14 de março de 2016

DEUS FARÁ JUSTIÇA

Sei que o Senhor manterá a causa do oprimido e o direito do necessitado.
Sal. 140:12

O profeta Samuel tinha ungido ao jovem Davi como o novo rei de Israel, por mandato divino. Nada mais justo então que Saul entregasse a coroa e o trono para o jovem ungido. Era o direito de Davi. Não apenas um  direito legal, mas divino, e no entanto, diante deste fato inquestionável, Saul decide apelar a corte suprema das armas: persegue Davi e o condena a morte.
Foi nestas circunstâncias que o salmista escreve o verso de hoje. Esta é a súplica desesperada de um homem perseguido, oprimido e privado dos seus direitos legítimos. Este é o clamor de uma pessoa que não sabe mais onde procurar ajuda porque seus advogados, nesta terra são apenas sua vida coerente e sua confiança em Deus, enquanto seu inimigo tem advogados espertos como a intriga, as armas, a guerra, a perseguição e o poder.
Nos momentos de desânimo Davi sabe que: “O Senhor manterá a causa do oprimido.” O problema não é fraquejar na hora da adversidade. O desânimo é próprio da fragilidade humana, a tragédia é “não saber” o que Deus é capaz de fazer para defender a causa do oprimido.
Vivemos num mundo de injustiças. O inocente é muitas vezes condenado e o culpado, liberado por causa da fragilidade das leis.
Você já percebeu que não se pode condenar ninguém “sem provas”? Como um juiz humano seria capaz de ler o coração das pessoas para administrar justiça? Nenhum julgamento pode ser subjetivo, portanto a justiça humana é frágil e propensa ao erro.
Deus, porém, não é indiferente a este quadro, Ele promete que intervirá no momento certo. Resta ao cristão esperar a justiça divina pode parecer que tarda, mas finalmente chega. Você precisa “saber” isso como Davi sabia.
Se de alguma maneira você está vivendo este drama hoje, e sente-se angustiado por causa da aparente injustiça das circunstâncias, peça a Deus que tire a mágoa e o ressentimento do seu  coração. Espere, confiadamente no Senhor e diga como o salmista: “Sei que o Senhor manterá a causa do oprimido e o direito do necessitado.”

Alejandro Bullón

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