Reflita: Perdoados assim como perdoamos

“Perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve” (Lucas 11:4).
Tenho visto a paz de Cristo fazer milagres em famílias divididas por profundas mágoas. Tenho visto Cristo curar a amargura. Tenho observado antigos inimigos se reconciliarem. Jamais esquecerei um homem que, no Brasil, assistiu a um congresso do Está Escrito. Ele estava amargurado com seu irmão. Vinte e cinco anos antes, por causa de um empréstimo que o irmão mais novo pedira, deixaram de se falar. O mais velho se recusou a emprestar o dinheiro, e um longo conflito se seguiu.
Durante as reuniões, o irmão mais novo viu sua raiva derreter-se e ser substituída pela paz de Cristo. Para sua surpresa, na última noite, ele viu o irmão sentado no outro lado do corredor e foi procura-lo. Houve uma reconciliação maravilhosa, entre lágrimas e abraços. A paz e o amor de Cristo brilharam na escuridão que os separou por um quarto de século.
Houve um simples pensamento que fez a diferença no coração daquele homem: “Não importa o que o meu irmão tenha feito a mim, eu fiz ainda pior a Cristo. Não importa a injustiça que eu tenha sofrido, Cristo sofreu injustiça maior por minha causa. Se Cristo, a quem tratei tão mal, me perdoa de modo tão gracioso, do mesmo modo devo perdoar meu irmão. Não há nada que ele me tenha feito que seja tão mau quanto meus pecados contra Cristo”.
Fiquei olhando enquanto aqueles dois homens se abraçavam. Notei a expressão de profunda tristeza pela maneira como se trataram. Ouvi como pediram perdão um ao outro. Perdoar alguém que lhe ofendeu e que, por isso, não merece perdão é uma qualidade piedosa.
O espírito de perdão é o Espírito de Cristo. Seja um pequeno erro cometido por alguém, seja uma enorme injustiça, nosso Senhor perdoador nos convida a sermos condutos de Seu perdão às pessoas ao nosso redor.

Amilton Menezes

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