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De Olho no PRÊMIO - Inspiração Juvenil - Março




Dormindo como um bebê

Quando me deito, durmo em paz, pois só tu, ó SENHOR, me fazes viver em segurança. Salmo 4:8
Para ser um atleta de qualidade, é preciso cuidar muito bem da saúde. Por isso, é necessário prestar atenção a algo que muitos negligenciam hoje: o sono. Na verdade, o sono é importante para todos, não só para os atletas. E ele que garante o crescimento, a regeneração do descanso, promove a memória, o bom funcionamento do cérebro, facilita a atenção e a capacidade de aprender.
Há quem use a expressão "dormir como um bebê" como sinônimo de um sono profundo e tranquilo. Acho que quem fala isso nunca cuidou de um bebê novinho. É verdade que os bebês dormem muito mais horas do que os adultos, mas com uma característica peculiar: passam bem mais tempo no ciclo leve de sono. Remexem-se, resmungam e às vezes até choram um pouquinho, ainda dormindo. Em algumas ocasiões, lutam contra o próprio sono. Vejo isso ao cuidar do meu pequeno de dois meses. Ele boceja e dá sinais de cansaço, mas resiste às tentativas de ser colocado para dormir. Sabendo o que é o melhor para ele, insisto, para depois vê-lo acordar um bebê feliz, sorridente e descansado, pronto para mamar e brincar.
Assim somos nós também. Quantas vezes precisamos do sono - e de ou­tras coisas importantes - mas resistimos. Ficamos acordados, prejudicando a própria saúde, enquanto nos demoramos na televisão e na internet. Esquecemos que precisamos ter a mente clara para estudar, trabalhar e resistir às tentações que o inimigo põe todos os dias em nosso caminho.
Há outras ocasiões em que, mesmo sem querer, o sono nos escapa. Deixamos que a ansiedade tome conta de nós, perdendo a oportunidade de confiar verdadeiramente em Deus. Para essas ocasiões, o próprio Jesus tem um con­selho: "Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?" (Mateus 6:25, ARA). E continua: "Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acres­centar uma hora que seja à sua vida?" (verso 27, NVI).
O que tem tirado sua paz e tranquilidade? E a preocupação com o boletim que logo chegará? Ou a vontade de ser popular e aceito por um grupo de amigos? Ou ainda o desejo de que acabem os problemas dentro de casa? Entregue para Deus! Depois disso, pode dormir em paz, pois ele garante a você uma vida com segurança.

Aqueles que perseveram

Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Apocalipse 14:12, ARA
Desde que os Jogos Olímpicos foram instituídos na era moderna, em 1896, apenas cinco países participaram de todas as edições. São eles: Grécia, Inglaterra, Suíça, França e Austrália. Em 2012, por exemplo, foram 204 países participantes. Ou seja, dentre mais de duzentos países, apenas cinco con­seguiram o feito de estar em cada uma das Olimpíadas ao longo de mais de um século de história.
É claro que algumas dessas duzentas e poucas nações nem existiam 120 anos atrás. Outras tantas enfrentaram problemas tão graves, como fome, miséria e conflitos, que não podiam "dar-se ao luxo" de dedicar recursos ao esporte. Ainda assim, porém, a participação em 100% dos jogos é um feito digno de nota.
A constância e a perseverança são celebradas e valorizadas nas mais diversas áreas da vida. E há bons motivos para isso! Ser constante é persistir, não vacilar. Perseverar é se manter firme mesmo diante de bons motivos para desistir. Devem ser elogiados aqueles que perseveram nos relacionamentos familiares, são constantes no trabalho ou no desempenho escolar.
O mais importante, porém, é demonstrar constância e perseverança no relacionamento com Deus. A inconstância tem sido uma marca da relação da humanidade pecadora no trato com o Senhor desde o início da história. Tanto que a Bíblia usa a comparação com a infidelidade conjugai e a imoralidade para se referir aos momentos em que o povo se afastava: "O senhor Deus diz: 'Povo de Israel, faz muito tempo que você rejeitou a minha autoridade. Você não quis me obedecer, nem me adorar. E, em todos os montes altos e debaixo de todas as árvores sagradas, você praticava imoralidade na adoração aos deuses.'" (Jeremias 2:20).
Deus, porém, reconhece uma característica fundamental naqueles que ficarão ao lado dele no tempo do fim: a perseverança. É o que diz o texto de Apocalipse que escolhemos para meditar hoje. Essa perseverança é demonstrada por meio de dois elementos fundamentais: a guarda dos mandamentos e a f é em Jesus. Na verdade, os dois andam lado a lado, pois o próprio Cristo disse: "Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos" (João 14:15, NVI). Peça a Deus hoje que o ajude a ser constante em seu relacionamento com ele e a perseverar até o fim.

Por último, mas não menos importante

Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Mateus 25:34, ARA
"O importante não é vencer, mas participar." Essa frase foi proferida em 1908, por um bispo da Pensilvânia, Estados Unidos, em um discurso para os atletas antes das Olimpíadas de Londres. Ela também costuma ser dita em início de campeonatos amistosos, como jogos estudantis, para acal­mar a tensão e a agressividade. E usada ainda como consolo para aqueles que perdem, pois, em geral, aos vencedores dá-se simplesmente parabéns e pronto.
Vamos falar a verdade: na teoria, concordamos com o lema, mas, na prática, gostamos mesmo é de ganhar. Ser perdedor é algo que nos incomoda profundamente, até mesmo em brincadeiras dentro de casa, com irmãos, vizinhos ou primos. Nossa natureza competitiva quer estar sempre à frente, no primeiro lugar, com o título de vencedor. E como se, lá no fundo, pensássemos assim: "Tudo bem, o importante pode até ser participar, mas participar vencendo é muito mais gostoso."
Às vezes, carregamos esse lado competitivo para áreas da vida em que ele não ajuda. Assim, em vez de tentar ser o melhor aluno que tem condições de ser, você quer ser melhor do que fulano ou beltrano de sua classe. Dessa maneira, em vez de ser a melhor pessoa que pode ser, comparando-se apenas a si próprio, você baixa o padrão e quer ser melhor que o outro - seu irmão, vizinho, colega de classe, etc.
Grande é o risco quando transportamos essa mentalidade para a vida espiritual e queremos ser melhores que as pessoas com quem convivemos. Esse era o erro dos fariseus nos tempos de Jesus. Para eles, não bastava ser religio­so; queriam parecer religiosos e transformavam a espiritualidade em um show de ostentações, humilhando quem não se encaixava na norma deles. Sabe de que Cristo os chamou? De "sepulcros caiados", ou seja, túmulos bonitos por fora, pintados de branco, mas podres por dentro.
Na lista de chamada do Céu, não faz a menor diferença se seu nome esti­ver em primeiro lugar, no meio ou em último. O importante é que você esteja entre aqueles que recebem o convite: "Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino." Peça a Deus hoje que o ajude a deixar de lado o desejo de ser "melhor que" e passe a se concentrar em ser o seu melhor para o Senhor a cada instante.

Em busca de sentido

E, se Cristo não foi ressuscitado, a fé que vocês têm é uma ilusão, e vocês continuam perdidos nos seus pecados, [...] Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo. Mas a verdade é que Cristo foi ressuscitado, 1 Coríntios 15:17, 19, 20
Foi uma manhã sombria para a Argentina. Em 28 de setembro de 2004, o adolescente Rafael Solich, de 15 anos, entrou em sala de aula com uma pistola. Júnior, como era conhecido, disparou nos colegas, matando três e ferindo outros cinco. Esse foi o primeiro massacre escolar registrado na América Latina.
Uma violência dessa natureza sempre desperta uma série de questiona­mentos: O que se passa na mente de um jovem que decide fazer algo assim? Qual seria a razão para tanto ódio e desespero? Quem errou? Ele próprio foi o culpado de suas escolhas? Os pais falharam na educação? A culpa é da sociedade como um todo?
Alguns meses antes, usando um canivete, Júnior escrevera o seguinte na carteira em que costumava se assentar na sala de aula: "Quem encontrar o sentido da vida, que o escreva aqui, por favor."
A falta de sentido para a vida leva as pessoas a cometerem todo tipo de loucura. Tentando encontrar um significado para a existência, muitos se afundam no trabalho de forma doentia, submetem-se a relacionamentos marcados pelo abuso, buscam fuga no álcool, nas drogas, no cigarro ou caem em depres­são profunda. Ao contrário dos animais, o ser humano necessita encontrar significado para viver em paz, precisa saber que a vida não é um fim em si mesma, que há algo além dessa existência.
Felizmente, você e eu não precisamos viver em angústia. Não temos moti­vo para nos refugiar em prazeres prejudiciais e passageiros, nem buscar valor nos afirmando por meio de bens materiais. O sentido da vida se resume em Deus. Você foi criado por ele para ser um filho querido; Jesus veio, morreu e ressuscitou; agora, ele prepara uma morada especial para você no Céu, onde viverá eternamente, além dessa existência terrena.
Graças à ressurreição de Cristo e ao plano da salvação, nossa fé não é ilusória. Nossa vida tem um sentido especial. Mesmo quando tudo dá errado por aqui, temos muitos motivos para nos encher de esperança. Viva com isso em mente e não guarde só para você. Espalhe essa notícia!

Deformador de caráter

Antes de abençoá-lo, perguntou mais uma vez: - Você é mesmo o meu filho Esaú? - Sou, sim - respondeu Jacó. Gênesis 27:24
Sempre ouvimos dizer que o esporte ajuda a moldar o caráter de uma pessoa. Sabemos também que ensina lições como disciplina, espírito de equi­pe, determinação e persistência. O que não se divulga tanto é que o esporte também pode ajudar a moldar o caráter para pior. É isso que alguns estudos científicos com jovens atletas mostraram.
A importância que muitos dão ao esporte é tão grande que passam a acreditar na falsa ideia de que todas as outras coisas ficam em segundo plano e que vale tudo por um bom resultado. Além disso, praticantes de esportes de contatos mais bruto têm maior propensão de se envolver em brigas. A violên­cia do esporte muitas vezes resvala para outras áreas da vida. A pressão para vencer é tão grande que acaba parecendo que vale tudo, levando a deslizes nas áreas moral e ética.
Casos assim demonstram que o esporte, como outras coisas na vida, pode ser usado tanto de maneira benéfica, para construir positivamente o caráter, quanto de forma prejudicial. Logo, o esporte em si não é o problema, mas o que o atleta faz em relação a ele.
Assim são as situações que a vida nos oferece. A maioria delas não é boa ou ruim em si. Nós é que precisamos decidir como as abordaremos e que proveito tiraremos delas.
Quando Rebeca ainda estava grávida dos gêmeos Esaú e Jacó, Deus já havia anunciado a Isaque que o mais novo ficaria à frente do primogênito: "No seu ventre há duas nações; você dará à luz dois povos inimigos. Um será mais forte do que o outro, e o mais velho será dominado pelo mais moço" (Gênesis 25:23). Sem dúvida, Jacó sabia disso.
Todavia, em vez de esperar Deus agir, concordou com o plano da mãe de enganar o pai idoso e quase cego. Perdeu a oportunidade de usar uma situação da vida para crescer e deixou que seu caráter fosse deformado. Felizmen­te, Deus não desistiu de Jacó e, mais tarde, ele teve a chance de se arrepender e se redimir,
Quais são as situações que a vida tem colocado a sua frente hoje? Você não peca por opção ou por falta de oportunidade? Peça a Deus que o ajude a usar cada circunstância a fim de moldar seu caráter para o bem.

Perdedor intencional

Assim eu me torno tudo para todos a fim de poder, de qualquer maneira possível, salvar alguns. 1 Coríntios 9:22
Ele poderia ter vencido; mas escolheu chegar em segundo lugar. Quem faria isso e por quê? Essa foi a experiência do espanhol Ivan Fernández Anaya, em dezembro de 2012. O jovem de 24 anos disputava uma corrida cross country na cidade de Navarra. O queniano Abel Mutai, campeão olímpico, liderava com folga, mas se enganou, achando que já havia cruzado a linha de chegada. Diminuiu o passo e começou a comemorar. Anaya, em vez de se aproveitar do vacilo para passar o adversário e ganhar, começou a gesticular e a empurrar Mutai, levando-o até a vitória que, por mérito, era mesmo dele.
No fim da prova, Anaya disse o seguinte: "Ainda que tivessem me dito que ganharia uma vaga na seleção espanhola, para disputar o Campeonato Europeu, eu não teria me aproveitado. Acho que é melhor o que eu fiz, do que se tivesse vencido nessas circunstâncias. E isso é muito importante, porque hoje, do jeito que estão as coisas no futebol, na sociedade, na política, onde parece que vale tudo, um gesto de honestidade vai muito bem."
Na corrida cristã, cuja linha de chegada é o Céu, nosso objetivo deve ser semelhante ao de Anaya. Em vez de chegar na frente, devemos conduzir outros para que acertem o caminho e cheguem conosco. O apóstolo Paulo foi mestre em fazer isso e nos explica suas táticas: "Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas. Tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus. [...] Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns" (1 Coríntios 9:19-22, NVI). E conclui: "Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele" (verso 23, ARA).
Ou seja, precisamos nos aproximar das pessoas procurando pontos de contato com elas e desenvolver a amizade a fim de conduzi-las até a linha de chegada. A alegria da vitória celestial é a alegria de passar a eternidade junto das pessoas que Deus nos deu nesta Terra. Vamos mostrar a elas o caminho!

Falsa loucura

Davi assustou-se com as palavras deles e ficou com muito medo de Aquis. Então, na frente de todos eles, fez de conta que estava louco. Quando tentaram segurá-lo, ele começou a agir como doido: rabiscava os portões da cidade e deixava escorrer saliva pela barba. 1 Samuel 21:12, 13
Desde 1960, são realizados, a cada quatro anos, os Jogos Paraolímpicos, o maior evento esportivo do mundo para pessoas com diferentes tipos de deficiência. Ali é possível encontrar exemplos extraordinários de su­peração pessoal, persistência e coragem - verdadeira inspiração. Porém, como em tudo que envolve a natureza humana, há também tristes episó­dios de trapaça.
Foi o que aconteceu em 2000 na cidade de Sydney. Para disputar com vantagem a competição de basquete, alguns atletas fingiram ter deficiência mental. O time posteriormente denunciado, entrou em quadra com atletas sem nenhum problema neurológico. Por isso, a participação dos deficientes mentais foi até suspensa temporariamente das Paraolimpíadas. O foco no pódio os levou a trapacear.
A Bíblia conta a história da ocasião em que um de seus grandes personagens fingiu ter problemas mentais. As coisas não estavam fáceis para Davi. Em Israel, era incessantemente perseguido pelo rei Saul, que temia perder a coroa. Sem saber para onde ir, Davi buscou refúgio junto aos inimigos do povo de Deus, na cidade de Gate. Lá, as autoridades se lembraram de que aquele era o herói de guerra dos israelitas. Davi se viu em apuros e, na tentativa de salvar a própria pele, se fingiu de doido para ser deixado em paz. Esqueceu-se de que o mesmo Deus que lhe dera vitória sobre o gigante Golias teria condições de salvá-lo sem que precisasse recorrer à mentira.
Quando é que você se finge de louco ou de desentendido? Para evitar a vergonha de ter de explicar aos amigos por que você vive de maneira diferente? Para fugir de um confronto com seus pais, deixando de lhes contar a verdade? Tenha em mente a todo instante que o "pai da mentira" é o diabo (João 8:44). É ele quem tenta nos convencer de que não há problema em contar uma mentirinha aqui e se fingir de louco ali. Jesus, porém, nos orienta quanto ao modo de proceder em qualquer situação: "Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não, O que disto passar vem do maligno" (Mateus 5:37, ARA).

Toque feminino

Pois, por meio da fé em Cristo Jesus, todos vocês são filhos de Deus. Gálatas 3:26
Em 1900, na cidade de Paris, as mulheres participaram pela primeira vez dos Jogos Olímpicos. A primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro olímpica foi a tenista britânica Charlotte Cooper. Passados 32 anos, o Brasil enviou a primeira mulher para as Olimpíadas.
Na época, as atletas sofriam grande preconceito por praticarem esportes. A primeira corajosa foi a nadadora Maria Lenk. Aos 17 anos, ela partiu para Los Angeles, integrando o grupo de atletas que precisou vender o café carregado no porão do navio para custear as próprias despesas. Não ganhou nenhuma medalha olímpica, mas é considerada, mesmo assim, um mito do esporte. Foi pioneira no nado borboleta, que introduziu numa prova de pei­to nas Olimpíadas de Berlim, em 1936. Bateu recordes mundiais dos 200 e 400 metros nado peito. Treinava muitas vezes sozinha, sem técnico, seguindo os próprios métodos.
Muito antes de as mulheres receberem reconhecimento e serem vistas de modo mais igualitário pela sociedade (embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido nesse sentido), Deus já as valorizava e lhes concedia posições especiais: juízas, profetisas, rainhas, mães. Para ele, "não existe diferença [...] entre homens e mulheres" (Gálatas 3:28).
Jesus Cristo contava com um grupo de mulheres que o acompanhava e apoiava seu ministério. Elas foram fiéis seguidoras. Num momento em que os discípulos haviam desaparecido com medo, foram elas que se encarregaram dos preparativos para embalsamar o corpo de Jesus e tiveram assim o maior dos privilégios: receber em primeira mão a notícia da ressurreição! (ver Lucas 24:1-12).
As mulheres têm um jeito especial de organizar, cuidar e amar. O Senhor fica muito feliz em usar cada um desses atributos para a glória dele.
Neste Dia Internacional da Mulher, separe um tempo para agradecer a Deus pelas mulheres especiais que ele colocou em sua vida. E não pare por aí. Vá em frente e diga a cada uma o quanto é bom poder contar com o carinho, a orientação, o apoio, o amor e a amizade que dedicam a você.

Chuva de mudança

E caiu chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites. Gênesis 7:12
Hoje chove sem parar, desde a madrugada. É aquela chuva fina, contínua, que deixa o céu denso de um cinza forte e nos faz ficar com a luz acesa mesmo durante o dia. Da varanda do apartamento, vejo o parque que, nesse horário, costuma estar cheio de pessoas se exercitando, caminhando e correndo: jovens, grupos de idosos, mães empurrando o carrinho de bebê e assim por diante. Hoje não. Tudo parece vazio e imóvel. A chuva convida ao recolhimento e as pessoas trocam o exercício ao ar livre pelo conforto do lar e, quem sabe, dos cobertores!
A chuva entrou para a história da Terra de maneira dramática. Numa época em que a maldade humana havia chegado a proporções radicais, Deus não viu alternativa a não ser destruir os seres humanos, preservando somente aqueles que se arrependessem e escolhessem viver em seus caminhos. Noé foi o evangelista de menor sucesso em termos numéricos que a Bíblia registra: pregou por 120 anos e não conseguiu alcançar ninguém de fora de sua família. Mas, dentro de casa, seu exemplo e sua pregação obtiveram êxito, e ele conseguiu salvar os seus.
Mesmo diante das mais claras evidências, como animais enfileirados, entrando ordeiramente na arca, as pessoas zombaram e não deram crédito. Quando as janelas do céu se abriram, e a água começou a jorrar, desespero e tranquilidade surgiram ao mesmo tempo - desespero por parte daqueles que não deram ouvidos, e tranquilidade dentro do grande barco para Noé e sua família, que tiveram a prova de que vale a pena confiar em Deus. Para todos, a chuva trouxe mudança: para a maioria, ela marcou o fim da vida; para os poucos fiéis, foi um recomeço.
A vida envia chuvas. Algumas delas, como o dilúvio, são anunciadas com antecedência, para que possamos nos preparar. Outras caem quando menos esperamos. Como nos dias de Noé, o sentimento e a reação que elas provocam podem ser os mais distintos.
Desespero ou tranquilidade, fim ou recomeço - só depende de você. E de que lado você se coloca? Escolhe a própria vontade e os desejos pecaminosos, para a destruição completa, ou decide estar ao lado de Deus e de seus planos, para renascer junto com a água que lava o passado e traz uma nova vida?

Incansável

Aos cansados ele dá novas forças e enche de energia os fracos. Até os jovens se cansam, e os moços tropeçam e caem; mas os que confiam no SENHOR recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam. Isaías 40:29-31
Você já ouviu falar na modalidade esportiva conhecida como "ironman"? O nome em inglês significa "homem de ferro". De fato, é necessário ser resistente como o ferro para completar a prova. O ironman é uma espécie de triatlo, esporte que combina, em uma mesma competição, natação, ciclismo e corrida, sempre nessa sequência. Há diferentes distâncias percorridas nas modalidades de triatlo.
Mas, no ironman, tudo é mais difícil: são 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42,195 de corrida. E o equivalente a dar 76 voltas em uma piscina olímpica, depois pedalar de São Paulo até Piracicaba e, para terminar, ainda correr uma maratona! Definitivamente, não é para qualquer um. O esforço físico exige um preparo extraordinário e muito treinamento.
Eu, que já admiro os maratonistas pela distância que percorrem em cada corrida, fico até sem palavras para descrever as pessoas que conseguem concluir um desafio como esse! E como se fossem incansáveis. Mas a verdade é que, ao fim da competição, mesmo os mais preparados se sentem exaustos. Por maior que seja a resistência dos participantes, eles ainda são humanos, e a fadiga toma conta de cada um.
Há muitas coisas neste mundo que acabam com nossas forças - e não estou me referindo às forças físicas. O inimigo lança todo tipo de obstáculo em nosso caminho para que nos sintamos incapazes de prosseguir: desânimo, críticas, zombaria por nossa fé, dificuldades financeiras e tentações nas quais caímos, fazendo-nos sentir que somos indignos de nos aproximar de Deus.
Quando sucumbimos às artimanhas de Satanás, nos achamos fragilizados. No entanto, é justamente nesse momento que o Senhor promete nos renovar e conceder resistência espiritual. Se permitirmos, ele nos dará novas forças quando estivermos cansados e nos encherá de energia quando fracos.
Quando suas forças faltam, Deus supre. Quando o cansaço e o desânimo tomam conta, ele é fonte de toda energia. Se a tentação bater à porta, ele é refúgio seguro. Sinta-se firme em toda e qualquer situação, pois Deus é incansável em seu amor por você.

Limonada

E sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus. 1 Tessalonicenses 5:18
Há um ditado que diz: "Se a vida lhe der limões, faça com eles uma limonada." É uma forma criativa e divertida de afirmar a importância de tirar algo bom das dificuldades. Na teoria, é fácil. Na prática, a experiência pode ser terrivelmente dolorida. É preciso lembrar que os problemas podem ser inevitáveis, mas a amargura e a lamentação são opcionais.
Alguém que soube fazer limonada com os limões da vida foi o húnga­ro Pál Szekeres, lutador de esgrima, o único atleta medalhista tanto nos Jogos Olímpicos quanto nas Paraolimpíadas. Em 1988, conseguiu o bronze nas Olimpíadas de Seul. Em 1991, sofreu um acidente de ônibus que o deixou paraplégico.
Para a maioria, esse seria o fim e um convite à amargura. Mas não foi assim que Szekeres decidiu encarar a situação. No ano seguinte, participou dos Jogos Paraolímpicos em Barcelona e conquistou ali a medalha de ouro. Ganhou mais um ouro em 1996 e medalhas de bronze em 2000, 2004 e 2008. Incrível!
Uma orientação bíblica que sempre me pareceu difícil de seguir é sermos agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Um acidente que traz a paralisia dos membros inferiores não parece, de maneira alguma, um motivo para agradecer. Nem outras situações da vida que podem estar incomodando você neste momento: um amigo próximo que virou as costas, o divórcio dos pais, brigas dentro de casa, perseguição na escola, notas baixas, problemas de autoaceitação e autoestima.
No entanto, o mesmo Senhor que nos orienta a ser gratos sob quaisquer circunstâncias nos diz que "todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano" (Romanos 8:28).
Ninguém está dizendo que, daqui para frente, tudo será fácil. Longe disso. É bem provável que os desafios e as dificuldades continuem a vir em sua direção. Quanto mais nos aproximamos de Deus e quanto mais perto chega o fim de todas as coisas, mais situações adversas cruzarão nosso caminho. Podemos desistir e desanimar. Ou podemos seguir o exemplo de Pál Szekeres e extrair o melhor daquilo que a vida nos apresenta, com a ajuda de Deus.

No inverno e no verão

Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. 2 Timóteo 4:2, NVI
Os Jogos Olímpicos modernos contam, desde 1924, com edições de verão e de inverno. O que costumamos conhecer como as Olimpíadas aqui no Brasil são os jogos de verão, uma vez que, por vivermos num país tropical, não temos uma participação expressiva nos esportes de neve e gelo.
Ao longo de toda a história das Olimpíadas, apenas quatro atletas ganharam medalhas tanto nos jogos de verão quanto nos de inverno. Somente um obteve o ouro em ambos. Trata-se de um feito notável, pois, em geral, os atletas se especializam apenas em um esporte e dão seu melhor apenas nele.
Contudo, Eddie Eagan era um atleta completo. Em 1920, foi ouro disputando boxe na categoria dos meio-pesados. Oito anos depois, em Lake Placid, ganhou o ouro com sua equipe de bobsleigh, esporte de inverno em que duas ou quatro pessoas descem de trenó por uma pista de gelo estreita e cheia de curvas. A força da gravidade faz os trenós chegarem a 150 quilômetros por hora! Vencem aqueles que fizerem o percurso no menor tempo. No boxe ou no trenó, Eddie Eagan dava seu melhor.
As vezes, em nossa vida cristã, queremos ser "atletas especializados" e só dedicamos atenção a um dos elementos fundamentais do relacionamento com Deus. Assim, alguns se tornam especialistas no estudo da Bíblia. Passam horas meditando em textos, lendo comentários, buscando referências e podem dar verdadeiras aulas sobre assuntos difíceis. Porém, se esquecem de dedicar tempo à oração, pedindo a Deus que oriente o estudo. Também deixam de colocar em prática aquilo que leem e se esquecem de compartilhar com os outros as verdades encontradas.
Outros recebem a verdade com tanta alegria que querem sair contando aos outros o que aprenderam o mais rápido possível. E isso é ótimo! Esquecem-se, porém, de se aprofundar no conhecimento, de compreender de fato o que descobriram e transmitem um testemunho superficial, sem o peso da Palavra.
A vontade do Senhor é que sejamos atletas de verão e de inverno - que sejamos cristãos completos. Para isso, precisamos de equilíbrio e dedicação, devotando tempo à oração, ao estudo da Bíblia e ao testemunho. Aí sim poderemos fazer como orientou Paulo: estar preparados a tempo e fora de tempo para repreender, corrigir e exortar, com paciência e doutrina.

Reconstrução

Eu senti a presença poderosa do SENHOR, e o seu Espírito me levou e me pôs no meio de um vale onde a terra estava coberta de ossos [...] completamente secos. [...] Então profetizei conforme a ordem que eu havia recebido. A respiração entrou nos corpos, e eles viveram de novo e ficaram de pé. Havia tanta gente, que dava para formar um enorme exército. Ezequiel 37:l,2, 10
Era o ano de 1960. O Chile se preparava a todo vapor para receber a Copa do Mundo de futebol, que aconteceria dois anos depois. Enquan­to tudo corria conforme o cronograma, uma tragédia: o país foi devasta­do pelo maior terremoto da história moderna. Foram 9.5 pontos na escala Richter. O desastre provocou um maremoto com ondas de até dez metros. O Chile chorou seus mortos e sofreu com 25% da população desabrigada. Depois de tudo isso, muitos duvidavam da capacidade de a nação sediar o importante evento esportivo.
O brasileiro naturalizado chileno Carlos Dittborn era, na época, presiden­te da Confederação Sul-Americana de Futebol. Em meio às circunstâncias desanimadoras, disse a célebre frase: "Porque nada temos, faremos tudo." E, de fato, as obras foram concluídas em tempo recorde. O país deu a volta por cima e foi um excelente anfitrião. Lá, o Brasil se tornou bicampeão do mundo.
O maior especialista em refazer ruínas é Deus. Foi ele quem formou o universo inteiro a partir do nada. Ele é capaz, como mostrou ao profeta Ezequiel, de transformar ossos secos em seres humanos cheios de carne, respiração e vida. Ele pode pegar as áreas mortas de nossa existência e enchê-las de vida novamente.
O pecado, o afastamento de Deus, a rebeldia, o descaso, a indiferença - tudo isso traz morte para nossa jornada espiritual. Em geral, essa morte vem aos poucos, não é súbita como em um terremoto avassalador. Mas, quando menos nos damos conta, nos sentimos secos e mortos, distanciados do Pai celestial.
Quais são os ossos secos em sua vida hoje? Seria o desânimo espiritual, a fraqueza na comunhão pessoal ou mesmo a depressão tomando conta da vida? Diga hoje para Deus: "Senhor, porque nada tenho e nada sou, faça tudo em mim." E veja Deus transformar ossos secos em rica fonte de vida transbordante.

Longe dos holofotes

Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para afazerem rei; então voltou sozinho para o monte. João 6:15
Somos a sociedade da mídia, da publicidade. Aquilo que é feito precisa ser anunciado. Não é suficiente realizar, é preciso contar aos quatro ventos para ser digno de atenção. Atletas vencedores, por exemplo, recebem atenção da mídia - dão entrevistas, estampam páginas de revistas, jornais e sites de notícias. É isso que esperamos.
O problema é quando levamos essa atitude para a vida pessoal e só queremos fazer o que é certo nas ocasiões em que seremos celebrados e elogiados por isso. "Se ninguém está olhando, para que me dar ao trabalho?" - é o que muitos parecem pensar.
Houve alguém que fazia exatamente o oposto disso: Jesus. Ele realizava as obras mais extraordinárias, verdadeiros milagres, e pedia aos beneficiados e às pessoas que testemunharam o feito que não contassem a ninguém sobre o ocorrido.
Foi assim certa vez junto ao mar da Galileia. Diante de uma multidão, algumas pessoas levaram até Cristo um surdo-mudo. Jesus deu ao homem atenção individualizada: tirou-o do meio do povo e colocou os dedos em seus ouvidos. Depois, cuspiu e colocou um pouco de saliva na língua dele. Olhou para o céu e disse: "Efatá!", que significa "Abra-se!". Os ouvidos do homem se abriram naquele instante e sua língua se soltou. Ele começou então a ouvir e falar sem nenhuma dificuldade.
As pessoas ficaram absolutamente maravilhadas! Aos olhos humanos, seria uma oportunidade de ouro para Jesus divulgar seu ministério, ficar mais famoso e, assim, alcançar mais pessoas. Qual, porém, foi a reação do Mestre? A Bíblia conta que ele "ordenou a todos que não contassem a ninguém o que tinha acontecido" (Marcos 7:36). Em outra ocasião, quando a multidão se mo­bilizou para proclamá-lo rei à força, Cristo buscou refúgio solitário no monte.
Por que Jesus agia assim? Ele não queria que o maior número possível de pessoas o seguisse? Certamente que sim! Porém, Cristo conhecia muito bem o propósito maior de seu ministério. Sabia que envolvia, acima de tudo, abnegação e a cruz. Hoje ele convida você a viver a vida cristã da mesma forma: longe dos holofotes, servindo humildemente, sem se apegar a recompensas terrenas, carregando também sua cruz.

Briga liberada?

"Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito", diz o SENHOR dos Exércitos. Zacarias 4:6, NVI
Na maioria dos esportes de contato, não pode haver atos violentos entre jogadores de times opostos. No futebol, quando o juiz percebe que o to­que foi feito com intenção de machucar, dá logo um cartão vermelho, expul­sando o ofensor da partida. O time também é penalizado, ficando com um jogador a menos.
Mas no hóquei no gelo é diferente. Na liga norte-americana, a troca de socos entre os jogadores é liberada. Não há um regulamento oficial para isso, mas os juízes só interferem quando um dos jogadores cai ou perde o capace­te. A única coisa que acontece com os envolvidos é uma punição de alguns minutos no banco de reservas, mas a partida prossegue como se nada tivesse acontecido.
A verdade é que a violência atrai a atenção popular. Há times que até contratam jogadores fortes, mas sem tanta habilidade no esporte, para bater quan­do o técnico julgar necessário. Apelando para o lado mais baixo da natureza humana, muitos são os que apreciam essa troca gratuita de socos e pancadas.
Infelizmente, a violência não se restringe a um esporte distante de nos­sa realidade. Ela está presente nos corredores das escolas, entre grupos de crianças, adolescentes e jovens. A violência física ou verbal deixa marcas profundas, que podem levar a vida inteira para cicatrizar. Em alguns casos não sararam nunca. Muitas vezes, ela vem disfarçada na forma de "brincadeira". Como isso acontece? Os valentões que a praticam minimizam suas ações co­vardes contra os mais fracos e diferentes ao dizer que estão apenas brincando.
Hoje, esse tipo de violência recebeu nome específico em língua estrangei­ra - bullying -, mas sua prática é antiga e conhecida de todos. Embora muitos aceitem que se trata de algo normal, pelo qual todos passam e que faz parte da juventude, somos convidados por Deus a assumir uma postura diferente, de respeito, mansidão e domínio próprio. Ele nos chama também a não nos assentarmos "na roda dos escarnecedores" (Salmo 1:1, ARA).
Não se deixe enganar - a brincadeira só existe quando é boa para os dois lados! Quando ela humilha, envergonha e maltrata, não é brincadeira ne­nhuma. Se você se sente tentado a se unir a pessoas que praticam esse tipo de ato, fuja. Peça a Deus um coração novo e novas amizades. Ele é capaz de transformar por completo sua mente, seu coração e seus atos.

Seis meses de festa

No terceiro ano do seu reinado, o rei deu um banquete para todos os seus oficiais e servidores. Estavam presentes também os chefes dos exércitos da Pérsia e da Média, e os governadores, e a gente da nobreza das províncias. Durante seis meses Xerxes exibiu a todos as riquezas do seu reino e o luxo e o esplendor da sua corte. Ester 1.:3, 4
As Olimpíadas de Londres de 1908 foram as mais longas da história: começaram no dia 27 de abril e terminaram em 31 de outubro. É isso mesmo! Foram seis meses de Jogos Olímpicos! Diferentemente das edições mais re­centes, que concentram as competições durante um curto período, os jogos e eventos foram espaçados. O clima de festa olímpica durou grande parte do ano.
Festas de seis meses não são nada comuns. Mesmo na Antiguidade, quando casamentos e banquetes reais costumavam durar até uma semana, 180 dias é tempo demais! Mas foi o que o persa Xerxes decidiu fazer para revelar seu poder e riqueza. Queria mostrar ao máximo tudo aquilo que tinha, para deixar todos deslumbrados.
Nessa atitude exibicionista, ele quis expor até a rainha perante os convidados bêbados. Ela teve o recato e a coragem de dizer não, e isso lhe custou a coroa. Em meio a circunstâncias tão desfavoráveis, Deus pôde agir por meio de uma bela jovem judia que assumiu o lugar da rainha. Ester teve a oportu­nidade rara de salvar seu povo da destruição em massa que poderia sobrevir por causa da maldade de um homem.
No caso de Xerxes, os seis meses de festa tinham propósitos egoístas e nada construtivos. Porém, saiba que a grandeza da corte persa não chega nem aos pés do banquete que Deus está preparando. Seis meses são um piscar de olhos comparados com uma eternidade de festividades. Não será uma festa dos esportes, como em Londres, nem de exibição das glórias e riquezas celestiais, mas de felicidade e celebração genuína pelo fim do pecado e pela reunião dos remidos com o Senhor.
Deus espera por esse dia! Ele aguarda ansioso o momento da comemoração, quando poderá dar fim definitivo ao sofrimento e à tristeza; quando seu caráter será vindicado perante o universo e sua justiça demonstrada a todos. Ele aguarda a ocasião do reencontro, do abraço em cada um dos filhos que tanto ama. O melhor é que o convite para o banquete eterno está disponível para todos. Esse eu não quero perder por nada! E espero encontrar você por lá também.

A herança de Jacó

O SENHOR Deus diz: "Obedeçam às leis a respeito do sábado; não cuidem dos seus próprios negócios no dia que para mim é sagrado. Considerem o sábado como um dia de festa, o dia santo do SENHOR, que deve ser respeitado. Guardem o sábado, descansando em vez de trabalhar; não cuidem dos seus negócios, nem fiquem conversando à toa. Se me obedecerem, eu serei uma fonte de alegria para vocês e farei com que vençam todas as dificuldades; e vocês serão felizes na terra que eu dei ao seu antepassado Jacó. Eu, o SENHOR, falei." Isaías 58:13, 14
Em 2010, aos 23 anos, ele foi chamado para jogar em um time no exterior, com uma ótima proposta financeira. É o sonho de todo jovem jogador de futebol se tornando realidade. Contudo, Vicente Thomaz, de Boa Vista, Roraima, sabia que só se agarraria àquela oportunidade se pudesse se manter fiel a seus princípios e à vontade de Deus. Ele havia conhecido a verdade e se batizado naquele mesmo ano. Era o único adventista de sua família, que o apoiava desde cedo na carreira esportiva.
De malas feitas, foi para o outro lado do mundo', jogar em um país muçulmano, o Kuwait. Quando os treinos começaram a cair no sábado, Vicente se lem­brou do mandamento que escolhera guardar e não hesitou em faltar. Chamado pela direção do clube para justificar as ausências, deu testemunho de sua fé. Precisou, então, escolher se seguiria as regras do clube ou a vontade de Deus. Não foi fácil, mas ele se manteve firme e voltou para casa.
Considerado louco pelos colegas de time, teve a oportunidade de testemunhar de sua fé em um país que pouco conhece sobre o cristianismo. Em casa, também enfrentou resistência por parte dos familiares, que não entendiam sua decisão. Hoje, porém, eles o apoiam e respeitam. A experiência de Vicente é um grande exemplo de fidelidade.
Qual tem sido o valor do sábado em sua vidar Ê um dia especial, diferente e agradável porque você tem a oportunidade de passá-lo ao lado de Deus? Você o aguarda com expectativa ou fica entediado, esperando que as horas e os minutos passem depressa? Você tem feito como orientou o Senhor por meio de Isaías - não cuidando dos seus negócios nem conversando à toa?
Em meio a um mundo frenético, que não para nunca, o sábado é um ponto de encontro com Deus no tempo. Ele deseja ter uma conexão especial com você a cada semana e recompensá-lo com a herança de Jacó. Valorize essa bênção. Não perca por nada esse presente.

Mudança de prioridades

Sim, todas as coisas que um dia considerei importantes nada mais valem na minha vida. Comparado com o alto privilégio de conhecer Cristo Jesus, meu Senhor, em primeira mão, tudo o mais é insignificante. Filipenses 3:8, A Mensagem
As vésperas dos Jogos Olímpicos de Londres, Carol, do vôlei de praia, anunciou que não iria jogar. Dupla com a irmã Maria Clara, desde 2003, ela ficaria de fora da competição. Fez isso com um sorriso no rosto. O moti­vo? Nem desentendimentos nem contusão. Carol estava realizando um sonho diferente, o de ser mãe. De repente, o que era mais importante para ela - as areias, o esporte - deixou de ser tão relevante assim.
Paulo também passou por uma mudança radical de prioridades. Ele conta como isso aconteceu em Filipenses 3: "Vocês conhecem meu histórico: nascimento legítimo, circuncidado ao oitavo dia; israelita da elite, da tribo de Benjamim; cumpridor rigoroso e devoto da Lei de Deus; defensor ardoroso da pureza da minha religião, a ponto de perseguir a igreja" (versos 5, 6, A Mensagem). Quando jovem, ele teve a oportunidade de estudar com um respeitado rabino, Gamaliel. Era um aluno atencioso e inteligente. Zeloso na fé judaica, era considerado extremamente promissor. Enquanto caminhava pelas ruas de Jerusalém, era olhado com admiração. O que um homem mais deseja é ser respeitado. No entanto, Paulo diz que jogou tudo isso no lixo para abraçar a Cristo e ser abraçado por ele. Não é impressionante?
A partir de então, a jornada não foi fácil. Foi rejeitado por todos aqueles que o admiravam no passado. E mais: escolhido pelo Senhor para levar a mensagem do evangelho aos gentios, também sofreu a rejeição de cristãos que ainda não entendiam a importância desse ministério. Foi perseguido de todas as maneiras que se pode imaginar: "Em cinco ocasiões os judeus me deram trinta e nove chicotadas. Três vezes os romanos me bateram com porretes, e uma vez fui apedrejado. Três vezes o navio em que eu estava viajando afundou, e numa dessas vezes passei vinte e quatro horas boiando no mar. Nas muitas viagens que fiz, tenho estado em perigos de inundações e de ladrões; em perigos causados pelos meus patrícios, os judeus, e também pelos não judeus. Tenho estado no meio de perigos nas cidades, nos desertos e em alto mar; e também em perigos causados por falsos irmãos. Tenho tido trabalhos e canseiras. Muitas vezes tenho ficado sem dormir. Tenho passado fome e sede; têm me faltado casa, comida e roupas" (2 Coríntios 11:24-27).
Mesmo diante de tudo isso, conhecer a Cristo continuava a ser o maior privilégio de sua vida e o propósito de sua existência. Que seja esse também o objetivo de nossa vida.

Debaixo da cama

Ninguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto. Pelo contrário, ela é colocada no lugar próprio para que ilumine todos os que estão na casa. Mateus 5:15
Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de futebol pela primeira vez. Foi para esse evento que construíram o maior estádio do planeta, na época, o Maracanã. A última Copa havia acontecido 12 anos antes. Em 1942 e 1946, o torneio não foi disputado, por causa da Segunda Guerra Mundial, que se estendeu de 1939 a 1945. Em 1946, muitos países ainda sofriam com seus efeitos desastrosos.
Durante o conflito, um fato curioso: com medo de que a taça Jules Rimet fosse roubada, o vice-presidente da Pifa, o italiano Ottorino Barassi, a escondeu em uma caixa de sapatos debaixo de sua cama. Ali ela permaneceu segura até o fim da guerra e foi erguida pela seleção uruguaia, que ganhou a Copa de 1950. Dezesseis anos depois, a taça foi de fato roubada, quando estava em exposição na Inglaterra, país que sediaria o evento em 1966. Dias depois, foi encontrada pelo cachorrinho Pickles, abandonada no jardim de uma casa em Londres.
A taça da Copa do Mundo, por mais linda e significativa que seja, não tem valor nenhum escondida. Ela cumpre seu propósito quando é levada ao alto pelas mãos do capitão do time vencedor, comemorando a vitória com a torcida nacional.
O mesmo acontece com nosso testemunho. Se escondermos aquilo que Cristo fez por nós, nossa vida cristã perde o sentido. As boas-novas da salvação e da vida eterna existem para ser compartilhadas. O próprio Jesus disse que ocultar a bênção da presença de Deus em nossa vida seria o mesmo que acender uma lamparina e colocá-la embaixo de um cesto, deixando o ambien­te permanecer no escuro. Loucura, não é mesmo? Porém, é isso que fazemos quando sentimos vergonha e perdemos a oportunidade de testemunhar. Com­plementando o exemplo, Cristo explicou: "Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu" (verso 16).
A cada dia, você convive com pessoas que nada sabem sobre Deus. Vivem perdidas, sem sentido. Não têm interesse em igreja ou religião. Você é a Bíblia que elas lerão. É por meio de sua conduta que avaliarão se vale a pena servir a Deus ou não. Peça a ele hoje que o ajude a tirar a taça de debaixo da cama, a deixar sua luz brilhar com intensidade cada vez maior!

Coração leve

Não se aflijam nem se preocupem. Em vez de se preocupar, orem. Filipenses 4:6, A Mensagem
Você é uma pessoa preocupada? Quando vai passar por uma situação difícil ou desconhecida, sofre por antecipação, tem dificuldade para dormir ou fica ansioso? Preocupar-se é temer pelo pior, antes que ele aconteça.
Os atletas, além de condicionar o físico, precisam trabalhar o lado emocional para não deixar que as preocupações e ansiedades atrapalhem seu desempenho. Se gastarem muito tempo imaginando o que pode dar errado acabam perdendo a concentração naquilo que sabem fazer de melhor, sendo prejudicados nas competições.
Infelizmente, essa atitude preocupada não afeta apenas atletas profissionais, mas é capaz de nos atrapalhar também. Preocupar-se com uma prova ou nota no final do bimestre pode interferir em sua capacidade de concentração para estudar ou deixá-lo tão nervoso a ponto de esquecer coisas que sabia. Isso já lhe aconteceu?
A Bíblia tem ótimos conselhos para os ansiosos e preocupados de plantão. Um dos meus preferidos está em Mateus 6. São palavras do próprio Jesus: "Não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? [...] Nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso. [...] Não fiquem preocupados, perguntando: 'Onde é que vamos arranjar comida?' ou 'Onde é que vamos arranjar bebida?' ou 'Onde é que vamos arranjar roupas?' [...] O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso" (versos 25, 27, 31, 32).
E Paulo, no texto para reflexão de hoje, nos dá o conselho final sobre o que fazer quando os problemas batem à porta e ameaçam nossa confiança no Senhor: em vez de preocupação, oração. Deus conhece cada uma de suas necessidades, desde as grandes até as menores. Ele se importa com cada uma delas. Está incomodado com um problema em casa, na escola ou com os amigos? Troque a preocupação por oração. E veja Deus cuidar de você de maneira extraordinária!

Para frente, sempre

Jesus viu o homem deitado e, sabendo que fazia todo esse tempo que ele era doente, perguntou: - Você quer ficar curado? Ele respondeu: - Senhor, eu não tenho ninguém para me pôr no tanque quando a água se mexe. Cada vez que eu tento entrar, outro doente entra antes de mim. João 5:6, 7
Você já conheceu uma pessoa agarrada ao passado? E aquela que não consegue se desligar de algo que aconteceu tempos atrás e o revive o tempo inteiro. Pode ser o ex-atleta que só sabe falar das medalhas e dos campeonatos que venceu no passado distante. Todo encontro ou toda entrevista é a mesma história. Ou o amigo que veio de outra cidade, mas não para de comentar como tudo era melhor no lugar em que ele morava antes. É como se o que passou fosse mais brilhante, colorido e superior ao presente, e o indivíduo fica ali, preso às lembranças.
Talvez você mesmo viva com a impressão de que os tempos bons sempre são os que ficaram para trás. Cuidado! Quem pensa assim nunca está contente, pois deixa de aproveitar tudo de bom que acontece hoje. Nossa memória é traiçoeira. Temos a tendência de editar o que guardamos ali, ou seja, esque­cemos alguns detalhes e nos apegamos a outros. Por isso é tão fácil fazer o passado parecer mais interessante do que o presente.
Na vida espiritual, é grande o perigo de nos agarrarmos às experiências do passado. Quando isso acontece, corremos dois riscos opostos: o primeiro é o de desanimar, por achar que as tentações e angústias de agora são mui­to maiores e não conseguiremos vencê-las; o segundo é o de nos acomodar, pensando que já tivemos tantas conquistas que não precisamos mais travar diariamente a luta contra o pecado e o eu.
A Bíblia conta a história de um homem que se prendeu a um triste passado. Era paralítico havia 38 anos e ficava junto ao tanque de Betesda, à espera de um milagre. Com o tempo, percebeu que isso não aconteceria, pois outros eram mais rápidos do que ele. Com essa experiência em mente, não reconheceu o momento em que a solução definitiva se colocou bem a sua frente. Quando Jesus, o grande restaurador e médico dos médicos, perguntou se ele queria ser curado, só soube resmungar sobre a impossibilidade de que isso acontecesse.
Ainda bem que Cristo não se prende a nossas expectativas. Foi em frente e curou o homem assim mesmo. Peça a Jesus que o liberte das amarras do passado e viva as bênçãos espirituais que ele deseja lhe conceder hoje.

Força na fraqueza

Porque, quando perco toda a minha força, então tenho a força de Cristo em mim. 2 Coríntios 12:10
Lugar de cadeirante é nas Paraolimpíadas? Para Neroli Fairhall, a resposta é não. A arqueira neozelandesa foi a primeira pessoa paraplégica a partici­par oficialmente dos Jogos Olímpicos. Aconteceu em Los Angeles, em 1984, quando disputou as provas de tiro com arco. Ela começou a praticar o esporte depois de sofrer um acidente de moto que a paralisou da cintura para baixo, colocando fim a sua carreira no atletismo convencional. Além das Olimpía­das, também disputou várias edições dos Jogos Paraolímpicos, nos quais che­gou a conquistar uma medalha de ouro. O que parecia ser um ponto fraco não a impediu de avançar.
Qual é seu ponto fraco? Talvez você se considere muito baixinho, lento ou tímido. Ou então não goste de seu cabelo, de sua voz ou de seu jeito de andar. Ou ainda se acha precipitado, impaciente ou inseguro. Ao se lembrar dessa característica, é provável que você se encha de sentimentos de inferioridade. No entanto, a vida com Cristo é marcada por grandes contradições, que nos tornam diferentes dos outros - para melhor. E o que isso tem a ver com seu ponto fraco? É justamente na sua fraqueza que Jesus pode manifestar a força que ele tem.
Como isso acontece? Digamos que você saiba falar muito bem em públi­co, é desinibido e extrovertido. Então, precisa explicar diante de amigos e professores a razão de sua fé e consegue fazê-lo muito bem, sem muito esforço. Você ficará feliz, mas não verá nada de extraordinário. Afinal, já está acostumado a tomar a palavra e expressar sua opinião.
Agora, vamos imaginar que você seja extremamente tímido, envergonha­do e o mesmo acontece: de uma hora para outra, os argumentos começam a fluir com naturalidade e você expressa seu ponto de vista com eloquência. Nesse caso, você não teria a menor dúvida de que Deus agiu poderosamente, tirando-lhe a timidez, a vergonha e colocando as palavras certas em sua boca. Você veria a força de Cristo agindo em sua fraqueza.
É assim que ele deseja atuar naquilo que é mais difícil para você. Não precisa se preocupar. Entregue seu ponto fraco nas mãos de Jesus. Cristo terá o maior prazer em transformar sua maior fraqueza em força, para a glória dele.

Espetáculo diante de anjos e homens

Viemos a ser um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens. 1 Coríntios 4:9, NVI
Depois que o Brasil estreou nas Olimpíadas em 1920 e conquistou sua primeira medalha de ouro, na modalidade de tiro, passaram-se 32 anos sem que o feito se repetisse. Porém, tudo mudou em 1952, com a chegada de Adhemar Ferreira da Silva, competindo no atletismo em Helsinque. Além de levar o ouro, ele bateu quatro vezes na mesma tarde o recorde mundial do salto triplo, que, na época, era de 16 metros. Ele saltou 16,05 metros, 16,09 metros, 16,12 metros e, por fim, 16,22 metros!
Os finlandeses ficaram absolutamente impressionados ao ver aquele gigante negro de um país exótico e longínquo conquistar tamanho feito. Come­çaram então a aclamá-lo, gritando seu nome e o chamando para se aproximar. Adhemar então caminhou vagarosamente pelo estádio, acenando, com um sorriso de agradecimento pelos animados aplausos. Foi assim que, sem perce­ber, criou a popular volta olímpica, hoje tão usada pelos campeões de diversos esportes para cumprimentar o público após a vitória. Para a plateia nórdica, Adhemar deu um verdadeiro espetáculo de habilidade esportiva.
A Bíblia conta que nós, cristãos, também somos um espetáculo, mas com algo a mais: não são apenas os outros seres humanos que nos assistem, mas anjos também. No grande conflito entre o bem e o mal, o universo inteiro observa a humanidade. Somos a raça caída que recebeu a oportunidade de arrependimento e salvação por meio da morte do próprio Filho de Deus. Que privilégio maravilhoso e que grande responsabilidade!
Diante de tanta maldade e desprezo pelo amor divino, os cristãos são chamados a demonstrar em sua vida algo diferente. Ellen White explica: "O Senhor tem na Terra um povo peculiar, e não se envergonha de lhes chamar irmãos; pois fazem as obras de Cristo. Eles manifestam que amam a Deus, porque guardam os seus mandamentos. Têm a semelhança divina. São um espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens. Cooperam com os seres ce­lestiais, e o Senhor é muito honrado e glorificado" (E Recebereis Poder, p. 193).
Somos um espetáculo não quando recebemos os aplausos da multidão, como no caso da volta olímpica, mas ao fazer as obras de Cristo, ao amar a Deus, guardar seus mandamentos e cooperar com os seres celestiais. Que o Senhor nos ajude nesta linda missão!

Puro por dentro e por fora

Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro pecado que alguém comete não afeta o corpo, mas a pessoa que comete imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo. 1 Coríntios 6:18
A ginasta adolescente cancela os planos de avançar no esporte por causa de uma gravidez não planejada. Sua vida sofre uma guinada abrupta, e os dias começam a se encher de responsabilidades que não deveriam ocupar sua mente tão cedo: consultas do pré-natal, recuperação do parto e, depois, fraldas, amamentação, noites em claro, vacinas.
O jovem atleta precisa dar fim à carreira muito mais cedo do que pensava. A imunidade baixa e as visitas ao hospital são episódios cada vez mais frequentes, consequência da convivência com o vírus do HIV.
Infelizmente, experiências como essas são comuns e não afetam apenas a vida de atletas, mas de adolescentes e jovens, que veem a vida virar de cabeça para baixo por não cumprirem a vontade de Deus em uma área tão importante da vida: a sexualidade.
Ser puro está totalmente fora de moda. Aquele que expressa o desejo de se guardar para o casamento é motivo de piada e zombaria dos amigos. No entanto, o Senhor convida você a andar na contramão do mundo, não importa sua idade. E cada uma das regras divinas foi formulada para que você seja verdadeiramente feliz e livre dos problemas como paternidade antecipada, doenças, culpa, vazio interior e tristeza.
José foi um jovem que se manteve firme no compromisso com a pureza. Teve a chance de se deitar com uma linda mulher egípcia, mas não hesitou em fugir e ser fiel a seu compromisso com Deus. Diante da tentação, disse: "Como poderia eu fazer uma coisa tão imoral e pecar contra Deus?" (Gênesis 39:9).
A decisão de ser puro precisa ser tomada hoje. Não deixe para escolher no momento em que a tentação aparecer a sua frente. É importante, desde agora, ter um compromisso firme de esperar a pessoa certa e o casamento.
Seja um José dos dias modernos. E tenha a certeza de que Deus reserva o melhor para sua vida, tanto nessa área quanto em todas as outras.

Habilidades naturais e desenvolvidas

Eu o trouxe para os seus discípulos a fim de que eles o curassem, mas eles não conseguiram. Mateus 17:16
Eu me lembro das primeiras vezes que tentei pular corda. Aquilo parecia um exercício impossível de coordenação motora. É preciso saltar na hora certa, com os dois pés ao mesmo tempo ou um de cada vez. Do contrário, você tropeça, erra e até corre o risco de cair. As crianças pequenas são boas em persistir. Já viu um bebê aprendendo a andar? Ele cai diversas vezes, mas levanta em seguida e tenta de novo. Com algumas tentativas também peguei o jeito da coisa e pular corda se tornou algo fácil, natural.
É uma pena que vamos crescendo e perdendo essa habilidade de deixar os fracassos para trás e continuar tentando. Em vez disso, começamos a nos concentrar nos erros e temos medo. Ficamos com medo de falhar de novo e nos decepcionar conosco mesmos. Ficamos com medo do que os outros vão dizer, pensar, se vão rir de nós ou nos achar ridículos. Com isso, perdemos oportunidades incríveis de aprender coisas novas, realizar feitos extraordinários e nos tornar pessoas melhores.
Contudo, assim como pular corda, é a prática - e a sucessão de erros - que nos faz desenvolver a capacidade. Há coisas que acertamos desde o início, são naturais para nós. Outras exigem boa dose de persistência. Porém, podemos nos tornar tão bons nelas quanto nas primeiras - ainda mais se contarmos com a ajuda disponível de Deus.
A prova de que somos capazes de desenvolver habilidades que nos pare­cem impossíveis pode ser encontrada na experiência dos discípulos. Eles já haviam sido enviados por Jesus de dois em dois para pregar, curar e libertar quando chegou um pai com o filho endemoniado. Acharam que aquilo seria muito fácil, mas não conseguiram expulsar os espíritos maus. Confiantes na própria capacidade, falharam feio. Mas encontramos o mesmo grupo posteriormente no livro de Atos, realizando atos de cura e libertação extraordi­nários. A diferença? Na segunda ocasião, eles já se encontravam cheios do Espírito de Deus.
O Senhor deseja fazer muito por meio de você. Contudo, precisa que você deixe o medo de errar de lado e se coloque à disposição dele, para receber o Espírito Santo e ser um servo poderoso em suas mãos.

O que há em um nome?

Não na salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos. Atos 4:12, NVI
Preciso confessar uma coisa: não sou fã do significado do meu nome. Ape­sar de gostar bastante de me chamar Cecília e também do motivo pelo qual esse nome foi escolhido (para homenagear uma de minhas bisavós pa­ternas), quando descobri o significado, fiquei um pouco desapontada. Cecília vem do latim e quer dizer "aquela cujo pai de família é cego". Eu, que ima­ginava algo como "valente", "iluminada", "agraciada por Deus" ou qualquer outro significado nobre, precisei me contentar com um sentido bem menos interessante. Ainda bem que o significado do nome não define quem somos e podemos construir algo diferente, superior.
Poucos dias atrás, contei um pouco sobre Adhemar Ferreira da Silva e como ele inventou a volta olímpica ao ganhar a medalha de ouro no salto triplo, batendo o recorde mundial na Finlândia. Mas eu não disse como foi que ele se tornou atleta. Adhemar era daquelas pessoas que não se contentava em fazer apenas uma coisa. Ao longo da vida, ele se formou em Escul­tura, Educação Física e Relações Públicas! E como ingressou no atletismo? Ao conversar com um dos membros da equipe de atletismo do São Paulo, gos­tou da sonoridade do nome "atleta" e decidiu que queria fazer parte daquilo também. Ele explica: "Achei a palavra atleta bonita e decidi que queria ser um." Por causa da beleza de um nome, o Brasil ganhou um de seus grandes nomes do esporte.
Há um nome cuja força é exaltada na Bíblia. O termo se tornou comum, pois é usado por muitos em diferentes ocasiões, mas seu valor permanece o mesmo. Trata-se do nome de Cristo, que é mais um título, um descritivo, do que um nome próprio. Ele vem do grego, significando "Ungido". Porém, o significado de seu nome vai muito além do fato de ter sido ungido, ou seja, separado para uma missão especial.
Diferentemente de hoje, nos tempos bíblicos, o nome era a própria personificação do caráter de alguém. Assim, não é o nome de Cristo em si que tem poder, mas quem ele é e o que fez. Por isso, no nome de Cristo encontramos remissão, salvação, perdão e poder para vencer o mal. Não sei se você gosta do nome que tem ou não, mas hoje isso não importa. Invoque o nome de Cristo e receba tudo aquilo que ele já fez por você.

Uma questão de perspectiva

Busquem as coisas norteadas por Cristo. Não fiquem se arrastando por aí, cabisbaixos, absorvidos com o que está à frente de vocês. Olhem para cima e observem o que acontece ao redor de Cristo. É por aí que devem seguir. Vejam as coisas da perspectiva dele. Colossenses 3:1, 2, A Mensagem
Eu estava na praia com um grupo de amigos. Caminhamos até umas rochas que davam para o mar. Ali, do paredão de pedra, alguns começaram a saltar e a cair no mar, nadando até a areia que não ficava tão distante. Quando mergulhavam na água, nos convidavam a se unir a eles, no que parecia ser uma diversão incrível. Fiquei com muita vontade de pular, mas, quando me aproximei da borda e vi a altura, pensei duas vezes e recuei. Achei melhor ficar na segurança do solo firme.
Nos Jogos Olímpicos, chama-me a atenção o salto ornamental. Os saltadores podem pular de um trampolim de três metros de altura ou então de uma plataforma de dez metros! Ao saltarem, fazem acrobacias impres­sionantes, cheias de graça e leveza, mas que exigem muita concentração e força. Quando chegam na ponta do trampolim ou da plataforma, não temem nem recuam. Em vez disso, veem ali possibilidades infinitas e mergulham para realizá-las.
A altura na qual eles se colocam é bem maior do que aquela que encarei no paredão rochoso com meus amigos. O que muda? É tudo uma questão de perspectiva. Para mim, o salto era uma aventura perigosa; para eles, um risco calculado. Sem preparo, eu não teria garantias de que tudo sairia bem. Já os atletas têm a certeza de que chegarão em segurança, mesmo se o salto não receber a nota que gostariam.
O texto bíblico de hoje nos convida a fazer uma mudança radical, para ver as coisas da perspectiva de Cristo. Quando nos baseamos apenas em nosso ponto de vista, andamos cabisbaixos, com medo, absorvidos pelos pequenos problemas do agora. Se, porém, decidimos olhar para o alto e ver o que acontece ao redor de Cristo, tudo se transforma! O medo vai embora. Os pequenos problemas da vida deixam de parecer tão importantes, pois em Jesus encontra­mos a perspectiva da eternidade. E, diante da eternidade, o que são as dificuldades que enfrentamos hoje? Salte confiante! Cristo está cuidando de você.

O mandamento desafiador

Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o SENHOR, o teu Deus, te dá. Êxodo 20:12, NVI
De todos os dez mandamentos, o quinto sempre me pareceu um grande desafio. Alguns parecem óbvios, como não matar e não furtar. São coisas que sabemos ser erradas. De modo geral, não sentimos vontade de fazê-las. Mas a verdade é que, enquanto crescemos, os pais parecem especialistas em frustrar nossas vontades. É como se dissessem não às coisas que mais queremos ou mais gostamos. Além disso, nos mandam fazer outras coisas que nos parecem chatas e desinteressantes.
Em certo sentido, essa é mesmo urna das importantes missões dos pais. Ao definir um horário para você chegar em casa, dar tarefas domésticas para você fazer e não deixá-lo passar tanto tempo na internet quanto você gostaria, estão ensinando princípios básicos para viver em uma sociedade cheia de regras, na qual precisamos dar duro para prosperar. Para isso, precisamos de responsabilidade, disciplina, limites, e o lugar para adquirir esses atributos é dentro de casa.
"Meus pais são as pessoas mais importantes da minha vida. Eles sempre me apoiaram e me ajudaram a realizar o sonho de ser jogador profissional. Devo tudo na vida aos meus pais." Essas foram as palavras do jogador de futebol Ricardo Goulart, em entrevista ao caderno de esportes do jornal O Tempo. É fácil reconhecer depois que passa, mas, quando os pais estão de olho nos amigos que você tem e em suas notas na escola, não parece tão óbvio assim.
Hoje quero convidar você a fazer um exercício diferente. Em vez de ficar se chateando por aquilo que você não pode fazer porque seus pais não deixam, pense nas coisas que eles não podem fazer porque você não deixa. Como assim? Já pensou nas roupas que eles deixaram de comprar, nas viagens que não puderam fazer, nos móveis e no carro que não trocaram, nas saídas sozinhos como casal e com os amigos que eles quase não fazem mais para estar com você e lhe dar o melhor?
Se você acha que precisa deixar de fazer coisas de que gosta para fazer o que seus pais mandam, saiba que eles deixaram muito mais para poder acompanhar e amar você. Em lugar de rebeldia e mau humor, experimente hoje demonstrar gratidão. Obedeça-lhes, honre-os e seja recompensado com a vida longa na Terra que Deus promete e com a satisfação de perceber que você é, para seus pais, motivo de grande alegria e orgulho.

O exercíco da gratidão

Que tudo na vida de vocês - palavras, ações e tudo o mais - seja feito no nome do Senhor Jesus, com ação de graças a Deus, o Pai, a cada passo do caminho. Colossenses 3:17, A Mensagem
Algumas pessoas gostam naturalmente de praticar exercícios físicos. Para elas, isso é prazeroso. A rotina inclui a prática de esportes, caminhada, corrida ou academia. E algo que traz satisfação. Para outras, não é algo tão natural. Se pudessem escolher, ficariam em casa tranquilas, no sofá ou na cama.
Devo confessar que faço parte do segundo grupo. A atividade física não me atraía naturalmente, mas entrou em minha rotina por necessidade, pelo desejo de cuidar melhor da saúde. No entanto, depois de um tempo praticando exercícios, aquilo que era obrigação aos poucos foi se transformando em algo prazeroso, e eu comecei a aguardar com expectativa aquele momento do dia e a sentir falta se não conseguia fazer a atividade física. O hábito transfor­mou obrigação em diversão.
Para nós, seres humanos pecadores, outra coisa que não é natural é a gratidão. Por causa do egoísmo com que nascemos, temos a tendência de achar que merecemos tudo aquilo que fazem por nós, que é assim mesmo que as coisas devem funcionar. Observe os bebês. Embora eles retribuam em forma de sorrisos e gracinhas, não acham que os pais estão fazendo nada de mais ao cuidar deles 24 horas por dia, alimentando, aquecendo, trocando, etc. Não nascemos agradecidos.
Colossenses 3:17, porém, nos ensina a fazer tudo em nossa vida com ação de graças a Deus a cada passo no caminho. O conselho de Paulo é que transformemos a gratidão em um exercício. A princípio, não será natural; na ver­dade, é possível que se pareça mais com uma obrigação chata. Porém, aos poucos, a obrigatoriedade vai abrindo caminho para a naturalidade.
Experimente parar de achar que as coisas boas que acontecem em sua vida são coincidências, fruto da sorte ou do acaso. Em vez disso, comece a ver a atuação de Deus em tudo - nas coisas grandes e pequenas. O ônibus chegou bem na hora que você se aproximava do ponto, meio atrasado, e você conseguiu chegar a seu compromisso a tempo? Graças a Deus! Seu aniversário foi um dia gostoso e várias pessoas que você ama se lembraram de lhe dar os parabéns? Graças a Deus por lhe fazer tão querido por tantos. E assim por diante. Nada na vida é por acaso. Tudo resulta do cuidado e do amor de Deus. Que nos lembremos de ser agradecidos.

Campeão por 48 horas

Então Pedro disse a Ananias: - Por que você deixou Satanás dominar o seu coração? Por que mentiu para o Espírito Santo"? Por que você ficou com uma parte do dinheiro que recebeu pela venda daquele terreno? Antes de você vendê-lo, ele era seu; e, depois de vender, o dinheiro também era seu. Então por que resolveu fazer isso? Você não mentiu para seres humanos - mentiu para Deus! Atos 5:3, 4
O homem mais rápido do mundo no final da década de 1980, quebrou duas vezes o recorde mundial dos 100 metros rasos. Esse foi Ben Johnson. Infelizmente, não é assim que ele ficou conhecido, mas como uma vergonha para o esporte e protagonista de um dos casos mais lembrados de doping da história dos esportes. Para garantir a vitória nas Olimpíadas de Seul, encheu-se de anabolizantes. Conseguiu a medalha de ouro, mas foi desclassificado 48 horas depois, quando o exame acusou o uso de substâncias ilegais.
Em outro caso notável de tentativa de mentir e enganar, encontramos a experiência de Ananias e Safira. Eles perceberam a atenção que Barnabé recebera por haver vendido um terreno e entregado o dinheiro aos apóstolos para ajudar os cristãos que passavam necessidades. Lembraram-se da propriedade que tinham e decidiram fazer o mesmo. Quando, porém, o valor chegou às mãos deles, arrependeram-se da promessa de dar tudo. Resolveram, então, ficar com parte do dinheiro, mas dizer que estavam doando o montante total.
Um detalhe importante nessa história: Deus não havia exigido que Ananias e Safira vendessem o terreno e dessem tudo, muito menos os apóstolos. Eles não tinham obrigação nenhuma de fazer aquilo. Poderiam ter comu­nicado a mudança de planos e doado parte do dinheiro. Mas eles queriam a atenção e os elogios por serem doadores liberais, sem o sacrifício envolvido em uma decisão como essa. Recorreram à mentira e a consequência foi drástica: morreram na hora. A Bíblia conta que "grande temor apoderou-se de toda a igreja e de todos os que ouviram falar desses acontecimentos" (Atos 5:11, NVI). As pessoas perceberam que com o Senhor não se brinca.
Mentir nunca compensa. A fraude pode até ser bem-sucedida aqui na Terra, e as pessoas serem enganadas, sem jamais descobrirem o logro. Porém, não se iluda: Deus não se deixa enganar. E o salário do pecado sempre é a morte, ainda que não seja imediata, como no caso de Ananias e Safira.

Substituição proibida

Vi também os mortos, tanto os importantes como os humildes, que estavam de pé diante do trono. Foram abertos livros, e também foi aberto outro livro, o Livro da Vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que cada um havia feito, conforme estava escrito nos livros. Apocalipse 20:12
Você sabia que até a Copa do Mundo de futebol de 1970 era proibido fazer substituição de jogadores durante a partida? Não importavam as condi­ções. Mesmo que alguém sofresse uma contusão ou se ferisse, a escalação do time permanecia a mesma do início ao fim do jogo. Foi só a partir de então que passou a existir a possibilidade de substituir até três jogadores ao longo dos 90 minutos, no momento que o técnico quiser. Além de aliviar os contundi­dos e feridos, a regra ajuda o time a fazer ajustes técnicos de acordo com a necessidade da partida: trocar um atacante ou um zagueiro, por exemplo. Também poupa jogadores que estão correndo o risco de expulsão por terem levado um cartão amarelo.
A Bíblia conta a história da maior substituição de todos os tempos. Jesus entra em campo em nosso lugar. Ele pega nossas falhas, nossa incapacidade de ser justos e troca por sua justiça e pela oferta de salvação. Para isso acontecer, o preço foi o mais alto possível: a sua morte em nosso lugar. Pedro explica esse fenômeno da seguinte maneira: "O próprio Cristo levou os nossos pecados no seu corpo sobre a cruz a fim de que morrêssemos para o pecado e vivêssemos uma vida correta. Por meio dos ferimentos dele vocês foram curados" (1 Pedro 2:24). Paulo complementa: "Em Cristo não havia pecado. Mas Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus" (2 Coríntios 5:21). Se aceitamos essa substituição, podemos ter paz com Deus e a certeza da eternidade ao lado dele. Por termos recebido a salvação, levamos uma vida diferente de obediência à vontade do Senhor.
Chegará o dia, porém, em que a substituição voltará a ser proibida. O autor do Apocalipse diz que, quando forem abertos os livros, no dia do juízo, cada um será julgado conforme o que fez. Aqueles que aceitaram o sacrifício de Cristo, têm a marca do perdão e da salvação. Os que recusaram o convite, têm as próprias obras passadas em revista e elas nunca são suficientes, por melhores que sejam. Não perca tempo: aceite hoje a obra de substituição de Cristo em sua vida.


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