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Lições da Bíblia - Os ensinos de Jesus e o grande conflito

VERSO PARA MEMORIZAR:"Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso" (Mt 11:28, NVI).

LEITURAS DA SEMANA: Mt 11:29; Rm 4:1-6; Mt 13:3-8, 18-23; 7:21-27; Tg 2:17; Mt 7:1-5

Quando pensamos no tema do grande conflito, temos a tendência de pensar nele em termos grandiosos, globais. Isto é, nos concentramos numa visão do quadro geral. Ele pode ser chamado de "metanarrativa", uma história que abrange e explica uma grande parte da realidade, ao contrário de uma narrativa ou história local que explica algo cuja extensão é muito mais limitada. Por exemplo, a famosa cavalgada de Paul Revere (mensageiro patriota durante as batalhas da Revolução Americana, em 1775) é uma narrativa local, em contraste com a narrativa muito mais grandiosa e ampla da Revolução Americana em si.

Contudo, por mais grandioso e amplo que seja o tema do grande conflito, e por mais importantes que sejam as questões envolvidas, ele se desenrola diariamente na Terra, em nossa vida, em nossa maneira de nos relacionarmos com Deus, com a tentação e com os outros.

Na lição desta semana examinaremos alguns ensinos de Jesus sobre assuntos muito realistas e práticos, enquanto nos esforçamos para conhecer e fazer a vontade de Deus em meio ao grande conflito.

Muitos tipos de  descanso
1.      "Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque Sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma" (Mt 11:29). Como o ato de tomar o Seu "jugo" traz descanso para nossa alma?


Essa oferta indica uma dimensão pessoal em meio à extensão muito mais ampla da missão de Jesus de libertar as pessoas do inimigo. Suas palavras são, na verdade, uma adaptação da declaração de Jeremias, que prometeu às pessoas descanso para sua alma se elas se voltassem para a religião de seus pais, em vez de permanecerem no paganismo das nações circunvizinhas (Jr 6:16).

O conceito de descanso na Bíblia é muito rico. Começa com o próprio Deus, que descansou quando terminou  a  obra  da  criação  (Gn  2:2).  Seu  descanso  deu  início  a  um  descanso  sabático     celebrado


semanalmente. O descanso também era comemorado ao longo do ano, durante as festas anuais (por exemplo, Lv 16:31), e a cada 50 anos no jubileu, quando os escravos eram libertados e as dívidas eram perdoadas (Lv 25:10).

O descanso podia ser sentido quando Deus estava presente com Seu povo (Êx 33:14) e onde não havia "inimigo, nem adversidade alguma" (1Rs 5:4; Dt 25:19). Era desfrutado na terra dada por Deus ao Seu povo (Js 1:13). Seria concedido especialmente quando as pessoas voltassem do cativeiro e do exílio (Jr 30:10). O descanso também era compartilhado na hospitalidade para com os estrangeiros (Gn 18:4) e ao se desfrutar de uma vida familiar estável (Rt 1:9; Pv 29:17).

Contudo, o descanso esteve ausente do povo de Deus durante o cativeiro (Êx 5:4, 5; Lm 1:3). O descanso escapa dos perversos, os quais são como o mar agitado, que não se pode aquietar (Is 57:20). O único descanso que essas pessoas podem aguardar é o da morte e da sepultura (Jó 3:11, 13, 16-18). Em Apocalipse 14:11 encontramos uma poderosa advertência sobre descanso para aqueles que estão do lado errado no grande conflito dos últimos dias.

O descanso que Jesus oferece é um pacote muito generoso. Ele inclui o presente do sábado, que nos concede tempo com o Criador. A oferta de descanso feita por Cristo reconhece nossa condição perdida e nos restaura em todos os aspectos. E, quando cometemos erros, ainda temos a certeza de um lugar de descanso ao lado do Salvador.

Além do sábado, como aprender a desfrutar o descanso que Deus nos oferece? Como encontrar em Jesus o descanso para nossa alma? Leia Romanos 4:1-6.



Plantio e colheita
O tema do grande conflito está implícito na parábola de Jesus sobre o semeador. A menção de quatro tipos de respostas à mensagem do evangelho indica que há mais do que simplesmente pessoas "boas" e "más" no mundo. A vida é mais complexa do que isso e, portanto, precisamos ser cuidadosos na nossa maneira de abordar os que parecem não responder ao evangelho como achamos que deveriam.

2.      Leia Mateus 13:3-8 e os versos 18-23. Como a realidade do grande conflito é revelada claramente nessa história?


A batalha pelas pessoas é real, e o inimigo usa tudo que pode para afastá-las da salvação. Por exemplo, no contexto da semente que cai à beira do caminho, (...) "Satanás e seus anjos estão nas reuniões em que o evangelho é pregado. Enquanto anjos do Céu se esforçam para impressionar os corações com a Palavra de Deus, o inimigo está alerta para torná-la sem efeito. Com fervor comparável apenas à sua maldade, procura frustrar a obra do Espírito de Deus. Enquanto Cristo, pelo Seu amor, atrai a pessoa, Satanás procura desviar a atenção daquele que é movido a buscar o Salvador" (Parábolas de Jesus, p. 44).

Alguém poderia perguntar: Por que o fazendeiro não foi mais cuidadoso, evitando desperdiçar as sementes lançadas no caminho? Por que ele não foi mais diligente e removeu as pedras? Por que ele não arrancou maior quantidade de ervas daninhas?

Quando estamos lançando as sementes do evangelho, o esforço humano é sempre limitado. Precisamos semear em toda parte. Não somos juízes para determinar qual é o solo bom e o ruim. O aparecimento das ervas daninhas indica que simplesmente somos incapazes de impedir que o mal brote nos lugares mais inesperados. Somente o trabalho do Senhor da colheita sobre a terra semeada garantirá a salvação aos que


aceitam a semente da Palavra. Fazemos nosso trabalho, e precisamos aprender a crer que Ele fará o dEle.

Você já constatou a realidade dessa parábola? Por que, às vezes, vemos pessoas recém-batizadas saindo da igreja, ou pessoas que simplesmente não demonstram interesse nenhum?



Construir sobre  a rocha
A questão da nossa posição na luta cósmica que se desenvolve ao redor se torna muito pessoal na parábola do homem que construiu uma casa sobre a rocha.

3.     Leia Mateus 7:21-27. O que é tão assustador nessa parábola?


O que vem à sua mente quando você pensa nessa história? Onde está a rocha e onde está a areia? Para algumas pessoas, a areia se encontra apenas na praia, mas essa história provavelmente não seja sobre uma residência à beira-mar. O lugar mais provável talvez seja entre as colinas onduladas sobre as quais a maioria das aldeias estava localizada, em algum lugar ao lado de um vale.

Jesus descreveu duas casas: uma construída simplesmente sobre a superfície, enquanto a outra tem alicerces que descem até a camada rochosa (Lc 6:48). Não dá para dizer a diferença entre as duas casas prontas até que chova nas colinas e uma repentina inundação desça estrondosamente para o vale. Para um dos construtores, isso não será problema, pois a casa está firmemente estabelecida; mas para o outro haverá problema. Sem um alicerce seguro, a casa construída apenas na superfície será alvo fácil das enchentes com suas águas agitadas.

Jesus contou essa parábola porque sabia o quanto nos enganamos. Há uma séria luta em andamento e, sem ajuda, não será possível sobreviver a ela. Visto que Jesus prevaleceu contra o mal, Ele é chamado a Rocha.

Essa batalha pessoal contra o mal pode ser vencida, mas somente se edificarmos nossa vida firmemente sobre Cristo, e somente podemos edificar sobre o Salvador por meio da obediência a Ele. "Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha" (Mt 7:24). Simples assim. Por mais que a seja um componente fundamental, a Bíblia diz que a sem obras é "morta" (Tg 2:17, 20, 26), e nessa parábola vemos exatamente como ela é morta.

Leia Mateus 7:22,23. Expulsar demônios ou profetizar em nome de Jesus revela que essas pessoas tinham algum tipo de "fé". Contudo, qual foi o destino delas? Qual é o alicerce sobre o qual sua casa está construída, e como saber a resposta?



Não julgueis
Jesus pronunciou o Sermão do Monte no princípio de Seu ministério. Ele foi revolucionário. Para começar, Ele disse às pessoas comuns que elas eram valorizadas e bem-aventuradas aos olhos de Deus (Mt 5:3-12), e que elas eram sal (Mt 5:13) e luz (Mt 5:14-16), duas coisas altamente valorizadas. Ele falou sobre a importância da lei de Deus (Mt 5:17-19), mas advertiu contra a tentativa de impressionar outros com o bom comportamento (Mt 5:20). Jesus ainda enfatizou que a moralidade é determinada pelo que a pessoa pensa, não apenas por seus atos (Mt 5:21-28), embora devamos ter cuidado em relação aos atos (Mt 5:29, 30).  Quando  lemos todo  o  sermão,  podemos ver que  Ele  abrangeu  toda a gama da existência e     dos


relacionamentos humanos (Mt 5-7:27).

4.       Leia Mateus 7:1-5. De que forma a realidade do grande conflito é revelada nesse texto? Como a luta entre o bem e o mal é manifesta ali?


'"Não julgueis, para que não sejais julgados' (Mt 7:1). Não vos julgueis melhores que outros homens, nem vos exalteis como seus juízes. Uma vez que não podeis discernir os motivos, sois incapazes de julgar um ao outro. Ao criticar uma pessoa, estais sentenciando a vós mesmos, pois mostrais ter parte com Satanás, o acusador dos irmãos. O Senhor diz: 'Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos' (2Co 13:5, ARC). Eis nossa tarefa" (O Desejado de Todas as Nações, p. 314).

Quando Jesus disse aos Seus ouvintes que não julgassem, apresentou duas ideias importantes. A primeira é que julgamos os outros porque fazemos as mesmas coisas que estamos condenando (Mt 7:1,2). Tiramos a atenção de nós mesmos e garantimos que todos ao nosso redor olhem para a pessoa que estamos condenando, e não para nós.

A outra ideia que Jesus apresenta é que, com frequência, o problema que vemos em nosso irmão ou irmã é pequeno em comparação com o nosso próprio, um problema do qual podemos nem mesmo estar conscientes. É tão fácil ver um cisco no olho dos irmãos, mas somos incapazes de ver a grande trave de madeira que está no nosso olho.

Qual é a diferença entre julgar alguém e julgar seus acertos ou erros? Por que é muito importante fazer essa distinção?


"Eis que  estou convosco todos os  dias"
5.      Mateus terminou seu evangelho com algumas das palavras mais encorajadoras de Jesus: "Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mt 28:20). O que elas significam para nossa vida, lutas, fracassos, decepções e até mesmo para os momentos em que achamos que Deus falhou conosco?


É interessante que Mateus tenha começado seu evangelho com palavras semelhantes. Depois de especificar todos os ascendentes e relatar a visita do anjo, primeiro a Maria, depois a José, Mateus explicou que o bebê que nasceria seria Emanuel, Deus conosco (Mt 1:23).

Várias vezes na Bíblia, Deus fez a promessa: "Estarei com você". Ele prometeu estar com Isaque (Gn 26:24), com Jacó (Gn 28:15), com Jeremias (Jr 1:8, 19) e com o povo de Israel (Is 41:10; 43:5). O contexto de muitas dessas referências é o tempo das dificuldade e ameaças, quando as palavras divinas teriam muitíssima relevância.

Um verso paralelo usa palavras semelhantes: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei" (Hb 13:5, NVI). Apenas alguns versos depois, o autor acrescenta: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre" (Hb 13:8, NVI). Essa promessa também é repetida várias vezes. Na verdade, ela vem da ocasião em que Moisés transferiu a liderança para Josué (Dt 31:6, 8), e Deus repetiu a frase para Josué após a morte de Moisés: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei" (Js 1:5, NVI). Quando Davi passou o reino para Salomão, disse a ele, da mesma forma, que Deus não o deixaria nem o abandonaria (1Cr 28:20).

Jesus, que nunca muda, que está sempre conosco, ofereceu firme confiança a nossos antepassados na fé. Eles estavam enfrentando dificuldades e provas, ou estavam prestes a empreender o maior desafio de sua vida, mas lhes foi assegurada a contínua presença de Deus.


Essas palavras de encorajamento são significativas para a igreja de Cristo no tempo do fim. A promessa de Jesus de estar conosco até o fim está no contexto da ordem para fazer discípulos, indo, batizando e ensinando. Portanto, é aí que está o foco: na alegria de resgatar pessoas para que elas não terminem do lado derrotado no grande conflito.

Nas três tentações, Jesus usou a Bíblia como defesa. O que isso significa para nós, na prática? Quando enfrentamos a tentação, corno usar a Bíblia para obter as mesmas vitórias?


Estudo adicional
O escritor Leon Wieseltier escreveu sobre algo que ele classificou como "uma das histórias mais tristes do mundo". Ele contou de um cidadão inglês, por nome S. B., cego desde o nascimento. Contudo, a boa notícia foi que, aos 52 anos de idade, S. B. fez um transplante de córneas que lhe proporcionou a visão. Pela primeira vez na vida, S. B. foi capaz de enxergar! Deve ter sido algo incrivelmente emocionante para ele, finalmente, ver o mundo que havia se mostrado ao seu redor durante toda sua vida, mas estivera, literalmente, longe dos seus olhos. Entretanto, Wieseltier citou o livro em que leu inicialmente a história.
S.  B., dizia o autor, "achou o mundo sem graça, e ficou contrariado com as pinturas descascadas e manchas. [...] Ele começou a notar cada vez mais as imperfeições das coisas, e examinava pequenas irregularidades e marcas na pintura e na madeira, o que ele achava desagradável, pois esperava, evidentemente, um mundo mais perfeito. Ele gostava das cores brilhantes, mas ficava deprimido quando a luz se desvanecia. Sua depressão se tornou pronunciada e generalizada. Ele gradualmente foi desistindo da vida ativa, e três anos depois morreu" (www.newrepublic.com/article/113312). Que incrível! Embora até certo ponto seja difícil entender essa atitude, por outro lado é possível entender. Nosso mundo é um lugar danificado. O grande conflito está sendo travado aqui cerca de seis mil anos. Uma guerra de seis mil anos deixa muita destruição em seu rastro. Apesar de todas as nossas tentativas de tornar o mundo melhor, a trajetória parece não seguir na direção certa. Na verdade, as coisas só vão piorar. Por isso, precisamos da promessa de redenção, que chega a nós somente por meio da vitória de Cristo no grande conflito, assegurada na cruz e oferecida livremente a todos nós.

Perguntas para reflexão.

1.     Que lições você pode aprender com a história de S.B.?

2.      Se um amigo ou familiar fez algo errado, como lidar com esse problema de uma forma que não julgue a pessoa nem pareça julgá-la?

Respostas sugestivas: 1. Nosso jugo nos sobrecarrega, mas o jugo que Cristo nos oferece é suave. Cristo restaura o ser humano em todos os aspectos. 2. Todo o esforço foi feito para que a palavra de Deus germinasse, mas o inimigo astuto estava alerta para não deixar a semente se desenvolver. 3. A parábola foi dirigida às pessoas que professavam conhecer Cristo e aparentemente fizeram prodígios em Seu nome, Mas não estavam alicerçadas na Rocha que é Cristo. 4. Quando julgamos alguém, evidenciamos que temos parte com Satanás, o grande acusador. Em vez de julgar deveríamos nos auto avaliar para ver se não estamos cometendo o mesmo ato. 5. Não estamos sozinhos! Deus diz: Estarei com você, nunca o deixarei, nem o abandonarei. Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente!

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