28 de julho de 2017

TEMPO DE REFLETIR


Ser semelhante a Deus



 “Em Ti esperam os olhos de todos, e Tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. Abres a mão e satisfazes de benevolência a todo vivente” (Salmo 145:15 e 16).

Ser semelhante a Deus! Eis aí um pensamento que deve nos amedrontar e nos deixar perplexos. Jesus falou categoricamente, em Mateus 5:45, que devemos demonstrar que somos filhos do Pai em nossa vida diária.

Mas como? Como podemos ser semelhantes a Deus? Está Ele nos pedindo o impossível? Mais uma vez precisamos nos lembrar de que é o contexto de qualquer passagem da Bíblia que nos ajuda a entender o que está sendo dito. E o contexto de Mateus 5:45 fala alto e de maneira clara.

Ser semelhante a Deus é amar nossos inimigos. Ser semelhante a Deus é orar pelos que nos perseguem.

Mas, cuidado com isso aqui. É fácil ler essas declarações na teoria. Não é tão difícil amar nossos inimigos em geral. Não é humanamente impossível amar perseguidores indistintos, que são extensões dos nossos processos de pensamento.

Se, porém, colocarmos um rosto nesses perseguidores, teremos que fazer intenso esforço. Isso me faz lembrar de Harry Orchard, um profissional contratado para matar o governador do Estado de Idaho nos primeiros anos do século XX.

H. Orchard cumpriu sua missão com eficiente frieza. Mas foi apanhado e levado à prisão. Como você se sentiria se fosse a esposa do governador assassinado? Agora você tem um inimigo que tem rosto. Esse é o desafio.

Acontece que a esposa do governador era adventista do sétimo dia. O que você faria na situação dela? Pense um pouco nessa pergunta. Discuta o assunto com aqueles que estiverem presentes ao você ler esta meditação.

A esposa do governador sabia o que fazer. Ela precisava amar seu inimigo. Isso significava visitar Orchard na prisão, orar com ele, perdoar e fazer-lhe o bem.

O resultado foi que Harry Orchard se converteu. Tornou-se adventista do sétimo dia e prisioneiro exemplar. Tal é o poder do amor. Conseguir expressar tal amor é ser semelhante ao Pai.

Amilton Menezes



Ele amou os inimigos



 “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. … Porque, … nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho” (Romanos 5:6-10).

Você enviaria seu filho jovem e inocente a um covil de assassinos e ladrões? Enviaria seu filho para que contasse a eles que você é realmente uma pessoa maravilhosa? Seria capaz de fazer isso, mesmo sabendo que eles zombariam dele, o rejeitariam e tendo oportunidade o matariam, embora ele estivesse tentando ajudá-los?

Felizmente não precisamos fazer essa escolha. Mas Deus a fez. Ele amou tanto o mundo que deu Seu único Filho para vir e morrer por nós, para que pudéssemos ter a vida eterna. Assim é o Deus a quem servimos. Essa é a qualidade de amor que Ele tem. Conforme o texto bíblico de hoje apresenta, Jesus morreu por nós enquanto ainda éramos Seus inimigos. Jesus falava sério quando disse que, se quisermos ser como nosso Pai celeste, precisamos amar até os nossos inimigos e desejar-lhes o melhor.

Deus não só demonstrou o que significa amar um inimigo (Mt 5:44) quando enviou Jesus para morrer por nós; Ele demonstra também Seu amor pelos Seus inimigos diariamente fazendo “nascer o Seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (verso 45). O amor e cuidado de Deus são uma constante em nossa vida.

A natureza humana não renovada não pode agir como Deus age. Ela pensaria em fidelidade e chegaria à conclusão de que as pessoas más não merecem chuva e sol. Essa conclusão estaria correta.

Mas o interessante em tudo isso é que Deus não nos dá o que merecemos. Ele nos dá o que precisamos.

Como cristãos, somos chamados a amar. Somos convidados a imitar o Pai, Aquele que ama até mesmo Seus inimigos.



Quero ser como o Pai



“Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15).

Como podem as pessoas realmente saber se são semelhantes ao Pai do Céu? Não é sendo membros da igreja. Ser membro da igreja significa pertencer à igreja; significa ter seu nome registrado nos livros da igreja em algum lugar; quer dizer que exteriormente você aceitou um grupo de doutrinas mantidas por aquela igreja. Mas isso pode ter bem pouco a ver com o fato de ser semelhante ao Pai. Na realidade, muitos dos que são membros da igreja e até líderes dela têm a tendência de agir mais como o diabo do que como o Pai.

Pertencer ao quadro de membros da igreja é importante porque a igreja idealmente proporciona um companheirismo entre os membros, que encoraja e fortalece uns aos outros na vida cristã. A igreja (a despeito de todas as suas falhas) tem preservado a mensagem cristã através dos séculos. Mas a igreja não é Deus, assim como ser membro de uma igreja não significa ser cristão.

Ser cristão significa ser como o Pai, que ama até mesmo Seus inimigos. Significa seguir o exemplo de Jesus. Jesus acertou em cheio o que significa ser cristão quando disse: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:15). O elemento decisivo é que amemos aos outros como Deus nos tem amado.

Ellen White nos ajuda a compreender esse ponto quando escreve: “Não é a posição terrena, nem o nascimento, nem a nacionalidade, nem os privilégios religiosos, o que prova ser membro da família de Deus; é um amor que envolve toda a humanidade”. Ela continua dizendo que até os pecadores reagem diante da bondade, mas que é “unicamente o Espírito de Deus que dá amor em troca de ódio. Ser bondoso para o ingrato e o mau, fazer o bem sem esperar retribuição, é a insígnia da realeza celeste, o sinal certo pelo qual os filhos do Altíssimo revelam sua elevada condição” (O Maior Discurso de Cristo, pg. 75).

A ordem de Jesus para mim, é que preciso ser como meu Pai.
http://novotempo.com/amiltonmenezes/2017/07/25/ele-amou-os-inimigos/

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