19 de dezembro de 2015

O velho e o novo

Ele lhes disse: “Por isso, todo mestre da lei instruído quanto ao Reino dos Céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas.” Mateus 13:52, NVI

Eu amo o colorido que as flores trazem para um cômodo. Embora nunca tivesse muita habilidade e tempo para cultivar jardins, após meu casamento prometi a mim mesma que jamais faltariam flores no meu lar. Optei pela solução mais fácil: plantas floridas em vasos, adquiridas numa floricultura ou num supermercado, e prontas para a exposição. Eu as arranjava em lindos vasos, de modo que, ao serem colocados na cozinha, promovessem uma atmosfera de alegria e esperança de dias melhores. Minha grande dificuldade era fazer com que durassem mais de duas ou três semanas. Depois disso, quase podia vê-las morrendo diante dos meus olhos. Isso me deixava triste. Eu regava as plantas, colocava-as em lugares bem ventilados, onde pudessem tomar sol, removia folhas e caules secos, trocava a terra, mas nada parecia resolver o problema. Assim, comprava novas flores e começava uma nova jornada floral – outra vez.

Então, meu esposo e eu nos mudamos para um agradável apartamento novo. Ele não estava totalmente satisfeito, porque estava acostumado a uma casa enorme. Para melhorar a atmosfera e deixar-nos em contato maior com a natureza, comprei flores para colocar na varanda, um agradável local para se ler e estudar. Na primeira semana, tudo estava bem. As flores eram lindas. Mas, ao transcorrer a segunda semana, notei que o belo vaso de plantas começava a secar. Era tempo de cortar as flores e as hastes secas. Com a tesoura na mão, fiz uma pausa por um momento e pensei: Por que não viver com o velho e o novo; as flores que estão murchando e as flores que começam a desabrochar?

Creio que esse plano veio de Deus. Senti-me plenamente satisfeita em viver com essa dualidade. Aprendi a esperar que o tempo divino se cumprisse, sem a necessidade de descartar minhas flores – ou outras coisas da minha vida que considerasse velhas, só esperando que algo novo chegasse. Essa lição é especialmente importante com as coisas que Deus deseja que eu aprenda. Ao pensar em minha vitória com aquelas flores e nas coisas que são mais importantes para mim hoje, percebo que, acima de tudo, preciso ouvir a voz de Deus.
Muito obrigada, Senhor, porque Tuas velhas lições são para agora, e porque não menosprezas um coração em conflito.

(Andréa de Almeida Santos in Meditação da Mulher)

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