9 de outubro de 2015

O Sorriso de Deus - Meditação da Mulher

Inapta
Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Coríntios 15:57
Não era a primeira vez que eu era reprovada em alguma coisa, embora sempre tenha me esforçado para fazer tudo com dedicação. Entretanto, dessa vez, me senti muito frustrada. Meu teste para tirar a habilitação havia sido tenso, e eu já esperava pelo resultado negativo. Embora durante as aulas tudo tivesse parecido tranquilo, de alguma forma não consegui provar aos meus examinadores que era seguro ter-me como motorista por aí.
Quando entrei na internet para conferir o resultado, lá estava a expressão "INAPTA" Como me senti mal ao ler aquilo! Não tenho permissão para dirigir, sou inapta, incapaz (ainda). A tal palavra me perseguiu o dia todo. Mesmo tentando me distrair com outras coisas, ouvia ressoar, lá dentro: inapta, inapta, inapta...
Finalmente, me rendi ao desânimo e comecei a pensar em quantas outras coisas sou inapta: Não sei costurar, cantar, tocar piano, cozinhar, como gostaria de... e a lista foi aumentando. Então, um pensamento me fez parar: Sou inapta quanto à minha salvação também!
Essa ideia, ao invés de me apavorar, me confortou! Apesar de tudo o que eu faço, de quantos livros leio, ou de quantas vezes por semana vou à igreja, meu cadastro de entrada para o Céu continua esboçando a mesma palavra: INAPTA. Toda a teoria que sei sobre salvação, todo o esforço prático para demonstrar minha capacidade, e, quem sabe até meu suposto merecimento, não mudam minha condição de inaptidão para o Céu.
E é aí, graças a Deus!, que entra Jesus. De alguma forma, Ele não lê as palavras escritas a meu respeito. Ele não leva em conta os rótulos que foram fixados ou as provas concretas de minha incapacidade. Ele cobre com Seu sangue as pri­meiras letras da palavra, e, diante do Pai, Ele me torna APTA para a salvação. Que bênção é, para mim, depender de Seu amor, não da minha capacidade!
Obrigada, Senhor, por me tornar apta, pelo Seu sangue, àquilo que nunca conseguiria por meus méritos. Obrigada por não levar em conta minhas habilidades - ou a falta delas - para me conceder a permissão para a maior de todas as conquistas: o Céu.
Sabrina Rostirolla Souza

Alcançando o Alvo
Como flechas nas, mãos do guerreiro são os filhos nascidos na juventude. Salmo 127:4
Durante muitos anos, o arco e a flecha foram uma arma de guerra importante. Antigamente, povos que manejavam bem esses instrumentos possuíam grandes vantagens militares. No entanto, com o passar dos anos, o desenvolvi­mento de novas técnicas bélicas fez com que essa atividade ficasse mais restrita à diversão e à prática esportiva. O objetivo principal é fazer com que a flecha, dirigida de forma precisa, alcance o alvo.
No Salmo 127, ao falar da devida relação entre pais e filhos na educação, Salomão compara as crianças a flechas nas mãos dos pais, os "arqueiros" Essa bela metáfora quer enfatizar como os filhos devem ser guiados para que o "alvo" seja alcançado. A analogia também mostra o proveito que uma educação eficaz traz para a família, da mesma maneira como, nos tempos antigos, o adequado manejo das flechas resultava em benefícios.
No entanto, circunstâncias adversas e, sobretudo, a falta de habilidade são empecilhos para que a flecha não encontre o alvo. E na educação, que cuidados os "flecheiros" precisam ter para que o "alvo" seja alcançado?
É necessária a consciência de que a natureza humana é caída, sendo essa também a realidade das crianças. Com isso em mente, os pais terão uma visão adequada da infância e, com amor, disciplinarão seus filhos, moldando o cará-ter deles de acordo com Jesus, nosso modelo. Nesse sentido, é essencial que as famílias usem a Bíblia como manual prioritário em sua prática educativa.
O bom flecheiro sabe o que está fazendo e executa todos os movimentos para alcançar seu objetivo. Da mesma forma, a educação precisa ser intencional. Os pais precisam planejar suas ações e agir com base nos parâmetros estabelecidos. Os comandos precisam ser pensados previamente e calculados de forma que possam ser exequíveis e apropriados para a faixa etária da criança.
Coerência também é fundamental. As crianças estão sempre atentas à conduta dos adultos e conseguem perceber quando esta não é condizente com o que foi falado. Segundo Ellen White, "Salomão não disse: 'Dize ao menino o caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele'. Mas: 'Instrui ao menino no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele"' (Orientação da Criança, p. 38, itálicos acrescentados). Esse texto diferen­cia os conceitos "dizer" e "instruir" O primeiro restringe-se a palavras vazias; o segundo envolve ensino e prática. A educação só se torna efetiva com coerência.
As "pequenas flechas" nas mãos de "hábeis flecheiros" orientados pelo Espírito Santo, poderão alcançar o "alvo" maior: a vida eterna. Nesse processo, país e filhos serão felizes, e a família estará protegida e edificada.
Ariane Damasceno Modolo de Oliveira

Livramento Sobre a Ponte

Quando você atravessar as águas, Eu estarei com você; quando você atravessar os rios, eles não o encobrirão. Quando você andar através do fogo, não se queimará. Isaías 43:2
Trabalhar no Norte do Brasil foi a mais inusitada experiência da minha vida. Meu marido e eu éramos recém-casados quando recebemos o chamado para trabalharmos na Transamazônica. Eu, muito nova, esposa de pastor, longe da família... Tudo era muito novo. Era uma aventura viajar por estradas de barro e pedras, interditadas, com pontes carcomidas pelo tempo.
Um dia, quando viajávamos de uma cidade para outra, o pneu do carro deslizou para um buraco bem no meio da ponte, que era de madeira. Fiquei apreensiva, pois o carro estava interditando a passagem. Carro algum podia passar por ali, até que o nosso fosse retirado.
Parece meio cômico, mas, naquele momento, enquanto meu esposo me orientava para eu retirar o carro do perigo, começou a sair fumaça do capo. Fiquei desesperada. Então, saí do carro e me afastei da ponte. Enquanto meu esposo tentava detectar o problema, comecei a clamar ao Senhor por ajuda. Naquele momento, meu coração disparou diante do medo de estar num lugar tão deserto, sem ninguém para nos ajudar, em cima de uma ponte velha. Senti uma dependência tão grande de Deus como nunca antes eu havia sentido. Comecei a chorar e entreguei o único bem material que tínhamos, o nosso carrinho, e a nossa vida nas mãos do Senhor.
É interessante que, naquele espaço de tempo, aproximadamente uma hora, nenhum carro passou por ali. Então, de repente, como que uma mão levantou nosso carro. Sentimos o livramento de Deus nos tirando daquele lugar perigoso e pudemos continuar nosso trabalho. Que lição de dependência de Deus!
Passamos alguns anos trabalhando naquela região, para nossa alegria e aper­feiçoamento da nossa vida espiritual. Sou muito grata a Deus pelas experiências vividas na Transamazônica, uma geografia complicada, urna região de difícil acesso, mas um lugar propício para um encontro pessoal com Deus.
Que, neste dia, você entregue sua vida inteiramente nas mãos do Senhor e saiba que Ele cuidará de você. Sinta-se completamente dependente dEle e o melhor será feito em sua vida. Não importa a situação que enfrente, a mão de Deus estará sobre você.
Valdira Vital de Souza Soares

Mimo de Deus
Senhor, Tu estabeleces a paz para nós; tudo o que alcançamos, fizeste-o para nós. Isaías 26:12
Meu marido recebera um chamado para servir a Deus na Casa Publicadora Brasileira. Como obreiros sujeitos a muitas mudanças, tínhamos sido ante­riormente forçados a vender os armários a fim de poder ocupar um apartamento provido desse recurso em todos os cômodos. Foi com dor no coração que tivemos que vendê-los, pois eles eram de madeira maciça e imaginávamos que ficariam conosco até a volta de Jesus.
Diante do novo chamado, o problema: nossa nova moradia teria armários para os quartos? Oramos a Deus pedindo que nos ajudasse, pois no momento não dispúnhamos de recursos para comprá-los.
Ao chegar à nova cidade e começar a busca por uma casa, nenhuma possuía armários e, segundo alguns amigos, isso não fazia parte da cultura local. Conti­nuamos orando e pedindo que o Senhor nos ajudasse a contornar o problema.
Ao chegar a uma imobiliária, fomos informados pelo corretor de que ele dispunha de um imóvel dentro das especificações apresentadas. No horário marcado, lá estávamos nós, ansiosos, expectantes, na certeza de que algo bom nos aguardava.
O corretor abriu o portão da garagem que ficava nos fundos da casa e nos pediu desculpas, pois não estava com a chave da porta principal. Ao entrar na garagem, percebi que havia um pequeno armário embutido e orei baixinho: Senhor, obrigada, mas não Te pedi um armário na garagem.
Ao entrar na cozinha, havia armários também, e uma boa despensa com prateleiras suficientes para guardar o que precisasse.
Obrigada, Senhor!, eu orava baixinho, mas ainda não havia visto os quartos que, para minha alegria, também tinham armários em toda a parede.
No entanto, a maior surpresa ainda estava no cómodo que seria o nosso quarto, pois, além dos grandes armários, ao abrir a janela-balcão, divisei do outro lado do muro uma grande acácia florida, com bonitos cachos de flores amarelas. Lágrimas de gratidão rolaram pelo meu rosto enquanto expressava minha oração mais uma vez por esse mimo especial:
Obrigada, Senhor, porque além dos armários em toda a casa, Tu ainda plantaste uma acácia, minha árvore favorita, como demonstração do Teu eterno amor por mim.
Como deixar de amar esse Deus que nos conhece tão bem e que nos dá evidên­cias de Sua bondade, suprindo a necessidade de uma filha nos pequeninos detalhes?
Louvo ao Senhor porque Ele é bom e a Sua misericórdia dura para sempre.
Odiléia Lindquist

Apenas um Toque
Porque pensava: "Se eu tão somente tocar em Seu manto, ficarei curada." Marcos 5:28
A mulher enferma do texto acima entendeu que precisaria apenas tocar nas vestes de Jesus para ser curada. Ela acreditou nos milagres que Jesus estava realizando por onde passava. Contudo, havia uma multidão impedindo-a de vê-Lo e de chegar até Ele. Se tivesse uma oportunidade de tocá-Lo, sua vida poderia ser completamente restaurada.
A descrição feita no Evangelho de Marcos mostra uma mulher doente por 12 anos, com uma hemorragia grave. Ela já tinha perdido tudo o que possuía, ao buscar a cura por meio dos médicos conhecidos na época. No entanto, sua situação só piorava.
Buscar a cura por meio de um toque, e ainda apenas nas vestes de Jesus, era uma opção totalmente nova para ela. Entretanto, essa mulher acreditou que Jesus tinha o poder necessário para transmitir a cura que ela tanto almejava.
Apesar da dificuldade de movimentação e do sofrimento que, para ela, havia se tornado natural, a mulher conseguiu estender a mão e tocar nas vestes de Jesus. A multidão não foi capaz de impedir que ela agisse como estava pensando.
Jesus não deixou que seu gesto passasse despercebido. E, com Seu infinito amor, Ele olhou para a mulher, que já estava curada. Lançou, então, a pergunta: "Quem me tocou?" Ela sabia que Ele estava Se referindo ao seu toque. Mesmo trémula, ela prostrou-se diante dEle e relatou todo seu sofrimento. Dos amorosos lábios, ela ouviu a suave voz: "Filha, a sua fé a curou! Vá em paz e fique livre do seu sofrimento" (Marcos 5:34).
O toque da fé! Li em um artigo de um filósofo francês que os primeiros passos que o filho dá em direção aos pais são uma demonstração de confiança e amor por aqueles que sempre estiveram presentes. E é mesmo muito importante que os filhos saibam que estaremos sempre disponíveis, aconteça o que acontecer. Assim, a confiança é fortalecida. É nossa responsabilidade transmitir às crianças esse mesmo sentimento por Jesus.
Meu esposo e eu somos aprendizes na educação das nossas filhas. Sempre procuramos entendê-las e buscamos diariamente sabedoria divina para atender às necessidades delas, pois ainda estão em formação. Queremos contribuir para que elas entendam e adquiram a noção de que devem buscar a Cristo e tocá-Lo com fé. Não queremos estar na posição da "multidão" impedindo que nossas filhas cheguem até Jesus. Desejamos que nossas crenças, valores e amor sejam um indício forte de como é possível viver pela fé, confiando no único Salvador que cura e restaura.
Somos apoiados pelo sábio conselho de Ellen White: "Persisti em semear a semente para o tempo e a eternidade. Todo o Céu está observando os esforços do pai cristão" (O Lar Adventista, p. 316). Que essa seja sua experiência também!
Nerysângela Tavares Silva Bezerra

O Mistério do Dinheiro
Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei. Isaías 65:24
Eu já havia ouvido muitas histórias impressionantes sobre a resposta de Deus às orações. Hoje, porém, minha memória se voltou para um fato que aconteceu há mais de 18 anos, e que me fez entender que, muitas vezes, você pode ser o ins­trumento que Deus usará para responder à oração de alguém, mesmo sem saber.
Parecia um dia normal de trabalho. Como secretária da gerência de Redação, tinha muitas atividades para realizar naquele dia. Entre outras coisas, sobre a minha mesa estavam as correspondências que meu chefe tinha deixado. Ele já havia res­pondido às várias cartas que tinham chegado e eu só precisaria, nesse caso, passar cola e fechar os envelopes antes de despachá-las. Nenhuma novidade nisso. E eu não me dei conta de que um milagre estava acontecendo por meio de um gesto tão simples, do qual eu e meu chefe só tivemos conhecimento alguns dias depois.
Muito comovida, uma senhora escreveu para ele agradecendo o dinheiro que tinha sido enviado junto com a resposta de uma carta que ela escrevera dias antes. Estava tão impressionada porque, apesar de estar passando por problemas financeiros, ela não tinha mencionado isso na carta em nenhum momento, e ele tivera a sensibilidade de lhe enviar duas notas de 10 reais.
Quando leu a carta, meu chefe não entendeu nada. Afinal, ele não se lembrava de ter mandado dinheiro algum dentro da carta. Entretanto, quando ele men­cionou o fato para mim, lembrei-me do que havia acontecido naquele dia, e as coisas começaram a fazer sentido. Enquanto os envelopes estavam sobre a minha mesa para eu fechá-los, uma das funcionárias da CPB me entregou exatamente 20 reais, para quitar uma dívida de algo que ela tinha comprado de minha irmã. Eu peguei o dinheiro e imaginei que tinha guardado em alguma gaveta. No entanto, no fim do dia, procurei por todos os lugares e não encontrei o dinheiro em lugar algum. Sem alternativa, paguei do próprio bolso a importância para minha irmã. Afinal, eu tinha ficado responsável por ele. Não tinha entendido, até aquele dia, o mistério do sumiço do dinheiro.
Até hoje, não sei como o dinheiro foi parar dentro de um daqueles envelopes. Contudo, o fato é que ele foi parar no envelope certo e ajudou alguém que estava em necessidade. Deus estava atento e cuidou para que a oração que ainda esta­va no coração daquela senhora fosse atendida. Meu chefe e eu ficamos felizes porque, sem saber, fomos usados para ajudar de alguma forma.
A propósito, a senhora mencionou na carta de agradecimento que o dinheiro foi muito abençoado e até rendeu, pois ela comprou o remédio que a mãe dela precisava e ainda ajudou um vizinho com o que sobrou. Fico imaginando quantos outros mistérios serão revelados quando estivermos no Céu!
Adréa Cordeiro

Se Meu Povo...
Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar e orar, buscar a Minha face [...], dos Céus o ouvirei. 2 Crônicas 7:14
Christian Führer, um jovem alemão, pastor em Leipzig, começou a abrir as portas de sua igreja cada segunda-feira à tarde para oração. Isso aconteceu em 1982. Essas sessões de oração foram crescendo e aumentou muito o número de intercessores na igreja Nikolai.
Um movimento nacional pela liberdade nasceu ali, tendo como berço a oração. Em meio às muitas crises, esse grupo permaneceu unido em oração.
Dezenas de milhares de pessoas nos bairros, vilas e cidades do leste da Ale­manha se juntaram aos intercessores de Leipzig. Numa segunda-feira à noite, no mês de outubro de 1989, cerca de um milhão de pessoas estavam orando pela liberdade. E ela foi alcançada. Finalmente, aconteceu a queda do muro de Berlim no dia 9 de novembro daquele ano. Foram sete anos em oração pela liberdade.
Vinte anos após a queda do muro de Berlim, comentando sobre a grande ne­cessidade de intercessão diligente, o pastor Christian declarou: "Percebemos que se parássemos de orar não haveria esperança para uma mudança na Alemanha."
Um ex-oficial do governo comunista, que havia trabalhado com a Stasi (polí­cia secreta do leste da Alemanha), declarou: "Estávamos prontos para qualquer coisa, menos para velas e orações."
No passado, a jovem rainha Ester mobilizou seu povo para que também orasse pela liberdade. Juntos, clamaram pela intervenção divina, e o Senhor respondeu.
A experiência do pastor Christian e dos milhares de pessoas que clamaram a Deus pela liberdade de uma nação prova o poder maravilhoso da oração também em nossos dias.
E você? Por quem tem intercedido? Pelo que tem clamado? Por algum fami­liar, por amigos, por alguma situação específica? Tem feito uso dessa poderosa ferramenta para abençoar pessoas?
Apesar de estarmos ocupadas demais, cansadas demais, o Senhor tem uma promessa para a nação e para o povo que O buscam. As promessas dEle são verdadeiras, e Ele prometeu nos ouvir.
Você tem a oportunidade, hoje, de apresentar diante do Senhor seu clamor pessoal e também de orar pelo clamor daqueles que confiam em você como intercessora de poder.
Wiliane Steiner Marroni

Quando Não Sabemos o que Fazer
Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para Ti. 2 Crônicas 20:12
Era o final do ano de 1998. A empresa em que meu esposo trabalhava havia entrado em falência. Foi um ano difícil. Morávamos em um bom apartamento em um bairro nobre de Salvador, BA, com nossos filhos pequenos que, na época, tinham dois e três anos de idade. Estávamos aflitos! O que fazer? Para onde ir?
Meu esposo acalentava o desejo de fazer Teologia. Fez o vestibular no IAENE e teve sucesso. Passou na prova! Entretanto, Teologia não é como qualquer outro curso. Para estudar para ser um pastor é preciso sentir o chamado de Deus.
Não tínhamos como pagar o curso e nos manter, caso fôssemos para o IAENE. De qualquer forma, fomos até lá procurar uma casa para morar. Contudo, nossa procura foi em vão. Todas as casas já haviam sido alugadas. Voltamos tristes para Salvador; porém, confiantes no Senhor.
Após três dias, já estávamos desanimados. Não sabíamos ainda o que fazer. Oramos e entregamos o problema ao Senhor. O interfone tocou. Era o porteiro dizendo que havia uma imobiliária interessada em alugar nosso apartamento. No outro dia, o corretor trouxe um cliente que, após olhar o nosso apartamento, foi embora sem dar uma resposta.
Era quinta-feira, e precisávamos saber qual era a vontade de Deus. Orei ao Senhor e pedi uma prova da vontade dEle quanto a meu esposo fazer Teologia. A prova era que, se até o domingo, conseguíssemos alugar nosso apartamento e também encontrar uma casa disponível no IAENE, teríamos a certeza de que o Senhor estava chamando meu esposo para o ministério.
No domingo pela manhã, recebi a ligação da imobiliária. O corretor me pediu desculpas por estar ligando no domingo, mas disse que precisava fechar o negócio conosco já na segunda, pois o cliente havia gostado do apartamento e precisava se mudar logo.
À tardinha, uma senhora chamada Ana Lúcia nos ligou e perguntou se quería­mos morar de aluguel na casa da mãe dela. A casa não estava para alugar, mas ela sentiu vontade de alugar para nós. Aceitei sem nem ter visto a casa. Liguei para o corretor e dei a resposta positiva para o aluguel do apartamento. Era o pôr do sol de domingo e Deus nos mostrou Sua vontade. Chorei e agradeci ao Senhor pelo Seu chamado e por Sua providência.
Alugamos nosso apartamento e pude inclusive pagar minha faculdade com esse recurso. Fiz o curso de Fisioterapia no IAENE.
Deus nos susteve e nada nos faltou naqueles quatro anos. Ele é fiel e responde às nossas orações. Ele nos mostra Sua vontade se O buscarmos de todo o coração.
Adriane Magalhães Lula Santana

Um Sapato de Cada Cor
Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Isaías 55:2
Recordando algumas fases da minha infância, lembro-me de que, sendo de uma família humilde e sem muitos recursos, meus pais trabalhavam muito e ganhavam pouco, apenas o suficiente para sustentar, com coisas básicas, uma família com sete filhos. Havia muitas pessoas generosas que nos davam muitas coisas, como brinquedos, roupas, livros para os nossos estudos e material escolar. Contudo, nunca ganhávamos sapatos!
Eu tinha uma irmã mais velha, e sempre que os calçados dela ficavam aper­tados, minha mãe os passava para mim e comprava calçados novos para ela.
Eu questionava e ouvia sempre os mesmos argumentos: "Filha, os sapatos dela estão em boas condições de uso e servem perfeitamente para você." Aquilo me incomodava e eu dizia: "Quando eu crescer, quero trabalhar, ganhar dinheiro e vou comprar um sapato de cada cor!"
O tempo passou, eu cresci e comecei minha vida profissional, sem nunca me esquecer do meu sonho de infância. E confesso que até hoje as lojas de sapato me fascinam!
Entretanto, por que me preocupar com coisas simples e insignificantes, se, quando caminho com Deus, Ele pode preservar não só os meus sapatos, mas os meus próprios pés e a minha vida? Enquanto o povo de Israel caminhava pelo deserto, durante os 40 anos, seus sapatos e roupas foram preservados; eles não se desgastaram.
Aos poucos, fui percebendo que muito mais importante do que ter um sapa­to de cada cor é ter pés perfeitos, que me levam para o trabalho, para a igreja, para visitar as pessoas as quais amo e para espalhar a semente da mensagem de salvação. Esses pés que me permitem andar, que seguem humildes e nobres sem nunca reclamar, que sustentam o peso do meu corpo, sem reclamar que o fardo é pesado demais.
E isso me leva a pensar nos aleijados, deformados ou amputados, que em uma cadeira de rodas ou apoiados em uma muleta ou bengala, aguardam o grande dia da volta de Jesus, quando poderão saltar e correr com os próprios pés, perfeitos, em direção ao Criador e Redentor.
Peço a Deus diariamente: Senhor, dá-me um coração agradecido. Ajuda-me a enxergar as coisas que tenho e valorizá-las. Que dos meus lábios saiam sempre palavras de gratidão e louvor, pois o Senhor tem me dado muito mais do que realmente preciso!
Neide Lino Macedo Wutzow

Só Mais um Pouco...
O choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria. Salmo 30:5
A cada dia que percorremos a estrada da vida, nos surpreendemos. Quan­do pensamos que tudo está bem, eis que uma tempestade se aproxima sorrateiramente. Cada uma de modo diferente e com suas características. Às vezes, ela vem em forma de trovoadas e relâmpagos, que nos causam pavor e medo. Outras vezes, ela vem tão devagarzinho que até aparenta não ser nada grave... Contudo, as consequências são desastrosas. Algumas vêm com forte vento, outras com chuva torrencial. Umas passam logo, outras demoram. O certo é que as tempestades sempre nos amedrontam, assim como as decepções da vida que enfrentamos diariamente, em diferentes situações.
Da mesma maneira que as tempestades vêm, elas se vão. Assustam, mas não vêm para ficar, são passageiras. Assim são os problemas e as decepções que a vida nos reserva. Não precisamos ficar assustadas, enclausuradas. Assim como vêm, eles se vão...
Enquanto estivermos do lado de cá da eternidade, teremos que conviver com essa dura realidade. O sofrimento, as lágrimas, as decepções vêm de forma diferente para cada um. No entanto, o conforto da Palavra de Deus é o mesmo para todos. "O choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria."
Assim como as tempestades vêm e se vão, o sofrimento também vem e se vai, deixando atrás de si apenas alguma cicatriz que o tempo se encarregará de abrandar.
Ao olhar para trás, você verá que nos momentos de dor, o Céu esteve mais perto de você. Certamente, foi nos momentos de angústia que você agarrou as mãos de Jesus com mais força, implorando por ajuda, pois essa era sua única esperança.
Foram as lágrimas que você deixou rolar no colo de Jesus que fizeram você se sentir mais forte para continuar a caminhada rumo ao Céu. Foram os ge­midos de dor, que ninguém ouviu, que fizeram você confiar mais no Amigo Eterno. A certeza de que Ele está sempre perto de você deve fazê-la sentir-se como filha única e especial.
Se estiver passando por alguma tempestade neste momento, apegue-se mais firmemente às promessas de Jesus. Em breve, tudo passará e logo a alegria virá.
Como diz o conhecido hino do quarteto Arautos do Rei, "é só um pouco mais"!
Edit Fonseca

O Sorriso de Deus Meditação da mulher 2015
CPB 

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