Para Não Esquecer - Meditação Diária

Batismo da Educação Adventista - 1
Eis que estou à porta e loato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Apocalipse 3:20
Em dezembro de 1890, conforme vimos ontem, Cristo foi até William Warren Prescott e bateu à porta de seu coração. O jovem educador abriu-a e nunca mais foi o mesmo. Nem Uriah Smith. Um dos resultados da conversão de Prescott foi um ministério junto a Smith, levando-o à confissão pública e à reconciliação entre ele e Ellen White.
É assim que a mensagem de Cristo transforma vidas e as remodela. No caso de Prescott, esse remodelamento não só afetou vidas individuais, como também teve um poderoso impacto sobre a educação adventista.
Além de diretor do Battle Creek College, Prescott era também presidente da Associação Educacional da Igreja Adventista do Sétimo Dia e logo seria o líder tanto do Union College quanto do Walla Walla College. Por ser o presidente da associação e diretor de três instituições de ensino ao mesmo tempo, o articulado Prescott se encontrava na posição apropriada para fazer mudanças radicais na educação adventista.
Ele iniciou a transformação na educação adventista em uma convenção educacional em Harbor Springs no norte de Michigan, em julho e agosto de 1891.
Até aquele momento, a educação adventista lutava com sua missão e identida­de. Embora a igreja a tenha fundado para que fosse distintamente cristã e preparasse pastores e missionários, desde seus primórdios, no Battle Creek College em 1874, a instituição se mantivera refém dos clássicos pagãos e do estudo do latim e do grego antigos. Houve a tentativa de algumas reformas, mas ainda faltava muito.
Isso começou a mudar com a conversão de Prescott. A verdade da história de Prescott é que Deus usa as pessoas para mudar Sua igreja, mas o Senhor só trabalha por intermédio daqueles que estão dispostos a ser usados por Ele.
É aí que você e eu entramos. Deus deseja tomar nossa vida e nos moldar de tal maneira que possa nos usar para tocar e afetar outros indivíduos e a igreja como um todo.
Sei que alguns devem estar dizendo que não têm influência nenhuma. Mas isso não é verdade. Cada um de nós influencia outras pessoas todos os dias. É por meio de pequenas atitudes que a bola de neve da mudança acaba por se formar.

Batismo da Educação Adventista - 2
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Apocalipse 3:22
O Espirito Santo tinha muito a dizer à igreja e a seu programa educacional nos anos 1890. Além de Ellen White, Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner estarem levando a mensagem de Cristo e Sua justiça às igrejas e reuniões campais, a Associação Geral havia criado o instituto anual para ministros, no qual os pastores adventistas se reuniam ao longo de várias semanas a cada ano a fim de estudar a Bíblia e o plano da salvação.
Prescott, cheio de energia, decidiu fazer o mesmo com os educadores da denominação no verão de 1891 em Harbor Springs. William C. White descreveu as reuniões como um reavivamento espiritual, destacando a ênfase em testemunhos pessoais espontâneos. Ele relatou que cada dia começava com uma mensagem de Jones sobre o livro de Romanos. Ellen White também falou sobre assuntos como a necessi­dade de um relacionamento pessoal com Cristo, de um reavivamento espiritual entre os educadores que participavam da convenção e a centralidade da mensagem cristã para a educação.
Prescott afirmou que, em 1893, a Assembleia da Associação Geral marcou o ponto de virada na educação adventista: "Embora o propósito geral até aquela época [fosse] ter um elemento religioso em nossas escolas, desde aquele instituto de verão, como nunca antes, nossa obra prática [em vez de teórica] tem se sustentado sobre essa base, o que se demonstra nas disciplinas de estudo e nos planos de ensino de uma forma que não ocorria antes."
Antes das reuniões em Harbor Springs, o ensino da Bíblia ocupava um lugar de menor destaque dentro da educação adventista. Entretanto, a convenção adotou a recomendação de quatro anos de estudo da Bíblia para os alunos dos colégios adventistas. De maneira específica, os delegados decidiram que "a Bíblia toda deve ser estudada como o evangelho de Cristo do princípio ao fim". Também recomendaram o ensino de história da perspectiva da cosmovisão bíblica.
Existe uma lição valiosa ao pensarmos nas mudanças ocorridas na educação adventista em Harbor Springs: quando realmente entendemos a centralidade de Cristo em nossa vida, ela afeta tudo que fazemos como indivíduos e como denominação. No que se refere à educação, precisamos pensar que, se nossa salvação depende de Cristo, o melhor que temos a fazer é conhecê-Lo ainda mais.

O Experimento em Avondale -1
Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a Mim. João 6:45
O primeiro passo para a transformação das escolas adventistas ocorreu no instituto educacional, no verão de 1891 em Harbor Springs. O passo seguinte começou quando Ellen White e o filho, William C. White, embarcaram para a Austrália em novembro de 1891. Eles permaneceram no país até 1900 e tiveram a oportunidade de trabalhar em uma reforma com alguns dos líderes adventistas que se mostraram mais receptivos às suas sugestões.
Uma das iniciativas mais importantes dos adventistas australianos nos anos 1890 foi a fundação da Avondale School for Christian Workers [Escola Avondale para Obreiros Cristãos], hoje conhecida como Avondale College. A Austrália tinha a vantagem de estar fora do alcance da liderança adventista extremista dos Estados Unidos, na época. Além disso, era um campo missionário novo para os adventistas do sétimo dia. Por isso, a denominação nascente não tinha tradições consolidadas contra as quais lutar. Como resultado, essa instituição se tornou o piloto para diversas inovações durante a década de 1890, que teriam sido mais difíceis de experimentar dentro dos Estados Unidos.
A igreja criou um novo tipo de escola adventista em Avondale. No fim do século, Ellen White estava tão impressionada que chamava Avondale de "lição prática", "escola-modelo", "instituição modelar" e "padrão" (LS, p. 374; CPPE, p. 349). Em 1900, afirmou categoricamente: "A escola em Avondale deve ser um padrão para as outras instituições que serão estabelecidas entre nosso povo" (Man. 92, 1900).
Milton Hook, o historiador de Avondale, concluiu que dois objetivos principais norteavam a escola. O primeiro era a conversão e o desenvolvimento do caráter dos alunos. "Educação superior", conforme a definição de Avondale, era a que preparava indivíduos para a vida eterna.
O segundo objetivo era a capacitação dos jovens para o serviço cristão tanto na comunidade local quanto nas missões mundiais. As duas metas refletem um nítido afastamento da orientação estritamente acadêmica de Battle Creek College e das escolas sob sua influência.
Por que valorizamos a educação adventista? A única resposta importante é que ela faz a diferença na vida de nossos filhos. Seu propósito primário é lhes apresentar Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Quando isso acontece, ela tem um valor que transcende qualquer soma monetária.

O Experimento em Avondale - 2
Todos os teus filhos serão ensinados do Senhor; e será grande a paz de teus filhos. Isaías 54:13
Conforme observamos ontem, Ellen White passou grande parte da década de 1890 trabalhando de perto no desenvolvimento da escola em Avondale, Austrália, para que fosse um modelo cujos princípios a igreja pudesse aplicar a outras instituições.
No início de 1894, ela escreveu: "Nossa mente tem estado muito preocupada, de dia e de noite, com referência a nossas escolas. Como elas devem ser dirigidas? E qual deve ser a educação e o preparo dos jovens? Onde deve localizar-se a nossa Escola Bíblica Australiana? Acordei esta manhã à uma hora da madrugada com um pesado fardo em minha alma. O assunto da educação tem-me sido apresenta­do em diversos sentidos, em aspectos variados, por meio de muitas ilustrações e com especificações diretas, ora acerca de um ponto, ora de outro. Creio realmente que temos muito que aprender. Somos ignorantes a respeito de muitas coisas" relacionadas à educação (FEC, p. 310).
A Sra. White estava pensando seriamente sobre a futura instituição austra­liana porque via nela a possibilidade de desenvolver uma escola fora da esfera da influência do Battle Creek College. Em seu principal testemunho sobre o assunto, abriu caminho para a reflexão sobre um novo tipo de escola adventista. Seria uma escola bíblica que enfatizaria atividades missionárias e o lado espiritual da vida. Além disso, seria prática, ensinaria os jovens a trabalhar e teria localização rural.
Após vinte anos de tentativas e erros, Ellen White estava mais convencida do que nunca de que esse era o tipo de educação do qual a igreja precisava. Com base em sua compreensão crescente dos próprios testemunhos das duas décadas anteriores, já havia afirmado explicitamente que a Bíblia deveria ser o centro e que as escolas adventistas não deveriam seguir os falsos rumos da instrução clássica. Ela escreveu: "Passou, porém, muito tempo para que compreendêssemos as mudanças que deveriam ser feitas" a fim de estabelecer uma educação de "diferente ordem" (T6, p. 126). No entanto, o processo de entender e colocar em prática tal entendimento se desenvolveria rapidamente entre 1894 e 1899.
Conforme observamos vez após vez ao longo dos últimos meses, Deus guia Seu povo passo a passo. Ele não dá toda a compreensão de uma só vez. O Senhor nos dirige ao passo seguinte na hora certa. Foi assim no campo da educação. Na década de 1890, o adventismo estava pronto para uma revolução educacional.

O Experimento em Avondale - 3
Todos Me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. Hebreus 8:11
Parte da experiência da aliança sobre a qual Hebreus 8 reflete é educacional. Um elemento central na nova aliança é o conhecimento de Deus e de Sua vontade. Com isso em mente, não é acidental que a revolução pós-Mineápolis, a qual deu iní­cio à transformação no pensamento adventista sobre o papel de Cristo.e da igreja, também tenha moldado poderosamente a filosofia educacional da denominação.
Foi à luz do experimento em Avondale que Ellen White escreveu: "Produções humanas têm sido usadas como mais essenciais" na educação adventista até então "e a Palavra de Deus tem sido estudada simplesmente para dar colorido a outros estudos" (FEC, p, 395).
Esse modelo, afirmou ela, deveria chegar ao fim. "Não se deve introduzir a Bíblia em nossas escolas para ser intercalada no meio da incredulidade. A Bíblia deve tornar-se o fundamento e o assunto da educação. [...] Ela deve ser usada como a Palavra do Deus vivo e considerada como o primeiro e o último e o melhor em todas as coisas. Então se verá verdadeiro crescimento espiritual. Os alunos desen­volverão salutar caráter religioso, porque comem a carne e bebem o sangue do Filho de Deus. A não ser, porém, que seja cuidada e promovida, a saúde da alma decairá. Mantende-vos no conduto de luz. Estudai a Bíblia" (FEC, p. 474).
Além disso, "a mais elevada educação é o conhecimento experimental do plano da salvação, adquirido por meio de sincero e diligente estudo das Escrituras. Essa educação renovará o entendimento e transformará o caráter, restaurando a ima­gem de Deus na alma. Fortalecerá a mente contra [...] [o] adversário, e nos habili­tará a compreender a voz de Deus. Ensinará o discípulo a tornar-se um coobreiro de Jesus Cristo. [...] Ela é a singeleza da verdadeira piedade - nosso certificado da escola preparatória da Terra para a escola superior do alto.
"Não há mais elevada educação a adquirir do que a que foi ministrada aos pri­meiros discípulos, e que nos é revelada mediante a Palavra de Deus. Obter a mais alta educação é seguir implicitamente essa palavra; isso significa andar nas pega­das de Cristo e exercer Suas virtudes. Importa renunciar ao egoísmo e consagrar a vida ao serviço de Deus" (CPPE, p. 11).
Essa é a base da educação revolucionária para uma vida cristã.

O Experimento em Avondale - 4
Vocês mesmos já foram ensinados por Deus a se amarem uns aos outros, 1 Tessalonicenses 4:9, NVI
O reavivamento espiritual na igreja e em seus ensinos havia levado a um cha­mado, nos anos 1890, para uma reforma semelhante na educação adventista. As escolas da denominação deveriam ser mais especificamente cristãs e adventistas do que haviam sido até então.
Os numerosos testemunhos de Ellen White sobre educação nos anos que ela passou na Austrália continuaram a prover direcionamento para a instituição em Avondale. Além disso, por morar perto do campus durante os anos de formação da escola, pôde participar do desenvolvimento de maneira única para sua experiência. Para completar, William W. Prescott, que havia reunido e editado os manuscritos de Christian Education [Educação Cristã], 1893, e Special Testimonies on Education [Testemunhos Especiais sobre Educação], 1897, passou vários meses no campus na metade da década de 1890. Durante esse período, ele e Ellen White tiveram longas conversas sobre a educação cristã. Ambos se beneficiaram por poderem compre­ender mais plenamente os desdobramentos dos testemunhos e como seria possí­vel colocar seus princípios em prática. Ela escreveu para o filho Edson que Prescott instigara sua mente e seus pensamentos como seu marido fizera no passado. Os diálogos que tiveram a ajudaram a esclarecer suas ideias e a falar mais do que antes. "Conseguimos enxergar as coisas com uma luz mais clara" (Man. 62, 1896).
O experimento em Avondale ajudou a transformar a Bíblia, a espiritualidade dos alunos, a missão e o serviço aos outros nos pontos focais da educação adven­tista. Além disso, também incentivou que as escolas fossem rurais sempre que pos­sível. Por isso, em vez dos poucos hectares de terra na cidade que haviam bastado para o Battle Creek College, a nova instituição ficaria em uma propriedade de 60 hectares em Brettville. O tamanho e a localização rural não só permitiam que os alunos ficassem distantes dos problemas das cidades e mais próximos à natureza, como também davam bastante espaço para o ensino de habilidades práticas do mundo do trabalho. A educação adventista nunca mais seria a mesma após a fun­dação de Avondale. A denominação passaria a contar com um vasto material de ideias educacionais a partir dos escritos de Ellen White e também com um mode­lo real no qual poderia se espelhar em outras partes do mundo.
Dada a importância da educação para a igreja, precisamos nos interessar mais pelos jovens e pelas escolas denominacionais. Além de auxiliá-los com nossos recursos, também devemos ajudá-los a se tornarem aquilo que podem e devem ser.

As Escolas Adventistas de Ensino Fundamental -1
Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Deuteronômio 6:6, 7, NVI
Um dos acontecimentos mais empolgantes na educação adventista nos anos 1890 foi o movimento em prol das escolas de ensino fundamental. Até a metade da década, os adventistas haviam basicamente negligenciado essa modalidade, a não ser nos locais em que havia uma faculdade ou escola de ensino médio. Tal indiferença mudaria até o fim da década. Desde então, os adventistas têm apoiado um forte sistema de escolas de nível fundamental.
A Associação Geral havia proposto, em 1887 e 1888, o início de uma rede de escolas de ensino fundamental, mas nada saíra das resoluções.
Contudo, em 1897, Ellen White desafiou a igreja com um novo apelo por escolas para essa faixa etária. A situação australiana a alertara quanto ao assunto. Afirmou: "Em alguns países os pais são obrigados por lei a mandar os filhos à escola. Nesses países, nas localidades onde há igreja, devem-se estabelecer escolas, mesmo que não haja mais de seis crianças para frequentá-las. Trabalhemos como se o fizéssemos para salvar a própria vida, para salvar os filhos de serem afogados nas influências contaminadoras e corruptoras do mundo.
"Achamo-nos demasiado aquém de nosso dever [...]. Em muitos lugares, as esco­las já deveriam estar funcionando há anos" (T6, p. 199).
Também escreveu: "Onde quer que haja alguns observadores do sábado, os pais se devem unir para providenciar um lugar para uma escola em que suas crianças e jovens possam ser instruídos. Empreguem um professor cristão que, como con­sagrado missionário, eduque as crianças de tal maneira que as induza a se torna­rem missionárias. Empreguem-se professores capazes de ministrar uma educação completa em todos os ramos comuns da vida, tornando a Bíblia o fundamento e a vida de todo o estudo" (ibid, p. 198).
Tais palavras foram um de seus conselhos mais importantes. Nos anos seguin­tes, as igrejas adventistas de todo o mundo criariam escolas, mesmo se tivessem apenas poucas crianças para frequentá-las. A salvação e o futuro delas se trans­formaram em um ponto central, à medida que a igreja começou a levar a sério sua responsabilidade de preparar as crianças para o reino de Deus.
Com base nessa perspectiva, a educação é uma forma de evangelismo. Não ousemos perder de vista esse ideal!

As Escolas Adventistas de Ensino Fundamental - 2
Eu o escolhi para que ele mande que os seus filhos e os seus descendentes obedeçam aos Meus ensinamentos e façam o que é correio e justo. Gênesis 18:19, NTLH
A educação para a fé tem uma longa história na tradição judaico-cristã. Aliás, Deus escolheu e separou Abraão, o pai da fé, por sua disposição em educar sua família nos caminhos e ensinos do Senhor.
Entretanto, essa antiga ordem bíblica demorou a chegar ao adventismo do séti­mo dia. A denominação demoraria mais de 50 anos, desde o grande desaponta­mento de 1844, para começar a desenvolver um sistema de ensino fundamental.
Conforme vimos ontem, o estímulo veio da intimação de Ellen White, na dis­tante Austrália, para que as igrejas locais organizassem escolas mesmo se na con­gregação não houvesse mais do que seis crianças para frequentá-la.
Nos Estados Unidos, pessoas como Edward Alexander Sutherland e Percy T. Magan, os líderes da renovação que levariam o Battle Creek College para o campo em 1901, consideraram com seriedade a admoestação. Anos depois, Sutherland recordou, com um toque de exagero: "Magan, Miss DeGraw e eu pegávamos um professor no fim de cada semana, saíamos e fundávamos três escolas antes da segunda de manhã."
Exageros à parte, as estatísticas do ensino fundamental adventista cresceram extraordinariamente desde a segunda metade dos anos 1890. Observe a curva: em 1880, a denominação tinha uma escola de educação básica com um professor e 15 alunos; em 1885, contava com 3 escolas, 5 professores e 125 alunos; em 1890, eram 7 escolas, 15 professores e 350 alunos; em 1895, já havia 18 escolas, 35 profes­sores e 895 alunos; em 1900, o total era de 220 escolas, 250 professores e 5 mil alu­nos. E o crescimento não parou por aí! Em 1910, os números haviam saltado para 594 escolas, 758 professores e 13.357 alunos. Em 2012, o total era de 5.714 escolas, cerca de 40 mil professores e 1.147.830 alunos.
O movimento em prol do ensino fundamental também estimulou a expansão da educação secundária e superior dentro da igreja. Acima de tudo, o movimento divulgou a crença de que todo jovem adventista deveria ter uma educação cristã.
Senhor, muito obrigado pelo sistema educacional adventista. Ajuda-me a fazer minha parte para apoiar cada jovem de minha congregação a ter uma educação que o preparará para a eternidade.

Explosão Educacional
E, desde menino, você conhece as Escrituras Sagradas, as quais lhe podem dar a sabedoria que leva à salvação, por meio da fé em Cristo Jesus. 2 Timóteo3:15, NTLH
Podemos chamar os anos 1890 de década da educação adventista. Começando com o reavivamento em Mineápolis em 1888, passando pelo início da reforma na Convenção de Harbor Springs em 1891, até chegar ao experimento em Avondale e ao movimento em prol da educação básica, os anos 1890 moldariam a educação adventista por toda a sua existência nesta Terra.
E ainda nem mencionamos a explosão missionária dos anos 1890, que levou o adventismo e seu sistema educacional quase que literalmente para todos os extremos do globo. Nem exploramos o impacto do modelo de Avondale sobre as escolas adventistas em outras partes do mundo.
Um pequeno aspecto dessa influência foi a transformação da educação adventista nos níveis secundário e superior em um sistema amplamente rural. Por exemplo, E. A. Sutherland e P. T. Magan transferiram o Battle Creek College de seu campus limitado para os "ermos" de Berrien Spring, Michigan, onde se transformou em Emmanuel Missionary College [Faculdade Missionária Emmanuel] em 1901. Num movimento semelhante, os diretores de Healsburg College transferiram a instituição, no início do século 20, para o pico do monte Howell, onde passou a se chamar Pacific Union College. Além de isoladas dos problemas das cidades, foram construídas dentro de extensas propriedades, com muitos hectares. Nós, alunos do Pacific Union College no inicio dos anos 1960, brincávamos que a escola estava localizada a 15 quilômetros do pecado mais próximo,
Esse modelo tornou-se referência para a educação adventista ao redor do mundo. As reverberações de Avondale nunca cessaram. E tiveram alguns desdobramentos inte­ressantes. Com o crescimento da população, a expansão das cidades e o aumento dos valores imobiliários, as escolas adventistas do sétimo dia costumam se encontrar hoje em propriedades valiosíssimas que nunca conseguiriam comprar nos preços atuais.
Deus dirigiu Seu povo de uma forma única e especial. Quando relembramos os vários aspectos do progresso adventista ao redor do mundo, temos apenas uma coisa a fazer: louvar o nome do Senhor pela orientação que Ele nos concedeu em nossa história passada. Agora precisamos orar para que tenhamos convicção e coragem a fim de seguir Sua direção na história presente.
Pai, ajuda-nos a responder à Tua orientação assim como os reformadores de eras passadas.

Um Reviravolta na Educação
Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos. Marcos 9:35
"Nossas ideias acerca da educação têm sido demasiadamente acanhadas. Há a necessidade de um objetivo mais amplo e mais elevado. A verdadeira educação significa mais do que avançar em certo curso de estudos. É muito mais do que a preparação para a vida presente. Visa o ser todo, e todo o período da existência possível ao homem. É o desenvolvimento harmônico das faculdades físicas, intelec­tuais e espirituais. Prepara o estudante para a satisfação do serviço neste mundo, e para aquela alegria mais elevada por um mais dilatado serviço no mundo vin­douro" (Ed, p. 13).
Essas são as palavras de abertura do livro Educação, uma das mais importan­tes contribuições de Ellen White para o adventismo. Não foi acidental a data de publicação do livro em 1903. Após uma década de reflexão e escrita sobre educa­ção, ela estava pronta, nos primeiros anos do novo século, para desenvolver um livro que desse orientações para um dos setores mais importantes da denomina­ção. Educação provê as diretrizes para o sistema educacional adventista em ter­mos filosóficos. E, nesse processo, enuncia os ideais de uma educação que se choca com os programas tradicionais.
Ao passo que o objetivo da educação tradicional é preparar as pessoas para uma vida de sucesso na Terra, o livro Educação, ao mesmo tempo em que reco­nhece essa importante função, afirma que tal preparo não é suficiente. Mais vital ainda é preparar os alunos para morar com Deus ao longo de toda a eternidade.
Enquanto a educação tradicional tende a se concentrar no desenvolvimen­to mental de seus alunos, a educação cristã conclama ao aperfeiçoamento do ser por inteiro.
No modelo tradicional, as pessoas são preparadas para se colocar em posição de vantagem e sair à frente no mundo, mas, no livro Educação, o serviço a Deus e aos outros é apresentado como o objetivo central da vida. Em sua última página, lemos: "Em nossa vida aqui, posto que terrestre e restrita pelo pecado, a maior alegria e mais elevada educação se encontram no serviço em favor de outrem. E no futuro estado, livres das limitações próprias da humanidade pecaminosa, será no serviço que se encontrará a nossa máxima alegria e mais elevada educação" (ibid., p. 309).
O livro Educação dá uma verdadeira reviravolta na educação tradicional. E, nesse processo, expressa uma filosofia de educação e de vida que necessitamos com­preender e praticar. Trata-se de uma filosofia que torna reais os valores dAquele que disse: "Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos."

Meditação Diária - Para Não Esquecer  George R. Knight
CPB - 2015 

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