De Olho no PRÊMIO - Inspiração Juvenil

A tocha e o candelabro
Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu. Mateus 5:16
Dentre os vários símbolos das Olimpíadas, talvez nenhum deles seja tão carregado de história quanto a tocha olímpica. Ela começou a ser usada nos jogos olímpicos da Antiguidade, realizados na Grécia, quando era mantida acesa ao longo de todo o evento. Os gregos acreditavam que, no passado, o fogo pertencera somente aos deuses. Porém, Prometeu o teria roubado de Zeus, o pai dos deuses, para entregá-lo aos seres humanos. Por isso, o fogo era considerado sagrado por seu grande poder, tanto para destruir quanto para transformar. Era também uma importante fonte de iluminação, numa época em que a luz elétrica estava longe de ser inventada.
Há algo muito interessante na tocha olímpica. Você sabia que ainda hoje ela é acesa, meses antes da abertura dos jogos, na cidade de Olímpia, na Grécia, relembrando o ritual antigo? Depois disso, é conduzida, de preferência a pé, até a cidade que sediará o evento. É isso mesmo! São meses durante os quais a tocha passa por cidades e países diferentes. Cada um dos que a carregam por um trecho do percurso se sente privilegiado. E claro que, como os Jogos Olímpicos estão cada vez mais globais, nem sempre é possível fazer o trajeto inteiro a pé. Por isso, a tocha já viajou de barco, canoa, camelo e até de avião supersônico! Em todo o tempo, porém, há o cuidado para que ela permaneça acesa.
No entanto, muito antes de a tocha olímpica existir, o único Deus verdadeiro havia instruído Moisés a ensinar seu povo a manter sempre acesas as lâmpadas do candelabro do tabernáculo: "Agora ordene aos israelitas que tragam óleo de oliva puro para que as lâmpadas fiquem sempre acesas" (Êxodo 27:20, A Mensagem). Essa luz contínua simbolizava a constante presença iluminadora do Senhor junto a seus filhos, uma verdade tanto naquela época quanto na atualidade.
Há mais em comum entre nós e a tocha olímpica do que você imagina. O cristão também recebe o convite de ser uma luz brilhante por onde passa. Nos lugares por onde a tocha é conduzida, as pessoas param, observam e costumam aplaudir. Sua vida também é observada pelas pessoas a seu redor e por todo o universo, que assiste com expectativa ao desenrolar do grande conflito entre Grito e Satanás. A fonte para o brilho de sua luz hoje é a mesma simbolizada pelas lâmpadas do candelabro do tabernáculo do Antigo Testamento. Peça a Deus que o ajude a brilhar sempre, em todas as situações, como uma tocha que representa uma prova viva de seu compromisso com ele.

Quando o pódio não importa
Vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a ele. Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz. 1 Pedro 2:9
Em 2008, nas Olimpíadas de Pequim, Tuvalu enviou sua primeira delegação, composta por três atletas: dois homens e uma mulher. Eles concorreram em duas modalidades: atletismo e levantamento de peso. Só para você ter uma ideia, o Brasil, nessa mesma edição dos Jogos Olímpicos, enviou 277 atletas; a China, a anfitriã do evento, contou com a participação de 579; os Estados Unidos mandaram a maior delegação: 646 atletas. Três pessoas parecem até uma brincadeira diante de delegações tão numerosas!
Tuvalu é um pequeno país insular localizado na Polinésia, com cerca de 12 mil habitantes. E mais ou menos o mesmo número de pessoas que vivem em pequenas cidades do Brasil, como Camapuã (MS), Apuiarés (CE) ou Águas Vermelhas (MG). É claro que, num país tão pequeno, não há uma forte infraestrutura de incentivo aos esportes.
Nancy Manoa, a única mulher tuvaluana participante, com apenas 16 anos de idade, disputou a corrida de 100 metros rasos. Ela nunca havia competido em uma pista sintética. Chegou em último lugar. Okilani Tinilau, com 19 anos, também correu 100 metros rasos. Chegou em último. Logona Esau, 21 anos, representou Tuvalu no levantamento de peso, categoria peso leve. Ficou em penúltimo lugar, à frente apenas do representante do Tadjiquistão. Os resultados podem parecer desanimadores, e até mesmo um pouco vergonhosos; mas a verdade é que os três atletas estavam cheios de orgulho pela oportunidade de representar seu país de origem no maior evento de competição desportiva do mundo!
Você também representa uma nação especial. No momento, não estou me referindo ao Brasil. Você faz parte do povo que pertence a Deus. Nem sempre é fácil ser representante do Senhor. Há momentos em que parece desanimador. Aqueles que representam o mal e as trevas podem estar à frente em tantas coisas deste mundo que você se sente pequeno. Mas o pódio não é tudo. A recompensa celestial não é palpável, nem imediata. Ela é certa e muito maior do que qualquer medalha que esta Terra possa oferecer. Orgulhe-se por fazer parte dos representantes de uma nação completamente dedicada a Deus.

O grande encontro das nações
Então o sinal do Filho do Homem aparecerá no céu. Todos os povos da terra chorarão e verão o Filho do Homem descendo nas nuvens, com poder e grande glória. Mateus 24:30
Os Jogos Olímpicos podem ser considerados um verdadeiro encontro de na­ções do mundo inteiro. É verdade que nem sempre foi assim. A primeira edição das Olimpíadas modernas foi realizada em Atenas, em 1896, e contou com a participação de 241 atletas de apenas 14 países. Já a última, em Lon­dres, no ano de 2012, recebeu 11.029 atletas de 204 nações! Pessoas de países célebres e tradicionais na competição, como os Estados Unidos, a Rússia e a França, e outras representando terras bem mais remotas e desconhecidas, como o Quirguistão, o Kiribati e Benim.
A Bíblia nos conta sobre o dia em que ocorrerá o maior encontro das nações de todos os tempos. O evento terá uma proporção tamanha que os Jogos Olímpicos parecerão um desfile de 7 de setembro em uma cidade pequena. Você já deve imaginar que acontecimento será esse. É isso mesmo: o grande dia da volta de Jesus! Todos, em qualquer parte, o verão ao vivo, com os pró­prios olhos: "Porque, assim como o relâmpago risca o céu, do nascente até o poente, assim será a vinda do Filho do Homem" (Mateus 24:27). "Olhem! Ele vem com as nuvens! Todos o verão, até mesmo os que o atravessaram com a lança. Todos os povos do mundo chorarão por causa dele. Certamente será assim. Amém!" (Apocalipse 1:7).
A vinda de Jesus terá proporções muito maiores do que qualquer evento que este planeta já presenciou. Nem os milhões gastos em infraestrutura, tecnologia e transmissão televisiva superarão a nitidez e a impressão que ela causará sobre cada um dos habitantes da Terra, de todas as nações. A Bíblia é clara em dizer que, ao contemplarem Cristo vindo nas nuvens, todos os povos da Terra chorarão. Será um evento impressionante, mas muitos não verão motivo de alegria. O temor tomará conta daqueles que não se prepararam para um momento tão grandioso. Estando às portas da maior celebração do universo, percebem que não têm o convite para entrar.
Porém, hoje o convite se encontra disponível. Ao contrário dos que chorarão, haverá aqueles que vão celebrar, dizendo: "Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Apocalipse 22:20). Eles são descritos como aqueles que "lavaram as suas rou­pas no sangue do Cordeiro, e elas ficaram brancas" (Apocalipse 7:14). Cristo convida você hoje para, no dia do grande encontro das nações, estar pronto para recebê-lo com alegria.

A maior abertura de todos os tempos
Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo." Mateus 25:34
Um dos momentos mais esperados de todas as edições dos Jogos Olímpi­cos é a cerimônia de abertura. É sempre um grande espetáculo, ensaia­do com antecedência, envolvendo milhares de profissionais e voluntários. As mentes artísticas mais brilhantes do país-sede passam meses planejando e colocando em prática cada detalhe, a fim de causar o maior impacto pos­sível sobre aqueles que assistirão à apresentação tanto ao vivo quanto pela televisão e internet.
Na última edição dos jogos, foram mais de 40 milhões de telespectadores acompanhando o que aconteceu no Estádio Olímpico de Londres, Inglaterra. A cerimônia foi dirigida pelo cineasta David Boyle e deu ênfase a vários ele­mentos da cultura britânica, como Shakespeare, a chuva londrina, o espião fictício James Bond e a icônica rainha Elizabeth II.
Na China, em 2008, a festa não foi menos impactante. No belíssimo está­dio que ficou conhecido como Ninho de Pássaro, participaram 14 mil atores e bailarinos, além de 2.488 voluntários. A festa inteira custou 100 milhões de dólares.
Embora fiquemos impressionados diante de tamanha precisão, beleza e criatividade, a verdade é que essas cerimônias são bem modestas quan­do as comparamos com a maior abertura de todos os tempos. Deus a está preparando não apenas há meses ou anos, mas desde a criação do mundo! Já imaginou como será essa festa de recepção, a cerimônia de abertura do princípio da eternidade? Nada de 14 mil atores e bailarinos; no lugar deles, milhões incontáveis de anjos em celebração! Em vez de efeitos especiais que fingem realizar alguma coisa, uma obra real de transformação, na qual você e eu receberemos um corpo perfeito! Realmente, "o que ninguém nunca viu nem ouviu, e o que jamais alguém pensou que podia acontecer, é isso o que Deus preparou para aqueles que o amam" (1 Coríntios 2:9). Não sei você, mas eu não quero perder essa cerimônia de abertura por nada! Espero an­siosa pelo dia em que Cristo dirá: "Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo." Vamos juntos?

Um papel especial para cada um
É um só e o mesmo Espirito quem faz tudo isso. Ele dá um dom diferente para cada pessoa, conforme ele quer. 1 Coríntios 12:11
Preciso confessar algo: no mundo dos esportes, sou muito melhor espec­tadora do que jogadora. Nas aulas de Educação Física, sempre dava um jeito de ficar no gol nos dias de futebol ou handebol (não por ser boa goleira, mas para não me dar ao trabalho de ficar correndo para lá e para cá). Melhor ainda era apitar as partidas de vôlei. Só mais tarde é que fui entender a impor­tância dos exercícios físicos e incluí-los em minha rotina.
Bem que tentei me aventurar nas competições esportivas. Eu estava na quinta série, hoje sexto ano, e haveria uma pequena olimpíada em minha escola. Decidi me inscrever em um dos times de vôlei. As meninas do time eram, em sua maioria, mais velhas do que eu, mas isso não me desanimou. O problema é que, sem dúvida, eu era a pior jogadora do time. Isso fez com que eu ficasse no banco de reservas praticamente a competição inteira. En­trei em quadra somente por cinco minutos e não contribuí com muita coisa. O time ganhou, mas não senti que desempenhei um papel nessa conquista (a não ser ficar na minha e não atrapalhar...).
Ainda bem que no Reino de Deus as coisas não funcionam assim. Nin­guém precisa ficar de lado, no banco de reservas. Há um papel especial para cada um. Esses papéis são os mais diversos dons espirituais, que o Espírito Santo distribui a todos. O apóstolo Paulo explica: "Uma pessoa recebe do Espírito poder para fazer milagres, e outra recebe o dom de anunciar a mensagem de Deus. Ainda outra pessoa recebe a capacidade para saber a diferença entre os dons que vêm do Espírito e os que não vêm dele. Para uma pessoa o Espírito dá a capacidade de falar em línguas estranhas e para outra ele dá a capacidade de interpretar o que essas línguas querem dizer" (1 Coríntios 12:10). E além desses, há muitos outros!
Dom é toda habilidade natural dada pelo Espírito de Deus e dedicada ao serviço dele. Isso significa que aquilo que você já sabe fazer bem é um dom que você pode usar para Cristo. Contudo, é preciso colocar a habilidade em ação e desenvolvê-la para o Senhor. Que tal você orar hoje e pedir a Deus que lhe mostre como usar seus dons para ele?

A regra que não muda
Ele é fiel e justo em tudo o que faz; todos os seus mandamentos merecem confiança. Eles permanecem para sempre, pois se baseiam na verdade e na honestidade. Salmo 111:7, 8
Este ano, o Brasil está recebendo destaque como o país-sede das Olim­píadas, mas a verdade é que, há muito tempo, levamos a fama de ser o país do futebol. Mesmo aqueles que, como eu, não têm um time do coração, costumam vibrar pela seleção brasileira.
Como você sabe muito bem, o futebol é um esporte que se joga principal­mente com os pés. As mãos são usadas apenas pelos goleiros e nas cobranças de laterais. Cada time se esforça para fazer o maior número de gols. As regras são claras e isso é óbvio. Será mesmo?
A verdade é que, no começo de sua história, o futebol era uma grande confusão. As regras eram variadas. Nem o número de jogadores por time era definido. Era permitido usar tanto os pés quanto as mãos. Quando a bola saía de campo, nada de lateral - ficava com ela o time do jogador que fosse mais rápido em buscá-la! Imagine a bagunça!
Foi só em 1846 que o Regulamento de Cambridge foi elaborado, definindo as normas do esporte, as quais passariam a ser as mesmas em todos os luga­res. A partir de então, teve início um futebol parecido com o que conhecemos hoje, mais organizado e universal.
Assim são as regras humanas. Elas mudam, passam por adaptações, va­riam, evoluem ou regridem. Mas com Deus as coisas são bem diferentes. Ele também tem seu Regulamento, definido muito antes da fundação do mundo e que permanece para sempre: a lei. Os dez mandamentos foram a manifestação escrita e sintética de princípios que já existiam desde a eternidade.
Assim como as regras esportivas, a lei de Deus existe para orientar, mos­trando o que é aceitável ou não no jogo da vida. Ela não tem o objetivo de restringir, proibir ou dificultar nossa vida, mas de colocar ordem e nos mostrar de que modo vale a pena viver para ganhar essa partida, que é única.
Quando não há regra, a confusão e o caos imperam. Cada um faz o que acha melhor e o resultado não pode ser diferente: desorientação, bagunça, discórdia. Entretanto, o Senhor sabe o que é melhor para nós e nos deixou um Regulamento muito especial, definido em sua Palavra. Nossa missão é cumpri-lo, para jogar e vencer.



Inspiração Juvenil - Janeiro de 2016

De Olho no PRÊMIO   -  Cecília E. Nascimento


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