20 de novembro de 2015

Para Não Esquecer - Meditação Diária


Mulheres de Poder - 2
Maria! [...] vai ter com os Meus irmãos e dize-lhes: Subo para Meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso Deus. João 20:16, 17
"Ontem a Câmara dos Deputados [de Missouri] tomou a resolução de convidar a Sra. Wightman para falar aos políticos sobre a 'Ascensão da Liberdade Religiosa nos Estados Unidos'. Creio que tal ação por parte do legislativo de Missouri é sem precedentes na história de nosso povo."
Esse ato foi parte do impacto do ministério da impressionante Lulu Wightman, uma das evangelistas de maior sucesso no adventismo. Ela recebe o crédito por ter fundado no mínimo dezessete igrejas.
Outra mulher de poder foi Jessie Weiss Curtis, que apresentou 80 candidatos ao batismo no fim de sua primeira campanha evangelística. A igreja de Drums, Pensilvânia, surgiu mediante esse esforço. Ela ampliou sua esfera de influência capacitando jovens ao ministério adventista. Um desses foi N. R. Dower, que posteriormente se tornou diretor do departamento Ministerial da Associação Geral.
Além das mulheres que detinham credenciais de obreiras, muitas outras serviam à denominação de diversas maneiras. A maioria ocupava papéis costumeiramente femininos, como enfermeiras e professoras, mas outras exerceram funções de liderança. Entre elas, encontrava-se L. Flora Plummer, que se tornou secretária da Associação de lowa, em 1897, e foi a presidente interina durante parte do ano de 1900. Em 1901, ela assumiu a função de secretária do recém-organizado depar­tamento de Escola Sabatina da Associação Geral. Em 1913, tornou-se diretora do departamento, em que atuou ao longo dos 23 anos seguintes.
Houve também Anna Knight, pioneira do programa educacional adventista entre os negros no sul dos Estados Unidos. Ela também tem a honra de ter sido a primeira mulher missionária afro-americana a ser enviada dos Estados Unidos para a índia.
No fim do século 19 e início do século 20, muitas outras mulheres serviram como tesoureiras, secretárias de Associação e líderes de departamento. Além disso, existem milhões de mulheres anônimas que integram a liderança de importantes congregações ao redor do mundo.
A comissão de Jesus a Maria continua a ser levada avante.

Revendo a Organização da Igreja -1

Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos. Atos 6:7
De modo geral, o crescimento é algo bom. Nas igrejas, porém, ele leva à necessidade de se repensar as estruturas que permitem ao corpo religioso desempenhar suas funções. Foi isso o que aconteceu em Atos 6, quando a mudança levou à nomeação dos diáconos.
O adventismo do sétimo dia experimenta um crescimento dinâmico desde sua gênese. De 1863 a 1900, ocorreu uma expansão denominacional sem precedentes, em parte por causa de sua organização. O adventismo iniciou esse período com 30 evangelistas e seis Associações, todas localizadas no nordeste dos Estados Unidos. A denominação o concluiu com 45 Associações e 1.500 evangelistas espa­lhados pelo mundo.
Além do crescimento das Associações, o setor institucional da denominação também se desenvolveu rapidamente. Somente entre 1888 e 1901, o número de instituições médicas importantes saltou de 2 para 24, terminando com cerca de 2 mil funcionários. Em 1903, a denominação contava com 464 escolas adventistas nos níveis básico e médio, 687 professores e 11.145 alunos matriculados. Além das instituições de saúde e educação, um número cada vez maior de casas publicadoras estava em funcionamento ao redor do mundo.
Tal expansão sem precedentes em todos os setores da igreja levou a uma situação administrativa com a qual o formulo organizacional de 1863 estava despreparado para lidar. A maioria das pessoas parecia satisfeita com os dois níveis administrativos acima da estrutura das congregações locais, mas logo descobriram a existência de alguns problemas inerentes.
Um deles era a centralização da tomada de decisões nas mãos dos poucos indivíduos que compunham a pequena comissão diretiva da Associação Geral (no máxi­mo oito até 1897, quando mudou para 15), que se reunia com pouca frequência. Por isso, a maioria das principais decisões ficava nas mãos do presidente da denominação. Além disso, não ajudava o fato de Tiago White e George I. Butler terem tendências dominadoras em sua personalidade. Portanto, um problema constan­te da estrutura de 1863 era que ela se tornava vulnerável àquilo que Ellen White chamou diversas vezes de "poder controlador".
Em 1900, quase todos reconheciam a necessidade de mudança.

Revendo a Organização da Igreja - 2
O cabeça de todo homem é Cristo. 1 Coríntios 11:3, NVI
Na era pós-1888, ocorreria o desenvolvimento de duas abordagens principais para a reorganização da igreja. Os líderes da denominação e os teólogos mais influentes durante os anos 1890 (Alonzo T. Jones, Ellet J. Waggoner e William W. Prescott) promoveram o primeiro caminho para a reforma. Eles elaboraram uma eclesiologia teológica a qual defendia o ponto de vista de que a igreja não necessitava ter um presidente, uma vez que Cristo era o cabeça e dirigiria cada pessoa nascida de novo.
Waggoner afirmou: "União perfeita significa independência absoluta. [...] A questão da organização é muito simples. A única necessidade é de cada um se entregar ao Senhor, que fará com o indivíduo aquilo que quiser. [...] 'Recebei o Espírito Santo.' O Espírito Santo é o organizador." Prescott afirmava: "Se entendermos direito essa ideia, não haverá oficiais aqui." "Vós todos sois irmãos" é o ideal bíblico.
Para Prescott, Jones, Waggoner e seus colegas, tal esquema não era anarquia, mas a verdadeira organização bíblica. Eles propagaram suas ideias com vigor nas Assembleias da Associação Geral de 1897, 1899, 1901 e 1903.
Obtiveram o maior sucesso em 1897. Impulsionados por uma citação de Ellen White de 1896 (tirada do contexto de suas declarações gerais sobre o assunto), de que "não é sábio escolher um homem como presidente da Associação Geral" (Ct 24a, 1896), os reformadores pressionavam para que não houvesse presidente (a preferência deles) ou para que fossem escolhidos vários presidentes. Em 1897, conseguiram fazer passar a resolução para a escolha de três presidentes da Associação Geral, um na América do Norte, outro na Europa e o terceiro na Austrália.
Na prática, as coisas não funcionaram como queriam os reformadores, mas suas ideias eram firmes e eles as defenderam com toda força em 1901 e 1903.
Arthur G. Daniells, que, no futuro, viria a tornar-se presidente da denominação, brincava que as ideias de Jones e Waggoner sobre organização funcionariam muito bem no Céu, mas certamente não na Terra. E Ellen White deve ter se espantado com a estranha distorção de sua declaração original, feita pelos dois homens.
Senhor, ajuda-nos enquanto pensamos sobre o propósito da organização e como ele se relaciona à missão de Tua igreja aqui na Terra.

Revendo a Organização da Igreja - 3
E será pregado este evangelho do reino for todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Mateus 24:14
O segundo caminho para a reforma organizacional proposto nos anos 1890 surgiria nos campos missionários da denominação, focado em necessidades pragmáticas, não na teologia. A teologia não estava ausente, mas não era central. A base teológica para essa abordagem era escatológica. Uma vez que os adventistas neces­sitavam pregar as três mensagens angélicas para todo o mundo antes do segundo advento, essa perspectiva se concentrava na relação da missão denominacional com seu objetivo escatológico.
Os primeiros elementos da reforma começaram na recém-fundada Associação Sul-Africana em 1892, sob a liderança de A. T. Robinson. O principal problema ali era a falta de pessoal. De maneira nenhuma ele conseguiria encontrar pessoas para dirigir todas as organizações auxiliares independentes que haviam se desenvolvido em Battle Creek. Lá havia a Associação de Publicações, a Sociedade Geral de Folhetos e Missões, a Sociedade Educacional, a Associação Geral da Escola Sabatina, a Associação de Temperança e Saúde, a Associação Geral e o Conselho de Missões Estrangeiras.
A solução de Robinson nasceu da necessidade. Em vez de criar organizações independentes, ele desenvolveu departamentos ligados à Associação.
Ole A. Olsen, presidente da Associação Geral, e William C. White se preocuparam com a sugestão, e a Associação Geral escreveu pedindo a Robinson que não criasse os departamentos.
Era tarde demais. Por causa do tempo que as correspondências demoravam para chegar por navio naquela época, quando a instrução da Associação Geral chegou, Robinson já havia colocado o programa em prática e descoberto que ele funcionava.
Nos anos 1890, Robinson foi transferido para a Austrália, onde conseguiu convencer Arthur G. Daniells e William C. White da ideia dos departamentos. Estes, por sua vez, levariam a ideia para a Assembleia da Associação Geral de 1901, como parte de um plano de reorganização.
A inovação costuma estar na origem do progresso. Embora estruturas e regras sejam necessárias para qualquer organização estável, a habilidade de improvisar é essencial para a continuação da vitalidade.
Ajuda-nos, Pai, a encontrar o equilíbrio adequado entre regras e inovações tanto em nossa vida diária quanto na igreja.

Conheça Arthur G. Daniells
Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo. Filipenses 3:13, 14
"Se eu realizei algo que valeu a pena na causa de Deus, é porque, em minha juventude, fixei os olhos no alvo e [...] pela graça de Deus, nunca permiti que nada desviasse minha mente, nem tirasse meus olhos desse objetivo", escreveu Arthur G. Daniells perto do fim de uma vida longa e frutífera. Ele foi um líder por excelência não só por conhecer seu alvo, mas também por persistir nele e alcançá-lo.
Daniells nasceu em 1858. Seu pai morreu durante a guerra civil dos Estados Unidos. O menino aceitou o adventismo aos dez anos de idade. Assim como todos os jovens, enfrentou a assustadora dúvida do que fazer com a vida. Depois de estudar no Battle Creek College por um ano, foi dar aulas em uma escola pública quan­do recebeu o chamado para o ministério.
Não era isso que ele esperava. Sentia-se despreparado; mas, assim como muitos ao longo das eras, Arthur não conseguia se livrar da certeza da vocação.
Daniells iniciou o ministério no Texas em 1878, onde atuou como secretário de Tiago e Ellen White por um ano. Em 1886, enquanto conduzia uma série evangelística, recebeu o convite de ir para a Nova Zelândia e Austrália, onde serviu como administrador da igreja por catorze anos. Enquanto esteve no hemisfério sul, tra­balhou de perto com William C. White e sua mãe. Ele e Willie criaram as estru­turas que Daniells colocaria em prática em 1901 para a reorganização da igreja.
Eleito presidente da Associação Geral em 1901, permaneceu no cargo por 21 anos, mais do que qualquer outro homem. Em parte por causa do eficiente modelo de organização adotado em 1901 e 1903, o adventismo cresceu com rapidez durante sua administração.
Posteriormente, ele criou a Associação Ministerial da Associação Geral, por meio da qual influenciou uma geração de jovens pregadores a enfatizar, em sua vida e ministério, a Cristo e a salvação por intermédio dEle. O livro de sua autoria, Cristo, Nossa Justiça, relembrou as questões de 1888 ligadas à salvação e é um clássico adventista.
Daniells era uma pessoa com um alvo, seguindo, nesse ponto, o exemplo de Paulo e de Jesus. Eu também preciso ser assim.
Senhor, ajuda-nos hoje e sempre a prosseguir "para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus".

Revendo a Organização da Igreja - 4
Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos. Efésios 4:4-6, NVI
Como manter, ao mesmo tempo, unidade e eficiência em uma igreja mundial? Não se trata de uma tarefa fácil, mas é muito importante.
Parte da dificuldade enfrentada pela denominação que se espalhava rapidamente nos anos 1890 estava ligada à comunicação. Em nome da unidade, a praxe declarava que a sede da igreja em Battle Creek precisava aprovar todas as decisões acima do nível das Associações.
Arthur G. Daniells falou sobre o problema do intervalo temporal na comunicação e no processo de tomada de decisões da perspectiva de 1913. A dificuldade era que as correspondências demoravam, no mínimo, quatro semanas para che­gar e muitas vezes encontravam os membros da Comissão Diretiva da Associação Geral em viagem, longe do escritório. Daniells observou: "Lembro que esperávamos de três a quatro meses para receber respostas a nossas perguntas." E, mesmo então, podia ser apenas um questionamento de cinco ou seis linhas, dizendo que os líderes da Associação Geral não haviam entendido o assunto direito e precisavam de mais informações. E assim a situação prosseguia até que "depois de seis a nove meses, talvez, conseguíamos resolver a questão".
Ellen White também se deparou com obstáculos em relação à estrutura de 1861/1863, que centralizava a tomada de decisões, Depois de passar anos nos campos missionários da igreja, ela reconheceu que "os homens em Battle Creek não são mais inspirados a dar conselhos livres de erros do que as pessoas de outros lugares, a quem o Senhor confiou a obra em cada localidade" (Ct 88,1896).
O desafio era como descentralizar e, ao mesmo tempo, manter a unidade. A resposta foi a criação das Uniões, unidades administrativas "inventadas" na Austrália na metade da década de 1890. A União Australásia era formada por várias Associações e Missões que faziam parte de seu território e servia como intermediária entre a Associação Geral e os campos locais. Com poder executivo em seu território, descentralizou o processo de tomada de decisões, mantendo a unidade.
Quando os líderes da igreja australiana criaram as Uniões, A. T. Robinson chegou da África do Sul com o sistema de departamentos, que também foi adotado na Austrália.
A maioria de nós não pensa muito na mecânica necessária para administrar uma igreja mundial. Talvez devêssemos fazê-lo. Mesmo nessa área relativamente "trivial", podemos ver a mão orientadora de Deus.

Revendo a Organização da Igreja - 5
O Senhor usou um profeta para tirar Israel do Egito, e por meio de um profeta cuidou dele. Oseias 12:13, NVI
Algumas coisas parecem impossíveis de realizar. Uma delas era a reestruturação da Igreja Adventista em 1901. Os pastores da liderança haviam esbarrado nessa questão por mais de dez anos, sem conseguir resolver nada.
Tudo isso mudaria a partir de uma reunião com os líderes da denominação, presidida por Arthur G. Daniells na biblioteca do Battle Creek College em 1° de abril de 1901. Daniells disse aos que ali estavam reunidos que alguns deles haviam se encontrado na noite anterior, mas queriam abrir a discussão para mais pessoas e também permitir à irmã White estar presente e expor a luz que ela tivesse sobre a questão.
Contudo, Ellen White não quis tomar frente da reunião. Ela disse a Daniells: "Pensei em deixá-lo liderar e, se eu tiver algo a dizer, direi." O presidente respondeu que ele e os colegas não queriam discutir mais a questão da organização sem antes ouvir a opinião dela.
A Sra. White contra-argumentou: "Eu prefiro não falar hoje [...] não por não ter nada a dizer, porque eu tenho." Então, por cerca de uma hora e meia, ela fez um dos discursos mais influentes de seu ministério.
Sem meias palavras, ela defendeu a chegada de "sangue novo" e de "uma organização totalmente nova", que ampliasse a base administrativa. Opondo-se à cen­tralização do poder, não deixou dúvidas de que o "poder controlador, absoluto" e qualquer administrador que se assentasse em um "pequeno trono" precisariam ir embora. Ela apelou por uma renovação imediata, dizendo: "Deus não permita, irmãos, Deus não permita que esta assembleia aconteça e termine como as outras, com o mesmo espírito de manipulação!" (Man. 43a, 1901).
No dia seguinte, na reunião de abertura da Assembleia da Associação Geral, ela foi à frente e pediu a reorganização de forma clara, muito embora "a maneira exata de realizá-la [ela não pudesse] dizer" (1901, Boletim da Associação Geral 25). Em seu modo de ver, era seu dever impelir à reforma, mas os delegados tinham a responsabilidade de desenvolver as estruturas.
Nessa situação, nos deparamos com esclarecimentos interessantes sobre o papel profético de Ellen White. Ela foi a catalisadora para que as coisas acontecessem. Sem a faísca que ela acendeu em 1901, a igreja provavelmente não teria par­tido para nenhuma ação firme no que se refere à reorganização. O dom profético é uma das formas usadas por Deus para guiar Seu povo.

Revendo a Organização da Igreja - 6
Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. Hebreus 13:14
Esta Terra não é nosso lar. Essa filosofia ea necessidade missionária impeliu o grupo que saiu vitorioso da Assembleia da Associação Geral em 1901.
G. A. Irwin, o presidente, abriu as reuniões reconhecendo a força do apelo de Ellen White por reforma, mas parou em generalidades.
Nesse momento, Arthur G. Daniells foi à frente e sugeriu que "os papéis e procedimentos costumeiros para organizar as questões administrativas da assembleia fossem suspensos" e eles escolhessem uma comissão geral para desenvolver recomendações relacionadas à reorganização denominacional e outros tópicos de interesse. Sua proposta foi aprovada.
Os líderes nomearam Daniells presidente da comissão de reorganização. Ele e William C. White foram as principais vozes na reorganização, muito embora a coalizão de Jones e Waggoner tenha tentado mudar as coisas em sua direção.
Quando Daniells falou sobre a reorganização da igreja, estava se referindo à reestruturação administrativa para maior êxito no alcance missionário. Ele deixou isso bem claro, na segunda manhã da Assembleia de 1901, ao dizer aos delegados que, a menos que algo definitivo fosse feito, levaria "um milênio para dar esta mensagem ao mundo".
A Assembleia da Associação Geral de 1901 resultou em algumas das mais relevantes mudanças na história da denominação. As mais importantes, em termos organizacionais, foram cinco: (1) a criação das Uniões Associações e Uniões Missões que supervisionariam as Associações e Missões locais, descentralizado, assim, a autoridade administrativa dos lideres da Associação Geral; (2) o fim da maioria das organizações auxiliares e a adoção do sistema de departamentos; (3) a comissão diretiva da Associação Geral aumentou o número de membros para 25; (4) a propriedade e a administração da maioria das instituições passou da Associação Geral para as Uniões Associações; (5) a Associação Geral não teria mais presidente, apenas um coordenador da comissão diretiva, podendo ser removido do cargo a qualquer momento que esta decidisse.
A igreja fez mudanças radicais baseadas na experiência missionária de Daniells e de William C. White. E a liderança fez a diferença. Deus continua trabalhando por intermédio das pessoas, tanto na esfera coletiva quanto individual, para guiar Sua igreja.

Revendo a Organização da Igreja - 7
De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? Tiago 4:1
Ótima pergunta! A resposta se encontra na natureza humana universalmen­te pervertida. Queremos as coisas do nosso jeito. Queremos proteger nosso lado.
Isso se aplica às pessoas de todos os lugares, seja na família ou na vida profissional. E, na igreja, tais disputas podem surgir quando a "missão" de indivíduos se sobrepõe à missão evangélica ordenada por Deus.
Dois problemas estruturais persistiram após a Assembleia de 1901. O primeiro era que a forte iniciativa médica sob o controle do Dr. John Harvey Kellogg continuava fora do sistema de departamentos. O segundo era a questão da presidência.
Em 1902, desenvolveu-se uma grande luta de poder entre Arthur G. Daniells, o "coordenador" da comissão diretiva da Associação Geral, e Kellogg. Ela resultou do fato de Daniells exigir responsabilidade fiscal enquanto o médico tinha planos de gastos ilimitados na ampliação de seu império médico.
A solução para a dificuldade parecia clara para Kellogg, que controlava um terço dos votos na comissão diretiva e tinha influência sobre outros: tirar Daniells da função e substituí-lo por Alonzo T. Jones, que era favorável a seu ponto de vista.
Os intempestivos sons da contenda abalaram a denominação em novembro de 1902. O motivo: quem controlaria a igreja e por quais razões. Podemos ser gratos por Daniells ter vencido a batalha que determinaria o propósito do adventismo no século 20.
Nesse meio tempo, Daniells voltou assumir o título de "presidente", após descobrir que, para fins legais, era quase que uma necessidade.
Esses foram os embates que criaram o clima para a Assembleia da Associação Geral de 1903. Nela, o programa médico se transformou em um departamento da igreja e a presidência foi restabelecida, abrindo caminho para o cisma.
Muitas vezes na história da igreja, a missão se transformou em "eu" e "meu programa", o que leva ao fim da paz e da espiritualidade. O diabo sempre está a postos para incentivar nossos desejos individuais. Todos somos tentados a nos assentar em pequenos tronos pessoais.
Senhor, ajuda-nos a avaliar nossas intenções ao trabalhar para Ti. Salva-nos do "eu".

Reflexões sobre a Reestruturação de 1901 e 1903
Aumentarei a produção das árvores e as safras dos campos. Ezequiel 36:30, NVI
A reestruturação da igreja abriu caminho para maior produtividade e eficiência. Assim, seu programa missionário mundial avançou de uma forma que teria sido impossível com os problemas da velha estrutura.
Devemos, porém, observar que a organização de 1901 e 1903 não era uma estrutura nova. Ela manteve o esboço geral do plano de 1861/1863, modificando-o apenas para atender às necessidades de uma igreja em crescimento.
Apenas modificar o que estava ultrapassado, porém, não era o ideal de alguns dos delegados em 1901 e 1903. A facção de Jones e Waggoner buscava uma revolução total. No fim, sua proposta de remodelamento drástico da igreja perdeu por vários motivos. Tratava-se de um modelo teologicamente inadequado, pois foca­va no membro da igreja, sem espaço para uma abordagem prática à ação unifica­da. Na teoria, parecia ótimo: cada um trabalharia em harmonia com os outros se fossem convertidos; mas, na prática, a imagem bíblica reflete menos perfeccionis­mo e uma visão mais complexa do pecado do que a defendida pelos candidatos a revolucionários do adventismo.
Esse grupo também tinha o costume de deslocar citações de Ellen White de seu contexto literário e histórico, fazendo transparecer que ela dissera coisas nas quais não acreditava. Por exemplo, ela não tinha problema nenhum com o título "presidente", uma vez que o usava com frequência.
A abordagem de Daniells era mais próxima da realidade e estava em harmonia com a organização que Tiago White desenvolvera em 1861/1863. Ambos bus­cavam uma estrutura eficiente para a conclusão da tarefa de levar a mensagem adventista aos confins da Terra o mais rápido possível. Então Cristo logo iria voltar.
A eficiência para a missão é uma palavra-chave na história da organização do adventismo do sétimo dia. Embora a maioria dos delegados de 1903 tenha concordado com as conclusões finais da Assembleia, M. C. Wilcox fez a importante ressalva de que a igreja não deveria ser organizacionalmente inflexível. Era imprescindível se manter aberta para fazer adaptações às necessidades que surgissem da missão.
Pai, obrigado pela estrutura da igreja, capaz de alcançar o mundo inteiro de maneira unificada. Queremos, mais do que qualquer outra coisa, que Jesus venha.



Meditação Diária - Novembro 


 Para Não Esquecer - George R. Knight

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