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De Olho no PRÊMIO - Inspiração Juvenil


A vitória dos medianos
Eleazar lutou ao lado de Davi contra os filisteus na batalha de Pas-Damim. Ele estava numa plantação de cevada quando os israelitas começaram a fugir. Então Eleazar e os seus soldados ficaram no meio da plantação e lutaram contra os filisteus. E o SENHOR lhe deu uma grande vitória. 1 Crônicas 11:13, 14
Você já deve ter ouvido Falar que os detalhes fazem toda a diferença. Isso se aplica, por exemplo, a uma festa que impressiona os convidados por causa do cuidado do anfitrião com u decoração primorosa de cada mesa ou com o esmero no cardápio, por exemplo. Também funciona em uma entrevista de emprego, na qual cada detalhe importa, desde um currículo bem escrito, rou­pas adequadas c cuidado com a aparência, até o tom de voz e uma resposta franca, direta e surpreendente às perguntas.
Nos esportes, os detalhes muitas vezes fazem a diferença entre a vitória e a derrota, entre o pódio e a desclassificação. E curiosa a história do desempenho brasileiro no revezamento 4 x 100 nos Jogos Olímpicos de 1996 e 2000, quando o país conquistou as medalhas de bronze e prata respectivamente. Tais conquistas foram realizadas sem a equipe contar com nenhum atleta de grande destaque. Nenhum dos corredores conseguiu chegar à final da prova individual dos 100 metros rasos.
Como quatro atletas medianos superam outros mais rápidos do que eles e comemoram medalhas? O segredo, é claro, está em um pequeno detalhe. Neste caso, o momento da passagem do bastão. O técnico Jayme Netto Júnior desenvolveu uma técnica, treinada à exaustão, que faz os velocistas ganharem tempo no momento da substituição e chegarem à frente dos outros. Em vez de passar o bastão um atrás do outro, eles passam de lado. Isso é o que as imagens mostram, mas há alguns segredos que eles nunca compartilharam para que não fossem copiados.
A vida espiritual também é feita de detalhes. Para vencer com Deus, não é preciso ser o mais rápido nem o mais habilidoso. O fundamental é estar atento às orientações que ele nos deixou. O Senhor é o grande técnico, que não trabalha apenas com gênios, mas com todos aqueles que estão dispostos a cumprir as instruções divinas.
O texto de hoje nos conta que, enquanto os israelitas fugiam, Eleazar per­maneceu ao lado de Davi, e Deus lhes deu uma grande vitória. Ele quer dar a vitória a você também.

Palmas
Batam palmas de alegria, todos os povos! Cantem louvores a Deus em voz alta. Salmo 47: 1
O esporte mais antigo a nomear um campeão mundial sem interrupção até os dias de hoje é o jogo da palma, mais conhecido por seu nome em fran­cês, jeu de paume (pronuncia-se jâ de póme). Isso é feito desde 1740, há exatos 276 anos. O jogo da palma já foi até disputado nos Jogos Olímpicos, na edição de 1908, em Londres.
É claro que, sendo um esporte tão antigo e tradicional, você está bem familiarizado com suas regras, certo? Não está? Pois bem, pode deixar que eu explico. O jogo da palma surgiu há cerca de mil anos na França, e sua prática se espalhou por toda a Europa no século 15. É considerado o precursor da pelota basca e do tênis.
A princípio, os jogadores batiam com as mãos em uma bola de pele de ovelha, que passava por cima de uma rede. A contagem dos pontos é parecida com a do tênis. Em Paris, havia até artesãos especializados em confeccionar bolas de qualidade, os paumiers.
Haja força nas mãos, não é mesmo? Os praticantes untavam as mãos com farinha e azeite para evitar que a bola escapasse. Com o tempo, foram sendo introduzidos protetores para as mãos, como tacos e raquetes. Hoje as maiores potências do esporte são os Estados Unidos, a Inglaterra e a Austrália. Mas o campeonato francês continua a ser realizado. No dia 1° de setembro, as fases finais acontecem no belo jardim de Luxemburgo, na cidade de Paris.
São muitas as coisas que fazemos com as palmas das mãos. Com elas pegamos objetos, escrevemos, cozinhamos. Podemos estender as mãos para ajudar ou ferir, fazer o bem ou o mal.
Quando batemos uma palma contra a outra, ou seja, quando aplaudimos, celebramos algo de bom. As palmas se tornaram símbolo das felicitações de aniversário, de apreço por uma bela performance teatral, musical ou esporti­va. Elas são a demonstração de alegria em forma de gesto corporal.
O salmista, porém, nos convida a bater palmas de alegria para Deus, can­tando louvores a ele em voz alta. Esse convite pode ser entendido além de suas palavras literais. Quando batemos palmas, todos os que estão ao redor ouvem. Você tem deixado as pessoas saberem o tamanho de sua alegria em Deus? Ou é tímido em suas demonstrações de gratidão a ele? Bata palmas, ou seja, anuncie a todos a grandiosidade do Deus que age em sua vida.

Aproveitando as oportunidades
Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm. Efésios 5:16
Você acredita em destino? O jogador de vôlei Rodrigo Santana, mais conhecido como Rodrigão por causa de seus impressionantes 2,05 metros de altura, desenvolveu uma carreira extraordinária: foi campeão olímpico, tricampeão mundial, bicampeão da copa do mundo, octacampeão da liga mun­dial e bicampeão da copa dos campeões. Ele iniciou no esporte aos 14 anos, ao ser aprovado em um teste do Banespa, tradicional clube paulista. Rodrigão conta que, na época, não sabia jogar muito, mas foi escolhido por causa da altura: já tinha 1,88! Com 17 anos, jogava na categoria adulta. Aos 20, estreou na seleção brasileira.
Mais uma vez eu pergunto: você acredita em destino? Se você crê na Bíblia, a resposta certa é não. O destino é a crença de que o caminho de cada pessoa está traçado a despeito do que ela fizer, seu rumo será aquele e ponto final. Tudo se encontra predeterminado. Esse é um pensamento muito perigo­so, pois elimina o peso de nossas escolhas. Afinal, se o destino está definido desde o momento em que nascemos, de que adianta nos esforçarmos para algo? O que tiver de ser, será. Aliás, essa é uma frase muito falada, que dá asas a uma atitude de preguiça e indiferença em relação à vida. E se Rodrigão não tivesse corrido atrás do teste? E se tivesse esperado que alguém o encontrasse, sem nenhuma iniciativa de sua parte?
Em vez de um destino único, a Bíblia fala em oportunidades. A escolha fez parte da experiência humana desde o início, quando Adão e Eva não fo­ram obrigados a ficar no jardim. Para permanecer lá, precisavam escolher não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal.
A grande confusão se origina da crença na onisciência e presciência divi­nas, ou seja, Deus sabe de tudo, antes mesmo que aconteça. Saber é diferente de obrigar. Aliás, como Deus ama a todos com amor inigualável, você acha que escolheria um futuro feliz para alguns e uma vida de dificuldades para outros?
Paulo é bem claro: nesses dias maus, precisamos aproveitar todas as opor­tunidades que temos para nos aproximar cada vez mais de Deus e viver como nos ensinou.

Propósito de vida
"Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o SENHOR, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro." Jeremias 29:11, NVI
Há uma fotografia interessante da seleção brasileira de futebol feminino, às vésperas dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Cada uma das jogadoras está lançando para cima uma bola. Até aí tudo normal, certo? E se eu lhe contar que a bola é de tênis, não de futebol? Aí começa a ficar diferente, não é mesmo? O que bolas de tênis fazem em um treinamento de futebol?
Essa foi uma técnica usada pelo treinador Renê Simões para dar às meni­nas algo palpável que as fizesse manter em mente o objetivo em todo o tempo: a bolinha amarela representava a medalha de ouro, o grande propósito de to­dos os esforços da equipe. A seleção conquistou a prata em Atenas e novamen­te em Pequim, quatro anos depois, além do ouro nos Jogos Pan-Americanos, que acontecem um ano antes das Olimpíadas.
Além da bolinha, o técnico pediu a cada atleta que escrevesse aquilo que desejava melhorar até o campeonato. Temos a tendência de dar mais atenção àquilo que está no papel. É como se nos comprometêssemos mais com a tinta da caneta do que com pensamentos passageiros.
Hoje quero lhe propor um desafio: antes de começar as atividades do dia, separe um tempo para escrever seu propósito de vida. Isso mesmo! As vezes, vivemos de acordo com um ditado em inglês: "Go with the flow." Ou seja, vamos com a correnteza. Usando uma expressão mais brasileira, simplesmen­te deixamos a vida nos levar.
Qual é seu objetivo de vida? Onde você quer estar daqui a 10 anos? O que deseja ter realizado? Essas são perguntas importantes, pois, para chegar lá, cada pequena atitude de hoje tem seu valor.
O nosso Deus está muito mais interessado do que você naquilo que acon­tecerá em sua vida no futuro próximo e distante. Que tal agora perguntar o que ele deseja para você, qual é o propósito dele para sua vida? Em oração, peça ao Senhor que o ajude a colocar no papel seus sonhos e objetivos. E tam­bém que o abençoe ao tomar as decisões certas que o levarão até lá.

O mestre tapeceiro
Fui eu que fiz a terra e criei os seres humanos para morarem nela. Com as minhas próprias mãos, estendi o céu e ordenei que o sol, a lua e as estrelas aparecessem, Isaías 45:12
A tapeçaria é uma arte que surgiu na antiguidade, praticada por persas, gregos e romanos. Ao longo da Idade Média continuou a encontrar ex­pressão, mas foi durante c- após o Renascimento que floresceu, especialmente na França.
Usando fios de lã tingidos, os tapeceiros tramam diferentes figuras de todos os tipos. Trata-se- de um trabalho manual minucioso. É preciso encon­trar inúmeras nuances para compor uma imagem e tecê-la da forma mais fiel possível.
Na época de Luís XIV, quando a tapeçaria chegou ao auge, o rei soli­citava aos pintores quadros que depois seriam reproduzidos pelos mestres tapeceiros. Meticulosamente, eles imitavam as pinturas por meio da trama dos fios de lã.
Se você tiver a oportunidade de entrar em um ateliê de tapeçaria, dificil­mente encontrará um ambiente organizado. Ao contrário, haverá ali diversos novelos espalhados e figuras começadas que ainda não exibem o que serão. Se você voltar meses depois, porém, poderá contemplar a beleza da obra acabada.
Deus é o grande Mestre tapeceiro. Com cuidado e atenção, tece o tapete de nossa vida. Ele usa fios dourados e vermelhos, verdes e azuis, amarelos e roxos, mas também faz uso de tonalidades bege, cinza e preto. Há cores vivas e nuances pálidas, partes cheias de luz e outras repletas de sombra. É possível que, ao olharmos para o resultado inacabado e para a bagunça do ateliê, não consigamos compreender a beleza do tapete que ele está tecendo. Afinal, só vemos figuras inacabadas e fios espalhados pelo chão.
Entretanto, é preciso confiar no Mestre. É necessário entender que cada aspecto de nossa experiência, até mesmo os trechos de sombra e palidez, enriquece-nos e pode servir para que nos tornemos pessoas melhores, mais apegadas a Deus. Confiar no Mestre Tapeceiro é deixar que ele permaneça no controle da tessitura. É resistir à vontade de mexer na disposição dos fios. É permitir que o Senhor continue tecendo, trabalhando em silêncio, para depois nos maravilharmos diante do resultado final. Então poderemos excla­mar: "Pai, que obra linda o Senhor esteve confeccionando esse tempo todo!"

A capivara e a cotia
De fato, acalmei e tranquilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança. Salmo 131:2, NVI
Gosto de ir ao Parque das Nações Indígenas, na cidade de Campo Grande, para correr. Não vou com a frequência desejada, mas sempre aproveito muito o tempo que consigo passar por lá. Há um lago, vários parquinhos para as crianças, quadras, uma concha acústica, um museu e bastante verde, com árvores frutíferas. No fim da tarde, é possível encontrar famílias aproveitando os gramados, atletas treinando, pessoas remando no lago, gente andando de patins, skate e bicicleta.
Uma atração à parte são os animais que moram ali. É possível ouvir o barulho das araras e vê-las voando baixo ou pousando em uma das muitas árvores. Também topamos com quatis, aves de diversas espécies, cotias e um animal que muito me encanta: as capivaras.
As capivaras são os maiores roedores do planeta, só encontradas na América do Sul. Em geral, elas andam em grandes bandos, gostam de se refrescar na água e se alimentam de gramíneas. Ao observar as famílias de capivaras que habitam o parque, algo me chama muito a atenção: a sereni­dade que elas demonstram. As capivaras andam devagar até quando estão cruzando a pista de caminhada. Elas ficam tranquilas, quietas, observando o movimento, apoiadas sobre as patas, na maior pose de nobreza.
Já as cotias estão sempre para lá e para cá. A expressão "corre cotia de noi­te e de dia" não existe por acaso. Se elas percebem a aproximação de alguma pessoa, já começam a fuga em disparada, na mais alta velocidade.
Diante das dificuldades da vida, podemos ser cotias ou capivaras. Somos cotias quando nos desesperamos e pulamos de um lado para o outro, com medo de tudo, tentando resolver sozinhos. Somos capivaras quando assumi­mos uma atitude serena e tranquila, calma e confiante, de quem sabe ser um filho de Deus, cuidado por ele a cada instante. Que nossa oração hoje seja para fazermos como o salmista: acalmar e tranquilizar a alma, cientes de que temos um Pai no controle de todas as situações de nossa vida. Enquanto esperamos e confiamos, ele age e resolve.

Inspiração Juvenil - Setembro de 2016
De Olho no PRÊMIO
Cecília E. Nascimento

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