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Maçãs de verdade

“Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figo dos abrolhos? Assim toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus” (Mateus 7:16 e 17).
Certa vez estava para se realizar uma feira municipal. Ofereciam-se prêmios especiais pelas melhores maçãs submetidas a julgamento, e enviaram-se circulares a todas as partes do município, divulgando a competição.
Algumas pessoas do município não tinham interesse algum em maçãs. Jogaram fora os anúncios e esqueceram tudo que se relacionava com o assunto. Mas os outros começaram a fazer planos para produzirem maçãs que fossem premiadas.
O senhor Antonio era entalhador. Ele escolheu um pedaço de madeira de pinheiro e esculpiu uma maçã. Tinha exatamente a forma normal, e quando ele a pintou e envernizou, parecia ser uma maçã real.
A senhora Joana dirigiu-se apressadamente à cidade a fim de comprar um novelo de lã. Ela fez uma maçã de tricô.  Quando terminou o seu trabalho, este não tinha exatamente a aparência de uma maçã, mas certamente se poderia admitir que dava a impressão de ser essa fruta!
Algumas pessoas fizeram maçãs de plástico, outras de crochê, e outras ainda bordaram-nas em pedaços de pano. Alguns usaram argila,  cerâmica ou vidro.
Só bem poucos tiraram suas maçãs de macieiras. Frutas reais.  Quando chegou o dia da feira, a maioria das maçãs tinham excelente aspecto exterior. Mas quando os juízes procuraram corta-las para ver como eram na parte interna, todas as maçãs que constituíam uma imitação foram desqualificadas.
Se desejamos produzir maçãs, a melhor coisa que podemos fazer é encontrar ou plantar uma macieira. E se queremos produzir genuíno fruto na vida cristã, a melhor coisa que podemos fazer é ser cristãos. A macieira produz maçãs porque é uma macieira. E o cristão faz o que é correto porque é cristão. É o que está no íntimo que tem valor.
“O plano de iniciar pelo exterior e procurar operar interiormente tem sempre falhado e falhará sempre. O plano de Deus para nós é começar na própria sede de todas as dificuldades – o coração – e então do coração hão de jorrar os princípios da justiça” (CSRA, p. 35).

Via - Amilton Menezes

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