15 de maio de 2016

Como Deus Vê Nossas Dúvidas & Este É um Dia de Boas Notícias

Jesus disse a Tomé: “Coloque seu dedo aqui; veja as Minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no Meu lado. Pare de duvidar e creia.” João 20:27

“Preciso ver para crer!” “Só acredito se tocar!” Conhecemos essas pessoas que antes de acreditar querem provas para tudo. São vistas como contestadoras pelo fato de pensar de modo diferente ou discordar do grupo.

Muitos acreditam que o oposto da fé seja a dúvida. Mas a dúvida nos ajuda a procurar respostas a fim de esclarecer o que cremos. Ela nos empurra para pesquisar e investigar a verdade. Ian Judson diz: “Dúvida é uma pergunta sincera. Descrença é não querer ouvir a resposta.”

Tomé não era incrédulo nem racionalista. Era um discípulo sincero com intensa afeição por Jesus. No primeiro aparecimento de Cristo depois da ressurreição, Tomé esteve ausente e os outros discípulos disseram para ele: “Vimos o Senhor!” (v. 25). Ele se ressentiu porque Jesus aparecera aos outros e não para ele. “Como é que Ele não apareceu para mim? Ele não podia ter me deixado de fora!”
Quando o grupo dos dez discípulos tentou convencer o amigo resistente, ele mesmo disse: “Está bem, vamos terminar a discussão. Mas vou estabelecer uma condição: se eu não vir as marcas dos pregos nas mãos dEle, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no lado dEle, não crerei” (cf. Jo 20:25). Ele se achava no direito de duvidar do que os discípulos diziam, e até mesmo se sentia orgulhoso disso.

Uma semana depois, Jesus Se encontrou com o grupo de discípulos, mais especificamente por causa de Tomé, que estava com a fé abalada.

Muitas vezes, surgem no coração impulsos que se levantam, pedindo-nos para ir ao encontro de alguém. Sabemos que essa pessoa precisa de uma palavra de apoio, de minutos da presença de amigos junto a si. Assim, Jesus, mesmo com a agenda cheia, sabia dar prioridade às pessoas. Era o encontro em que ninguém podia substituí-Lo.

Jesus foi ao encontro de Tomé. Não o censurou. Não o retirou do grupo para lhe fazer uma reprimenda por causa das dúvidas, mas restaurou gentilmente a fé do discípulo. Pediu que ele se aproximasse. “Coloque o seu dedo aqui; [...] estenda a mão [...] pare de duvidar e creia” (v. 27).

“[Tomé] reconheceu como seu Senhor Aquele que Se achava diante dele. Não desejou mais provas. O coração saltou de alegria, e lançou-se aos pés de Jesus, exclamando: ‘Senhor meu, e Deus meu!’ (Jo 20:28)” (O Desejado de Todas as Nações, p. 807).

                                                                            *


Então disseram uns aos outros: “Não estamos agindo certo. Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados. Se esperarmos até o amanhecer, seremos castigados. Vamos imediatamente contar tudo.” 2 Reis 7:9

O cerco que os exércitos da Síria impuseram à cidade de Samaria criou situações alarmantes e constrangedoras, e até mesmo cenas de canibalismo.

A história é impressionante. Nas redondezas da cidade, havia quatro amigos, unidos pela mesma enfermidade: a lepra. Quatro amigos leprosos viviam nas redondezas de Samaria porque não lhes era permitido entrar na cidade.

Há momentos extremos de decisão na vida, quando nos perguntamos: “O que vamos perder com isso?” Esses homens tinham três opções diante de si: (1) permanecer onde estavam e morrer de inanição; (b) voltar para Samaria, onde também não havia alimento; ou (3) entregar-se ao exército sírio na esperança de serem poupados. “Se for para morrer, é melhor morrer rapidamente. Então vamos!”
Aproximaram-se cuidadosamente do acampamento dos sírios, na expectativa de que algum sentinela desse o alarme. Mas, para surpresa deles, tudo estava em silêncio. Aproximaram-se mais. Entraram numa barraca, e noutra e noutra mais.

“Olhe só esses colares e essas pulseiras e braceletes de ouro!”, diziam uns para os outros.

Foram para a barraca de mantimentos. Encontraram sacos abarrotados de cereais e comida para o exército. E comeram como nunca haviam comido na vida! Encheram o estômago e começaram a encher bolsas e bolsas. Chegaram até a esconder algumas coisas.

Mas, naquele momento, tiveram um insight e a consciência enviou um sinal de que não era certo o que estavam fazendo. Suas famílias e seus amigos estavam na cidade precisando de alimento para sobreviver.

Eles disseram: “Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados. Podemos até ser punidos pelo nosso silêncio.”

Então mudaram a história da vida de todos aqueles que estavam na cidade.

William Tyndale, reformador e tradutor da Bíblia, definiu a palavra “evangelho” como “notícia alegre e agradável, que faz o coração se alegrar, cantar, dançar e pular de alegria”.

Você e eu somos chamados para levar essa mensagem de boas-novas, de graça e de salvação. Mas é uma mensagem que carrega um senso de urgência. O desafio agora é de todos nós.

 

Pr. José Maria Barbosa Silva

Nenhum comentário:

Postar um comentário