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Campeão do amor & O Senhor do inesperado


Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. João 15:13
Desde a névoa do tempo, o ser humano gosta de disputas. Assim, foi feito um torneio internacional para determinar o campeão do amor. E os organizadores começaram a apresentar os sete finalistas.
O primeiro candidato foi João, que mostrou como Deus amou o mundo. "Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor", ele definiu (1Jo 4:8).
O segundo foi Paulo, com seu poema que tem inspirado gerações ao longo dos séculos. "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine", ele comparou (1Co 13:1).
O terceiro foi David Livingstone, o maior missionário do continente africano. "Eu vou a qualquer lugar, contanto que seja para frente", resumiu sua filosofia de vida. E completou: "Deus tinha um único Filho e fez dele um missionário."
O quarto foi Albert Schweitzer, que, apesar de seus recursos intelectuais, preferiu demonstrar como missionário o que é servir. "Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes", comentou.
O quinto foi John D. Rockefeller, o megaempresário americano que foi simplesmente o maior filantropo da história em volume de doações. Para ele, "cada direito im­plica uma responsabilidade; cada oportunidade, uma obrigação; cada posse, um dever".
O sexto foi Martin Luther King Jr, que lutou arduamente pela igualdade racial. "Eu tenho um sonho de que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter", proclamou.
A sétima candidata foi Madre Teresa de Calcutá, que mostrou aos miseráveis da Índia e do mundo o significado do amor. "Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar", ela disse. "Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota."
Quando o mestre de cerimônia pediu aplausos para os candidatos, o auditório explodiu em palmas. Então, um a um pegou seu troféu e o colocou aos pés de uma cruz que ornamentava o cenário, inclinando-se em deferência àquele que lhes havia ensinado o significado do amor. Com uma lágrima na face, quebrando o protocolo, o pianista começou a tocar uma canção de Phil Cross e Carolyn Cross sobre o inigualável e invencível campeão do amor. Em pé, o auditório ovacionou o maior campeão do amor de todos os tempos.
*
Ele ressuscitou! Não está aqui. Marcos 16:6
Desde o seu aparecimento, Jesus sempre mostrou grande capacidade de surpreender. Esperavam um rei, ele veio como servo. Apostavam na pompa, ele não tinha formosura. Pediam vingança, ele ofereceu perdão. Queriam um justiceiro, ele personificou a misericórdia. Esperavam que exaltasse a tradição, ele pregou a novidade. Desejavam que defendesse a letra do código legal, ele mostrou o espí­rito da lei. Pensavam que sua santidade o separaria do mundo, ele conviveu com pecadores. Duvidavam de que fosse o Messias, ele provou que era. Mas nada sur­preendeu tanto quanto o que aconteceu em seu túmulo.
Muitos acreditavam que ele fosse o Messias. Porém, na sexta-feira à tarde, ele foi morto, o que significava que a esperança de Israel havia morrido - mais uma vez. O céu escureceu, a terra tremeu, o povo ficou assustado. "Deus está irado com Jerusalém e o Sinédrio", muitos devem ter pensado. De fato, estava. E a ira foi canalizada contra o seu Messias, que carregava o pecado de Jerusalém e de toda a humanidade.
O sábado foi um dia de tristeza e preocupação em Jerusalém. O desapontamento e o terror estavam no ar, dependendo dos personagens. Os sentimentos eram mistos. Será que haviam matado o Messias de Israel? E agora, o que aconteceria?
Na madrugada do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ao sepulcro. Não erraram o caminho nem o lugar, pois era a sepultura de um homem rico e elas haviam visto onde Jesus fora sepultado (Mc 15:47). Emocionadas, confusas, ficaram sentadas no jardim, à entrada do sepulcro, chorando.
O fato de levarem especiarias para ungir o corpo de Jesus mostra que não tinham nenhuma expectativa de que ele fosse reviver. Chegaram ao local e, atônitas, constataram que a pedra havia sido removida. Então, o anjo disse as palavras memoráveis do texto de hoje: "Ele ressuscitou! Não está aqui." Elas esperavam um corpo e encontraram um túmulo vazio.
Na versão de Lucas (24:5), os anjos, com certa ironia triunfante, perguntaram-lhes: "Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive?" Na ver­são de João (20:13), mais terna, os anjos perguntaram a Maria Madalena: "Mulher, por que você está chorando?" "Levaram embora o meu Senhor", respondeu ela, "e não sei onde o puseram."
Se Jesus estivesse ali, seria apenas mais uma figura curiosa na margem da his­tória, uma nota de rodapé sem muita conexão com a narrativa humana. Mas ele não ficou na sepultura. Um morto não tem capacidade de surpreender ninguém. Jesus surpreende até na morte. É o Senhor do inesperado.

Fonte: Meditações Diárias 2016

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