1 de novembro de 2015

Para Não Esquecer - Meditação Diária

Explosão Missionária Protestante
E a boa notícia sobre o reino será anunciada no mundo inteiro como testemunho para toda a humanidade. Então virá o fim. Mateus 24:14, NTLH
As missões mundiais estavam no coração do cristianismo protestante durante o século 19. O movimento missionário moderno começou em 1792, quando William Carey publicou uma importante obra sobre o desafio da pregação do evangelho a todo o mundo.
Pode não parecer uma idéia revolucionária para nós, mas era em 1792. No ano seguinte, ocorreu a fundação da primeira sociedade missionária para custear mis­sões estrangeiras e o envio de Carey à índia, onde ele trabalhou durante sete anos, sem converter nenhum indiano.
Muito embora os esforços dele tenham começado devagar, estabeleceram-se sobre bases firmes. Na época de sua morte, em 1834, Carey tinha consolidado uma forte igreja cristã na índia, como também originado o movimento missioná­rio moderno que levaria o protestantismo ao mundo inteiro. A primeira grande onda de missões pelo mundo chegou ao auge na década de 1830, mas não parou aí. Em vez disso, aumentou em magnitude na última parte do século. Kenneth Scott Latourette chamou o século 19 de "o grande século" das missões protestan­tes. Sydney Ahlstrom, estudioso da história da igreja nos Estados Unidos, observou que "as duas décadas finais do século 19 testemunharam o ápice do movimento de missões estrangeiras no protestantismo norte-americano".
Um dos principais fatores de estímulo foi o movimento de estudantes voluntários em prol das missões estrangeiras, que surgiu de um apelo do evangelista Dwight L. Moody em 1886 para que os universitários dedicassem a vida ao serviço missionário. Cem deles fizeram isso no primeiro ano. Em poucos anos, vários milhares de jovens se comprometeram com o serviço das missões. O lema do movimento era "a evangelização do mundo nesta geração".
De acordo com Ernest R. Sandeen, Moody estimulou "a maior demonstração de interesse missionário já observada nos Estados Unidos". Em resultado, os protestantes norte-americanos começaram a considerar que lugares como África, China e Japão eram suas províncias espirituais.
Tal movimento não pegou os adventistas de olhos fechados. Deus abriu o caminho por meio da iniciativa protestante, e os adventistas do sétimo dia logo chegariam "a cada nação, e tribo, e língua, e povo" com as três mensagens angélicas.

Explosão Missionária Adventista - 1
Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo. Apocalipse 14:6
É preciso confessar que a Igreja Adventista do Sétimo Dia não começou com uma orientação missionária. Pelo contrário, nos primeiros anos, seus membros eram o que poderíamos chamar de um povo antimissões.
Entre 1844 e 1850, apegando-se à teologia da porta fechada, não sentiam a necessidade de pregar àqueles que não haviam participado do movimento milerita dos anos 1840.
"Que mente fechada!", você pode dizer. É verdade, mas foi uma etapa essencial para o desenvolvimento do adventismo. Esse período da missão adventista (1844-1850) foi dedicado essencialmente à elaboração de uma plataforma doutrinária. Em outras palavras, primeiro veio uma mensagem distintiva e só depois ela começou a ser espalhada.
A segunda etapa da missão adventista (1850-1874) se limitou à América do Norte. Esse também foi um passo necessário na progressão das missões adventistas. Tais anos permitiram o desenvolvimento de uma base administrativa nos Estados Unidos que poderia, com o tempo, subsidiar o projeto de missões estrangeiras.
Podemos classificar a terceira etapa (1874-1889) como a missão às nações cris­tãs. Assim, os adventistas do sétimo dia enviaram o primeiro missionário oficial da denominação para a Suíça, a fim de chamar as pessoas a saírem de Babilônia. E mesmo quando foram para lugares como a Austrália e a África do Sul, os adventistas sempre começavam sua obra entre os cristãos dessas nações. Por mais limitada que tenha sido, essa etapa contribuiu para a criação de mais bases administrativas em meio às várias populações cristãs espalhadas pelo mundo. O resultado foi que tais nações se prepararam para servir de pontos de apoio para o envio de mis­sionários no início da quarta etapa da missão adventista, que começou em 1890. Podemos chamar essa etapa de missão ao mundo - não só às populações cristãs, mas a todos os povos.
Passo a passo, sem que ninguém estivesse consciente do que se passava no desenvolvimento geral das missões adventistas, Deus colocou a Igreja Adventista do Sétimo Dia em uma posição na qual poderia extrair vantagem da explosão mis­sionária protestante que ocorreu nos últimos anos do século 19.
Deus nos conduz mesmo quando não nos damos conta disso.

Explosão Missionária Adventista - 2
Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis. Apocalipse 10:11, ARC
Da perspectiva da história adventista, a década de 1890 foi uma época excelente para a explosão missionária protestante, que quase concluiria sua introdu­ção nas partes mais remotas da Terra. Conforme vimos ontem, o desenvolvimento da mentalidade missionária adventista em três etapas ajudou a denominação a aproveitar os novos impulsos que eclodiam pela comunidade cristã mais ampla.
Além disso, os adventistas publicaram seu primeiro livro sobre missões estrangeiras que poderia ser traduzido como Esboço Histórico das Missões Estrangeiras dos Adventistas do Sétimo Dia, no mesmo ano (1886) em que D. L. Moody estimulou o nascimento do movimento de estudantes voluntários.
No início de 1889, a denominação enviou Stephen N. Haskell e Percy T. Magan em um itinerário de dois anos ao redor do mundo para descobrir oportunidades, problemas e possíveis lugares para missões em várias partes da África, da índia e do Oriente. Eles fizeram um relato completo de sua viagem nas páginas do periódico Youth 's Instructor [O Instrutor da Juventude]. Foi dessa forma que a missão e o serviço missionário começaram a cativar a mente e o coração dos jovens adventistas, assim como o movimento protestante de estudantes mobilizou milhares de jovens.
Em novembro de 1889, a Assembléia da Associação Geral deu o passo histó­rico de fundar o Comitê Adventista do Sétimo Dia de Missões Estrangeiras "para administrar a obra missionária estrangeira" da denominação. No mesmo ano, foi criado o periódico HomeMissionary [Missionário Local], com o objetivo de promover os diversos aspectos do serviço missionário.
A criação do Comitê de Missões Estrangeiras foi mais do que simbólico. Ele proclamou que, enfim, os adventistas estavam prontos para levar a sério sua comissão missionária. Nunca mais os adventistas do sétimo dia seriam retrógrados em relação às missões estrangeiras. Pelo contrário, eles se tornariam conhecidos pelos esforços de alcançar o mundo inteiro com sua mensagem especial dos três anjos, espalhando não só esta, mas também suas instituições nas áreas de publicação, saúde e educação.
Senhor, apreciamos a importância da mensagem final de advertência que dás à Tua igreja. Ajuda-nos a apoiá-la com nossas orações, nossos recursos e até mesmo com a própria vida se Tu assim desejares.

Surgimento dos Colégios Missionários
Como, porém, invocarão Aquele em quem não creram? Romanos 10:14
Essa é uma boa pergunta. Nos anos 1890, tanto a comunidade cristã mais ampla quanto os adventistas do sétimo dia começaram a dar passos sem precedentes para desenvolver colégios missionários e institutos bíblicos. Tais escolas tinham o objetivo de preparar o maior número possível de obreiros para ocupar posições missionárias no país e no exterior. As novas instituições se concentravam no treinamento prático e conhecimento da Bíblia. A primeira delas surgiu em 1883, com o nome que poderia ser traduzido como Colégio Missionário de Treinamento para Missionários e Evangelistas Locais e em Terras Estrangeiras.
Os acontecimentos dentro do adventismo foram paralelos aos da esfera educacional evangélica. Logo, as missões participaram diretamente da expansão do sistema de ensino da denominação. A igreja procurava em suas instituições educacionais as pessoas preparadas para enviar ao crescente programa de expansão mundial.
Ao que tudo indica, John Harvey Kellogg íbi o primeiro adventista a fundar uma escola missionária. Ele criou o Sanatório-Escola Para Treinamento de Médicos Missionários em 1889, sucedido pelo Colégio Médico-Missionário Norte-Americano em 1895.
Enquanto isso, pontilhavam a paisagem adventista a Escola Avondale para Obreiros Cristãos, estabelecida em 1894, as escolas de treinamento fundadas por E. A. Sutherland e Percy Magan, e os colégios adventistas missionários em Washington, Berrien Springs e Loma Linda, entre outros. Todos tinham intenção de contribuir com o movimento missionário evangélico.
A expansão missionária afetou o crescimento educacional adventista de, no mínimo, duas formas. Primeiramente, aumentou muito o número de escolas e alunos nos Estados Unidos, uma vez que a maioria dos primeiros obreiros da denominação vinham de lá. Em segundo lugar, os adventistas começaram a fundar escolas em todo o mundo a fim de que a igreja pudesse capacitar as pessoas em sua terra natal. Por isso, em 1900, além de as instituições educacionais explodirem em números, o sistema se tornou internacional.
É impossível duvidar da orientação missionária das escolas adventistas nos anos 1890. Nosso desafio atual é manter o mesmo foco à frente de nossas instituições de ensino de todos os níveis. A natureza da missão mudou ao longo do último século, mas não a necessidade de contar ao mundo sobre a esperança em Cristo.

O Adventismo na Rússia - 1
E como crerão nAquele de quem nada ouviram? Romanos 10:14
Às vezes, Deus usa meios estranhos para ajudar as pessoas a ouvirem sobre Sua Palavra. Esse foi o caso da chegada do adventismo à Rússia. Assim como em tantas outras regiões do mundo, os conversos ao adventismo nos Estados Unidos que faziam parte de populações de imigrantes da Rússia foram os primeiros estimuladores dos primórdios do adventismo em seu país. Sentindo o desejo de partilhar sua fé, eles tinham o hábito de enviar folhetos doutrinários para familiares e amigos.
Foi assim que, em 1882, um vizinho de Gerhardt Perk, na Crimeia, lhe informou que tinha literaturas interessantes, mas perigosas, que lhe haviam mandado em 1879. Depois de muito insistir, o vizinho emprestou a Perk The Third Angels Message [A Mensagem do Terceiro Anjo], de John N. Andrews. Perk leu a obra em segredo e escreveu para os publicadores norte-americanos, pedindo mais informações. Logo ele se convenceu da doutrina adventista por meio da leitura, mas hesitava em guardar o sábado.
Mais ou menos naquela época, Perk se tornou agente da Sociedade Bíblia Britânica e Estrangeira. Enquanto viajava de um lugar para outro vendendo livros, escapou várias vezes de desastres, por meio do que acreditava se tratar de proteção divina. Nesse momento, convenceu-se de que, para ter a expectativa de viver sob o cuidado de Deus, deveria colocar em prática toda a verdade bíblica que conhecia. Por isso, acrescentou literatura adventista às Bíblias que vendia.
Entretanto, Perk não era o único espalhando a doutrina adventista no sul da Rússia. Havia também um converso germano-russo que conhecera o adventismo em Dakota do Sul. Muito embora tivesse mais de 80 anos de idade, um problema de fala e nenhum dinheiro, ele voltou à Rússia para partilhar sua fé, chegando a vender as próprias botas a fim de pagar parte da passagem.
Para dizer o mínimo, ele era um sujeito criativo. Afirmando ter a visão debilitada, chegava ao mercado das vilas e pedia às pessoas que lessem para ele. Caso o leitor se interessasse pelo assunto, ele lhe dava um folheto.
Contudo, passar adiante esse tipo de material era ilegal na Rússia. Quando, porém, o padre da região solicitou que o velhinho fosse preso, as pessoas apedrejaram o clérigo por dizer que um idoso quase cego pudesse ser perigoso. O "senhorzinho inofensivo" evangelizou dessa forma por mais de um ano.
Esse foi o início do adventismo na Rússia. Deus parece capaz de usar quase qualquer um em qualquer condição, por meio de praticamente qualquer método para espalhar as verdades bíblicas. É provável que consiga usar até mesmo cada um de nós!

O Adventismo na Rússia - 2
E como ouvirão, se não há quem pregue? Romanos 10:14
Havia pregadores! Um dos mais importantes foi L. R. Conradi, imigrante de naturalidade alemã que foi para os Estados Unidos, onde descobriu a mensagem do advento. Em 1886, voltou para a Europa a fim de atuar como pastor.
Quase que imediatamente, recebeu um convite de Gerhardt Perk para que visitasse a Rússia. As autoridades não permitiam que ministros entrassem no país, mas Conradi havia trabalhado na editora Review and Herald em Battle Creek e, por isso, disse que era impressor.
A despeito do título que tenha usado para se descrever, assim que entrou na Rússia, Conradi começou a pregar abertamente a mensagem adventista do sétimo dia. Ele e Perk localizaram cerca de 50 guardadores do sábado. As congregações batistas e luteranas costumavam saudá-los de braços abertos. Em outras oca­siões, os dois adventistas eram recebidos com pedras, sobretudo quando falavam sobre o sábado.
Entretanto, em todas as suas atividades, Conradi estava violando a lei russa, que proibia a pregação e o proselitismo. Mesmo assim, as coisas iam bem até eles chegarem a Berde Bulat, onde organizaram uma igreja e fizeram uma cerimônia pública de batismo no mar Negro. Os telhados das casas ficaram lotados de espectadores que queriam assistir à cena inusitada.
Aquilo foi demais para as autoridades locais. Prenderam Conradi e Perk e os acusaram de ensinar heresias judaicas, batizar em público e converter russos. Durante 40 dias, eles suportaram a permanência em uma cela lotada, alimentação insuficiente e ameaças. Por fim, a embaixada dos Estados Unidos em São Petersburgo conseguiu a libertação deles. E o que fizeram? Pregaram mais, espalhando a mensagem do advento em um lugar difícil de evangelizar. Depois de um tempo, Conradi se estabeleceu na Alemanha, de onde liderou a denominação adventista na Europa ao longo dos 35 anos seguintes.
Enquanto isso, lá na Rússia, mais imigrantes adventistas que retornaram à terra natal chegaram para pregar a mensagem que amavam. Alguns deles acabariam exilados na Sibéria, mas foi por meio de sacrifícios como esses que a mensagem adventista do sétimo dia criou raízes e começou a crescer no país.
Senhor, a maioria de nós hoje tem muitas facilidades. Ajuda-nos a relembrar os sacrifícios daqueles que nos antecederam para espalhar as três mensagens angélicas.

O Adventismo nas Ilhas do Pacífico - 1
E como pregarão, se não forem enviados? Romanos 10:15
Alguns foram mesmo sem ser enviados. Um deles foi John Tay, marceneiro de navios que tinha o antigo sonho de visitar as ilhas Pitcairn, onde os mal-afamados rebeldes da embarcação Bounty haviam finalmente se estabelecido em 1790. Trabalhando em seis navios para chegar até lá, Tay finalmente aportou em Pitcairn no ano de 1886.
Dez anos antes, Tiago White e John Loughborough haviam ouvido falar da ilha e enviado uma caixa com materiais adventistas, na esperança de que os habitantes os lessem, mas eles não o fizeram. A caixa ficou em um depósito por dez anos. Até que alguns jovens do local a redescobriram. E, para sua surpresa, apren­deram que o sétimo dia é o sábado verdadeiro. Contudo, mesmo impressionados com as evidências bíblicas, hesitaram em mudar suas práticas.
Foi nessa época que Tay chegou, pedindo permissão para permanecer em Pitcairn até a chegada do próximo navio. Quando lhe convidaram para falar na igreja no primeiro domingo que estava ali, o "missionário" enviado por conta própria abordou a questão do sétimo dia. Muitos se convenceram, mas outros ficaram com dúvida. No entanto, o estudo da Bíblia com Tay persuadiu a todos. Quando ele partiu da ilha cinco semanas depois, todos os adultos haviam aceitado as doutrinas adventistas do sétimo dia.
A empolgante notícia da conversão dos habitantes das ilhas Pitcairn inspirou os adventistas dos Estados Unidos. Eles interpretaram o acontecimento como um sinal divino de que era hora de iniciar a obra adventista no sul do Pacífico.
Como? Parte do problema era que as conexões por navio em grande parte do trajeto eram um tanto quanto irregulares. Por isso, em 1887, a Assembléia da Associação Geral autorizou a despesa de 20 mil dólares para comprar ou construir uma embarcação o mais rápido possível, mas isso não aconteceu. Pelo menos, não naquela época.
Na tentativa de agilizar o processo, a liderança enviou Tay de volta a Pitcairn para fortalecer os conversos. Ele tentou fazê-lo, mas acabou retornando a San Francisco, a fim de conseguir encontrar um navio que o levasse para a isolada região. Mais desastrosa foi a experiência de A. J. Chudney, que também foi enviado a Pitcairn. Depois de não conseguir encontrar uma embarcação indo para aqueles lados, comprou uma bem barata. No entanto, ele e sua tripulação naufragaram no Pacífico. Tal catástrofe fez os líderes da igreja refletirem seriamente e voltarem à idéia de construir o próprio navio missionário.

O Adventismo no Pacífico - 2
Dêem glória ao Senhor e anunciem o Seu louvor nas ilhas. Isaías 42:12, ARC
O desastre de Chudney e a frustração de John Tay ao não conseguir encontrar um navio para levá-lo às ilhas Pitcairn reorientaram a Associação Geral para a necessidade de construir uma embarcação resistente que servisse na imensidão de ilhas do sul do Pacífico.
O navio missionário foi um projeto que despertou o entusiasmo das Escolas Sabatinas dos Estados Unidos como nunca antes. Os adultos levavam moedas e notas de um dólar, enquanto as crianças preparavam coisas para vender a fim de participar da compra de pregos, tábuas e lonas.
Os membros da Escola Sabatina foram até convidados a sugerir um nome para o navio. Alguns optaram por Glad Tidings [Notícias Alegres], mas outros acabaram decidindo pelo nome da ilha que havia estimulado o projeto. Assim, os adventistas chamaram seu primeiro barco missionário de Pitcairn.
Em outubro de 1890, a embarcação de 30 metros de comprimento, 120 toneladas e dois mastros partiu com sete tripulantes e três casais de missionários. A primeira parada propriamente dita foi nas ilhas Pitcairn, onde E. H. Gates e A. J. Read batizaram 82 dos habitantes e organizaram uma igreja.
Semanas depois, o navio missionário prosseguiu para Taiti, Rarotonga, Samoa, Fiji e Ilha Norfolk. Em cada um desses locais, as pessoas eram motivadas a conhecer mais sobre a mensagem por conta da literatura que recebiam e das reuniões evangelísticas lideras pelos navegantes.
Dois anos depois, o Pitcairn voltou para San Francisco. Sua primeira viagem foi um sucesso, mas cobrara um preço em vidas humanas. John Tay, que ficara em Fiji para ser pioneiro da obra adventista ali, morreu cinco meses após o início do trabalho. E o capitão J. O. Marsh descansou enquanto o navio passava por reparos na Nova Zelândia.
Entretanto, a obra prosseguiu. No total, Pitcairn fez seis viagens entre 1890 e 1900. A partir de então, o trânsito de navios melhorou a ponto de a denominação não necessitar da embarcação missionária.
Esses dez anos, porém, não só levaram ao estabelecimento da igreja nas ilhas do Pacífico, mas também inspiraram outros adventistas ao serviço missionário e a doações para essa causa, em virtude das aventuras intrépidas no Pitcairn.

O Adventismo no África do Sul
Ajuntai para vós outros tesouros no Céu. Mateus 6:20
Alguns caçadores de tesouros encontram mais do que estavam procurando. Esse foi o caso de William Hunt, enquanto buscava ouro na Califórnia nos anos 1870 e acabou aceitando o sábado por meio da pregação de J. N. Loughborough.
Anos depois, dessa vez garimpando diamantes na África do Sul, Hunt conhe­ceu dois fazendeiros holandeses que, de maneira independente, haviam se convencido, por meio do estudo da Bíblia, que o sétimo dia era o sábado.
O encontrou pareceu acidental; mas, aos olhos da fé, é possível considerá-lo providencial. George van Druten, um dos fazendeiros, cruzou com Hunt durante uma caminhada num sábado à tarde. No entanto, ele observou algo estranho no explorador. Em vez de trabalhar, o homem estava lendo a Bíblia. E foi assim que os dois guardadores do sábado se conheceram nas minas de diamante da África do Sul.
Hunt colocou van Druten e outro guardador do sábado independente, cha­mado Pieter Wessels, em contato com os adventistas do sétimo dia nos Estados Unidos. Os dois sul-africanos enviaram um apelo para Battle Creek mandar um missionário que falasse holandês. Junto ao pedido, anexaram a considerável soma de 50 libras (boa parte do salário anual de um trabalhador) para custear a viagem.
Alguém leu o "chamado macedônico" que aqueles homens fizeram antes da Assembléia da Associação Geral em 1888. Os delegados ficaram tão emocionados que se levantaram espontaneamente e cantaram um hino de louvor a Deus. No mês de julho seguinte, um grupo de sete missionários, liderados por D. A. Robinson, partiu para a Cidade do Cabo. Nesse meio tempo, os sul-africanos con­verteram sozinhos cerca de 40 pessoas.
A obra missionária na África do Sul teve um salto para melhor após a descoberta de diamantes na fazenda de Johannes Wessels, pai de Pieter. Milionário de uma hora para a outra, o patriarca Wessells investiu fortemente no avanço do adventismo em sua terra natal. Logo a jovem igreja já contava com uma editora, um colégio, um sanatório e outras instituições.
Ao que tudo indica, foi muito mais do que acidental o encontro dos guardadores do sábado no meio de uma mina de diamantes sul-africana. Deus estava conduzindo Seu povo. E a boa notícia é que Ele continua a fazê-lo.

O Adventismo na Rodésia -1
Por toda a Terra se fez ouvir a Sua voz, e as Suas palavras, até aos confins do mundo. Romanos 10:18
Uma coisa era começar uma missão entre os imigrantes europeus da África do Sul e outra bem diferente seria anunciar a mensagem do advento aos povos nativos do grande continente africano. O primeiro passo rumo a essa vasta missão ocorreu na Rodésia (hoje o Zimbábue).
Em 1894, a Associação Geral, após os apelos da família Wessels, decidiu tentar estabelecer um entreposto missionário em Matabeleland, no norte da África do Sul. Isso ocorreu logo depois de os britânicos terem massacrado a poderosa tribo Matabele.
Chamada de Rodésia em homenagem a Cecil Rhodes, desbravador de impérios e primeiro ministro da Colônia do Cabo da África do Sul, aquela era uma terra intocada pela influência européia. A. T. Robinson e Pieter Wessels receberam um envelope selado após o término daquilo que temiam ter sido uma reunião bem insatisfatória com Rhodes. Os adventistas ficaram absolutamente surpresos ao descobrir que a carta lhes concedia cerca de 5 mil hectares perto da cidade de Bulawayo.
Conseguir a doação acabou sendo a parte fácil do desenvolvimento daquilo que se tornaria a Missão Solusi. Um desafio ao projeto veio dos Estados Unidos, onde Alonzo T. Jones disparou um ataque contra aqueles que aceitavam doações governamentais, confundindo os limites entre Estado e Igreja. De acordo com Jones e outros editores da revista Sentinel of Religious Liberty [Sentinela da Liberdade Religiosa], os missionários haviam "se vendido por um pedaço da confusão do caldeirão africano". Caso a denominação fosse inconsistente, afirmou Jones, a notícia logo chegaria a seus inimigos e enfraqueceria o argumento adventista contra aqueles que queriam cristianizar a América por meio de ações como leis dominicais. O influente Jones chegou a conseguir, em 1895, que a Assembleia da Associação Geral votasse a negação da doação, com base na separação entre Igreja e Estado.
Do outro lado da polêmica estava Ellen White, que, lá da distante Austrália, escreveu aos líderes da Associação Geral, recomendando que Jones e outros lessem o livro de Neemias: "O Senhor continua a tocar o coração de reis e governan­tes em favor de Seu povo. Aqueles que tanto se interessam pela liberdade religiosa não devem eliminar favores, nem recusar o auxílio que Deus moveu os homens a darem para o avanço de Sua causa" (Ct 11,1895).


Meditação Diária - Novembro  


 Para Não Esquecer - George R. Knight

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