9 de novembro de 2015

Para Não Esquecer - Meditação Diária

O Adventismo na Rodésia - 2
Fui achado pelos que não Me procuravam, revelei-Me aos que não perguntavam por Mim. Romanos 10:20
Após Ellen White mencionar que Neemias havia "orado pedindo a ajuda de Deus e o Senhor ouvira sua oração", "moveu o coração de reis pagãos para irem a seu auxílio" (Ct 11, 1895), a Associação Geral anulou o voto contra a aceitação da doação de Solusi. Assim o desafio interno à missão foi superado.
Entretanto, a situação política era desafiadora. Não muito tempo depois da chegada dos missionários, a tribo Matabele se revoltou contra os britânicos. Isso for­çou os missionários a se retirarem por cinco meses. E se esse já não fosse um pro­blema suficiente, logo após o retorno eles precisaram enfrentar uma fome entre o povo local e um surto de peste bovina. A doença destruiu o escasso gado da mis­são que havia sobrevivido à guerra recente.
A missão ainda se deparava com outro problema grave: a malária. Ainda me lembro de percorrer o pequeno cemitério localizado no que hoje é a Universidade Solusi. Quase todos os missionários morreram por se recusarem a tomar quinino, o único preventivo para a malária conhecido nos anos 1890.
Por que eles se recusaram a tomar um remédio que lhes salvaria a vida? Porque, sem entender plenamente o contexto do conselho de Ellen White contra a ingestão de drogas prejudiciais, rejeitaram, de maneira inflexível, a única coisa que poderia tê-los ajudado. Foram "fiéis reformadores da saúde" até a morte.
Dos sete que chegaram em 1894, somente três sobreviveram até 1898 e dois deles estavam na Cidade do Cabo se recuperando da malária.
O missionário que permaneceu fora o "infiel". Ele tomara quinino, justificando que o uso de um pouco de uma droga prejudicial era melhor do que ficar vul­nerável à força de uma doença letal. Na verdade, ele estava usando o "bom senso" que Ellen White defendia em situações difíceis como aquela. Como resultado, con­tinuou a servir e a testemunhar na Missão Solusi.
Em 2007, aquele início modesto havia resultado em mais de 5 milhões de membros batizados e três divisões mundiais da igreja que atendem ao continente.
As lições que podemos aprender com a Missão Solusi são muitas. Uma das mais importantes é que Deus continua a dirigir Sua igreja a despeito dos seres humanos falhos que escolheu usar em Sua obra.
Senhor, vivemos em um mundo complexo. Por favor, ajuda-nos em nossas lutas a manter os olhos bem abertos, superando os desafios com sabedoria e fé.

O Adventismo na América Central
Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo. Romanos 10:17, NTLH
Há muitas maneiras de alguém ouvir a mensagem do advento. Essa é a lição que aprendemos com a introdução do adventismo do sétimo dia ao mundo tropical na região do Caribe.
Tudo começou em 1883, quando um adventista da cidade de Nova York convenceu o capitão de um navio a levar um fardo de material impresso para Georgetown, na Guiana Inglesa. O estilo de entrega do capitão deixou muito a desejar, mas cum­priu o objetivo. Ele jogou o pacote no porto e pensou ter realizado sua obrigação. Enquanto isso, certo homem que passava juntou alguns dos papéis que começa­vam a se espalhar. Além de lê-los, compartilhou com os vizinhos.
Muitos deles começaram a guardar o sábado e uma mulher enviou exemplares da revista Signs of the Times, que haviam sido encontradas, para a irmã em Barbados. Lá eles chegaram até uma mulher que, anos antes, dissera aos filhos que o verdadeiro sábado seria restaurado.
Nesse meio tempo, do outro lado do Caribe, a Sra. E. Gauteray, que havia se convertido ao adventismo na Califórnia, retornou em 1885 para as Ilhas da Baía, sua terra natal, ao largo da costa de Honduras. Depois de partilhar sua fé por seis anos, a denominação enviou Frank Hutchins para cuidar das pessoas que ela havia influenciado. As Escolas Sabatinas, no espírito de Pitcairn, angariaram recursos para Hutchins construir uma embarcação missionária, que recebeu o nome de Herald [Arauto] e tinha o objetivo de espalhar a mensagem do advento pela costa da América Central.
Em Antígua, foi a Sra. A. Roskrug, que aceitara o adventismo na Inglaterra, quem começou a plantar as sementes da igreja após voltar para sua ilha natal em 1888. Não demorou muito para que um livro adventista vendido em Antígua chegasse até a Jamaica.
A mensagem adventista no México iniciou em 1891 com um alfaiate ítalo-americano que se tornou colportor. Sem encontrar nada para vender em espanhol, ele espalhou exemplares de O Grande Conflito em língua inglesa.
Essas histórias revelam que Deus é capaz de usar qualquer pessoa e qualquer método para disseminar Sua mensagem. Ele pode inclusive nos usar, se estivermos dispostos a isso.

O Adventismo na América do Sul - 1
Assim, como o Pai Me enviou, Eu também vos envio. João 20:21
Muitos dos missionários adventistas pioneiros não contavam com o apoio da "organização". Em vez disso, o Espírito os impulsionava a irem e se sustentarem por conta própria. Foi isso que aconteceu na América do Sul.
O mais interessante é que, embora os principais idiomas desse continente sejam o espanhol e o português, os primeiros conversos à Igreja Adventista foram imigrantes de língua alemã e francesa na Argentina, no Chile e no Brasil. Em grande parte, isso aconteceu porque a denominação não contava com materiais em espa­nhol e português, nem com pessoas que falassem esses idiomas.
Os primeiros adventistas do sétimo dia a chegarem à América do Sul foram Cláudio e Antonieta de Dessignet, que aceitaram o adventismo na França por meio da influência de D. T. Bourdeau e imigraram para o Chile em 1885.
Mais ou menos na mesma época, duas famílias de regiões diferentes da Argentina descobriram o adventismo mediante o recebimento de periódicos da Europa. No norte da Argentina, um casal italiano, os Peverini, leu um artigo zombando da revista Sinais dos Tempos publicada em francês, a qual afirmava que o fim do mundo estava próximo. A Sra. Peverini conseguiu um exemplar da publi­cação adventista com o irmão que estava na Itália e, com o marido, leu e se con­verteu à fé adventista do sétimo dia. Mais ao sul, Júlio e Ida Dupertuis, que mora­vam em uma colônia batista suíça e francesa, tiveram uma experiência semelhante.
Os Dupertuis, além de aceitarem as novas crenças, convenceram várias outras famílias da colônia quanto à verdade daquilo que descobriram. Por volta de 1889, eles entraram em contato com os adventistas do sétimo dia em Battle Creek. Suas perguntas estimularam os líderes da denominação a refletir sobre o início da missão na América do Sul. Entretanto, onde obter os recursos? Esse era um proble­ma constante. A solução permanente acabou sendo as ofertas da Escola Sabatina. As coletas da segunda metade da década de 1890 foram dedicadas à Missão Sul-Americana.
Deus trabalha de maneiras inesperadas. Ele toma indivíduos humildes e os usa para espalhar Sua verdade sem fazer alarde. Isso aconteceu no passado e continua a ocorrer em nossos dias, sempre que as pessoas abrem o coração e a vida para Seu Espírito.

O Adventismo na América do Sul - 2
Deus [...] abrira aos gentios a porta da fé. Atos 14:27
Ontem nós relatamos que a Escola Sabatina dedicou as ofertas da segunda metade dos anos 1890 para dar início à Missão Sul-Americana.
Precisamos parar neste ponto por um instante. A maioria de nós já contribuiu com as ofertas missionárias da Escola Sabatina, mas poucos sabem como elas começaram. A primeira arrecadação da Escola Sabatina destinada às missões ocorreu em 1885, quando a Igreja Adventista iniciava seu trabalho na Austrália. Entretanto, as ofertas missionárias só despertaram verdadeiro entusiasmo a par­tir do projeto Pitcairn, em 1889 e 1890. Depois dele, a Escola Sabatina nunca mais seria a mesma. Ela se tornaria uma grande apoiadora das missões adventistas ao redor do mundo e seu segundo grande projeto de doação seria para a Missão Sul-Americana em 1890. A partir de então, a Escola Sabatina nunca deixou de incen­tivar financeiramente as missões em todas as partes do planeta.
Isso nos leva de volta aos primórdios do adventismo na América do Sul. No início de 1890, antes que a igreja tivesse condições de enviar missionários custeados pela denominação, George Riffel conduziu quatro famílias germano-russas de fazendeiros do Kansas para a Argentina, a fim de serem missionários que sustentavam a si próprios. Riffel era recém-convertido ao adventismo e havia escrito sobre sua nova fé para colonos germano-russos do país sul-americano. Um deles respondeu que guardaria o sábado se tivesse alguém para observá-lo com ele. Isso foi o suficiente para levar Riffel a uma mudança transformadora de vida.
No fim de 1891, a Igreja Adventista do Sétimo Dia enviou seus primeiros missionários "oficiais" para a América do Sul. Nenhum deles falava espanhol, nem português. Por isso, os três colportores começaram o trabalho vendendo livros em alemão e inglês para uma população de outro idioma.
Os apelos da família Dupertuis, os relatos dos colportores e os pedidos da família Riffel estimularam a Associação Geral a enviar, em 1894, F. H. Westphal para supervisionar a missão adventista na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e no Brasil. Westphal passaria mais de vinte anos trabalhando nesses países e no Chile.
Pequenas ideias geram grandes resultados. A obra de pessoas leigas e humildes partilhando literatura com outras contribuiu muito para a disseminação do adventismo pelo mundo. Essa é uma atividade da qual todos nós podemos participar.

O Adventismo na índia
Vão e ensinem a todos os que encontrarem, de perto e de longe, sobre este estilo de vida. Mateus 28:19, A Mensagem
Assim como em tantos outros lugares do mundo, os colportores logo começaram a espalhar a mensagem adventista na índia. William Lenker e A. T. Stroup chegaram a Madras em 1893 para vender livros para os habitantes das principais cidades da índia que falavam inglês.
Assim como aconteceu em tantos outros lugares, Lenker e Stroup não foram os primeiros adventistas do país. Enquanto estava em Londres, a caminho da índia, Lenker ficou feliz ao descobrir que já havia adventistas morando lá. Ele disse: "Meu coração se regozijou ao descobrir que a verdade fora antes para a índia e havia começado com indícios animadores."
Não se sabe como a mensagem adventista chegou até lá. Presume-se que tenha sido por meio de folhetos enviados da América, Europa ou Austrália. Tais mensagei­ros silenciosos realizaram mais do que todos os outros métodos combinados para espalhar os ensinos adventistas "a cada nação, e tribo, e língua, e povo" (Ap 14:6).
Em 1894, pelo menos cinco colportores trabalhavam na índia, três deles provenientes da Austrália. Os livros tinham boas vendas e não demorou muito para as pessoas solicitarem traduções para o tâmil e outras línguas locais.
A primeira funcionária da Igreja Adventista do Sétimo Dia na índia foi Georgia Burrus (posteriormente Georgia Burgess), jovem obreira bíblica da Califórnia. Ela chegou ao país em 1895 para ser a única representante oficial da igreja naquela nação.
A Associação Geral planejara que D. A. Robinson liderasse a missão, mas sua viagem foi protelada na Inglaterra. Isso não deteve a intrépida, Srta. Burrus, que prosseguiu sozinha, mesmo que só tivesse recebido pela passagem. Enquanto aprendia o bengali, trabalhava para sobreviver, mas logo alguém da África prometeu uma ajuda financeira. Georgia passaria 40 anos no país que adotou, espalhando a mensagem do advento.
Outros missionários chegaram à índia no fim de 1895 e, em 1898, William A. Spice (que se tornaria presidente da Associação Geral em 1922) chegou para dar início à publicação do periódico Oriental Watchman [Atalaia Oriental].
Algo chama a atenção de quem estuda a disseminação das missões adventistas: elas foram internacionais desde o início. Muito embora, ao longo do século 19, o movimento tenha sido predominantemente norte-americano, encontramos pes­soas, literaturas e recursos provenientes de toda parte distribuídos a todos os luga­res. Essa continua a ser a dinâmica nas missões adventistas.

O Adventismo na Ásia Oriental
Muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos Céus. Mateus 8:11
Abram La Rue (1822-1903) foi uma pessoa verdadeiramente fascinante no adventismo, assim como um número considerável de outros indivíduos únicos. Depois de juntar uma fortuna nas minas de ouro da Califórnia e de Idaho, conseguiu perder tudo até os anos 1880 e alternava trabalhos como pastor de ovelhas e lenhador quando conheceu a mensagem adventista.
Logo após sua conversão, La Rue, que não tinha problemas com falta de ousadia, nem de entusiasmo, solicitou à Associação Geral um chamado missionário para a China. Contudo, levando em conta que era recém-convertido e já chegara à idade de se aposentar, os líderes recusaram a proposta, sugerindo que ele fosse pelo sistema de sustento próprio para uma das ilhas do Pacífico.
Depois de estudar um semestre no Healdsburg College, La Rue conseguiu chegar a Honolulu em 1883 ou 1884. Seu sucesso ali levou a denominação a enviar W. M. Healey para o Havaí, a fim de organizar a igreja nas ilhas.
Em 1888, o animado pioneiro partiu para Hong Kong, onde fundou uma missão para marinheiros e trabalhou na obra da colportagem durante catorze anos. Seu foco eram os muitos navios do porto multinacional. Contudo, durante os anos que passou ali, La Rue conseguiu encaixar, em sua agenda, viagens missionárias a lugares como Xangai, Japão, Bornéu, Java, Ceilão, Malásia, Cingapura e até Palestina e Líbano. É claro que ele também vendia livros e folhetos por onde o navio parava. Em seu tempo livre, também conseguiu a publicação dos primeiros folhetos adventistas em mandarim.
Enquanto isso, na Califórnia, um dos primeiros conversos de La Rue, W. C. Grainger, se tornou presidente do Healdsburg College; porém, inspirado por seu mentor, logo receberia o chamado oficial para ir ao Japão. Lá, com um ex-aluno de ascendência japonesa, cujo nome era T. K. Okohira, ele fundou uma escola da língua estrangeira para ensinar inglês a universitários usando a Bíblia. Desse modo, Grainger iniciou um tipo de evangelismo produtivo no Extremo Oriente até os dias atuais.
Uma das lições que podemos aprender com a história de La Rue é que Deus pode usar os "velhos" para espalhar Sua mensagem. A boa notícia é que, para o Senhor, a vida não acaba depois da aposentadoria.

Missão aos Negros Americanos - 1
Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus. Gálatas 3:26
Um aspecto singular da ampliação das missões adventistas durante os anos 1890 foi o evangelismo aos afro-americanos. Embora alguns negros tenham participado do movimento milerita (inclusive o pastor William Foy, que desempenhou um papel profético de 1842 a 1844), o movimento dos adventistas guardadores do sábado era formado predominantemente por brancos. Na verdade, demorou cerca de meio século após o grande desapontamento para que o adventismo chegasse aos negros norte-americanos com algum sucesso verdadeiro.
Historiadores da denominação estimam que havia apenas cerca de 50 negros adventistas do sétimo dia nos Estados Unidos em 1894; mas, até 1909, esse número havia aumentado para 900. O crescimento do número de membros negros resultou de vários projetos missionários focados na evangelização desse grupo durante os anos 1890.
As décadas de 1870 e 1880 testemunharam um trabalho esporádico em meio aos negros sulistas no Texas, Tennessee, na Geórgia e em outros estados. A primeira igreja de negros foi oficialmente organizada em Edgefield Junction, Tennessee, em 1886. No entanto, os yankees brancos do Norte estavam mejo perdidos quanto a como enfrentar os problemas raciais tão difíceis e específicos do Sul, Eles levantaram suspeitas dos brancos sulistas por serem do Norte (é preciso lembrar que os dois grupos haviam acabado de travar uma sangrenta guerra civil por causa da questão racial). Além disso, passavam pelo dilema de como lidar com questões como a segregação.
A obra costumava ser recebida com violência pelos brancos locais, pois estes temiam que os intrusos estivessem pregando a "perigosa" doutrina da igualdade racial. Levando em conta as dificuldades, a liderança adventista finalmente concluiu que seria melhor seguir as convenções sociais e fundar congregações sepa­radas para as duas etnias. Charles M. Kinny, que já conhecemos este ano como o primeiro afro-americano a se tornar um pastor ordenado da Igreja Adventista do Sétimo Dia, concordou com esta decisão. Embora não considerasse que as congregações separadas fossem o ideal, Kinny acreditava que tal solução era preferível a segregar os negros, restringindo-os aos bancos detrás das igrejas de brancos.
Senhor, pedimos hoje e a cada dia que tragas cura às relações entre os diversos grupos étnicos do mundo. Se isso não acontecer no mundo como um todo, que se torne realidade em nosso coração.

Missão aos Negros Americanos - 2
Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Gálatas 3:27
Em 1891, Ellen White estava preocupada com a falta de trabalho adventista entre os negros norte-americanos. Em 21 de março, ela apresentou um "testemu­nho" sobre o assunto para os delegados da Assembleia da Associação Geral. Ela pediu, de maneira especial, por uma obra mais intensiva entre os negros do Sul. Seu apelo logo foi impresso em um livreto de dezesseis páginas.
Ela disse aos delegados: "O Senhor nos deu luz a respeito de tais questões. Há princípios em Sua Palavra que devem nos orientar ao lidarmos com estas questões que causam perplexidade. O Senhor Jesus veio ao mundo para salvar homens e mulheres de todas as nacionalidades. Ele morreu tanto pelos negros quanto pelos brancos. [...] O mesmo preço foi pago pela salvação do homem negro e do homem branco, e o menosprezo lançado sobre os negros por muitos dos que alegam ser redimidos pelo sangue do Cordeiro [...] representa mal a Jesus, revelando egoís­mo, tradição e preconceito que poluem a alma. [...] Que nenhum dos que levam o nome de Cristo sejam covardes em Sua causa. Em nome de Cristo, permaneçam firmes como quem olha para os portais abertos da cidade de Deus" (SW, p. 9-18).
A despeito de seu apelo para uma forte expansão das missões adventistas aos negros do Sul, nada aconteceu até 1893. Nesse ano, James Edson White "desco­briu" o documento. Edson, seu filho vivo mais velho, passara por uma experiência recente de conversão aos 40 e poucos anos. Tomado por zelo, sentiu a convicção de que deveria levar a mensagem adventista aos ex-escravos do extremo Sul.
Inspirado, ao que tudo indica, pelo navio Pitcairn, o criativo Edson logo se aliou a Will Palmer (outro recém-convertido com um passado dúbio) para construir um "barco missionário" e escrever um dos capítulos mais empolgantes das missões adventistas nos Estados Unidos.
Os dois missionários improváveis construíram a embarcação Morning Star [Estrela da Manhã] em Allegan, Michigan, em 1894, gastando 3.700 dólares. A embarcação serviria de casa para a equipe de obreiros. Além disso, tinha espa­ço para uma capela, biblioteca, impressora, cozinha e laboratório fotográfico. Em suma, tratava-se de um entreposto missionário sobre as águas.
O fato de Deus ter conseguido usar Edson e Will me surpreende. Esse é um aspecto de Sua graça. Além disso, traz um raio de esperança para aqueles cujos filhos ainda não encontraram o Caminho.

Missão aos Negros Americanos - 3
Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem, liberto [...] porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Gálatas 3:28
O barco missionário de Edson White tinha um grande problema. Ele estava a centenas de quilômetros de seu público-alvo e a pelo menos 32 quilômetros de um corpo de água importante.
Isso não era problema para o criativo Edson. Ele fez a embarcação flutuar pelo rio Kalamazoo até o lago Michigan, cruzou o lago Michigan até a região de Chicago, atravessou o Illinois no sistema fluvial que ligava o lago Michigan ao Mississippi e desceu esse rio até Vicksburg, Mississippi, no sul dos Estados Unidos, onde estabeleceu sua sede.
White ainda tinha outro problema: dinheiro! Sem a confiança dos líderes da Igreja Adventista, ele e seus companheiros obtinham o próprio sustento durante a missão. Assim como seu pai, um dos talentos de Edson era conseguir dinheiro.
Um projeto que ele usou para custear o trabalho missionário foi a publicação de Gospel Primer [Cartilha do Evangelho], um livro simples para ensinar analfabetos a ler, e transmitir, ao mesmo tempo, a mensagem bíblica. A venda dessa peque­na obra de sucesso ajudou a financiar a missão.
De Vicksburg, a obra se espalhou pelas redondezas, enfrentando, muitas vezes, resistência e violência. Contudo, no início do século 20, a missão já contava com quase 50 escolas em funcionamento. Em 1895, a missão autossustentada de Edson organizou a Sociedade Missionária do Sul. Em 1901, a sociedade se tornou parte da recém-fundada União Sul dos Estados Unidos. Depois de um tempo, a parte de publicações da iniciativa também passou a ser administrada pela denominação e foi chamada de Associação Publicadora do Sul, com sede em Nashville, Tennessee.
Na metade dos anos 1890, ocorreu a abertura de uma escola de treinamento para obreiros negros. A Associação Geral inaugurou a Escola Industrial Oakwood em 1896, em uma propriedade de 145 hectares no Alabama. Logo Oakwood se transformou em um centro para a capacitação de líderes negros, tornando-se uma faculdade em 1943 e uma universidade em 2007.
A missão tardia aos negros norte-americanos é uma lição muito importante. É fácil demais nos empolgarmos com o envio de missionários para além-mar, ao mesmo tempo em que negligenciamos as pessoas que estão ao nosso lado.
Senhor, ajuda-nos a colocar os valores de Teu povo no lugar certo e a permitir que Tu nos uses onde estamos hoje para espalhar Teu amor.

Mulheres de Poder - 1
Não pode haver [...] nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Gálatas 3:28
"Ela realizou mais nos últimos dois anos do que qualquer pastor do estado. [...] Sou [...] favorável a conceder [uma] licença para a Sra. Lulu Wightman pregar e, se o irmão W. for um homem capaz e trabalhar com a esposa, prometendo se transformar em um obreiro de êxito, sou a favor de dar uma licença para ele também." Essas foram as palavras do pastor S. M. Cobb, ao escrever para o presidente da Associação de Nova York, em 1897.
Uma vez que a maioria dos ministros adventistas é do sexo masculino, poucos reconhecem a contribuição de mulheres que serviram na obra em diferen­tes funções.
Sem dúvida, o papel de Ellen White foi central para a fundação e o desenvolvimento do adventismo. Embora a denominação nunca a tenha ordenado formal­mente, desde 1872, ela possuía uma credencial de obreira. É inquestionável que ela foi a pessoa mais influente que já serviu à Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Muitas outras mulheres atuaram durante o fim do século 19 e início do século 20 na função de- obreiras licenciadas. Uma das primeiras deve ter sido Sarah Lindsay, que recebeu a licença em 1872. Os anuários da denominação citam mais de vinte outras mulheres que serviram como obreiras licenciadas desde 1884 até 1904 - as duas primeiras décadas do anuário. Apesar de, por vezes, sofrerem discriminação, tais mulheres deram importantes contribuições para a igreja.
Minnie Sype, por exemplo, fundou pelo menos dez igrejas. Em determinada ocasião, ela foi criticada por se propor a pregar mesmo sendo mulher. Ela respondeu que, depois de ressuscitar, Jesus comissionou Maria a contar para os discípu­los que Ele estava vivo. Minnie declarou que estava seguindo os passos de Maria, contando às pessoas que Cristo, além de ter ressuscitado, viria outra vez.
Deus pode usar tanto homens quanto mulheres para espalhar as boas-novas da salvação em Cristo. Esse é o sentido do testemunho cristão. A igreja estaria em melhores condições se contasse com mais homens e mulheres de fé e poder engajados na obra de testemunhar do Salvador ressurreto.


Meditação Diária - Novembro 
 Para Não Esquecer - George R. Knight
 


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