TEMPO DE REFLETIR - Os mansos são pacificadores

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).
“Bem-aventurados os pacificadores.” Essa bênção corresponde a “Bem-aventurados os mansos”, na primeira parte das Bem-aventuranças. Aqueles que são humildes e gentis serão também pacificadores.
Essas características indicam o radicalismo da explicação que Jesus deu acerca do caráter cristão. Normalmente não somos mansos nem pacificadores por natureza. Isso é evidente no mundo turbulento ao nosso redor e nas famílias e lares conturbados. Estamos aqui tratando dos princípios de um reino específico, em oposição aos princípios dos reinos deste mundo. Todos os cidadãos desse novo reino hão de ter uma nova natureza.
Não porque sejamos totalmente maus. Afinal, como Ellen White coloca: “Existe em cada coração não somente poder intelectual, mas espiritual – percepção do que é reto, anelo de bondade” (Educação, pág. 29). Esse desejo, porém, luta em nosso coração contra a tendência, herdada de Adão, de escolher o mal.
Em vários sentidos, a vida seria bem mais simples se individualmente fôssemos todos bons ou todos maus. Da maneira como somos, nossa vida é um quadro da controvérsia em escala microcósmica, pois diariamente permanecemos em conflito entre os princípios do reino de Cristo e os princípios do reino do mal.
Studdart Kennedy detectou a essência do problema quando mencionou que há um pouquinho de santo e algo de pecador em cada um de nós; aquela parte de nós é do Céu e a outra parte da Terra. Kennedy também escreveu bem, ao observar que cada pessoa é nada mais do que um “grande começo”.
Esse é o centro do problema. Um grande começo não é o suficiente. Deus quer entrar em nossa vida e completar a obra. Parte dela será tornar-nos pacificadores, para que sejamos mais e mais semelhantes ao Príncipe da Paz

George R.  Knight

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