Sal insípido

“O sal é excelente. Mas se for sem sabor, é inútil, não serve para nada. Vocês estão prestando atenção nisso? Realmente ouvindo?” (Lucas 14:34 e 35, Message).
Sal é sal. Sal é salgado. Se não for salgado, não é sal.
Como, no entanto, pode o sal ser insípido? O fato é que não pode. Se não for salgado, não é sal.
“E daí?” Você pode perguntar a essa altura. “Que significado esse ponto, um tanto esotérico, tem a ver com minha vida?”
Tem tudo a ver, porque Jesus não disse que Seus seguidores devem ser o sal, podem ser o sal ou possivelmente se tornarão o sal. Não! Ele diz categoricamente que os cristãos são o sal.
Os cristãos não têm outra escolha quanto a ser ou não o sal. Jesus declarou: “Vós sois o sal da terra.” A única escolha que temos como cristãos é rejeitar nossa função de sal dada por Deus.
E como podemos fazer isso? Não sendo como Jesus, que viveu e morreu pelo bem dos outros.
Recusamos a função de sal quando deixamos de nos misturar com o mundo, quando os cristãos se separam daqueles que necessitam de sua preservadora influência. Rejeitamos a função de sal quando não somos amáveis e bondosos. Contrariamos a função de sal quando colocamos nossos desejos e vontades acima das necessidades dos demais. Recusamos a função de sal quando deixamos de viver as bem-aventuranças.
Quando fazemos essas coisas, perdemos o sabor, pois não somos sal. Tornamo-nos parte do mundo e vivemos de acordo com os seus princípios. Já não somos mais o sal. Isso nos torna parte do problema e não da solução. Recusar a função de sal é negar os princípios do reino. Negar esses princípios é rejeitar o Senhor que os estabeleceu.
E o resultado? Esses tais serão “jogados fora”. Com essa afirmação em Mateus 5:13, chegamos à primeira alusão ao juízo no Sermão do Monte. Jesus volta a abordar esse tema no sermão.
A moral da história é simples. Os princípios que aceitamos em nossa vida e como nos relacionamos com as pessoas na vida diária fazem diferença. Afinal, os cristãos são o sal.

Amilton Menezes

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