Deus julgava necessário para nós, e aguardar com paciente esperança que o Salvador remisse Seus filhos provados e fiéis.
Estávamos firmes na crença de que a pregação do tempo definido era de Deus. Foi isso que levou os homens a examinar a Bíblia diligentemente, descobrindo ver­dades que antes não haviam percebido. [...] O mundo olhava para a nossa esperança como uma ilusão, e nosso desapontamento como o seu consequente malogro; entretanto, ainda que estivéssemos errados quanto ao que deveria ocorrer naquele período, não havia em realidade falta de cumprimento na visão que parecia tardar.
Aqueles que tinham esperado a vinda do Senhor não estavam sem consola­ção. Haviam obtido valioso conhecimento da pesquisa da Palavra. O plano da salvação estava mais claro em sua compreensão. Cada dia descobriam novas belezas nas páginas sagradas, e uma maravilhosa harmonia através delas todas, um texto explicando outro e não havendo nenhuma palavra empregada em vão.
Nosso desapontamento não foi tão grande como o dos discípulos. Quando o Filho do homem cavalgava triunfantemente para Jerusalém, esperavam que Ele fosse coroado Rei. [...] Não obstante, dentro de poucos dias, esses mesmos discípulos viram seu amado Mestre, que acreditavam iria reinar no trono de Davi, estendido na torturante cruz, por sobre os fariseus zombadores e sarcásticos. Suas elevadas esperanças foram frustradas, e as trevas da morte os cercaram. Todavia, Cristo estava sendo fiel às Suas promessas. Doce foi a consolação que proporcionou a Seu povo, e rica a recompensa dos verdadeiros e fiéis. O Sr. Miller e os que com ele se achavam supuseram que a purificação do santuário, de que fala Daniel 8:14, significava a purificação da Terra pelo fogo antes de se tornar a habitação dos santos. Isso deveria ocorrer por ocasião do segundo advento de Cristo; portanto, esperávamos aquele acontecimento no fim dos 2.300 dias-anos. Depois de nosso desapontamento, porém, as Escrituras foram cuidadosamente pesquisadas, com oração e fervor; e após um período de indecisão derramou-se luz em nossas trevas; a dúvida e a incerteza foram varridas.
Ellen G. White

Proteção Divina
Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza. Salmo 46:1
Estava visitando uma prima em Cuiabá, com meu esposo e meus filhos pe­quenos, de 6 e 4 anos de idade.
Fazia parte da família que estávamos visitando um grande cachorro, que costumava ficar preso no quintal quando a família recebia visitas.
Estávamos conversando muito animados e conhecendo a casa, até que minha prima resolveu nos mostrar o quintal. As crianças foram as primeiras a correr para fora.
De repente, todos ficamos horrorizados ao contemplar uma cena terrível. Minha filha, de apenas 4 anos, começou a se aproximar do cachorro, que era bem maior que ela. Em seguida, vimos o animal se soltando da corrente e indo exatamente na direção da menina.
Em fração de segundos, pedi a Deus proteção e corri em direção a eles. Segurei na coleira do cachorro e mandei minha filha sair de perto. Em seguida, minha prima e outras pessoas vieram ao meu socorro.
Foi um susto tão grande que levou algum tempo para nos recompormos, mas sentimos que Deus estava ali cuidando de cada um de nós, e em especial da nossa pequena Camila, que nada sofreu.
Quando vemos como Deus Se preocupa em cuidar das crianças, sentimos que elas são especiais para Ele. Precisamos colocá-las em Suas mãos cada dia, para que o Pai celestial, com Seus braços de amor, faça um muro de proteção em volta dos pequeninos.
Muitos anos se passaram desde esse incidente. E, hoje, ao recordar os momen­tos em que nossos filhos eram tão dependentes de nós, a saudade vem. No entan­to, é muito bom saber que a vida deles segue e que estão firmes ao lado de Deus.
A maior recompensa que temos é saber que a educação espiritual dada aos nossos filhos por nós ainda é real na vida deles depois de adultos. Que bom saber que pudemos contar com Deus ao longo desse processo, e ainda podemos contar com Ele ao longo de nossa vida!
Rosecler Linhares de Queiroz

Seja Fiel
Seja fiel até a morte, e Eu lhe darei a coroa da vida. Apocalipse 2:10
Quando me casei, logo nos primeiros meses, não pude morar com meu marido. Só o via nos fins de semana. Estava presa ao meu trabalho, e ele ao dele, que ficava em outra cidade. Então, comecei a pedir a Deus que me ajudasse a conseguir um novo emprego na cidade em que ele estava, mas que eu pudesse honrá-Lo na guarda do sábado.
Na área de saúde, trabalhamos em sistema de plantão e, às vezes, ele caía no sábado. Sempre pedi a Deus que guiasse meus passos para ser exemplo a outros. Depois de alguns meses tentando, consegui fazer testes em um hos­pital e fui chamada para começar a trabalhar. Os três meses de experiência começaram bem, pois os plantões caíam durante a semana. Contudo, meu plantão seguinte, exatamente o terceiro, seria no sábado.
Na sexta-feira, fui conversar com minha chefe. Na noite anterior, tinha pedido a Deus que Ele Se tornasse real para mim. Que as histórias que lia na Bíblia sobre cuidado e proteção divinas também acontecessem comigo em um ambiente onde não havia adventistas nem pessoas que acreditavam que eu conseguiria.
Ao conversar com ela, a reação foi a pior possível. Minha chefe não acreditava que existiam pessoas que trocariam um emprego, mudariam toda uma rotina de trabalho, por causa de religião. Percebi que ela não me concederia uma chance de trocar de plantão, pois eu só estava começando. Então, olhei bem em seus olhos e, com o coração repleto de fé, disse: "Obrigada pela oportunidade, mas acredito no compromisso com meu Deus."
Ela ficou me olhando por alguns segundos e, quando me posicionei para sair, disse: "Olha, todos temos folga. Você só teria direito à folga depois dos três meses de experiência, que é a norma do hospital. A sua folga será neste sábado, e nos próximos que virão você troca seu plantão. Vamos ver no que isso vai dar. Acho que você não vai conseguir!"
Aquela mulher e todos os outros viram a mão de Deus sobre mim. Trabalho há alguns anos nesse mesmo hospital e todos me conhecem como a "menina do sábado". Deus é fiel!
Elâne Elizabete Maria de Souza Gomes

Amaram Mais a Glória dos Homens
Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nEle, mas, por causa dos fariseus, não O confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus. João 12:42, 43, ARA
Uma das habilidades que mais admiro em uma pessoa é a arte de fazer boas escolhas. Desde pequenos, somos estimulados a escolher. Fico admirada com o número de escolhas que fazemos durante um dia. A cor da roupa, o que comer, etc. A adolescência e a juventude são as fases em que importantes escolhas são feitas. Decisões sobre a carreira profissional, sobre a pessoa com quem vamos viver para o resto da vida... Entretanto, uma escolha transcende as demais: a quem vamos adorar.
Quando eu era pequena, pensava que idolatria era apenas carregar um santo em dias religiosos. Contudo, hoje percebo que essa palavra tem uma abrangên­cia maior. Cada dia percebo que idolatria tem que ver com as escolhas. E que coisas abstratas podem ser o alvo de maior veneração do que uma imagem esculpida em pedra. Nós, mulheres, precisamos refletir muito sobre o assunto. Principalmente quando idolatria envolve a vaidade.
Certa vez, meu marido, que era pastor de uma grande igreja, resolveu falar sobre o assunto da modéstia cristã. Era uma situação delicada, pois várias irmãs usavam objetos que não condiziam com a orientação bíblica. Ele baseou seu sermão em textos do Antigo e do Novo Testamento e nos escritos proféticos.
O pensamento divino ficou claro. No entanto, no meio do sermão, uma das irmãs mais influentes da igreja e que usava uma joia que ficava à vista de todos, levantou-se e saiu. Muitos perceberam, pois ela estava sentada bem à frente. Meu marido ficou triste e preocupado. Não era a intenção dele discriminar, mas o assunto era necessário, pois já estava trazendo escândalo para a comunidade adventista de outras igrejas vizinhas. Então, para sua alegria, cerca de alguns minutos depois, ela voltou sem o tal objeto e continuou assistindo ao sermão.
Não é fácil fazer escolhas corretas. No entanto, elas podem definir a vida ou a morte. É mais fácil omitir, ou até mesmo negar algo. Nem sempre, porém, essas decisões são as corretas. Muitas vezes precisamos escolher caminhos que nos colocam contra a maioria. Escolher andar por estradas que nem sempre são bem "pavimentadas" Toda­via, precisamos fazer escolhas corretas. Muitas pessoas não escolheram ficar ao lado de Jesus, quando Ele viveu na Terra, para não perder suas vantagens ou sua posição.
Muitas de nós podemos quebrar o primeiro mandamento da lei de Deus pelo simples fato de optar por permanecer na zona de conforto, em vez de acatar os conselhos divinos. Pense bem antes de tomar uma decisão. Antes de qualquer coisa, lembre-se de que seguir a Jesus é sempre a melhor escolha. Escolher a glória de Deus é melhor do que escolher a glória dos homens.
Rosinha Dias Oliveira

Anjos da Guarda
O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra. Salmo 34:7, ARA
Era um dia bonito e tranquilo na rotina do nosso lar. Estávamos em casa eu, meu marido Davi, e meu filho Lucas, de apenas quatro meses de idade. Como era de costume, o coloquei no trocador e então me virei rapidamente para pegar sua roupa. Exatamente no instante em que me afastei, ele se jogou para trás e caiu de uma altura de um metro.
A cena me chocou. Meu bebê tão frágil e sensível caiu, batendo o rosto no chão duro e frio. Fiquei paralisada. As pernas tremiam e fui tomada por deses­pero e aflição. Enquanto ele chorava desesperadamente, chamei meu esposo e juntos pegamos nosso filho nos braços. Nossa reação no momento foi de nos ajoelharmos e orar a Deus, clamando por socorro, pedindo que nos amparasse e que protegesse o Lucas, acalmando-o e livrando-o de males maiores.
Ainda em oração, de forma surpreendente, ele se acalmou e cessou o choro. Nós o levamos ao hospital, onde foram feitos todos os exames solicitados. O bebê precisou ficar em observação por 24 horas. Para nossa surpresa, a única sequela do acidente foi uma manchinha em sua testa, que permaneceu por poucos dias.
Louvamos e agradecemos a Deus por ter enviado Seu anjo protetor para amparar nosso bebê e suavizar a queda.
Que privilégio ser chamados filhos de Deus e ter a plena convicção de que o anjo do Senhor está sempre ao nosso lado para nos proteger e amparar nos momentos em que mais precisamos. Quantas vezes você acha que os anjos já a livraram de males e perigos ou impediram que algo desastroso acontecesse?
Algumas vezes, percebemos o livramento, mas, em muitos outros momentos, nem percebemos a atuação dos anjos. No entanto, podemos ter a certeza de que o Senhor sabe o momento certo para enviar os anjos da guarda para nos livrar.
Almejo o dia em que poderemos ver e conversar face a face com nosso anjo da guarda, e será emocionante ouvir de seus lábios as mais lindas histórias de cuidado por nós.
Quão grata me sinto ao ver que Deus cumpre Suas promessas por meio desses maravilhosos seres celestiais.
Alessandra Alves Reinert

Anjos Cavaleiros
O Senhor o guiará constantemente; satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Isaías 58:11
Havia uma história que, enquanto eu crescia, Opa ("avô", na língua alemã) nos contava com frequência, a princípio, quando estávamos desanimados e, à medida que ficávamos mais velhos, quando nossa fé era testada.
Opa, Orna ("avó") Hann e suas três meninas, Irene (minha mãe), Elsie e Hilda, moravam na Alemanha durante a época em que Hitler estava no poder. A família já havia perdido entes queridos; assim, quando veio a notícia de que os soldados de Hitler cercariam os judeus em sua cidade, Opa soube que era tempo de levar a família para longe, bem longe. Embora não fossem judeus, eram cristãos guardadores do sábado, e seriam incluídos no cerco iminente, se permanecessem. Então, Opa reuniu a família, incluindo seus irmãos e respectivas famílias, para discutir como deveriam escapar. Concluíram que os trens não mais eram seguros, já que haviam tomado conhecimento de histórias de pessoas que tinham usado esse recurso e acabaram em campos de concentração ou, pior ainda, em câmaras de gás. Após muita discussão, decidiram que o melhor meio de transporte seriam carroças puxadas por cavalos.
Tarde, certa noite, as crianças foram colocadas nas carroças. Depois, as mulhe­res trouxeram os suprimentos necessários para uma longa viagem e embarcaram. Foi uma noite longa e fria e, ao aproximar-se o romper da manhã, tiveram que viajar por um desfiladeiro estreito, com altas montanhas de cada lado. Era uma região perigosa, notória por ataques de bandidos. Pouco antes de chegar a esse temível desfiladeiro, Opa fez com que parassem as carroças e pediu que todos os que estivessem acordados se ajoelhassem com ele para orar a Deus pedindo proteção. Depois de se levantarem, um dos homens disse, solenemente: "Estamos sendo seguidos." Todos olharam para trás e viram vários soldados cavalgando na direção deles, montados em régios cavalos brancos. Os primeiros dois soldados se aproximaram mas, em vez de parar, passaram adiante deles, sem dizer uma palavra, e acenaram para que as carroças os seguissem. Todos fizeram o que lhes fora ordenado. Outros soldados vinham atrás.
Ainda estava muito escuro, e todos sentiam sobre si os olhos de alguém por trás das rochas e arbustos. Entretanto, com a guarda de soldados à frente e atrás, nenhum dos bandidos ousou abordá-los. Quando a família se virou para agradecer seus acompanhantes, os viram se afastando e, um momento depois, os soldados e cavalos desapareceram. Naquele momento a família entendeu que tinha viajado com anjos!
Toda vez que sou tentada a duvidar de que Deus está no controle, simplesmente relembro a maravilhosa história do vovô sobre os anjos cavaleiros.
Ruth Vasconcellos Stavenhagen

Transmitindo Luz
Assim brilhe a luz de vocês diante, dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos Céus. Mateus 5:16
Era época de matrículas, no fim de ano. Fizemos uma forte campanha publicitária, praticamente de casa em casa, uma vez que a cidade em que estávamos trabalhando era pequena. Possuía aproximadamente 65 mil habitantes. Participávamos ativamente de eventos da cidade como desfiles cívicos, campeonatos esportivos, campanhas contra a violência e cantatas, a fim de mostrar à população o real propósito da educação cristã adventista. Havia ainda muito preconceito em relação ao caráter confessional de nossa escola. Cada princípio de nossa filosofia devia ser explicado com muito tato e clareza para evitar mal-entendidos e comentários pejorativos. Por outro lado, os aspectos acadêmico e cultural eram bem explorados para atrair a atenção dos pais que prezavam pela educação de qualidade.
Diante do desafio de crescimento e sustentabilidade, orávamos a cada culto matutino, junto aos professores e ao pequeno corpo de funcionários, pedindo a Deus que abrisse os olhos da comunidade para que pudessem enxergar o real valor de nosso diferencial religioso. Era necessário que o caráter cristão fosse encarado como um aspecto poderoso; não como um entrave ao bom desenvol­vimento dos alunos.
No fim daquela manhã, um senhor entrou na recepção e pediu informações sobre os valores das mensalidades e dos livros. Já estávamos esperando o cos­tumeiro pedido de descontos e parcelamentos. Entretanto, ele simplesmente afirmou com segurança: "Por favor, podem reservar vaga para dois novos alunos. Meus filhos estudarão aqui no próximo ano."
Percebendo o olhar surpreso da secretária, ele explicou que, conversando com um amigo sobre sua preocupação em escolher uma boa escola para a formação de seus filhos, o mesmo lhe sugeriu que visitasse as quatro escolas particulares da cidade no horário da saída e observasse a fisionomia e postura dos alunos. Ele aceitou o conselho e disse ter ficado encantado com a simpli­cidade e pureza percebida ao observar a saída de nossos alunos. Completou sua explicação considerando que não lhe importava se o material didático que utilizávamos era famoso ou não, ou a grandeza de nossas instalações recém-reformadas. O importante para ele era o ambiente cristão em que seus filhos estariam inseridos.
Ao terminar aquela matrícula, oramos agradecendo a Deus pela certeza de que, de alguma forma, Ele permitiu que Sua luz resplandecesse naquele local por meio dos alunos e professores daquela escola que sempre foi dEle.
Ingrid Carvalho

Profecia Cumprida
Antes de formá-lo no ventre Eu o escolhi; antes de você nascer, Eu o separei. Jeremias 1:5
Depois de um namoro de mais de seis anos, finalmente havia chegado o dia do nosso casamento. Era um domingo ensolarado e, como toda noiva, eu estava vivendo o dia mais importante de minha vida. Depois da cerimônia, a festa para receber os amigos e, em seguida, nossa viagem de lua de mel para a Europa. Parecia que eu estava vivendo um sonho.
Voltamos da viagem para morar em nossa casa recém-construída e curtir a vida a dois. Pelo menos era assim que tínhamos planejado. Entretanto, já no primeiro mês de casada, comecei a sentir enjoos, mal-estar... E você já pode imaginar o que tinha acontecido: eu estava grávida! Essa novidade nos apanhou completamente de surpresa. Ainda nem tínhamos colocado todas as coisas no lugar e teríamos que pensar nos preparativos para receber um bebê.
É natural para a mulher sentir-se mãe assim que sabe da gravidez, mas eu estava tendo um pouco de dificuldade para lidar com a situação. Ainda estava tentando me acostumar com o papel de esposa... e agora seria mãe!
Desde nosso tempo de adolescentes, meu marido e eu tínhamos amizade com outro casal. Éramos bem próximos, pois havíamos cantado no mesmo conjunto e participado de muitas atividades juntos na igreja. Eles já estavam casados havia quatro anos. Quando souberam da novidade, foram nos fazer uma visita. Percebendo minha inquietação, minha amiga disse: "Elaine, não fique triste nem se preocupe. Também vou engravidar e nossos filhos ainda brincarão juntos." Sorri diante da "profecia" dela.
Interessante é que exatamente quatro meses depois, ela ficou grávida. Meu primeiro filho foi um menino, o Gustavo, que nasceu no dia 29 de outubro de 1998. O filho dela, o Gabriel, nasceu no dia 4 de fevereiro do ano seguinte. Por­tanto, os meninos têm poucos meses de diferença na idade. Eles sempre foram amigos, desde bebês. Atualmente, tocam juntos num grupo chamado Living for Jesus e são muito unidos, como se fossem irmãos. Ambos são dedicados na igreja e têm decidido, a cada dia, viver realmente por Jesus.
Nossas famílias continuam muito amigas, especialmente porque, depois de cinco anos do nascimento dos primeiros filhos, nasceram minha filha Maharani e o filho dela, Matheus, que completam nossa vida.
Nunca pensei que as palavras de minha amiga seriam proféticas. Contudo, brincadeira à parte, fico muito feliz porque Deus realizou os planos dEle em minha vida e enviou meus filhos no tempo em que Ele sabia ser o melhor, e ainda provi­denciou bons amigos para que eles crescessem juntos nos caminhos do Senhor.
Elaine Barrinovo Silva

As Tempestades da Alma
Coragem! Sou Eu. Não tenham medo! Mateus 14:27
Os discípulos entraram no mar ao cair da tarde. Ainda era dia quando che­garam no meio do mar. De repente, o vento começou a soprar e o barco foi açoitado pelas ondas. Eles passaram horas amargas e de grande desespero, procurando remar contra a maré. Remaram do cair da tarde até a quarta vigília da noite, e ainda estavam no meio do mar, no centro do problema; no lugar mais fundo, mais perigoso, sem avançar nada. Então, quando humanamente não tinham mais o que fazer, Jesus surge no horizonte e acalma a tempestade.
Você já viveu momentos de grandes problemas e teve a sensação de que seu esforço era inútil? Remou, correu, lutou, mas parecia que os proble­mas eram maiores do que suas forças? Nessas horas, nos sentimos esmagadas pelas dificuldades, não é? Entretanto, quando tudo parece perdido, quando chega a madrugada da nossa história, quando a noite se torna mais escura, quando sentimos nossas forças se esvaírem, Jesus aparece para colocar fim à nossa crise. Ele sempre vem ao nosso encontro, mesmo que seja na quarta vigília da noite.
No entanto, é importante perceber no relato bíblico que a primeira palavra de Jesus não foi para repreender a fúria do mar. O primeiro ato de Jesus não foi operar um milagre na natureza. A imediata intervenção de Jesus foi na vida dos Seus discípulos. Ele acalmou primeiro a tempestade do coração dos discípulos, pois a agitação no coração deles era maior do que a tempestade do mar. Ele disse: "Coragem! Sou Eu. Não tenham medo!" (Mateus 14:27).
Hoje, Jesus deseja acalmar as tempestades da nossa vida. No entanto, não adianta Ele resolver as circunstâncias externas se não há paz no coração. Não adianta Ele acalmar o mar se dentro de nós há um vulcão em erupção. Não adianta Ele paci­ficar o exterior se há conflitos no interior. A tempestade da alma é mais violenta que a tempestade das circunstâncias.
Jesus quer aquietar a sua alma. Ele quer restaurar seu ânimo, quer tratar suas feridas, quer cuidar do seu coração. Permita que Ele faça isso, que cuide de você; então, experimente a verdadeira paz!
Maria B. Quadrado


Meditação da Mulher
O Sorriso de Deus - CPB 2015



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