JESUS (O maior presente)

Nascimento de Cristo

Novamente nos aproximamos do período em que muitos lembram do Natal. Infelizmente costumes populares se desenvolveram independentemente da comemoração do nascimento de Jesus Cristo e se perdeu de vista a revelação divina nas Escrituras Sagradas. Shoppings e casas comerciais, belamente adornados e ao som de músicas natalinas, sensibilizam o coração de muitos. Apesar da crise, comerciantes reforçaram o estoque de mercadorias, e, a fim de garantir a festa, milhares finalmente afluirão às lojas e aos supermercados em busca dos presentes, alimentos e bebidas. Sem muita dificuldade, é possível perceber que meras tradições natalinas não promovem um verdadeiro reavivamento espiritual entre o povo, que em geral concebe o Natal como um evento social, ocasião para comilanças e bebedices. Portanto, atualmente também deveríamos atender o convite: “Vamos até Belém e vejamos isso que aconteceu e o que o Senhor nos revelou” (Lucas 2:15). Mas, não necessitamos literalmente ir a Belém e a fim de saber o que foi revelado aos antigos pastores. Basta irmos à Palavra de Deus.
Relato bíblico
“Havia naquela mesma região pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante a noite. Apareceu-lhes um anjo do Senhor, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e ficaram atemorizados. O anjo lhes disse: Não temais. Eu vos trago notícias de grande alegria, que o será para todo o povo” (Lucas 2:8-10). Tomando em conta que raramente anjos de Deus aparecem aos seres humanos, você já pensou porque o Senhor enviou o resplandecente anjo das boas novas do nascimento do Salvador Jesus Cristo a pobres pastores de ovelhas passando por alto os homens mais cultos, ricos e importantes da nação judaica? Considerando que Deus não faz acepção de pessoas, “mas lhe é agradável aquele que em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (Atos 10:34, 35), a questão não tem que ver com posição, mas com disposição. Deus não vê como vê o homem. Ele olha o coração e não apenas a aparência exterior (1 Samuel 16:7).
Devemos considerar que a revelação divina a respeito do nascimento de Cristo foi dada em benefício geral de todo povo, mas à semelhança de outros casos, a revelação foi primeiramente endereçada aos servos de Deus (Apocalipse 1:1). Aqueles homens humildes aguardavam o cumprimento da promessa da vinda do Messias, e este era o tema de suas meditações e conversas. Tal como o anjo do Senhor, aqueles homens foram cercados pela glória do Senhor porque mantinham comunhão com o Senhor. Assim como Deus fez do seu anjo um receptor e mensageiro das boas novas a respeito do Salvador, aqueles pastores foram escolhidos, não apenas para receberem, mas transmitirem a todo o povo as boas novas do nascimento de Cristo. “Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto vos servirá de sinal: Achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”(Lucas 2:11, 12). O anjo revelou-lhes importantes verdades. (1) “Na cidade de Davi”. O Messias nasceu em Belém. Setecentos anos antes Miquéias profetizara a este respeito (Miquéias 5:2). O Messias deveria ser da descendência de Davi, (Isaías 9:7; 11:1-4; Mt 1:1-16), e denominado “Filho de Davi” (Mateus 15:22; 20:31; (2) “Vos nasceu”. Quem deu o presente foi Deus. A criança seria uma dádiva do Céu aos homens. (Isaías 9:6; João 3:16). Este texto aponta para a humanidade do Messias. Ele seria um homem real. Um dos títulos preferidos de Jesus era “Filho do homem” (Mateus 8:31; Lucas 21:27; (3) “o Salvador”. A missão do recém-nascido seria salvar os homens de seus pecados (Isaías 52:13-15; 53:1-12; Mateus 1:21; 1 Tm 1:15). (4) hoje.
O nascimento de Jesus foi um evento histórico. Se aquele dia não ocorreu em 25 de dezembro, o que importa? Isto não deveria nos impedir de glorificar a Deus pelo nascimento do Salvador. (5) “Que é Cristo”. Cristo é sinônimo de Messias, uma adaptação para o Português da palavra mashiach que significa ungido. Jesus é o Cristo (João 4:25, 26). (6) “o Senhor”. O Bebê da manjedoura é o Senhor. Sua natureza não é apenas humana, pois Ele é Deus (Mateus 1:23; João 1:1, 14). (7) “Isto vos servirá de sinal”. O anjo fez uma implícita referência à Criança de Isaías 7:14. (8) “Achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.” Mas, o anjo teve de orientar os pastores para não caírem no engano de rejeitar o Messias por causa de suas estreitas concepcões e preconceitos humanos. O que seria dos pobres se Jesus tivesse nascido em berço de ouro? (9) “No mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, paz na terra entre os homens a quem ele quer bem” (Lucas 2:13,14). Aqui é revelado o verdadeiro espírito do Natal. Amor a Deus e ao próximo. Deveríamos estudar e viver este cântico. Amigo, de nada valeria Jesus nascer mil vezes na manjedoura de Belém se não nascer em nosso coração. Você já aceitou a Jesus Cristo como o Senhor e Salvador da sua vida?
Feliz Natal!
 Wilson Borba


 

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