8 de fevereiro de 2016

Deixe a raiva secar - Como uma criancinha

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Julia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.

Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Julia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.


Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.

Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: Esta vendo, mamãe, o que a Julia fez comigo?

Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Julia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:

- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?

Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.

Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha! Com a raiva e a mesma coisa.

Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão.

Logo depois alguém tocou a campainha. Era Julia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atras da gente?

Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Ai ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.

Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim.

Não foi minha culpa.

Não tem problema, disse Mariana, minha raiva ja secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar história do vestido novo que havia sujado de barro.
(Adriana Vaz) 
*


Deixai vir a Mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Marcos 10:14.
Eu aguardava o dia com um misto de emoções. Nossa filha, neta e duas bisnetas chegariam para passar o dia em nossa casa. Embora as visitássemos em sua casa quando eram menores, essa seria a primeira vez que as meninas, com 6 e 8 anos de idade, nos visitariam. Elas moram numa casa grande e linda na cidade, enquanto nós moramos numa casinha humilde no campo. Eu sabia, por experiência anterior como professora, que as crianças dessa idade são bastante francas.

Como moram a três horas de distância, eu não esperava que chegassem muito cedo. Na noite anterior, eu tinha feito conserva de tomates, e assim precisava limpar a cozinha. Também queria preparar uma torta de pêssegos e estava ocupada fazendo isso, quando elas chegaram – mais cedo do que eu esperava.

Elas nem mesmo notaram a cozinha suja. Depois dos cumprimentos, o vovô as manteve ocupadas do lado de fora. Mostrou-lhes as colmeias no telhado e explicou que elas estavam lá em cima, fora do alcance dos ursos que nos visitam às vezes. Também lhes contou como as abelhas fazem o mel.

Depois, foram visitar o galinheiro e ajudaram a alimentar nossas cinco galinhas e um galo. Quando vovô demonstrou como ele fala com o galo e o faz cantar, as meninas acharam muito divertido fazer a mesma coisa. Após o almoço, enquanto alguns de nós descansávamos, vovô as levou para um passeio em seu carrinho de golfe e elas encontraram amoras silvestres para colher e selecionar. Tudo o que fizeram ao longo do dia foi uma grande aventura, e não tivemos que nos preocupar em como entretê-las.

A hora de voltar para casa chegou cedo demais para elas. Achamos que certamente estariam cansadas e dormiriam a caminho de casa, mas elas estavam agitadas demais por causa de tudo o que tinham feito na casa do vovô e da vovó. No dia seguinte, e por muitos dias depois, perguntavam à mãe delas quando poderiam visitar o vovô e a vovó outra vez. Eu me havia preocupado por não ter todas as coisas elegantes com as quais elas estão rodeadas em sua casa, mas elas tinham ficado igualmente felizes com as coisas simples.

Essas meninas me ensinaram uma lição importante: as coisas simples podem ser interessantes e divertidas, especialmente quando se encontram na natureza, como Deus as fez.

(Betty J. Adams in
Meditação da Mulher)

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